Acervo FUVEST · Método TEF

FUVEST 2003 | 1ª Fase — Questões de Física comentadas — Método TEF

12 questões exclusivamente de Física (Prova V), com enunciados fiéis ao PDF, gabarito oficial e resoluções comentadas pelo Método TEF.

Q53
Ondulatória — Acústica — Efeito Doppler com Observador em Movimento

Uma onda sonora considerada plana, proveniente de uma sirene em repouso, propaga-se no ar parado, na direção horizontal, com velocidade $V$ igual a $330\text{ m/s}$ e comprimento de onda igual a $16{,}5\text{ cm}$. Na região em que a onda está se propagando, um atleta corre, em uma pista horizontal, com velocidade $U$ igual a $6{,}60\text{ m/s}$, formando um ângulo de $60^\circ$ com a direção de propagação da onda. O som que o atleta ouve tem freqüência aproximada de

Frentes de onda e velocidade U do atleta formando 60 graus com a direção de propagação V
A)$1960\text{ Hz}$
B)$1980\text{ Hz}$
C)$2000\text{ Hz}$
D)$2020\text{ Hz}$
E)$2040\text{ Hz}$

Gabarito oficial FUVEST 2003 — 1ª Fase (Prova V)

B
Gabarito comentado Método TEF

A freqüência emitida pela sirene é

$f=\dfrac{V}{\lambda}=\dfrac{330}{0{,}165}=2000\text{ Hz}$.

Somente a componente da velocidade do atleta na direção de propagação altera a freqüência percebida:

$U_x=U\cos60^\circ=6{,}60\cdot0{,}5=3{,}30\text{ m/s}$.

Como o atleta se move no mesmo sentido das frentes de onda,

$f'=f\dfrac{V-U_x}{V}=2000\dfrac{330-3{,}3}{330}\approx1980\text{ Hz}$.

Q54
Física Moderna — Física Nuclear — Conservação da Quantidade de Movimento

Núcleos atômicos instáveis, existentes na natureza e denominados isótopos radioativos, emitem radiação espontaneamente. Tal é o caso do Carbono-14 ($^{14}\mathrm{C}$), um emissor de partículas beta ($\beta^-$). Neste processo, o núcleo de $^{14}\mathrm{C}$ deixa de existir e se transforma em um núcleo de Nitrogênio-14 ($^{14}\mathrm{N}$), com a emissão de um anti-neutrino $\bar{\nu}$ e uma partícula $\beta^-$:

$^{14}\mathrm{C}\rightarrow{}^{14}\mathrm{N}+\beta^-+\bar{\nu}$

Os vetores quantidade de movimento das partículas, em uma mesma escala, resultantes do decaimento beta de um núcleo de $^{14}\mathrm{C}$, em repouso, poderiam ser melhor representados, no plano do papel, pela figura

A)Alternativa A: Três vetores horizontais, todos para a direita
B)Alternativa B: Nitrogênio e beta para cima e direita; antineutrino para cima e esquerda
C)Alternativa C: Nitrogênio e beta para a direita; antineutrino para a esquerda, com menor módulo
D)Alternativa D: Beta para cima e direita; antineutrino para cima e esquerda; nitrogênio para baixo e esquerda
E)Alternativa E: Nitrogênio para cima; beta para a direita; antineutrino para a esquerda

Gabarito oficial FUVEST 2003 — 1ª Fase (Prova V)

D
Gabarito comentado Método TEF

O núcleo de $^{14}\mathrm{C}$ estava inicialmente em repouso, portanto sua quantidade de movimento total era nula.

Pela conservação da quantidade de movimento, após o decaimento deve valer

$\vec p_{N}+\vec p_{\beta}+\vec p_{\bar\nu}=\vec 0$.

Logo, os três vetores devem poder formar um polígono fechado. A única representação compatível é a alternativa D.

Na alternativa D, a componente horizontal da quantidade de movimento da partícula beta compensa a soma das componentes horizontais dos outros dois vetores. Na vertical, a componente para baixo do nitrogênio compensa as componentes para cima das duas partículas emitidas. É a soma vetorial que deve se anular; não se exige igualdade dos três módulos.

Q55
Mecânica — Cinemática — Rotação de um Cilindro

É conhecido o processo utilizado por povos primitivos para fazer fogo. Um jovem, tentando imitar parcialmente tal processo, mantém entre suas mãos um lápis de forma cilíndrica e com raio igual a $0{,}40\text{ cm}$ de tal forma que, quando movimenta a mão esquerda para a frente e a direita para trás, em direção horizontal, imprime ao lápis um rápido movimento de rotação. O lápis gira, mantendo seu eixo fixo na direção vertical, como mostra a figura ao lado. Realizando diversos deslocamentos sucessivos e medindo o tempo necessário para executá-los, o jovem conclui que pode deslocar a ponta dos dedos de sua mão direita de uma distância $L=15\text{ cm}$, com velocidade constante, em aproximadamente $0{,}30\text{ s}$. Podemos afirmar que, enquanto gira num sentido, o número de rotações por segundo executadas pelo lápis é aproximadamente igual a

Mãos movimentando um lápis cilíndrico e indicação dos deslocamentos L e L sobre 2
A)5
B)8
C)10
D)12
E)20

Gabarito oficial FUVEST 2003 — 1ª Fase (Prova V)

E
Gabarito comentado Método TEF

A velocidade tangencial da superfície do lápis é aproximadamente a velocidade dos dedos:

$v=\dfrac{L}{\Delta t}=\dfrac{0{,}15}{0{,}30}=0{,}50\text{ m/s}$.

Com $r=0{,}40\text{ cm}=0{,}0040\text{ m}$:

$\omega=\dfrac{v}{r}=\dfrac{0{,}50}{0{,}0040}=125\text{ rad/s}$.

Assim, o número de rotações por segundo é

$f=\dfrac{\omega}{2\pi}\approx\dfrac{125}{6{,}28}\approx20\text{ s}^{-1}$.

Q56
Mecânica — Cinemática — Velocidade Relativa

Uma jovem viaja de uma cidade A para uma cidade B, dirigindo um automóvel por uma estrada muito estreita. Em um certo trecho, em que a estrada é reta e horizontal, ela percebe que seu carro está entre dois caminhões–tanque bidirecionais e iguais, como mostra a figura. A jovem observa que os dois caminhões, um visto através do espelho retrovisor plano, e o outro, através do pára-brisa, parecem aproximar-se dela com a mesma velocidade. Como o automóvel e o caminhão de trás estão viajando no mesmo sentido, com velocidades de $40\text{ km/h}$ e $50\text{ km/h}$, respectivamente, pode-se concluir que a velocidade do caminhão que está à frente é

Automóvel entre dois caminhões-tanque numa estrada entre as cidades A e B
A)$50\text{ km/h}$ com sentido de A para B
B)$50\text{ km/h}$ com sentido de B para A
C)$40\text{ km/h}$ com sentido de A para B
D)$30\text{ km/h}$ com sentido de B para A
E)$30\text{ km/h}$ com sentido de A para B

Gabarito oficial FUVEST 2003 — 1ª Fase (Prova V)

E
Gabarito comentado Método TEF

Adotando como positivo o sentido A → B, o carro tem velocidade $40\ \mathrm{km/h}$. O caminhão traseiro aproxima-se com $50-40=10\ \mathrm{km/h}$. No retrovisor plano, a distância da imagem ao espelho é a mesma distância do caminhão ao espelho, de modo que o módulo dessa aproximação continua sendo 10 km/h.

O caminhão da frente deve também se aproximar a 10 km/h. Portanto, $40-v=10$, de onde $v=30\ \mathrm{km/h}$, no sentido A → B. Se viesse no sentido oposto, a aproximação seria maior que 40 km/h, incompatível com a observação.

Alternativa E.

Q57
Mecânica — Hidrostática — Empuxo e Equilíbrio

Considere dois objetos cilíndricos maciços A e B, de mesma altura e mesma massa e com seções transversais de áreas, respectivamente, $S_A$ e $S_B=2S_A$. Os blocos, suspensos verticalmente por fios que passam por uma polia sem atrito, estão em equilíbrio acima do nível da água de uma piscina, conforme mostra a figura ao lado. A seguir, o nível da água da piscina sobe até que os cilindros, cujas densidades têm valor superior à da água, fiquem em nova posição de equilíbrio, parcialmente imersos. A figura que melhor representa esta nova posição de equilíbrio é

Configuração inicial dos cilindros A e B suspensos por uma polia acima da água
A)Alternativa A: A e B com alturas imersas iguais
B)Alternativa B: Altura imersa de A igual ao dobro da altura imersa de B
C)Alternativa C: Altura imersa de B igual ao dobro da altura imersa de A
D)Alternativa D: B muito mais imerso que A
E)Alternativa E: A muito mais imerso que B

Gabarito oficial FUVEST 2003 — 1ª Fase (Prova V)

B
Gabarito comentado Método TEF

Como as massas são iguais e a polia é ideal, para o novo equilíbrio as forças de empuxo nos dois cilindros devem ter o mesmo módulo.

Se $x_A$ e $x_B$ são as alturas imersas,

$\rho gS_Ax_A=\rho gS_Bx_B$.

Como $S_B=2S_A$:

$x_A=2x_B$.

O cilindro A deve ficar imerso até uma profundidade vertical duas vezes maior que B. Isso ocorre na alternativa B.

Q58
Eletromagnetismo — Campo Magnético — Seletor de Velocidades

Um feixe de elétrons, todos com mesma velocidade, penetra em uma região do espaço onde há um campo elétrico uniforme entre duas placas condutoras, planas e paralelas, uma delas carregada positivamente e a outra, negativamente. Durante todo o percurso, na região entre as placas, os elétrons têm trajetória retilínea, perpendicular ao campo elétrico. Ignorando efeitos gravitacionais, esse movimento é possível se entre as placas houver, além do campo elétrico, também um campo magnético, com intensidade adequada e

A)perpendicular ao campo elétrico e à trajetória dos elétrons.
B)paralelo e de sentido oposto ao do campo elétrico.
C)paralelo e de mesmo sentido que o do campo elétrico.
D)paralelo e de sentido oposto ao da velocidade dos elétrons.
E)paralelo e de mesmo sentido que o da velocidade dos elétrons.

Gabarito oficial FUVEST 2003 — 1ª Fase (Prova V)

A
Gabarito comentado Método TEF

Para a trajetória permanecer retilínea, a força magnética deve cancelar a força elétrica.

A força elétrica é paralela ao campo elétrico. Já a força magnética é

$\vec F_B=q\vec v\times\vec B$.

Para que $\vec F_B$ seja oposta à força elétrica, $\vec B$ deve ser perpendicular simultaneamente a $\vec v$ e a $\vec E$.

Q59
Eletricidade — Eletrodinâmica — Potência Elétrica e Resistência

Ganhei um chuveiro elétrico de $6050\text{ W}$ - $220\text{ V}$. Para que esse chuveiro forneça a mesma potência na minha instalação, de $110\text{ V}$, devo mudar a sua resistência para o seguinte valor, em ohms:

A)$0{,}5$
B)$1{,}0$
C)$2{,}0$
D)$4{,}0$
E)$8{,}0$

Gabarito oficial FUVEST 2003 — 1ª Fase (Prova V)

C
Gabarito comentado Método TEF

Para um resistor,

$P=\dfrac{U^2}{R}$.

Para manter $P=6050\text{ W}$ em $U=110\text{ V}$:

$R=\dfrac{110^2}{6050}=2{,}0\ \Omega$.

Q60
Termologia — Gases Ideais — Transformação Isobárica

O gasômetro G, utilizado para o armazenamento de ar, é um recipiente cilíndrico, metálico, com paredes laterais de pequena espessura. G é fechado na sua parte superior, aberto na inferior que permanece imersa em água e pode se mover na direção vertical. G contém ar, inicialmente à temperatura de $300\text{ K}$ e o nível da água no seu interior se encontra $2{,}0\text{ m}$ abaixo do nível externo da água. Nessas condições, a tampa de G está $9{,}0\text{ m}$ acima do nível externo da água, como mostra a figura ao lado. Aquecendo-se o gás, o sistema se estabiliza numa nova altura de equilíbrio, com a tampa superior a uma altura H, em relação ao nível externo da água, e com a temperatura do gás a $360\text{ K}$. Supondo que o ar se comporte como um gás ideal, a nova altura H será, aproximadamente, igual a

Gasômetro G parcialmente imerso em água, com temperatura inicial de 300 K e desnível interno de 2,0 m
A)$8{,}8\text{ m}$
B)$9{,}0\text{ m}$
C)$10{,}8\text{ m}$
D)$11{,}2\text{ m}$
E)$13{,}2\text{ m}$

Gabarito oficial FUVEST 2003 — 1ª Fase (Prova V)

D
Gabarito comentado Método TEF

Como o gasômetro móvel permanece em equilíbrio sob o mesmo peso, a pressão interna permanece constante. Assim, o desnível de $2{,}0\text{ m}$ entre as superfícies da água também permanece constante.

A altura inicial da coluna de ar é

$L_0=9{,}0+2{,}0=11{,}0\text{ m}$.

Em transformação isobárica, $V/T$ é constante. Como a seção do cilindro é constante, $L/T$ também é constante:

$L=11{,}0\dfrac{360}{300}=13{,}2\text{ m}$.

Logo, $H=L-2{,}0=11{,}2\text{ m}$.

Q61
Mecânica — Trabalho e Energia — Trabalho e Dissipação por Atrito

Uma criança estava no chão. Foi então levantada por sua mãe que a colocou em um escorregador a uma altura de $2{,}0\text{ m}$ em relação ao solo. Partindo do repouso, a criança deslizou e chegou novamente ao chão com velocidade igual a $4\text{ m/s}$. Sendo T o trabalho realizado pela mãe ao suspender o filho, e sendo a aceleração da gravidade $g=10\text{ m/s}^2$, a energia dissipada por atrito, ao escorregar, é aproximadamente igual a

A)$0{,}1T$
B)$0{,}2T$
C)$0{,}6T$
D)$0{,}9T$
E)$1{,}0T$

Gabarito oficial FUVEST 2003 — 1ª Fase (Prova V)

C
Gabarito comentado Método TEF

O trabalho da mãe é o aumento da energia potencial:

$T=mgh=m\cdot10\cdot2=20m$.

Ao chegar ao solo, a energia cinética é

$K=\dfrac12mv^2=\dfrac12m\cdot16=8m$.

A energia dissipada é

$E_d=T-K=20m-8m=12m=0{,}6T$.

Q62
Termologia — Calorimetria — Mistura e Aquecimento

Dois recipientes iguais, A e B, contêm, respectivamente, $2{,}0$ litros e $1{,}0$ litro de água à temperatura de $20^\circ\text{C}$. Utilizando um aquecedor elétrico, de potência constante, e mantendo-o ligado durante $80\text{ s}$, aquece-se a água do recipiente A até a temperatura de $60^\circ\text{C}$. A seguir, transfere-se $1{,}0$ litro de água de A para B, que passa a conter $2{,}0$ litros de água à temperatura T. Essa mesma situação final, para o recipiente B, poderia ser alcançada colocando-se $2{,}0$ litros de água a $20^\circ\text{C}$ em B e, a seguir, ligando-se o mesmo aquecedor elétrico em B, mantendo-o ligado durante um tempo aproximado de

A)$40\text{ s}$
B)$60\text{ s}$
C)$80\text{ s}$
D)$100\text{ s}$
E)$120\text{ s}$

Gabarito oficial FUVEST 2003 — 1ª Fase (Prova V)

A
Gabarito comentado Método TEF

Ao misturar $1{,}0$ litro a $60^\circ\text{C}$ com $1{,}0$ litro a $20^\circ\text{C}$, como as massas e calores específicos são iguais,

$T=\dfrac{60+20}{2}=40^\circ\text{C}$.

O aquecedor leva $80\text{ s}$ para elevar $2{,}0$ litros de água em $40^\circ\text{C}$. Para elevar a mesma massa em apenas $20^\circ\text{C}$, necessita metade do tempo:

$t=40\text{ s}$.

Q63
Óptica — Óptica da Visão — Hipermetropia e Presbiopia

Uma pessoa idosa que tem hipermetropia e presbiopia foi a um oculista que lhe receitou dois pares de óculos, um para que enxergasse bem os objetos distantes e outro para que pudesse ler um livro a uma distância confortável de sua vista.

Considerando que receitas fornecidas por oculistas utilizam o sinal mais (+) para lentes convergentes e menos (-) para divergentes, a receita do oculista para um dos olhos dessa pessoa idosa poderia ser,

A)para longe: $-1{,}5$ dioptrias; para perto: $+4{,}5$ dioptrias
B)para longe: $-1{,}5$ dioptrias; para perto: $-4{,}5$ dioptrias
C)para longe: $+4{,}5$ dioptrias; para perto: $+1{,}5$ dioptrias
D)para longe: $+1{,}5$ dioptrias; para perto: $-4{,}5$ dioptrias
E)para longe: $+1{,}5$ dioptrias; para perto: $+4{,}5$ dioptrias
Informações fornecidas:Hipermetropia: a imagem de um objeto distante se forma atrás da retina. Presbiopia: o cristalino perde, por envelhecimento, a capacidade de acomodação e objetos próximos não são vistos com nitidez. Dioptria: a convergência de uma lente, medida em dioptrias, é o inverso da distância focal (em metros) da lente.

Gabarito oficial FUVEST 2003 — 1ª Fase (Prova V)

E
Gabarito comentado Método TEF

A hipermetropia é corrigida com lente convergente, portanto a correção para longe deve ter sinal positivo.

Na presbiopia, a acomodação para objetos próximos é insuficiente; a lente de leitura também deve ser convergente e, neste caso, com maior convergência.

Assim, a combinação compatível é $+1{,}5$ dioptrias para longe e $+4{,}5$ dioptrias para perto.

Q64
Eletricidade — Eletrodinâmica — Resistência Equivalente Variável

Duas barras M e N, de pequeno diâmetro, com $1{,}5\text{ m}$ de comprimento, feitas de material condutor com resistência de $R\Omega$ a cada metro de comprimento, são suspensas pelos pontos S e T e eletricamente interligadas por um fio flexível e condutor F, fixado às extremidades de uma alavanca que pode girar em torno de um eixo E. As barras estão parcialmente imersas em mercúrio líquido, como mostra a figura ao lado. Quando a barra M está totalmente imersa, o ponto S se encontra na superfície do líquido, e a barra N fica com um comprimento de $1{,}0\text{ m}$ fora do mercúrio e vice-versa. Suponha que os fios e o mercúrio sejam condutores perfeitos e que a densidade das barras seja maior do que a do mercúrio. Quando o extremo S da barra M se encontra a uma altura h da superfície do mercúrio, o valor da resistência elétrica r, entre o fio F e o mercúrio, em função da altura h, é melhor representado pelo gráfico

Barras M e N parcialmente imersas em mercúrio e conectadas por uma alavanca e fio condutor F
A)Alternativa A: Gráfico em V: R/4 nas extremidades e zero no centro
B)Alternativa B: Parábola côncava para baixo: zero em 0 e 1 m; máximo R/4 em 0,5 m
C)Alternativa C: Resistência constante R/4 entre 0 e 1 m
D)Alternativa D: Curva côncava para cima: mínimo R no centro e 2R nas extremidades
E)Alternativa E: Reta decrescente de 2R em zero até resistência nula em 1 m

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B
Gabarito comentado Método TEF

Os trechos imersos estão no mesmo potencial do mercúrio, um condutor perfeito. Só os comprimentos externos contribuem para a resistência: $h$ em M e $\ell-h$ em N, com $\ell=1{,}0\ \mathrm{m}$. Seja $\gamma=R\ \Omega/\mathrm{m}$ a resistência por unidade de comprimento.

As barras ligam o mesmo fio F ao mesmo banho de mercúrio e, portanto, estão em paralelo:

$r=\dfrac{(\gamma h)[\gamma(\ell-h)]}{\gamma h+\gamma(\ell-h)}=\gamma\dfrac{h(\ell-h)}{\ell}$.

Com $x=h/\ell$, isso equivale a $r=(R\ \Omega)x(1-x)$: parábola côncava para baixo, nula em $h=0$ e $h=1{,}0\ \mathrm{m}$, com máximo $R\ \Omega/4$ em $h=0{,}50\ \mathrm{m}$. É o gráfico B.