Vestibular 2000.2 · Física · Prova Tipo A · 30 questões reunidas em dois blocos de 15 · resolução comentada Método TEF.
Dados da prova
O PDF de Física do 2º semestre de 2000 reúne 30 questões em sequência. Para manter o padrão das provas Mackenzie da época no acervo, a página organiza o material em dois blocos de navegação de 15 questões.
Bloco 1: Q01–Q15
Bloco 2: Q16–Q30
Campus: Higienópolis
Q01
Mecânica — Cinemática — Movimento Uniforme
Dois amigos resolvem disputar uma corrida diferente, entre os pontos A e B de uma região plana do bairro onde moram, partindo simultaneamente de A e deslocando-se rigorosamente sobre as linhas tracejadas das alamedas. Enquanto Pedro segue a pé, com velocidade escalar constante de $3{,}6\text{ km/h}$, pela Alameda das Amoreiras, João segue de bicicleta pela trajetória indicada pelas setas (Al. das Pitangueiras, Al. das Laranjeiras e Al. dos Limoeiros), com velocidade escalar constante de $18{,}0\text{ km/h}$. Assinale a alternativa correta.
A)João chega a B, 4,0 minutos e 40 segundos antes que Pedro.
B)Pedro chega a B, 4,0 minutos e 40 segundos antes que João.
C)João chega a B, 5,0 minutos e 40 segundos antes que Pedro.
D)Pedro chega a B, 5,0 minutos e 40 segundos antes que João.
E)Pedro e João chegam juntos a B.
Gabarito — Mackenzie 2000.2
C
Resolução comentada
Pedro percorre $500\text{ m}$ pela Alameda das Amoreiras. Como $3{,}6\text{ km/h}=1\text{ m/s}$, seu tempo é $500\text{ s}=8\text{ min }20\text{ s}$.
João percorre $150+250+250+150=800\text{ m}$. Sua velocidade é $18\text{ km/h}=5\text{ m/s}$, então seu tempo é $160\text{ s}=2\text{ min }40\text{ s}$.
A diferença é $340\text{ s}=5\text{ min }40\text{ s}$, com João chegando antes.
Alternativa C.
Q02
Mecânica — Cinemática — Movimento Uniformemente Variado
Um carro parte do repouso com aceleração escalar constante de $2\text{ m/s}^2$. Após $10\text{ s}$ da partida, desliga-se o motor e, devido ao atrito, o carro passa a ter movimento retardado de aceleração constante de módulo $0{,}5\text{ m/s}^2$. O espaço total percorrido pelo carro, desde a sua partida até atingir novamente o repouso, foi de:
A)$100\text{ m}$
B)$200\text{ m}$
C)$300\text{ m}$
D)$400\text{ m}$
E)$500\text{ m}$
Gabarito — Mackenzie 2000.2
E
Resolução comentada
Nos primeiros $10\text{ s}$: $v=at=2\cdot10=20\text{ m/s}$ e $\Delta s_1=\dfrac{at^2}{2}=100\text{ m}$.
Na frenagem, $0=v^2+2a\Delta s_2$, com $a=-0{,}5\text{ m/s}^2$:
As margens de um rio, retilíneas e paralelas, distam entre si $100\sqrt3\text{ m}$ e a água corre paralelamente a elas com velocidade constante de módulo $4{,}0\text{ m/s}$. Um barqueiro deseja atravessar este rio com a proa de sua embarcação sempre disposta perpendicularmente à direção do deslocamento da água e o faz em $25\text{ s}$, com velocidade constante em relação à água. Sabendo que a massa total desta embarcação é $300\text{ kg}$, o módulo de seu vetor quantidade de movimento no instante em que atinge a margem oposta é, em relação a esta margem:
A)$2{,}4\sqrt3\cdot10^3\text{ kg·m/s}$
B)$2{,}4\cdot10^3\text{ kg·m/s}$
C)$1{,}2\sqrt3\cdot10^3\text{ kg·m/s}$
D)$1{,}2\cdot10^3\text{ kg·m/s}$
E)$1{,}0\cdot10^3\text{ kg·m/s}$
Gabarito — Mackenzie 2000.2
B
Resolução comentada
A componente perpendicular às margens é $v_y=\dfrac{100\sqrt3}{25}=4\sqrt3\text{ m/s}$.
A correnteza fornece a componente paralela $v_x=4\text{ m/s}$.
Logo, $v=\sqrt{(4\sqrt3)^2+4^2}=8\text{ m/s}$.
$p=mv=300\cdot8=2{,}4\cdot10^3\text{ kg·m/s}$.
Alternativa B.
Q04
Mecânica — Dinâmica — Plano Inclinado
Uma partícula de massa $m$ desliza com movimento progressivo ao longo do trilho ilustrado, desde o ponto A até o ponto E, sem perder contato com o mesmo. Desprezam-se as forças de atrito. Em relação ao trilho, o gráfico que melhor representa a aceleração escalar da partícula em função da distância percorrida é:
Dado: $g=10\text{ m/s}^2$.
A)Gráfico A.
B)Gráfico B.
C)Gráfico C.
D)Gráfico D.
E)Gráfico E.
Gabarito — Mackenzie 2000.2
A
Resolução comentada
No trecho AB, o triângulo tem lados $0{,}9$-$1{,}2$-$1{,}5$, portanto $\sin\theta=1{,}2/1{,}5=0{,}8$ e $a=+g\sin\theta=+8\text{ m/s}^2$.
Em BC e DE, horizontais, a aceleração tangencial é nula.
Em CD, o triângulo é semelhante, e o movimento é de subida: $a=-8\text{ m/s}^2$.
Os comprimentos acumulados são $1{,}5$, $2{,}5$, $3{,}25$ e $4{,}25\text{ m}$. O gráfico compatível é o A.
Alternativa A.
Q05
Mecânica — Hidrostática — Empuxo
Cláudio deseja colocar no fundo de uma piscina, com água de massa específica $1\text{ g/cm}^3$, um bloco maciço de $300\text{ g}$ com volume de $1000\text{ cm}^3$. Para que isso seja possível, ele adiciona a esse bloco um corpo de lastro, também maciço, de material de massa específica $11\text{ g/cm}^3$, cuja massa mínima deve ser de:
A)$330\text{ g}$
B)$450\text{ g}$
C)$630\text{ g}$
D)$770\text{ g}$
E)$1100\text{ g}$
Gabarito — Mackenzie 2000.2
D
Resolução comentada
Na condição mínima para o conjunto não flutuar, sua densidade média é igual à da água.
Se $m$ é a massa do lastro, seu volume é $m/11$ em $\text{cm}^3$.
Um objeto real, retilíneo e de altura $y$, é colocado perpendicularmente sobre o eixo principal de um espelho esférico côncavo de raio de curvatura $R$. Sendo $p$ a distância entre o vértice do espelho e o objeto, a altura $y\prime$ da imagem obtida é dada por:
A)$y\prime=y\left(\dfrac{R}{R-2p}\right)$
B)$y\prime=y\left(\dfrac{2R}{R-p}\right)$
C)$y\prime=y\left(\dfrac{p}{2R-p}\right)$
D)$y\prime=y\left(\dfrac{R-2p}{p}\right)$
E)$y\prime=y\left(\dfrac{p-2R}{R}\right)$
Gabarito — Mackenzie 2000.2
A
Resolução comentada
Para o espelho côncavo, $f=R/2$. Pela equação de Gauss:
$\dfrac{2}{R}=\dfrac1p+\dfrac1{p\prime}$, de onde $p\prime=\dfrac{Rp}{2p-R}$.
O aumento linear é $\dfrac{y\prime}{y}=-\dfrac{p\prime}{p}=-\dfrac{R}{2p-R}=\dfrac{R}{R-2p}$.
Alternativa A.
Q07
Ondulatória — Conceitos Básicos — Função de Onda
Uma onda mecânica se propaga de acordo com a função $y=10\cos\left[2\pi(20t-0{,}4x)\right]$, com unidades no Sistema Internacional. A velocidade de propagação dessa onda é de:
A)$20\text{ m/s}$
B)$25\text{ m/s}$
C)$40\text{ m/s}$
D)$50\text{ m/s}$
E)$80\text{ m/s}$
Gabarito — Mackenzie 2000.2
D
Resolução comentada
Comparando com $y=A\cos 2\pi(ft-x/\lambda)$, temos $f=20\text{ Hz}$ e $1/\lambda=0{,}4\text{ m}^{-1}$.
Logo, $\lambda=2{,}5\text{ m}$ e $v=f\lambda=20\cdot2{,}5=50\text{ m/s}$.
Alternativa D.
Q08
Termologia — Termometria — Escalas Termométricas
Numa cidade da Europa, no decorrer de um ano, a temperatura mais baixa no inverno foi $23^{\circ}\text{F}$ e a mais alta no verão foi $86^{\circ}\text{F}$. A variação da temperatura, em graus Celsius, ocorrida nesse período, naquela cidade, foi:
A)$28{,}0^{\circ}\text{C}$
B)$35{,}0^{\circ}\text{C}$
C)$40{,}0^{\circ}\text{C}$
D)$50{,}4^{\circ}\text{C}$
E)$63{,}0^{\circ}\text{C}$
Gabarito — Mackenzie 2000.2
B
Resolução comentada
$\Delta T_F=86-23=63^{\circ}\text{F}$.
Para intervalos de temperatura, $\Delta T_C=\dfrac59\Delta T_F=\dfrac59\cdot63=35^{\circ}\text{C}$.
Alternativa B.
Q09
Termologia — Dilatação Térmica — Dilatação Linear
Na realização de uma experiência, foram aquecidas duas barras metálicas A e B, construindo-se o gráfico da variação do comprimento $L$ das barras em função da temperatura $\theta$. A relação $\alpha_A/\alpha_B$, entre os coeficientes de dilatação linear dos materiais das barras A e B, é:
A)$\dfrac13$
B)$\dfrac12$
C)$1$
D)$2$
E)$3$
Gabarito — Mackenzie 2000.2
D
Resolução comentada
As duas barras partem do mesmo comprimento $L_0$ e atingem o mesmo acréscimo $L-L_0$.
A barra A atinge esse acréscimo em $50^{\circ}\text{C}$, enquanto B precisa de $100^{\circ}\text{C}$.
Como $\Delta L=L_0\alpha\Delta T$, $\alpha_A/\alpha_B=100/50=2$.
Alternativa D.
Q10
Termologia — Calorimetria — Calor Sensível
Um corpo de $250\text{ g}$, ao receber $6000\text{ cal}$, aumenta sua temperatura de $40^{\circ}\text{C}$, sem mudar seu estado de agregação. O calor específico do material desse corpo é:
Termodinâmica — Transformações Gasosas — Classificação das Transformações
Após a realização de três transformações, certa massa de gás perfeito foi do estado A para o D, passando pelos estados intermediários B e C, como mostra o gráfico. As transformações ocorridas foram, respectivamente:
A)isovolumétrica, isotérmica e isobárica.
B)isotérmica, isobárica e isovolumétrica.
C)isotérmica, isovolumétrica e isobárica.
D)isobárica, isovolumétrica e isotérmica.
E)isobárica, isotérmica e isovolumétrica.
Gabarito — Mackenzie 2000.2
E
Resolução comentada
A→B é horizontal no diagrama $P\times V$: pressão constante, portanto transformação isobárica.
B→C acompanha uma curva do tipo hipérbole: transformação isotérmica.
C→D é vertical: volume constante, transformação isovolumétrica.
Alternativa E.
Q12
Eletricidade — Eletrostática — Eletrização
Considere as afirmações abaixo:
I — Um corpo, ao ser eletrizado, ganha ou perde elétrons.
II — É possível eletrizar uma barra metálica por atrito, segurando-a com a mão, pois o corpo humano é de material semicondutor.
III — Estando inicialmente neutros, atrita-se um bastão de plástico com lã e, consequentemente, esses dois corpos adquirem cargas elétricas de mesmo valor e naturezas (sinais) opostas.
Assinale:
A)se somente I está correta.
B)se somente II está correta.
C)se somente III está correta.
D)se II e III estão corretas.
E)se I e III estão corretas.
Gabarito — Mackenzie 2000.2
E
Resolução comentada
I é verdadeira: nos processos eletrostáticos usuais há transferência de elétrons.
II é falsa: ao segurar um condutor metálico com a mão, há caminho condutor para o corpo e para a Terra.
III é verdadeira pela conservação da carga: os corpos inicialmente neutros adquirem cargas de mesmo módulo e sinais opostos.
Alternativa E.
Q13
Eletricidade — Eletrodinâmica — Potência Elétrica
Há alguns meses, foi colocado à venda nos supermercados brasileiros um tipo de lâmpada incandescente, cuja inscrição nominal era $(100\text{ W}—120\text{ V})$. Após reclamações de consumidores, alegando que tais lâmpadas “queimavam” com muita frequência, lançou-se um outro tipo de lâmpada, de inscrição nominal $(100\text{ W}—127\text{ V})$. A título de maiores esclarecimentos, podemos afirmar que:
A)a resistência elétrica do primeiro tipo de lâmpada é maior que a do segundo tipo.
B)a resistência elétrica do primeiro tipo de lâmpada é menor que a do segundo tipo.
C)a intensidade de corrente elétrica máxima permitida ao primeiro tipo de lâmpada para que não se “queime” é menor que a do segundo tipo.
D)a potência elétrica máxima, dissipada por efeito Joule, no primeiro tipo de lâmpada é maior que a do segundo tipo.
E)a potência elétrica máxima, dissipada por efeito Joule, no primeiro tipo de lâmpada é menor que a do segundo tipo.
Gabarito — Mackenzie 2000.2
B
Resolução comentada
Para uma lâmpada em sua condição nominal, $R=V^2/P$.
$R_{120}=120^2/100=144\Omega$ e $R_{127}=127^2/100\approx161\Omega$.
Logo, a resistência do primeiro tipo é menor.
Alternativa B.
Q14
Eletricidade — Eletrodinâmica — Geradores
Estudando um gerador elétrico, um técnico em eletricidade construiu o gráfico no qual $U$ é a d.d.p. entre os terminais do gerador e $i$ é a intensidade de corrente elétrica que o atravessa. A resistência elétrica desse gerador é:
A)$1{,}0\Omega$
B)$1{,}5\Omega$
C)$2{,}5\Omega$
D)$3{,}0\Omega$
E)$3{,}5\Omega$
Gabarito — Mackenzie 2000.2
C
Resolução comentada
Para um gerador real, $U=\varepsilon-ri$.
Do gráfico, a força eletromotriz é $20\text{ V}$ e a corrente de curto-circuito é $8\text{ A}$.
$r=\varepsilon/i_{cc}=20/8=2{,}5\Omega$.
Alternativa C.
Q15
Eletromagnetismo — Campo Magnético — Fundamentos do Magnetismo
Classifique cada uma das afirmações abaixo como verdadeira (V) ou falsa (F) e assinale a alternativa que indica a classificação correta.
I — No polo sul terrestre, localiza-se o polo sul magnético.
II — Uma partícula eletrizada, ao penetrar em um campo magnético qualquer, adquire sempre movimento circular uniforme.
III — Um fio condutor retilíneo, percorrido por corrente elétrica, gera um campo magnético de linhas de indução circulares, com o fio passando pelos seus centros.
IV — O fenômeno da indução magnética consiste na geração de uma força eletromotriz entre os terminais de um fio condutor, quando submetido a um fluxo magnético que varia com o tempo.
A)I (F), II (F), III (F), IV (F).
B)I (F), II (F), III (F), IV (V).
C)I (F), II (F), III (V), IV (V).
D)I (V), II (F), III (V), IV (F).
E)I (V), II (V), III (F), IV (F).
Gabarito — Mackenzie 2000.2
C
Resolução comentada
I é falsa: próximo ao polo sul geográfico situa-se, pela convenção física, um polo magnético norte da Terra.
II é falsa: movimento circular uniforme só ocorre, no caso ideal, quando a velocidade é perpendicular ao campo uniforme.
III é verdadeira pela regra da mão direita.
IV é verdadeira: a variação do fluxo magnético induz força eletromotriz.
Alternativa C.
Q16
Física Geral — Grandezas e Unidades — Análise Dimensional
A equação $[G]=[A]^a[B]^b[C]^g$, dimensionalmente homogênea, está relacionando as grandezas G, A, B e C. Sabendo que G representa uma aceleração, A uma massa, B um comprimento e C um intervalo de tempo, podemos afirmar que $a$, $b$ e $g$ valem, respectivamente:
A)$1,\ 1\ \text{e}\ 2$
B)$0,\ 1\ \text{e}\ 2$
C)$1,\ 1\ \text{e}\ -2$
D)$0,\ 1\ \text{e}\ -2$
E)$-2,\ 1\ \text{e}\ 0$
Gabarito — Mackenzie 2000.2
D
Resolução comentada
$[G]=LT^{-2}$, $[A]=M$, $[B]=L$ e $[C]=T$.
Assim, $LT^{-2}=M^aL^bT^g$.
Comparando os expoentes: $a=0$, $b=1$ e $g=-2$.
Alternativa D.
Q17
Mecânica — Cinemática — Velocidade Média
O sr. José sai de sua casa caminhando com velocidade escalar constante de $3{,}6\text{ km/h}$, dirigindo-se para o supermercado que está a $1{,}5\text{ km}$. Seu filho Fernão, $5$ minutos após, corre ao encontro do pai, levando a carteira que ele havia esquecido. Sabendo que o rapaz encontra o pai no instante em que este chega ao supermercado, podemos afirmar que a velocidade escalar média de Fernão foi igual a:
A)$5{,}4\text{ km/h}$
B)$5{,}0\text{ km/h}$
C)$4{,}5\text{ km/h}$
D)$4{,}0\text{ km/h}$
E)$3{,}8\text{ km/h}$
Gabarito — Mackenzie 2000.2
C
Resolução comentada
José leva $t=1{,}5/3{,}6=5/12\text{ h}=25\text{ min}$.
Fernão sai $5\text{ min}$ depois, portanto tem $20\text{ min}=1/3\text{ h}$ para percorrer $1{,}5\text{ km}$.
$v=1{,}5/(1/3)=4{,}5\text{ km/h}$.
Alternativa C.
Q18
Mecânica — Dinâmica — Velocidade Terminal
Em uma experiência de Física, abandonam-se do alto de uma torre duas esferas A e B, de mesmo raio e massas $m_A=2m_B$. Durante a queda, além da atração gravitacional da Terra, as esferas ficam sujeitas à ação da força de resistência do ar, cujo módulo é $F=kv^2$, onde $v$ é a velocidade de cada uma delas e $k$ uma constante de igual valor para ambas. Após certo tempo, as esferas adquirem velocidades constantes, respectivamente iguais a $V_A$ e $V_B$, cuja relação $V_A/V_B$ é:
A)$2$
B)$\sqrt3$
C)$\sqrt2$
D)$1$
E)$\dfrac{\sqrt2}{2}$
Gabarito — Mackenzie 2000.2
C
Resolução comentada
Na velocidade terminal, o peso é equilibrado pela resistência do ar:
Devido à ação da força resultante, um automóvel parte do repouso e descreve movimento retilíneo de aceleração constante. Observa-se que, $5\text{ s}$ após a partida, a potência da força resultante é $22{,}5\text{ kW}$ e a quantidade de movimento do automóvel é $7{,}5\text{ kN·s}$. A massa desse automóvel é:
A)$450\text{ kg}$
B)$500\text{ kg}$
C)$550\text{ kg}$
D)$600\text{ kg}$
E)$700\text{ kg}$
Gabarito — Mackenzie 2000.2
B
Resolução comentada
Como o movimento parte do repouso com aceleração constante, $p=Ft$.
$F=p/t=7500/5=1500\text{ N}$.
A potência instantânea é $P=Fv$, então $22500=1500v\Rightarrow v=15\text{ m/s}$.
$a=v/t=3\text{ m/s}^2$ e $m=F/a=1500/3=500\text{ kg}$.
Alternativa B.
Q20
Mecânica — Estática — Momento de uma Força
Uma pessoa quer iluminar a frente de sua casa e, para tanto, dispõe de um conjunto constituído de cordas ideais, de uma haste homogênea com secção transversal constante, de massa $2{,}00\text{ kg}$, e de uma luminária pendente de massa $1{,}00\text{ kg}$. A haste, sustentando a luminária em uma de suas extremidades e articulada em A, permanece em equilíbrio na horizontal, com auxílio das cordas 1 e 2, como mostra a figura. A relação entre as intensidades das forças tensoras $T_1$ e $T_2$, respectivamente nas cordas 1 e 2, é:
Nota editorial: os valores $\sin\alpha=0{,}8$, $\sin\beta=0{,}6$ e $g=10\text{ m/s}^2$, necessários à resolução, não aparecem visíveis no PDF fornecido; constam em reproduções da mesma questão.
A)$T_1=T_2$
B)$4T_1=3T_2$
C)$3T_1=4T_2$
D)$3T_1+4T_2=100$
E)$4T_1+3T_2=100$
Gabarito — Mackenzie 2000.2
E
Resolução comentada
Tomando momentos em torno da articulação A, somente as componentes verticais das trações contribuem.
O peso da haste é $20\text{ N}$ aplicado em $L/2$ e o da luminária é $10\text{ N}$ aplicado em $L$:
Uma pequena esfera metálica de densidade $5{,}0\text{ g/cm}^3$ é abandonada na superfície livre da água $(\rho=1{,}0\text{ g/cm}^3)$ de uma piscina com $2{,}25\text{ m}$ de profundidade. Sendo a massa da esfera igual a $10{,}0\text{ g}$, desprezando-se o atrito viscoso e adotando $g=10\text{ m/s}^2$, sua energia cinética no instante em que atinge o fundo é:
A)$360\text{ J}$
B)$180\text{ J}$
C)$60\text{ J}$
D)$0{,}36\text{ J}$
E)$0{,}18\text{ J}$
Gabarito — Mackenzie 2000.2
E
Resolução comentada
O volume da esfera é $V=m/\rho=10/5=2\text{ cm}^3=2\cdot10^{-6}\text{ m}^3$.
Seu peso é $P=0{,}01\cdot10=0{,}10\text{ N}$ e o empuxo é $E=1000\cdot10\cdot2\cdot10^{-6}=0{,}02\text{ N}$.
A força resultante para baixo é $0{,}08\text{ N}$. Pelo trabalho da resultante:
$K=F_Rh=0{,}08\cdot2{,}25=0{,}18\text{ J}$.
Alternativa E.
Q22
Óptica — Óptica Geométrica — Espelhos Planos
Uma pequena esfera, presa a uma das extremidades de um cordel, executa um movimento circular uniforme, de $60\text{ r.p.m.}$ e trajetória de diâmetro $60\text{ cm}$, sob a forma de um pêndulo cônico, conforme ilustra a figura. Perpendicularmente ao plano da trajetória, existe um espelho plano de largura ligeiramente inferior ao diâmetro citado, suficiente para que se descreva o referido movimento. Quando o segmento de reta que liga imaginariamente a esfera e sua respectiva imagem conjugada coincidir com o diâmetro da trajetória, a velocidade da esfera em relação a essa imagem será:
A)$3{,}8\text{ m/s}$
B)$2{,}8\text{ m/s}$
C)$1{,}9\text{ m/s}$
D)$0{,}95\text{ m/s}$
E)zero.
Gabarito — Mackenzie 2000.2
E
Resolução comentada
Nessa posição, o segmento objeto–imagem é perpendicular ao espelho e coincide com um diâmetro da trajetória.
A velocidade instantânea da esfera é tangente à circunferência, portanto paralela ao plano do espelho. A imagem em espelho plano possui, para componentes paralelas ao espelho, a mesma velocidade do objeto.
Assim, a velocidade relativa entre esfera e imagem é nula.
Alternativa E.
Q23
Ondulatória — Acústica — Velocidade do Som
Para temperaturas não muito altas, a velocidade de propagação do som no ar pode ser dada pelo gráfico da velocidade $v$ em função da temperatura $\theta$. A relação entre os comprimentos de onda $\lambda_1$ e $\lambda_2$, de dois sons de mesma frequência, que se propagam, respectivamente, em ar de temperatura $\theta_1=15^{\circ}\text{C}$ e $\theta_2=35^{\circ}\text{C}$, é:
A)$\dfrac{\lambda_1}{\lambda_2}=\dfrac{113}{117}$
B)$\dfrac{\lambda_1}{\lambda_2}=\dfrac{117}{113}$
C)$\dfrac{\lambda_1}{\lambda_2}=\dfrac{15}{35}$
D)$\dfrac{\lambda_1}{\lambda_2}=\dfrac{35}{15}$
E)$\dfrac{\lambda_1}{\lambda_2}=\dfrac35$
Gabarito — Mackenzie 2000.2
A
Resolução comentada
O gráfico é linear: de $0$ a $10^{\circ}\text{C}$, a velocidade passa de $330$ para $336\text{ m/s}$, isto é, cresce $0{,}6\text{ m/s}$ por grau Celsius.
$v_1=330+0{,}6\cdot15=339\text{ m/s}$ e $v_2=330+0{,}6\cdot35=351\text{ m/s}$.
A dilatação de um corpo, ocorrida por causa do aumento de temperatura a que foi submetido, pode ser estudada analiticamente. Se este corpo, de massa invariável e sempre no estado sólido, inicialmente com temperatura $\theta_0$, for aquecido até atingir a temperatura $2\theta_0$, sofrerá uma dilatação volumétrica $\Delta V$. Consequentemente, sua densidade:
A)passará a ser o dobro da inicial.
B)passará a ser a metade da inicial.
C)aumentará, mas certamente não dobrará.
D)diminuirá, mas certamente não se reduzirá à metade.
E)poderá aumentar ou diminuir, dependendo do formato do corpo.
Gabarito — Mackenzie 2000.2
D
Resolução comentada
A massa permanece constante, enquanto o volume aumenta: $\rho=m/V$.
Portanto, a densidade diminui. Em uma dilatação térmica de sólido, a variação relativa de volume é pequena, de modo que o volume não dobra; consequentemente, a densidade não se reduz à metade.
Alternativa D.
Q25
Termologia — Calorimetria — Capacidade Térmica
Uma fonte térmica fornece calor, à razão constante, a $200\text{ g}$ de uma substância A $(c=0{,}3\text{ cal/(g·}^{\circ}\text{C)})$ e em $3$ minutos eleva sua temperatura em $5^{\circ}\text{C}$. Essa mesma fonte, ao fornecer calor a um corpo B, eleva sua temperatura em $10^{\circ}\text{C}$, após $15$ minutos. A capacidade térmica do corpo B é:
A)$150\text{ cal/}^{\circ}\text{C}$
B)$130\text{ cal/}^{\circ}\text{C}$
C)$100\text{ cal/}^{\circ}\text{C}$
D)$80\text{ cal/}^{\circ}\text{C}$
E)$50\text{ cal/}^{\circ}\text{C}$
Gabarito — Mackenzie 2000.2
A
Resolução comentada
Para A, $C_A=mc=200\cdot0{,}3=60\text{ cal/}^{\circ}\text{C}$.
Em $3\text{ min}$, a fonte fornece $Q=60\cdot5=300\text{ cal}$, logo sua taxa é $100\text{ cal/min}$.
Em $15\text{ min}$, B recebe $1500\text{ cal}$. Como $\Delta T_B=10^{\circ}\text{C}$:
$C_B=1500/10=150\text{ cal/}^{\circ}\text{C}$.
Alternativa A.
Q26
Termodinâmica — Transformações Gasosas — Lei Geral dos Gases
Dispõe-se de $176\text{ g}$ de dióxido de carbono (massa de um mol $=44\text{ g}$) num recipiente a $0^{\circ}\text{C}$, sob pressão de $1{,}64\text{ atm}$. Para um ajuste de pressão, proporciona-se ao gás (considerado ideal) uma compressão isocórica até $100^{\circ}\text{C}$ e, em seguida, uma expansão isotérmica até atingir o volume de $74{,}6\text{ L}$. Nesse instante, a pressão do gás será:
Dado: $R=0{,}082\text{ atm·L/(mol·K)}$.
A)$2{,}24\text{ atm}$
B)$2{,}00\text{ atm}$
C)$1{,}64\text{ atm}$
D)$0{,}82\text{ atm}$
E)$0{,}50\text{ atm}$
Gabarito — Mackenzie 2000.2
C
Resolução comentada
A quantidade de matéria é $n=176/44=4\text{ mol}$.
No estado final, a temperatura é $373\text{ K}$ e o volume é $74{,}6\text{ L}$.
Duas cargas elétricas puntiformes, $Q_1=+2{,}5\mu\text{C}$ e $Q_2=-2{,}5\mu\text{C}$, estão fixas, respectivamente, nos pontos A $(2,2)$ e B $(8,10)$ do vácuo. Medindo as distâncias em centímetros, o vetor campo elétrico no ponto P $(5,6)$:
B)tem módulo $9{,}0\cdot10^6\text{ N/C}$ e forma um ângulo de $53^\circ$ com o eixo x.
C)tem módulo $9{,}0\cdot10^6\text{ N/C}$ e forma um ângulo de $37^\circ$ com o eixo x.
D)tem módulo $1{,}8\cdot10^7\text{ N/C}$ e forma um ângulo de $53^\circ$ com o eixo x.
E)tem módulo $1{,}8\cdot10^7\text{ N/C}$ e forma um ângulo de $37^\circ$ com o eixo x.
Gabarito — Mackenzie 2000.2
D
Resolução comentada
As distâncias AP e PB são ambas $5\text{ cm}=0{,}05\text{ m}$.
O campo de $Q_1>0$ em P aponta de A para P; o de $Q_2<0$ aponta de P para B. As duas direções coincidem.
Cada campo vale $E=k|Q|/r^2=9\cdot10^9\cdot2{,}5\cdot10^{-6}/(0{,}05)^2=9\cdot10^6\text{ N/C}$.
Logo, $E_R=1{,}8\cdot10^7\text{ N/C}$. A direção é a de um triângulo $3$-$4$-$5$, com $\tan\theta=4/3$, portanto $\theta\approx53^\circ$.
Alternativa D.
Q28
Eletricidade — Eletrodinâmica — Geradores
Três pequenas lâmpadas idênticas, cada uma com a inscrição nominal $(0{,}5\text{ W}—1{,}0\text{ V})$, são ligadas em série, conforme o circuito. Com a chave aberta, o amperímetro A ideal acusa a intensidade de corrente $300\text{ mA}$. Com a chave fechada, este mesmo amperímetro acusará a intensidade de corrente:
A)$187{,}5\text{ mA}$
B)$375\text{ mA}$
C)$400\text{ mA}$
D)$525\text{ mA}$
E)$700\text{ mA}$
Gabarito — Mackenzie 2000.2
B
Resolução comentada
Cada lâmpada tem resistência $R_L=V^2/P=1^2/0{,}5=2\Omega$. As três em série totalizam $6\Omega$.
Com a chave aberta, as duas fontes fornecem $3\text{ V}$ e a corrente é $0{,}3\text{ A}$, logo a resistência total é $10\Omega$.
Assim, $2r=10-6=4\Omega\Rightarrow r=2\Omega$.
Ao fechar a chave, o resistor $r$ da direita é curto-circuitado. A resistência total passa a $6+2=8\Omega$.
$I=3/8=0{,}375\text{ A}=375\text{ mA}$.
Alternativa B.
Q29
Eletricidade — Capacitores — Capacitores em Circuitos
No circuito, o gerador é ideal e o capacitor está carregado com $72\text{ nC}$. A capacitância (capacidade) do capacitor vale:
A)$4{,}0\text{ nF}$
B)$3{,}0\text{ nF}$
C)$2{,}5\text{ nF}$
D)$2{,}0\text{ nF}$
E)$1{,}5\text{ nF}$
Gabarito — Mackenzie 2000.2
B
Resolução comentada
Em regime permanente, o capacitor não conduz corrente. A corrente percorre o laço com os resistores de $2\Omega$ e $8\Omega$:
$I=30/(2+8)=3\text{ A}$.
A ddp entre os nós do capacitor é a mesma do resistor de $8\Omega$:
$U=8\cdot3=24\text{ V}$.
$C=Q/U=72\text{ nC}/24\text{ V}=3\text{ nF}$.
Alternativa B.
Q30
Eletromagnetismo — Campo Magnético — Força Magnética sobre Carga
Em Física Nuclear, duas partículas muito estudadas são a partícula alfa $(\alpha)$, de massa $4\text{ u.m.a.}$ e carga elétrica $+2e$, e a partícula beta, que pode ser um pósitron $(\beta^+)$, de massa $5{,}4\cdot10^{-4}\text{ u.m.a.}$ e carga elétrica $+e$, ou pode ser um elétron $(\beta^-)$, de massa $5{,}4\cdot10^{-4}\text{ u.m.a.}$ e carga elétrica $-e$. Para se detectar estas partículas, utiliza-se, dentre outros recursos, um campo de indução magnética uniforme, perpendicular ao plano de seus deslocamentos. A ilustração mostra as trajetórias descritas por uma partícula $\alpha$ e por uma partícula $\beta^-$, separadamente. Neste caso, podemos afirmar que:
A)a trajetória 1 refere-se à partícula $\alpha$, a trajetória 2 refere-se à partícula $\beta^-$, e $v_\alpha=2{,}7\cdot10^{-4}v_\beta$.
B)a trajetória 1 refere-se à partícula $\beta^-$, a trajetória 2 refere-se à partícula $\alpha$, e $v_\alpha=2{,}7\cdot10^{-4}v_\beta$.
C)a trajetória 1 refere-se à partícula $\alpha$, a trajetória 2 refere-se à partícula $\beta^-$, e $v_\beta=2{,}7\cdot10^{-4}v_\alpha$.
D)a trajetória 1 refere-se à partícula $\beta^-$, a trajetória 2 refere-se à partícula $\alpha$, e $v_\beta=2{,}7\cdot10^{-4}v_\alpha$.
E)não podemos distinguir as trajetórias das partículas, porém $v_\alpha=1{,}35\cdot10^{-4}v_\beta$.
Gabarito — Mackenzie 2000.2
A
Resolução comentada
Na figura, a velocidade inicial aponta para cima e o campo magnético entra no plano. Pela regra da mão direita, uma carga positiva é desviada para a esquerda; para uma carga negativa, o sentido da força se inverte. Assim, a trajetória 1 é da partícula $\alpha$ e a trajetória 2 é da partícula $\beta^-$.
As duas trajetórias têm o mesmo raio. Para movimento perpendicular ao campo: