Dois trens A e B fazem manobra em uma estação ferroviária deslocando-se paralelamente sobre trilhos retilíneos. No instante $t=0\,\mathrm{s}$ eles estão lado a lado. O gráfico representa as velocidades dos dois trens a partir do instante $t=0\,\mathrm{s}$ até $t=150\,\mathrm{s}$, quando termina a manobra. A distância entre os dois trens no final da manobra é:

A separação final é o módulo da diferença entre os deslocamentos, isto é, a área algébrica entre as curvas $v_A(t)$ e $v_B(t)$.
No intervalo de $0$ a $50\,\mathrm{s}$, a velocidade relativa $v_A-v_B$ cai linearmente de $10$ para $0\,\mathrm{m/s}$, produzindo área $250\,\mathrm{m}$.
De $50$ a $150\,\mathrm{s}$, as contribuições positivas e negativas se compensam. Logo, a distância final é $250\,\mathrm{m}$.
Uma criança montada em um velocípede se desloca em trajetória retilínea, com velocidade constante em relação ao chão. A roda dianteira descreve uma volta completa em um segundo. O raio da roda dianteira vale $24\,\mathrm{cm}$ e o das traseiras $16\,\mathrm{cm}$. Podemos afirmar que as rodas traseiras do velocípede completam uma volta em, aproximadamente:

Sem deslizamento, todas as rodas têm a mesma velocidade de translação. Como $v=2\pi R/T$:
$\dfrac{R_d}{T_d}=\dfrac{R_t}{T_t}$.
Com $T_d=1\,\mathrm{s}$, $R_d=24\,\mathrm{cm}$ e $R_t=16\,\mathrm{cm}$:
$T_t=\dfrac{16}{24}\cdot1=\dfrac{2}{3}\,\mathrm{s}$.
Um sistema mecânico é formado por duas polias ideais que suportam três corpos A, B e C de mesma massa $m$, suspensos por fios ideais como representado na figura. O corpo B está suspenso simultaneamente por dois fios, um ligado a A e outro a C. Podemos afirmar que a aceleração do corpo B será:

Por simetria, A e C têm a mesma aceleração para baixo, enquanto B acelera para cima com o mesmo módulo $a$.
Para A (ou C): $mg-T=ma$.
Para B: $2T-mg=ma$.
Substituindo $T=m(g-a)$:
$2m(g-a)-mg=ma\Rightarrow a=g/3$.
Portanto B acelera para cima.
Um caminhão pesando $200\,\mathrm{kN}$ atravessa com velocidade constante uma ponte que pesa $1000\,\mathrm{kN}$ e é suportada por dois pilares distantes $50\,\mathrm{m}$ entre si. O gráfico que melhor representa as forças de reação $N_1$ e $N_2$ nos dois pilares em função da distância $x$ do centro de massa do caminhão ao centro do primeiro pilar é:

O equilíbrio vertical fornece $N_1+N_2=1200\,\mathrm{kN}$.
Tomando momentos em relação ao primeiro apoio:
$50N_2=1000\cdot25+200x$.
Logo, $N_2=500+4x$ e $N_1=700-4x$, em kN.
Assim, $N_2$ cresce linearmente de $500$ a $700\,\mathrm{kN}$ e $N_1$ decresce de $700$ a $500\,\mathrm{kN}$, cruzando-se em $600\,\mathrm{kN}$ para $x=25\,\mathrm{m}$. É o gráfico C.
Sobre uma mesa horizontal de atrito desprezível, dois blocos A e B de massas $m$ e $2m$, respectivamente, movendo-se ao longo de uma reta, colidem um com o outro. Após a colisão os blocos se mantêm unidos e deslocam-se para a direita com velocidade $\vec V$, como indicado na figura. O ÚNICO esquema que NÃO pode representar os movimentos dos dois blocos antes da colisão é:

Após a colisão, a quantidade de movimento é $p_f=(m+2m)V=3mV$ para a direita.
Testando os esquemas pelas quantidades de movimento iniciais, A, B, C e E fornecem exatamente $3mV$.
No esquema D, $p_i=2m(2V)+m(V)=5mV$, incompatível com $p_f=3mV$.
Logo, o único esquema impossível é D.
Um termômetro especial, de líquido dentro de um recipiente de vidro, é constituído de um bulbo de $1\,\mathrm{cm^3}$ e um tubo com secção transversal de $1\,\mathrm{mm^2}$. À temperatura de $20^\circ\mathrm{C}$, o líquido preenche completamente o bulbo até a base do tubo. À temperatura de $50^\circ\mathrm{C}$ o líquido preenche o tubo até uma altura de $12\,\mathrm{mm}$. Considere desprezíveis os efeitos da dilatação do vidro e da pressão do gás acima da coluna do líquido. Podemos afirmar que o coeficiente de dilatação volumétrica médio do líquido vale:

O volume inicial é $V_0=1\,\mathrm{cm^3}=1000\,\mathrm{mm^3}$.
A expansão que sobe pelo tubo é $\Delta V=A\Delta h=1\cdot12=12\,\mathrm{mm^3}$.
Como $\Delta T=30^\circ\mathrm{C}$:
$\beta=\dfrac{\Delta V}{V_0\Delta T}=\dfrac{12}{1000\cdot30}=4\times10^{-4}\,{}^\circ\mathrm{C}^{-1}$.
Considere uma máquina térmica em que $n$ moles de um gás ideal executam o ciclo indicado no gráfico pressão $P$ versus volume $V$.
Sendo $T$ a temperatura do gás, considere as relações:
I) $T_A=4T_C$ e $T_B=T_D$
II) $T_A=T_C$ e $T_B=4T_D$
Sendo $W$ o trabalho realizado pelo gás no trecho correspondente, considere as relações:
III) $|W_{AB}|=|W_{CD}|$
IV) $|W_{AB}|\mathrel{>}|W_{CD}|$
Estão corretas as relações:

Para gás ideal, $T\propto PV$. Pelo gráfico: $A=(V_1,2P_1)$, $B=(2V_1,2P_1)$, $C=(2V_1,P_1)$ e $D=(V_1,P_1)$.
Portanto $T_A=T_C$ e $T_B=4T_D$: relação II.
Nos trechos horizontais, $|W|=P|\Delta V|$. Assim, $|W_{AB}|=2P_1V_1$ e $|W_{CD}|=P_1V_1$, logo $|W_{AB}|\mathrel{>}|W_{CD}|$: relação IV.
Um circuito é formado de duas lâmpadas $L_1$ e $L_2$, uma fonte de $6\,\mathrm{V}$ e uma resistência $R$, conforme desenhado na figura. As lâmpadas estão acesas e funcionando em seus valores nominais ($L_1$: $0{,}6\,\mathrm{W}$ e $3\,\mathrm{V}$ e $L_2$: $0{,}3\,\mathrm{W}$ e $3\,\mathrm{V}$). O valor da resistência $R$ é:

As duas lâmpadas operam com $3\,\mathrm{V}$. A corrente em $L_1$ é $I_1=P_1/U_1=0{,}6/3=0{,}20\,\mathrm{A}$.
Em $L_2$, $I_2=0{,}3/3=0{,}10\,\mathrm{A}$.
Como $L_2$ está em paralelo com $R$, ambos recebem $3\,\mathrm{V}$. Pela lei dos nós, a corrente no resistor é $0{,}20-0{,}10=0{,}10\,\mathrm{A}$.
$R=U/I=3/0{,}10=30\,\Omega$.
Uma bóia pode se deslocar livremente ao longo de uma haste vertical, fixada no fundo do mar. Na figura, a curva cheia representa uma onda no instante $t=0\,\mathrm{s}$ e a curva tracejada a mesma onda no instante $t=0{,}2\,\mathrm{s}$. Com a passagem dessa onda, a bóia oscila. Nesta situação, o menor valor possível da velocidade da onda e o correspondente período de oscilação da bóia valem:

Pela escala, o comprimento de onda é aproximadamente $\lambda=2{,}0\,\mathrm{m}$.
Entre as duas fotografias, o menor deslocamento compatível com o perfil é $\Delta x=0{,}5\,\mathrm{m}$ em $0{,}2\,\mathrm{s}$.
Logo, $v=\Delta x/\Delta t=2{,}5\,\mathrm{m/s}$ e $T=\lambda/v=2/2{,}5=0{,}8\,\mathrm{s}$.
Uma esteira rolante transporta 15 caixas de bebida por minuto, de um depósito no subsolo até o andar térreo. A esteira tem comprimento de $12\,\mathrm{m}$, inclinação de $30^\circ$ com a horizontal e move-se com velocidade constante. As caixas a serem transportadas já são colocadas com a velocidade da esteira. Se cada caixa pesa $200\,\mathrm{N}$, o motor que aciona esse mecanismo deve fornecer a potência de:
A elevação vertical de cada caixa é $h=12\sin30^\circ=6\,\mathrm{m}$.
A energia potencial ganha por caixa é $\Delta E_p=Ph=200\cdot6=1200\,\mathrm{J}$.
Em um minuto são 15 caixas: $E=18000\,\mathrm{J}$. Portanto,
$\mathcal P=18000/60=300\,\mathrm{W}$.
Num forno de microondas é colocado um vasilhame contendo $3\,\mathrm{kg}$ d'água a $10^\circ\mathrm{C}$. Após manter o forno ligado por $14\,\mathrm{min}$, verifica-se que a água atinge a temperatura de $50^\circ\mathrm{C}$. O forno é então desligado e dentro do vasilhame d'água é colocado um corpo de massa $1\,\mathrm{kg}$ e calor específico $c=0{,}2\,\mathrm{cal/(g\,{}^\circ C)}$, à temperatura inicial de $0^\circ\mathrm{C}$. Despreze o calor necessário para aquecer o vasilhame e considere que a potência fornecida pelo forno é continuamente absorvida pelos corpos dentro dele. O tempo a mais que será necessário manter o forno ligado, na mesma potência, para que a temperatura de equilíbrio final do conjunto retorne a $50^\circ\mathrm{C}$ é:
Para aquecer a água de $10$ a $50^\circ\mathrm{C}$:
$Q=3000\cdot1\cdot40=120000\,\mathrm{cal}$ em $14\,\mathrm{min}=840\,\mathrm{s}$.
A potência térmica é $120000/840\,\mathrm{cal/s}$.
Ao final, a água volta a $50^\circ\mathrm{C}$; portanto a energia adicional líquida é exatamente a necessária para levar o corpo de $0$ a $50^\circ\mathrm{C}$:
$Q_c=1000\cdot0{,}2\cdot50=10000\,\mathrm{cal}$.
$t=10000/(120000/840)=70\,\mathrm{s}$.
Um LASER produz um feixe paralelo de luz, com $4\,\mathrm{mm}$ de diâmetro. Utilizando um espelho plano e uma lente delgada convergente, deseja-se converter o feixe paralelo num feixe divergente propagando-se em sentido oposto. O feixe divergente deve ter abertura total $\varphi=0{,}4\,\mathrm{rad}$, passando pelo centro óptico C da lente. A figura mostra a configuração do sistema. Como $\varphi$ é pequeno, pode-se considerar $\varphi\simeq\sin\varphi\simeq\tan\varphi$. Para se obter o efeito desejado, a distância focal $f$ da lente e a distância $d$ da lente ao espelho devem valer:

O raio do feixe incidente é $2\,\mathrm{mm}$. A abertura total é $0{,}4\,\mathrm{rad}$, logo cada borda faz aproximadamente $0{,}2\,\mathrm{rad}$ com o eixo.
$\tan(\varphi/2)\simeq\dfrac{2}{f}\Rightarrow0{,}2=2/f$, portanto $f=10\,\mathrm{mm}$.
Para o foco formado pela lente ser refletido pelo espelho e retornar ao centro óptico, o foco deve estar à mesma distância do espelho que a lente, isto é, $f=2d$. Logo $d=5\,\mathrm{mm}$.
A curva da figura 1 mostra a dependência do índice de refração $n$ de uma substância transparente com a frequência $f$ da luz. Três raios de luz 1, 2 e 3, paralelos, incidem segundo um ângulo de $45^\circ$ sobre a superfície plana de um bloco da substância e são refratados, conforme indicado na figura 2. Denominando $f_1$, $f_2$ e $f_3$ as frequências dos raios 1, 2 e 3, respectivamente, conclui-se que:

O gráfico mostra que $n$ cresce com a frequência. Para a mesma incidência, pela lei de Snell, quanto maior $n$, menor o ângulo refratado em relação à normal.
Na figura, o raio 2 é o que mais se aproxima da normal, seguido do raio 3 e depois do raio 1.
Assim, $n_2\mathrel{>}n_3\mathrel{>}n_1$ e, consequentemente, $f_1\mathrel{<}f_3\mathrel{<}f_2$.
Três pequenas esferas carregadas com cargas de mesmo módulo, sendo A positiva e B e C negativas, estão presas nos vértices de um triângulo equilátero. No instante em que elas são soltas, simultaneamente, a direção e o sentido de suas acelerações serão melhor representados pelo esquema:

Em A, as atrações exercidas por B e C têm componentes horizontais que se anulam e componentes verticais para baixo que se somam.
Em B, a atração por A aponta para cima e para a esquerda, enquanto a repulsão por C aponta para a direita. A resultante fica para cima e para a direita. Em C ocorre a situação simétrica, com resultante para cima e para a esquerda.
O esquema correspondente é B.
Um capacitor é formado por duas placas paralelas, separadas $10\,\mathrm{mm}$ entre si. Considere as placas do capacitor perpendiculares ao plano do papel. Na figura são mostradas as intersecções das placas $P_1$ e $P_2$ e de algumas superfícies equipotenciais com o plano do papel. Ao longo do eixo médio AA', o campo elétrico é uniforme entre as placas e seu valor é $E=10^5\,\mathrm{V/m}$. As superfícies equipotenciais indicadas estão igualmente espaçadas de $1\,\mathrm{mm}$ ao longo do eixo. Uma carga $q=10^{-14}\,\mathrm{C}$ é levada do ponto O ao ponto P, indicados na figura. O trabalho realizado é:

Entre equipotenciais consecutivas ao longo do eixo:
$|\Delta V|=E\Delta d=10^5\cdot10^{-3}=100\,\mathrm{V}$.
Da figura, O e P estão separados por quatro intervalos, portanto $|\Delta V|=400\,\mathrm{V}$.
O módulo do trabalho elétrico é $|W|=q|\Delta V|=10^{-14}\cdot400=4\times10^{-12}\,\mathrm{J}$.
Um estudante está prestando vestibular e não se lembra da fórmula correta que relaciona a velocidade $v$ de propagação do som, com a pressão $P$ e a massa específica $\rho$ ($\mathrm{kg/m^3}$), num gás. No entanto, ele se recorda que a fórmula é do tipo $v^\alpha=C\,P^\beta/\rho$, onde $C$ é uma constante adimensional. Analisando as dimensões (unidades) das diferentes grandezas físicas, ele conclui que os valores corretos dos expoentes $\alpha$ e $\beta$ são:
$[P]=M L^{-1}T^{-2}$ e $[\rho]=M L^{-3}$. Logo,
$\left[\dfrac{P}{\rho}\right]=L^2T^{-2}=[v^2]$.
Portanto $v^2=C\,P/\rho$, o que fornece $\alpha=2$ e $\beta=1$.
Deseja-se medir a pressão interna $P$ em um grande tanque de gás. Para isto, utiliza-se como manômetro um sistema formado por um cilindro e um pistão de área $A$, preso a uma mola de constante elástica $k$. A mola está no seu estado natural (sem tensão) quando o pistão encosta na base do cilindro, e tem comprimento $L_0$ (Figura 1 — registro R fechado). Abrindo-se o registro R, o gás empurra o pistão, comprimindo a mola, que fica com comprimento $L$ (Figura 2 — registro R aberto). A pressão ambiente vale $P_0$ e é aplicada no lado externo do pistão. O sistema é mantido à temperatura ambiente durante todo o processo. O valor da pressão absoluta $P$ no tanque vale:

No equilíbrio, a força do gás sobre o pistão equilibra a pressão externa e a força elástica:
$PA=P_0A+k(L_0-L)$.
Dividindo por $A$:
$P=P_0+\dfrac{k(L_0-L)}{A}$.
Um recipiente contém dois líquidos I e II de massas específicas (densidades) $\rho_1$ e $\rho_2$, respectivamente. Um cilindro maciço de altura $h$ se encontra em equilíbrio na região da interface entre os líquidos, como mostra a figura. Podemos afirmar que a massa específica do material do cilindro vale:

Pela figura, $h/3$ do cilindro está no líquido I e $2h/3$ está no líquido II.
No equilíbrio, peso = soma dos empuxos:
$\rho_c A h g=\rho_1 A\dfrac{h}{3}g+\rho_2 A\dfrac{2h}{3}g$.
Assim, $\rho_c=\dfrac{\rho_1+2\rho_2}{3}$.
Um fio retilíneo, bastante longo, está no plano de uma espira retangular, paralelo a um de seus lados, conforme indicado na Figura 1. A corrente $I_1$ no fio varia em função do tempo $t$ conforme indicado na Figura 2. O gráfico que melhor representa a corrente $I_2$ induzida na espira é:

O fluxo magnético através da espira é proporcional à corrente $I_1$. Pela lei de Faraday-Lenz, $I_2$ só existe quando $I_1$ varia.
De $0$ a $t_1$, $I_1$ cresce linearmente: a corrente induzida tem módulo constante e sentido oposto ao definido como positivo na figura. De $t_1$ a $t_2$, $I_1$ é constante: $I_2=0$. De $t_2$ a $t_3$, $I_1$ decresce linearmente: a corrente induzida inverte o sentido e mantém módulo constante.
O gráfico correspondente é E.
Considere os dois ímãs permanentes mostrados na figura. O externo tem forma de anel, com quatro polos. O interno, em forma de cruz, pode girar livremente em torno do eixo O, fixo e coincidente com o eixo do anel. As polaridades N (Norte) e S (Sul) dos polos (de igual intensidade em módulo) estão representadas na figura. A posição do ímã móvel em relação ao anel é dada pelo ângulo $\varphi$. Podemos afirmar que o gráfico que melhor pode representar o valor do torque (momento de força) total $\tau$, que age sobre o ímã móvel, em função de $\varphi$, é:

Por simetria, para qualquer orientação do ímã em cruz, os torques produzidos pelas interações com os quatro polos do anel se compensam par a par.
Assim, o torque resultante em torno do eixo O é nulo para qualquer valor de $\varphi$:
$\tau=0$.
O gráfico correspondente é E.