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Mackenzie 2004.1 — Questões de Física comentadas — Método TEF

Universidade Presbiteriana Mackenzie

1º semestre de 2004 · Campus Higienópolis · três aplicações por grupos.

Q46
Mecânica — Cinemática — Movimento Uniforme

Da carroceria de um caminhão carregado com areia, pinga água à razão constante de $90$ gotas por minuto. Observando que a distância entre as marcas dessas gotas na superfície plana da rua é constante e igual a $10\text{ m}$, podemos afirmar que a velocidade escalar do caminhão é de:

a)$5\text{ m/s}$
b)$10\text{ m/s}$
c)$15\text{ m/s}$
d)$20\text{ m/s}$
e)$25\text{ m/s}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupo I

C
Resolução comentada

A razão de $90$ gotas por minuto corresponde a $90/60=1{,}5$ gotas por segundo. Portanto, o intervalo entre duas gotas consecutivas é $\Delta t=1/1{,}5=2/3\text{ s}$.

Como as marcas ficam separadas por $10\text{ m}$, $v=\dfrac{10}{2/3}=15\text{ m/s}$.

Alternativa C.

Q47
Mecânica — Cinemática — Movimento Uniformemente Variado

Analisando o movimento de um corpúsculo, com aceleração constante em trajetória retilínea, um estudante verifica que, nos instantes $10\text{ s}$ e $30\text{ s}$, contados do início do movimento, as velocidades escalares desse corpúsculo são, respectivamente, iguais a $15\text{ m/s}$ e $25\text{ m/s}$. Com esses dados, o estudante deduz que a distância percorrida pelo corpúsculo entre esses dois instantes é:

a)$200\text{ m}$
b)$250\text{ m}$
c)$350\text{ m}$
d)$400\text{ m}$
e)$450\text{ m}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupo I

D
Resolução comentada

Como a aceleração é constante, a velocidade média no intervalo é $v_m=(15+25)/2=20\text{ m/s}$.

O intervalo de tempo é $30-10=20\text{ s}$. Logo, $\Delta s=v_m\Delta t=20\cdot20=400\text{ m}$.

Alternativa D.

Q48
Mecânica — Dinâmica — Atrito Cinético

Sobre um piso horizontal, um garoto empurra um caixote de $20\text{ kg}$, aplicando uma força, paralela ao piso, de intensidade $100\text{ N}$. Devido a esse fato, o caixote adquire aceleração igual a $0{,}5\text{ m/s}^2$. O valor do coeficiente de atrito cinético entre o caixote e o piso é:

Adote: $g=10\text{ m/s}^2$.

a)$0{,}50$
b)$0{,}45$
c)$0{,}40$
d)$0{,}35$
e)$0{,}30$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupo I

B
Resolução comentada

Na vertical, $N=mg=20\cdot10=200\text{ N}$. Assim, $f_{at}=\mu N=200\mu$.

Na horizontal, $100-200\mu=ma=20\cdot0{,}5=10$.

Portanto, $200\mu=90$ e $\mu=0{,}45$.

Alternativa B.

Q49
Mecânica — Trabalho e Energia — Potência Mecânica

Um automóvel de $1000\text{ kg}$ está submetido a uma resultante de forças que lhe proporciona uma variação de velocidade ao longo de um trecho retilíneo da estrada. Entre os instantes $t_0=0\text{ s}$ e $t_1=10\text{ s}$, a velocidade escalar do automóvel varia, uniformemente, de $36\text{ km/h}$ para $108\text{ km/h}$. A potência média dessa resultante de forças, no referido intervalo de tempo, é:

a)$40\text{ kW}$
b)$51{,}84\text{ kW}$
c)$72\text{ kW}$
d)$400\text{ kW}$
e)$518{,}4\text{ kW}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupo I

A
Resolução comentada

As velocidades são $36\text{ km/h}=10\text{ m/s}$ e $108\text{ km/h}=30\text{ m/s}$.

O trabalho da resultante é a variação da energia cinética: $\Delta K=\dfrac{1000}{2}(30^2-10^2)=4{,}0\cdot10^5\text{ J}$.

Assim, $P_m=\Delta K/\Delta t=4{,}0\cdot10^5/10=4{,}0\cdot10^4\text{ W}=40\text{ kW}$.

Alternativa A.

Q50
Mecânica — Quantidade de Movimento — Conservação da Quantidade de Movimento

Um caminhão de massa $5900\text{ kg}$, com velocidade escalar de $108\text{ km/h}$, trafega em uma estrada horizontal e retilínea. Ao passar sob uma ponte, cai, verticalmente, em sua carroceria, uma pedra de $100\text{ kg}$, que altera a velocidade do veículo para:

a)$27{,}5\text{ m/s}$
b)$28{,}0\text{ m/s}$
c)$28{,}5\text{ m/s}$
d)$29{,}0\text{ m/s}$
e)$29{,}5\text{ m/s}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupo I

E
Resolução comentada

$108\text{ km/h}=30\text{ m/s}$. Na horizontal, a pedra chega com quantidade de movimento nula.

Conservando o momento horizontal: $5900\cdot30=(5900+100)v$.

Logo, $v=177000/6000=29{,}5\text{ m/s}$.

Alternativa E.

Q51
Mecânica — Estática — Equilíbrio de Forças

Utilizando-se de cordas ideais, dois garotos, exercendo forças de mesmo módulo, mantêm em equilíbrio um bloco A, como mostra a figura. Se a força de tração em cada corda tem intensidade de $20\text{ N}$, a massa do bloco suspenso é:

Dois garotos sustentando um bloco por duas cordas simétricas, cada uma formando 30 graus com a horizontal.

Adote: $g=10\text{ m/s}^2$.

a)$1{,}0\text{ kg}$
b)$2{,}0\text{ kg}$
c)$3{,}0\text{ kg}$
d)$4{,}0\text{ kg}$
e)$5{,}0\text{ kg}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupo I

B
Resolução comentada

As componentes horizontais das duas trações se anulam. Na vertical, cada corda fornece $T\sin30^\circ$.

Então, $2T\sin30^\circ=mg$. Com $T=20\text{ N}$: $2\cdot20\cdot0{,}5=10m$.

Logo, $m=2{,}0\text{ kg}$.

Alternativa B.

Q52
Termologia — Termometria — Conversão de Escalas

Um estudante observa que, em certo instante, a temperatura de um corpo, na escala Kelvin, é $280\text{ K}$. Após $2$ horas, esse estudante verifica que a temperatura desse corpo, na escala Fahrenheit, é $86^\circ\text{F}$. Nessas $2$ horas, a variação da temperatura do corpo, na escala Celsius, foi de:

a)$23^\circ\text{C}$
b)$25^\circ\text{C}$
c)$28^\circ\text{C}$
d)$30^\circ\text{C}$
e)$33^\circ\text{C}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupo I

A
Resolução comentada

A temperatura inicial é aproximadamente $280-273=7^\circ\text{C}$.

Para $86^\circ\text{F}$: $\theta_C=\dfrac{5}{9}(86-32)=30^\circ\text{C}$.

A variação é $30-7=23^\circ\text{C}$.

Alternativa A.

Q53
Termologia — Calorimetria — Equilíbrio Térmico

Lourdinha coloca, em uma garrafa térmica, o café que acabou de fazer. São $350\text{ g}$ de café, de calor específico $1\text{ cal/(g}\cdot{}^\circ\text{C)}$, a $86^\circ\text{C}$. A garrafa térmica inicialmente estava a $20^\circ\text{C}$ e o conjunto atinge equilíbrio térmico a $75^\circ\text{C}$. A capacidade térmica dessa garrafa é:

a)$40\text{ cal/}^\circ\text{C}$
b)$50\text{ cal/}^\circ\text{C}$
c)$65\text{ cal/}^\circ\text{C}$
d)$70\text{ cal/}^\circ\text{C}$
e)$75\text{ cal/}^\circ\text{C}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupo I

D
Resolução comentada

O café perde calor: $Q_c=350\cdot1\cdot(75-86)=-3850\text{ cal}$.

A garrafa recebe $Q_g=C(75-20)=55C$.

No equilíbrio, $Q_c+Q_g=0$: $-3850+55C=0$, de onde $C=70\text{ cal/}^\circ\text{C}$.

Alternativa D.

Q54
Termodinâmica — Gases — Transformação Isotérmica

Um recipiente de volume $V$, totalmente fechado, contém $1\text{ mol}$ de um gás ideal, sob uma certa pressão $P$. A temperatura absoluta do gás é $T$ e a constante universal dos gases perfeitos é $R=0{,}082\text{ atm}\cdot\text{L/(mol}\cdot\text{K)}$. Se esse gás é submetido a uma transformação isotérmica, cujo gráfico está representado a seguir, podemos afirmar que a pressão, no instante em que ele ocupa o volume de $32{,}8\text{ L}$, é:

Diagrama pressão por volume de uma transformação isotérmica a 47 graus Celsius, com volume marcado em 32,8 litros.
a)$0{,}1175\text{ atm}$
b)$0{,}5875\text{ atm}$
c)$0{,}80\text{ atm}$
d)$1{,}175\text{ atm}$
e)$1{,}33\text{ atm}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupo I

C
Resolução comentada

A isoterma está a $47^\circ\text{C}$, portanto $T=47+273=320\text{ K}$.

Aplicando $PV=nRT$: $P=\dfrac{1\cdot0{,}082\cdot320}{32{,}8}=0{,}80\text{ atm}$.

Alternativa C.

Q55
Óptica — Óptica Geométrica — Reflexão Parcial

Sentados em uma sala iluminada, vemos os objetos de seu interior, por reflexão, no vidro plano de uma janela. Esse fato é observado principalmente à noite, porque ocorre:

a)aumento da luz externa refletida pelo vidro.
b)bloqueio da reflexão da luz externa.
c)diminuição da quantidade de luz refratada proveniente do exterior.
d)aumento da parcela da luz absorvida pelo vidro.
e)diminuição da luz difratada pelo vidro.

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupo I

C
Resolução comentada

O vidro reflete parte da luz proveniente dos objetos da sala e transmite parte da luz externa.

À noite há muito menos luz chegando do exterior e sendo transmitida para dentro. Com menor contribuição externa, a parcela refletida pela janela torna-se mais perceptível.

Alternativa C.

Q56
Ondulatória — Acústica — Frequência e Velocidade

As ondas sonoras são ondas mecânicas e, a $16^\circ\text{C}$ de temperatura, propagam-se no ar com uma velocidade aproximadamente igual a $341\text{ m/s}$. Se a temperatura desse ar diminuir até $0^\circ\text{C}$, a velocidade de propagação dessas ondas sonoras será aproximadamente $331\text{ m/s}$. Nesta redução de temperatura, a frequência das referidas ondas:

a)aumentará $2{,}93\%$.
b)diminuirá $2{,}93\%$.
c)aumentará $29{,}3\%$.
d)diminuirá $29{,}3\%$.
e)será mantida a mesma.

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupo I

E
Resolução comentada

A frequência é determinada pela fonte sonora. A mudança da temperatura altera a velocidade do som no ar e, consequentemente, o comprimento de onda, mas não a frequência emitida.

Alternativa E.

Q57
Eletricidade — Eletrostática — Eletrização por Contato

Em uma atividade no laboratório de Física, um estudante, usando uma luva de material isolante, encosta uma esfera metálica A, carregada eletricamente com $8\mu\text{C}$, em outra idêntica B, eletricamente neutra. Em seguida, encosta a esfera B em outra C, também idêntica e eletricamente neutra. A carga adquirida pela esfera C é:

a)$2\mu\text{C}$
b)$4\mu\text{C}$
c)$6\mu\text{C}$
d)$8\mu\text{C}$
e)$9\mu\text{C}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupo I

A
Resolução comentada

No primeiro contato, A e B, por serem idênticas, ficam com $8/2=4\mu\text{C}$ cada.

No segundo contato, B possui $4\mu\text{C}$ e C está neutra. A nova divisão fornece $2\mu\text{C}$ para cada uma.

Logo, C adquire $2\mu\text{C}$.

Alternativa A.

Q58
Eletricidade — Eletrostática — Campo e Potencial Elétrico

Um pesquisador observa que, no ponto P do campo elétrico gerado por uma carga puntiforme, a intensidade do vetor campo elétrico é $800\text{ N/C}$ e o potencial elétrico é $1200\text{ V}$. A distância desse ponto P à carga que dá origem a esse campo é:

a)$1{,}0\text{ m}$
b)$1{,}5\text{ m}$
c)$2{,}0\text{ m}$
d)$2{,}5\text{ m}$
e)$3{,}0\text{ m}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupo I

B
Resolução comentada

Para uma carga puntiforme, $E=k|Q|/r^2$ e $|V|=k|Q|/r$.

Dividindo as expressões, $E/|V|=1/r$, portanto $r=|V|/E=1200/800=1{,}5\text{ m}$.

Alternativa B.

Q59
Eletricidade — Eletrodinâmica — Receptores Elétricos

O vendedor de um motor elétrico de corrente contínua informa que a resistência interna desse motor é $1{,}0\Omega$ e que ele consome $30{,}0\text{ W}$, quando ligado à d.d.p. de $6{,}0\text{ V}$. A força contraeletromotriz do motor que ele está vendendo é:

a)$6{,}0\text{ V}$
b)$5{,}0\text{ V}$
c)$3{,}0\text{ V}$
d)$1{,}0\text{ V}$
e)$0{,}8\text{ V}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupo I

D
Resolução comentada

A corrente consumida é $i=P/U=30/6=5\text{ A}$.

Para um receptor, $U=\varepsilon'+ri$. Logo, $6=\varepsilon'+1\cdot5$.

Assim, $\varepsilon'=1{,}0\text{ V}$.

Alternativa D.

Q60
Eletricidade — Eletrodinâmica — Potência em Resistores

No circuito abaixo, o gerador é ideal. A relação $\dfrac{\Delta Q_1}{\Delta Q_2}$ entre a quantidade de calor $\Delta Q_1$ dissipada pelo resistor $R_1$ e a quantidade de calor $\Delta Q_2$ dissipada pelo resistor $R_2$ é:

Gerador ideal ligado em paralelo aos resistores R1 igual a 4 ohms e R2 igual a 12 ohms.
a)$\dfrac{1}{3}$
b)$\dfrac{2}{3}$
c)$2$
d)$\dfrac{5}{2}$
e)$3$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupo I

E
Resolução comentada

Os resistores estão em paralelo, portanto recebem a mesma tensão durante o mesmo intervalo de tempo.

$\Delta Q=P\Delta t=\dfrac{U^2}{R}\Delta t$. Assim, $\dfrac{\Delta Q_1}{\Delta Q_2}=\dfrac{R_2}{R_1}=\dfrac{12}{4}=3$.

Alternativa E.

Q46
Mecânica — Oscilações — Sistema Massa-Mola

Um corpo de $250\text{ g}$ de massa encontra-se em equilíbrio, preso a uma mola helicoidal de massa desprezível e constante elástica $k=100\text{ N/m}$, como mostra a figura. O atrito entre as superfícies em contato é desprezível. Estica-se a mola, com o corpo, até o ponto A, e abandona-se o conjunto nesse ponto, com velocidade zero. Em um intervalo de $1{,}0\text{ s}$, medido a partir desse instante, o corpo retornará ao ponto A:

Corpo preso a uma mola horizontal, com posições B, O e A separadas por 10 centímetros.
a)uma vez.
b)duas vezes.
c)três vezes.
d)quatro vezes.
e)seis vezes.

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos II e III

C
Resolução comentada

Com $m=0{,}25\text{ kg}$, o período é $T=2\pi\sqrt{m/k}=2\pi\sqrt{0{,}25/100}\approx0{,}314\text{ s}$.

O corpo retorna ao mesmo extremo A a cada período completo. Em $1{,}0\text{ s}$ cabem $1/0{,}314\approx3{,}18$ períodos.

Portanto, ele retorna a A três vezes.

Alternativa C.

Q47
Termodinâmica — Gases — Equação de Estado

A tabela abaixo apresenta as características de duas amostras do mesmo gás perfeito. O preenchimento correto da lacuna existente para a amostra 2 é:

Tabela com pressão, volume, massa e temperatura de duas amostras do mesmo gás perfeito.
a)$273{,}0^\circ\text{C}$
b)$227{,}0^\circ\text{C}$
c)$197{,}0^\circ\text{C}$
d)$153{,}0^\circ\text{C}$
e)$127{,}0^\circ\text{C}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos II e III

E
Resolução comentada

Para o mesmo gás, $pV=(m/M)RT$, de modo que $pV/(mT)$ é constante.

Na amostra 1, $T_1=27+273=300\text{ K}$. Então $\dfrac{1\cdot10}{4\cdot300}=\dfrac{0{,}5\cdot20}{3T_2}$.

Da igualdade, $T_2=400\text{ K}=127^\circ\text{C}$.

Alternativa E.

Q48
Termologia — Calorimetria — Calor Sensível e Latente

Sob pressão normal, uma chama constante gasta $3$ minutos para elevar a temperatura de certa massa de água, de calor específico $1\text{ cal/(g}\cdot{}^\circ\text{C)}$, de $10^\circ\text{C}$ até $100^\circ\text{C}$. Nessa condição, admitido que o calor proveniente da chama seja recebido integralmente pela água, o tempo decorrido somente para a vaporização total da água será de:

Dado: calor latente de vaporização da água $=540\text{ cal/g}$.

a)$9$ minutos
b)$12$ minutos
c)$15$ minutos
d)$18$ minutos
e)$21$ minutos

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos II e III

D
Resolução comentada

Na etapa de aquecimento, $Q_s=mc\Delta T=m\cdot1\cdot90=90m$ calorias em $3$ minutos.

Na vaporização, $Q_v=mL=540m$, que é seis vezes maior.

Com a mesma potência, o tempo também é seis vezes maior: $6\cdot3=18$ minutos.

Alternativa D.

Q49
Óptica — Refração da Luz — Ângulo Limite

Um raio de luz monocromática, proveniente de um meio A, incide sobre a superfície de separação com um meio B, sob um ângulo $\alpha$, com $\sin\alpha=0{,}8$, como mostra a figura 1. Como ocorre refração da luz, o raio passa a se propagar no meio B sob um ângulo $\beta$, com $\sin\beta=0{,}6$. Se um outro raio luminoso, idêntico ao anterior, incidir do meio B para o meio A, como indica a figura 2, ocorrerá refração da luz somente se:

Duas situações de refração entre os meios A e B, com ângulos alfa, beta e gama medidos em relação à normal.
a)$0\leq\sin\gamma\leq0{,}75$
b)$0{,}75\leq\sin\gamma\leq1$
c)$\sin\gamma=0$
d)$\sin\gamma=0{,}75$
e)$\sin\gamma=1$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos II e III

A
Resolução comentada

Na primeira situação, $n_A\sin\alpha=n_B\sin\beta$. Logo, $n_A/n_B=0{,}6/0{,}8=0{,}75$.

Na passagem de B para A, o ângulo limite satisfaz $\sin L=n_A/n_B=0{,}75$.

Para haver refração, $\gamma\leq L$, portanto $0\leq\sin\gamma\leq0{,}75$.

Alternativa A.

Q50
Física Geral — Análise Dimensional — Dimensões de Grandezas

A medida de uma grandeza física $G$ é dada pela equação $G=k\sqrt{\dfrac{G_1G_2}{G_3}}$. A grandeza $G_1$ tem dimensão de massa, a grandeza $G_2$ tem dimensão de comprimento e a grandeza $G_3$ tem dimensão de força. Sendo $k$ uma constante adimensional, a grandeza $G$ tem dimensão de:

a)comprimento
b)massa
c)tempo
d)velocidade
e)aceleração

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos II e III

C
Resolução comentada

$[G_1]=M$, $[G_2]=L$ e $[G_3]=MLT^{-2}$.

Logo, $[G]=\sqrt{\dfrac{ML}{MLT^{-2}}}=\sqrt{T^2}=T$.

A grandeza tem dimensão de tempo.

Alternativa C.

Q51
Mecânica — Estática — Equilíbrio de Corpos Rígidos

Um estudante resolve determinar a massa de um corpo C e, para tanto, lança mão de uma “balança diferente”, conforme a ilustração. O sistema possui uma polia móvel $P_1$, uma polia fixa $P_2$, fios ideais e uma mola M de constante elástica $400\text{ N/m}$. Com os corpos A e B nas posições indicadas, a prancha homogênea está em equilíbrio horizontal. Sabendo que a mola está esticada de $10{,}00\text{ cm}$ em relação ao seu comprimento natural, concluímos que o corpo C tem massa de:

Sistema de polias, corpos A e B sobre uma prancha homogênea e mola vertical, com braços iguais d.

Adote: $g=10\text{ m/s}^2$.

a)$5{,}50\text{ kg}$
b)$6{,}00\text{ kg}$
c)$30{,}00\text{ kg}$
d)$55{,}00\text{ kg}$
e)$60{,}00\text{ kg}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos II e III

B
Resolução comentada

A força da mola vale $F_e=kx=400\cdot0{,}10=40\text{ N}$.

Tomando momentos em torno de O, o peso da prancha não produz momento. Pelos braços indicados: $2Td-(1\cdot10)d+(3\cdot10)d-(40)(2d)=0$.

Dividindo por $d$: $2T-10+30-80=0$, logo $T=30\text{ N}$.

A polia móvel que sustenta C recebe duas trações: $m_Cg=2T=60\text{ N}$. Portanto, $m_C=6{,}00\text{ kg}$.

Alternativa B.

Q52
Mecânica — Movimento Circular — Curva Horizontal

Um avião efetua uma curva em um plano horizontal, de forma que o ângulo entre esse plano e a força de sustentação $F$ é $\alpha$. Sendo $P$ o peso do avião, $R$ o raio da curva e $g$ o módulo da aceleração da gravidade no local, a relação $F/P$, entre a intensidade da força de sustentação do avião e a intensidade de seu peso, é:

Avião em curva horizontal de raio R, com força de sustentação F inclinada de alfa em relação ao plano horizontal e peso P vertical.
a)$\dfrac{v^2}{Rg}\sec\alpha$
b)$\dfrac{v^2}{Rg}\tan\alpha$
c)$\dfrac{Rg}{v^2}\csc\alpha$
d)$\dfrac{v}{R^2g}\sin\alpha$
e)$\dfrac{v^2}{g}\cos\alpha$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos II e III

A
Resolução comentada

Na vertical não há aceleração: $F\sin\alpha=P=mg$.

Na horizontal, a componente da sustentação fornece a força centrípeta: $F\cos\alpha=mv^2/R$.

Da segunda equação, $F=mv^2/(R\cos\alpha)$. Dividindo por $P=mg$: $\dfrac{F}{P}=\dfrac{v^2}{Rg}\sec\alpha$.

Alternativa A.

Q53
Mecânica — Trabalho e Energia — Potência Mecânica

Com uma bomba hidráulica de potência útil $0{,}5\text{ CV}$, retira-se água de um poço de $15\text{ m}$ de profundidade e preenche-se um reservatório de $500$ litros, localizado no solo. Desprezando as perdas, adotando $g=10\text{ m/s}^2$, a densidade da água igual a $1\text{ g/cm}^3$ e $1\text{ CV}=750\text{ W}$, o tempo gasto para encher o reservatório é de:

a)$150\text{ s}$
b)$200\text{ s}$
c)$250\text{ s}$
d)$300\text{ s}$
e)$350\text{ s}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos II e III

B
Resolução comentada

A potência útil é $0{,}5\cdot750=375\text{ W}$.

$500$ litros de água correspondem a $500\text{ kg}$. A energia necessária para elevar essa massa por $15\text{ m}$ é $E=mgh=500\cdot10\cdot15=75000\text{ J}$.

$P=E/\Delta t$, então $\Delta t=75000/375=200\text{ s}$.

Alternativa B.

Q54
Mecânica — Cinemática — Gráfico Velocidade × Espaço

Um atleta, ao disputar os “100 metros rasos”, consegue cumprir o percurso em $10{,}0\text{ s}$. Considerando que o movimento é retilíneo uniformemente acelerado, a partir do repouso e da origem dos espaços, o gráfico que melhor representa a velocidade escalar do atleta em função do espaço percorrido é:

a)Alternativa A: gráfico de velocidade por espaço crescente e côncavo para baixo, atingindo 20 m/s em 100 m.
b)Alternativa B: gráfico de velocidade por espaço crescente e côncavo para cima, atingindo 20 m/s em 100 m.
c)Alternativa C: gráfico linear de velocidade por espaço, atingindo 15 m/s em 100 m.
d)Alternativa D: gráfico crescente côncavo para baixo, atingindo 10 m/s em 100 m.
e)Alternativa E: gráfico crescente côncavo para cima, atingindo 10 m/s em 100 m.

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos II e III

A
Resolução comentada

No MUV partindo do repouso, $100=\dfrac{0+v_f}{2}\cdot10$, logo $v_f=20\text{ m/s}$.

Pela equação de Torricelli, $v^2=2as$, portanto $v=\sqrt{2as}$.

Assim, $v$ cresce com $s$, mas com concavidade voltada para baixo, chegando a $20\text{ m/s}$ em $100\text{ m}$.

Alternativa A.

Q55
Mecânica — Cinemática — Queda Livre

Um corpo é abandonado do repouso, de uma altura de $60{,}00\text{ m}$ em relação ao solo. Caindo livre de qualquer resistência, após percorrer $1{,}80\text{ m}$, sua velocidade é $v_1$. Continuando sua queda, após $2{,}0\text{ s}$ do instante em que a velocidade é $v_1$, este corpo estará com uma velocidade $v_2$ de módulo:

Adote: $g=10\text{ m/s}^2$.

a)zero, pois já terá atingido o solo antes desse tempo.
b)$6{,}0\text{ m/s}$
c)$16{,}0\text{ m/s}$
d)$26{,}0\text{ m/s}$
e)$36{,}0\text{ m/s}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos II e III

D
Resolução comentada

Para cair $1{,}80\text{ m}$ a partir do repouso: $1{,}80=5t_1^2$, então $t_1=0{,}60\text{ s}$.

Dois segundos depois, o tempo total de queda é $t_2=2{,}60\text{ s}$.

Logo, $v_2=gt_2=10\cdot2{,}60=26\text{ m/s}$. Nesse instante a distância caída é $5(2{,}6)^2=33{,}8\text{ m}$, ainda menor que $60\text{ m}$.

Alternativa D.

Q56
Mecânica — Dinâmica — Plano Inclinado com Atrito

Os corpos A e B da figura a seguir são idênticos e estão ligados por meio de um fio suposto ideal. A polia possui inércia desprezível, a superfície I é altamente polida e o coeficiente de atrito cinético entre a superfície II e o corpo B é $\mu=0{,}20$. Em determinado instante, o corpo A está descendo com velocidade escalar $3{,}0\text{ m/s}$. Após $2{,}0\text{ s}$, sua velocidade escalar será:

Dois blocos idênticos em planos inclinados simétricos de 60 graus, ligados por uma polia ideal; a superfície II apresenta atrito.

Adote: $g=10\text{ m/s}^2$.

a)$0$
b)$1{,}0\text{ m/s}$
c)$2{,}0\text{ m/s}$
d)$3{,}0\text{ m/s}$
e)$4{,}0\text{ m/s}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos II e III

C
Resolução comentada

As componentes $mg\sin60^\circ$ nos dois lados se compensam porque as massas e os ângulos são iguais. A única força externa que altera o movimento ao longo do fio é o atrito sobre B.

$f=\mu mg\cos60^\circ=0{,}20\cdot m\cdot10\cdot0{,}5=m$.

Para o sistema de massa total $2m$, a desaceleração tem módulo $a=f/(2m)=0{,}5\text{ m/s}^2$.

Assim, $v=3{,}0-0{,}5\cdot2{,}0=2{,}0\text{ m/s}$.

Alternativa C.

Q57
Eletricidade — Eletrostática — Capacitores em Série

Dois capacitores planos idênticos, cujas placas possuem $1{,}00\text{ cm}^2$ de área cada uma, estão associados em série, sob uma d.d.p. de $12{,}0\text{ V}$. Deseja-se substituir os dois capacitores por um único capacitor que tenha uma capacidade elétrica equivalente à da associação. Se o novo capacitor também for plano, possuir o mesmo dielétrico e mantiver a mesma distância entre as placas, a área de cada uma delas deverá ter:

Dois capacitores planos idênticos ligados em série a uma fonte de 12 volts.
a)$0{,}25\text{ cm}^2$
b)$0{,}50\text{ cm}^2$
c)$1{,}5\text{ cm}^2$
d)$2{,}0\text{ cm}^2$
e)$4{,}0\text{ cm}^2$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos II e III

B
Resolução comentada

Cada capacitor tem $C=\varepsilon A/d$. Para dois capacitores idênticos em série, $C_{eq}=C/2$.

O novo capacitor tem o mesmo dielétrico e a mesma distância entre placas, logo sua capacitância é proporcional à área.

Portanto, $A'=A/2=1{,}00/2=0{,}50\text{ cm}^2$.

Alternativa B.

Q58
Eletricidade — Eletrodinâmica — Circuito com Capacitor

No circuito a seguir, a lâmpada L apresenta inscrição nominal $(3\text{ W}-6\text{ V})$, o gerador elétrico utilizado é considerado ideal e o capacitor não apresenta carga elétrica. No momento em que a chave Ch é fechada, a lâmpada acende e o amperímetro ideal $A_1$ acusa uma intensidade de corrente igual a $0{,}10\text{ A}$. Instantes depois, a lâmpada apaga, esse mesmo amperímetro marca zero e o amperímetro $A_2$, também ideal, indica:

Circuito com capacitor de 2 microfarads, lâmpada L, chave, resistor de 6 ohms, gerador e amperímetros A1 e A2.
a)$0{,}10\text{ A}$
b)$0{,}20\text{ A}$
c)$0{,}30\text{ A}$
d)$0{,}40\text{ A}$
e)$0{,}50\text{ A}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos II e III

B
Resolução comentada

A resistência da lâmpada em condição nominal é $R_L=U^2/P=6^2/3=12\Omega$.

No instante inicial, o capacitor descarregado permite corrente no ramo da lâmpada. Como $i=0{,}10\text{ A}$, a fem do gerador é $\varepsilon=R_Li=12\cdot0{,}10=1{,}2\text{ V}$.

No regime permanente, o ramo do capacitor e da lâmpada deixa de conduzir. O resistor de $6\Omega$ permanece ligado ao gerador, então $A_2$ indica $i=1{,}2/6=0{,}20\text{ A}$.

Alternativa B.

Q59
Eletricidade — Eletrodinâmica — Geradores Reais

Em determinada experiência, ligamos um gerador de f.e.m. $120\text{ V}$ e resistência interna $10\Omega$ a um resistor de resistência R. Nessas condições, observamos que o rendimento do gerador é de $60\%$. O valor da resistência R é:

a)$3\Omega$
b)$6\Omega$
c)$9\Omega$
d)$12\Omega$
e)$15\Omega$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos II e III

E
Resolução comentada

Para um gerador alimentando apenas $R$, $\eta=P_{útil}/P_{total}=U/\varepsilon=R/(R+r)$.

Assim, $0{,}60=R/(R+10)$.

$0{,}60R+6=R$, portanto $R=15\Omega$.

Alternativa E.

Q60
Eletromagnetismo — Campo Magnético — Força entre Condutores

A intensidade da força de interação eletromagnética entre dois condutores retilíneos, dispostos paralelamente um ao outro e percorridos por correntes elétricas de intensidades $i_1$ e $i_2$, é dada por $F=\dfrac{\mu_0\ell}{2\pi d}i_1i_2$. Dois condutores idênticos estão dispostos paralelamente um ao outro, como mostra a figura, distantes $10{,}00\text{ cm}$ um do outro. Se a distância entre estes condutores passar a ser o dobro da inicial, eles irão ______ com uma força de intensidade ______.

Dois condutores retilíneos paralelos, separados por distância d, percorridos por correntes i1 e i2 no mesmo sentido.
a)repelir-se; $2F$
b)repelir-se; $\dfrac{1}{2}F$
c)atrair-se; $2F$
d)atrair-se; $\dfrac{1}{2}F$
e)atrair-se; $F$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos II e III

D
Resolução comentada

Correntes paralelas no mesmo sentido se atraem.

Pela expressão fornecida, mantendo correntes e comprimentos, $F\propto1/d$.

Se a distância dobra, a força cai à metade: os condutores se atraem com intensidade $F/2$.

Alternativa D.

Q46
Mecânica — Cinemática — Gráfico Velocidade × Tempo

Um estudante que se encontrava sentado em uma praça, em frente de um moderno edifício, resolveu observar o movimento de um elevador panorâmico. Após haver efetuado algumas medidas, concluiu que a velocidade escalar do elevador em função do tempo era bem representada pelo gráfico abaixo:

Gráfico velocidade por tempo do elevador, com trechos positivos, repouso entre 15 e 30 segundos e trecho negativo posterior.

Sabendo que, no instante $t=0$, o elevador se encontrava no solo, podemos afirmar que:

a)o elevador parou, pela primeira vez, a uma altura de $30{,}0\text{ m}$ do ponto de partida e permaneceu parado durante $10{,}0\text{ s}$.
b)o elevador parou, pela primeira vez, a uma altura de $30{,}0\text{ m}$ do ponto de partida e permaneceu parado durante $15{,}0\text{ s}$.
c)o elevador parou, pela primeira vez, a uma altura de $60{,}0\text{ m}$ do ponto de partida e permaneceu parado durante $10{,}0\text{ s}$.
d)o elevador parou, pela primeira vez, a uma altura de $60{,}0\text{ m}$ do ponto de partida e permaneceu parado durante $15{,}0\text{ s}$.
e)o elevador parou, pela primeira vez, a uma altura de $24{,}0\text{ m}$ do ponto de partida e permaneceu parado durante $10{,}0\text{ s}$.

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos IV, V e VI

B
Resolução comentada

A primeira parada ocorre em $t=15\text{ s}$. A altura é a área positiva sob o gráfico até esse instante.

Somando dois triângulos de base $2{,}5\text{ s}$ e um retângulo de largura $10\text{ s}$, todos com altura $2{,}4\text{ m/s}$: $h=2\left(\dfrac{2{,}5\cdot2{,}4}{2}\right)+10\cdot2{,}4=30\text{ m}$.

De $15\text{ s}$ a $30\text{ s}$, $v=0$, portanto a parada dura $15\text{ s}$.

Alternativa B.

Q47
Mecânica — Cinemática — Movimentos Simultâneos

Os pontos A e B, da mesma vertical, estão respectivamente a $320\text{ cm}$ e $180\text{ cm}$ de altura de uma esteira rolante. No mesmo instante, de cada um desses pontos, abandona-se do repouso uma pedra. Essas pedras atingem pontos da esteira que distam $16\text{ cm}$ entre si. A velocidade escalar da esteira é constante e igual a:

Pontos A e B a 320 e 180 centímetros acima de uma esteira rolante, com sentido de movimento indicado.

Adote: $g=10\text{ m/s}^2$.

a)$90\text{ cm/s}$
b)$85\text{ cm/s}$
c)$80\text{ cm/s}$
d)$60\text{ cm/s}$
e)$40\text{ cm/s}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos IV, V e VI

C
Resolução comentada

Para A: $3{,}20=5t_A^2$, então $t_A=0{,}80\text{ s}$. Para B: $1{,}80=5t_B^2$, então $t_B=0{,}60\text{ s}$.

A esteira se desloca por mais $0{,}20\text{ s}$ até a segunda pedra chegar. A separação entre os pontos de impacto é $16\text{ cm}$.

Logo, $v=16/0{,}20=80\text{ cm/s}$.

Alternativa C.

Q48
Mecânica — Dinâmica — Plano Inclinado com Atrito

O bloco da figura é abandonado do repouso no ponto A e atinge o ponto B, distante $3{,}00\text{ m}$ de A, após $1{,}41\text{ s}$. Se não existisse atrito entre o bloco e a superfície de apoio, o bloco iria de A para B em $1{,}00\text{ s}$. O coeficiente de atrito cinético entre o bloco e a superfície plana inclinada é:

Bloco no ponto A de um plano inclinado, a 3 metros do ponto B na base.

Adote: $g=10\text{ m/s}^2$.

a)$0{,}375$
b)$0{,}420$
c)$0{,}475$
d)$0{,}525$
e)$0{,}575$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos IV, V e VI

A
Resolução comentada

Sem atrito: $3=\dfrac{a_0(1)^2}{2}$, então $a_0=6\text{ m/s}^2=g\sin\theta$. Logo, $\sin\theta=0{,}6$ e $\cos\theta=0{,}8$.

Com atrito, usando $1{,}41^2\approx2$: $3=\dfrac{a\cdot2}{2}$, portanto $a\approx3\text{ m/s}^2$.

Na direção do plano, $a=g\sin\theta-\mu g\cos\theta=6-8\mu$. Assim, $3=6-8\mu$ e $\mu=3/8=0{,}375$.

Alternativa A.

Q49
Mecânica — Movimento Circular — Pêndulo Cônico

Um brinquedo com as características de um carrossel é constituído, simplificadamente, de fios supostamente ideais, de $20\text{ cm}$ de comprimento cada um, presos ao mesmo ponto P, e de pequenos corpos, de massas individuais iguais a $100\text{ g}$, presos a esses fios. Quando esses corpos estão descrevendo um movimento circunferencial uniforme, de raio $12\text{ cm}$, a energia cinética de cada um deles é:

Carrossel com pequenos corpos presos por fios a um ponto P, descrevendo circunferência horizontal.

Adote: $g=10\text{ m/s}^2$.

a)$8{,}0\cdot10^2\text{ J}$
b)$4{,}5\cdot10^2\text{ J}$
c)$9{,}0\cdot10^{-1}\text{ J}$
d)$8{,}0\cdot10^{-2}\text{ J}$
e)$4{,}5\cdot10^{-2}\text{ J}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos IV, V e VI

E
Resolução comentada

A projeção vertical do fio vale $\sqrt{20^2-12^2}=16\text{ cm}$, então $\tan\theta=12/16=0{,}75$.

No pêndulo cônico, $\tan\theta=v^2/(Rg)$. Logo, $v^2=0{,}12\cdot10\cdot0{,}75=0{,}90$.

$E_c=mv^2/2=0{,}10\cdot0{,}90/2=0{,}045\text{ J}=4{,}5\cdot10^{-2}\text{ J}$.

Alternativa E.

Q50
Mecânica — Dinâmica — Queda Livre

Em uma montagem no laboratório de Física, suspendem-se 3 caixas A, B e C, de massas $m_A$, $m_B$ e $m_C$, tais que $m_A=2m_B=3m_C$, como mostra a figura. A força de tração no fio que une A a B é representada por $T_1$ e a tração no fio que une B a C é representada por $T_2$. Cortando-se o fio que prende o sistema no teto e desprezando-se a resistência do ar, podemos afirmar que, durante a queda:

Três caixas C, B e A suspensas verticalmente em série por fios, presas ao teto.
a)$T_1
b)$T_1>T_2$
c)$T_1=T_2=0$
d)$T_1=T_2\neq0$
e)$T_1$ e $T_2$ não podem ser determinados sem o conhecimento das massas dos corpos.

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos IV, V e VI

C
Resolução comentada

Após o corte, cada caixa fica em queda livre com aceleração $g$.

Para qualquer uma delas, o peso sozinho já fornece a resultante $ma=mg$. Portanto, não é necessária força de tração entre as caixas.

Assim, $T_1=T_2=0$.

Alternativa C.

Q51
Termologia — Dilatação Térmica — Dilatação Linear

As dilatações lineares de duas hastes metálicas A e B são dadas em função das respectivas variações de temperatura, de acordo com os diagramas a seguir. A haste A tem, a $0^\circ\text{C}$, o comprimento $100{,}0000\text{ cm}$ e a B, $100{,}1000\text{ cm}$. A temperatura na qual as hastes A e B apresentam o mesmo comprimento é:

Gráfico da dilatação linear das hastes A e B em função da variação de temperatura, com valores em 100 graus Celsius.
a)$800^\circ\text{C}$
b)$400^\circ\text{C}$
c)$200^\circ\text{C}$
d)$100^\circ\text{C}$
e)$50^\circ\text{C}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos IV, V e VI

C
Resolução comentada

Pelo gráfico, para $\Delta\theta=100^\circ\text{C}$: A dilata $0{,}1500\text{ cm}$ e B dilata $0{,}1001\text{ cm}$.

Assim, $\alpha_A=0{,}1500/(100{,}0000\cdot100)=1{,}5\cdot10^{-5}\ ^\circ\text{C}^{-1}$ e $\alpha_B\approx1{,}0\cdot10^{-5}\ ^\circ\text{C}^{-1}$.

Igualando os comprimentos, $100+0{,}0015\theta\approx100{,}1+0{,}001001\theta$, o que fornece $\theta\approx200^\circ\text{C}$.

Alternativa C.

Q52
Termologia — Calorimetria — Calor Específico

Em uma manhã de céu azul, um banhista, na praia, observa que a areia está muito quente e a água do mar está muito fria. À noite, esse mesmo banhista observa que a areia da praia está fria e a água do mar está morna. O fenômeno observado deve-se ao fato de que:

a)a densidade da água do mar é menor que a da areia.
b)o calor específico da areia é menor que o calor específico da água.
c)o coeficiente de dilatação térmica da água é maior que o coeficiente de dilatação térmica da areia.
d)o calor contido na areia, à noite, propaga-se para a água do mar.
e)a agitação da água do mar retarda seu resfriamento.

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos IV, V e VI

B
Resolução comentada

Para a mesma quantidade de energia por unidade de massa, a variação de temperatura é maior quando o calor específico é menor.

A areia possui calor específico menor que a água e, por isso, aquece e esfria mais rapidamente.

Alternativa B.

Q53
Termologia — Calorimetria — Mudança de Fase

Um pequeno bloco de gelo, inicialmente a $-20^\circ\text{C}$, é colocado rapidamente no interior de uma garrafa de capacidade térmica desprezível, que contém $250\text{ cm}^3$ de água pura a $18^\circ\text{C}$. O equilíbrio térmico do sistema dá-se a $0^\circ\text{C}$ e, a esta temperatura, toda a água existente no interior da garrafa encontra-se em estado líquido. A massa deste bloco de gelo é:

Dados: calor específico da água líquida $=1{,}00\text{ cal/(g}\cdot{}^\circ\text{C)}$; calor específico do gelo $=0{,}50\text{ cal/(g}\cdot{}^\circ\text{C)}$; calor latente de fusão $=80\text{ cal/g}$; densidade da água líquida $=1{,}00\text{ g/cm}^3$.

a)$25\text{ g}$
b)$50\text{ g}$
c)$56{,}25\text{ g}$
d)$272\text{ g}$
e)$450\text{ g}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos IV, V e VI

B
Resolução comentada

A água tem massa $250\text{ g}$ e perde $Q_a=250\cdot1\cdot18=4500\text{ cal}$.

Cada grama de gelo precisa de $0{,}5\cdot20=10\text{ cal}$ para chegar a $0^\circ\text{C}$ e de mais $80\text{ cal}$ para fundir: $90\text{ cal/g}$.

Logo, $90m=4500$ e $m=50\text{ g}$.

Alternativa B.

Q54
Termodinâmica — Gases — Transformação Isocórica

Os pneus de um automóvel foram calibrados, no início de uma viagem, à temperatura de $27^\circ\text{C}$. Após um longo percurso, o motorista, preocupado com a pressão do ar dos pneus, resolveu medi-la e verificou um aumento de $10\%$ em relação à pressão do início da viagem. Considerando o ar dos pneus como um gás ideal e que o volume praticamente não se alterou, concluímos que sua temperatura nesse instante era:

a)$-3^\circ\text{C}$
b)$24{,}3^\circ\text{C}$
c)$29{,}7^\circ\text{C}$
d)$33^\circ\text{C}$
e)$57^\circ\text{C}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos IV, V e VI

E
Resolução comentada

Com volume e quantidade de gás constantes, $P/T$ permanece constante.

$T_i=27+273=300\text{ K}$ e $P_f=1{,}10P_i$. Logo, $T_f=1{,}10\cdot300=330\text{ K}$.

$330\text{ K}$ corresponde a $57^\circ\text{C}$.

Alternativa E.

Q55
Ondulatória — Ondas — Equação Fundamental da Ondulatória

Na propagação de um trem de ondas periódicas na superfície de um lago, um estudante observa que a distância entre duas cristas de ondas consecutivas é de $40\text{ cm}$ e que o tempo decorrido pela passagem das mesmas por determinado ponto é $0{,}5\text{ s}$. A velocidade de propagação dessas ondas é:

a)$0{,}2\text{ m/s}$
b)$0{,}4\text{ m/s}$
c)$0{,}6\text{ m/s}$
d)$0{,}8\text{ m/s}$
e)$1{,}0\text{ m/s}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos IV, V e VI

D
Resolução comentada

A distância entre cristas consecutivas é $\lambda=0{,}40\text{ m}$ e o intervalo entre suas passagens é o período $T=0{,}5\text{ s}$.

$v=\lambda/T=0{,}40/0{,}5=0{,}8\text{ m/s}$.

Alternativa D.

Q56
Óptica — Óptica Geométrica — Espelhos Planos

Dois espelhos planos $E_1$ e $E_2$ formam entre si $50^\circ$. Um raio de luz incide no espelho $E_1$ e, refletindo, incide no espelho $E_2$. Emergindo do sistema de espelhos, esse raio refletido forma, com o raio que incide no espelho $E_1$, o ângulo $\alpha$, nas condições da figura. O valor desse ângulo $\alpha$ é:

Raio luminoso refletindo sucessivamente nos espelhos planos E1 e E2, que formam entre si 50 graus.

O desenho não está em escala.

a)$40^\circ$
b)$50^\circ$
c)$60^\circ$
d)$70^\circ$
e)$80^\circ$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos IV, V e VI

E
Resolução comentada

Pela lei da reflexão, em cada espelho os ângulos de incidência e reflexão são iguais.

Chamando de $x$ e $y$ os ângulos auxiliares da construção, a geometria fornece $x+y=50^\circ$ e $2x+2y+\alpha=180^\circ$.

Substituindo: $2\cdot50^\circ+\alpha=180^\circ$, logo $\alpha=80^\circ$.

Alternativa E.

Q57
Eletricidade — Eletrostática — Lei de Coulomb

Duas pequenas esferas metálicas idênticas, de $10$ gramas cada uma, estão suspensas por fios isolantes, presos a duas paredes verticais, como mostra a figura. As esferas eletrizadas com cargas $q_1=+1{,}0\mu\text{C}$ e $q_2=-1{,}0\mu\text{C}$, respectivamente, estão em equilíbrio na posição indicada. O meio é o vácuo, com $k_0=9\cdot10^9\text{ N}\cdot\text{m}^2/\text{C}^2$, e a aceleração gravitacional local é $g=10\text{ m/s}^2$. A distância d, entre as referidas esferas, é:

Duas esferas de cargas opostas suspensas por fios a 45 graus, separadas horizontalmente pela distância d.
a)$1{,}0\text{ cm}$
b)$2{,}0\text{ cm}$
c)$3{,}0\text{ cm}$
d)$10\text{ cm}$
e)$30\text{ cm}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos IV, V e VI

E
Resolução comentada

Como cada fio faz $45^\circ$, as componentes horizontal e vertical da tração têm o mesmo módulo. Portanto, $F_e=mg=0{,}010\cdot10=0{,}10\text{ N}$.

Pela lei de Coulomb, $0{,}10=\dfrac{9\cdot10^9(1\cdot10^{-6})^2}{d^2}$.

Daí, $d^2=0{,}09$ e $d=0{,}30\text{ m}=30\text{ cm}$.

Alternativa E.

Q58
Eletricidade — Eletrodinâmica — Potência e Consumo

Em uma certa residência, existe um chuveiro elétrico A de indicação nominal $(4400\text{ W}/6600\text{ W}-220\text{ V})$. Esse chuveiro possui uma chave reguladora que possibilita dispor-se de água morna na posição Verão e de água mais quente na posição Inverno. Existe também outro chuveiro B, de mesma finalidade, com inscrição nominal $(4400\text{ W}/6600\text{ W}-110\text{ V})$. Comparando-se o consumo de energia elétrica dos dois chuveiros, para dois banhos idênticos, concluímos que:

a)o chuveiro A consome o dobro da energia elétrica consumida pelo chuveiro B.
b)o chuveiro B consome o dobro da energia elétrica consumida pelo chuveiro A.
c)o chuveiro A consome uma vez e meia a energia elétrica consumida pelo chuveiro B.
d)o chuveiro B consome uma vez e meia a energia elétrica consumida pelo chuveiro A.
e)os dois chuveiros consomem a mesma quantidade de energia.

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos IV, V e VI

E
Resolução comentada

Para banhos idênticos, nas mesmas posições de potência, os dois aparelhos operam com a mesma potência nominal durante o mesmo tempo.

Como $E=P\Delta t$, o consumo de energia é o mesmo. A diferença de tensão nominal é compensada por diferentes resistências e correntes de operação.

Alternativa E.

Q59
Eletricidade — Eletrodinâmica — Associação de Resistores

Dispõe-se de uma associação de seis lâmpadas idênticas, cada uma das quais com inscrição nominal $(1{,}5\text{ W}-6\text{ V})$, conforme a figura a seguir. O gerador elétrico utilizado possui força eletromotriz $3{,}0\text{ V}$ e resistência interna $2{,}00\Omega$. O amperímetro ideal A, inserido no circuito, indica uma intensidade de corrente elétrica igual a:

Circuito com seis lâmpadas idênticas distribuídas em três ramos horizontais, gerador de 3 volts com resistência interna e amperímetro no ramo central.
a)$1{,}67\text{ A}$
b)$1{,}50\text{ A}$
c)$88\text{ mA}$
d)$150\text{ mA}$
e)$167\text{ mA}$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos IV, V e VI

D
Resolução comentada

Cada lâmpada tem resistência $R_L=U^2/P=6^2/1{,}5=24\Omega$.

Em cada lado do circuito, a lâmpada superior de $24\Omega$ fica em série com duas lâmpadas de $24\Omega$ em paralelo. Assim, cada lado equivale a $24+12=36\Omega$.

Os dois lados de $36\Omega$ estão em paralelo, resultando em $18\Omega$. Somando a resistência interna de $2\Omega$, $R_{total}=20\Omega$.

A corrente do amperímetro é $i=3/20=0{,}15\text{ A}=150\text{ mA}$.

Alternativa D.

Q60
Eletricidade — Eletrodinâmica — Efeito Joule e Resistividade

Sabemos que um fio condutor elétrico A, sujeito a uma diferença de potencial, sofre um aquecimento devido ao Efeito Joule. Deseja-se utilizar, porém, um outro fio B, com o quádruplo do comprimento do primeiro e constituído do mesmo material, sob uma mesma d.d.p. Para que se tenha a mesma dissipação de energia térmica nos dois fios, a relação entre os diâmetros $d_A$ e $d_B$ de suas respectivas secções transversais deverá ser:

a)$d_A=d_B$
b)$d_A=\dfrac{1}{2}d_B$
c)$d_A=2d_B$
d)$d_A=\dfrac{1}{4}d_B$
e)$d_A=4d_B$

Gabarito — Mackenzie 2004.1 · Grupos IV, V e VI

B
Resolução comentada

Sob a mesma ddp, a mesma potência térmica exige a mesma resistência, pois $P=U^2/R$.

Como $R=\rho L/A$ e B tem comprimento $4L_A$, para manter $R_B=R_A$ é necessário $A_B=4A_A$.

Para seção circular, $A\propto d^2$. Logo, $d_B^2=4d_A^2$ e $d_B=2d_A$.

Portanto, $d_A=d_B/2$.

Alternativa B.

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