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Mackenzie 1999.2

Universidade Presbiteriana Mackenzie

Vestibular 1999.2 · Física (Q46–Q60) — duas aplicações distintas do mesmo processo, Áreas A-D-E-F-G e Áreas B-C-H-I — resolução comentada Método TEF.

Q46
Cinemática — movimento uniformemente variado

Um móvel parte do repouso com movimento de aceleração constante e após 4 s mantém sua velocidade constante como mostra o gráfico. A aceleração do móvel no intervalo de tempo de 0 a 4 s, em m/s², foi de:

Gráfico posição x tempo, pontos (0,10), (4,30) e (6,50) — questão 46 Mackenzie 1999.2
A)1,5
B)2,0
C)2,5
D)3,0
E)4,0

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas A-D-E-F-G)

C
Resolução comentada

De $t=4\,\text{s}$ a $t=6\,\text{s}$ (velocidade constante), a posição varia de $30\,\text{m}$ a $50\,\text{m}$, logo

$$v=\frac{50-30}{6-4}=10\,\text{m/s}.$$

Essa é a velocidade atingida ao final da fase de aceleração ($t=4\,\text{s}$), partindo do repouso. Pela equação $v=v_0+at$, com $v_0=0$:

$$10=a\cdot4\Rightarrow a=2,5\,\text{m/s}^2.$$

Alternativa correta: C

Q47
Cinemática — lançamento horizontal

Um corpo é lançado horizontalmente do alto de uma torre e atinge o solo horizontal com velocidade de $37,5\,\text{m/s}$ formando $53^\circ$ com a horizontal. A altura da torre é de:

Obs.: despreze as resistências ao movimento. Dados: $g=10\,\text{m/s}^2$, $\cos53^\circ=0,6$ e $\text{sen}\,53^\circ=0,8$.

A)20 m
B)30 m
C)40 m
D)45 m
E)50 m

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas A-D-E-F-G)

D
Resolução comentada

A componente vertical da velocidade de impacto é

$$v_y=v\cdot\text{sen}\,53^\circ=37,5\times0,8=30\,\text{m/s}.$$

Como o lançamento é horizontal, $v_y=gt$, logo $t=30/10=3\,\text{s}$. A altura da torre é

$$h=\frac{gt^2}{2}=\frac{10\times3^2}{2}=45\,\text{m}.$$

Alternativa correta: D

Q48
Dinâmica — plano inclinado sem atrito

O bloco B da figura é abandonado do repouso, no ponto A do plano inclinado que está situado num local onde a aceleração gravitacional tem módulo $10\,\text{m/s}^2$. Desprezando o atrito, o gráfico que melhor representa a velocidade do bloco em função do tempo é:

Plano inclinado triangular com cateto vertical 90 cm, cateto horizontal 120 cm, bloco B no topo, ponto A — questão 48 Mackenzie 1999.2
A)Alternativa A: reta pela origem passando por (1,6), (2,12) e (3,18) m/s
B)Alternativa B: reta decrescente de 30 m/s em t=0 a 0 em t=3 s
C)Alternativa C: reta pela origem passando por (1,8), (2,16) e (3,24) m/s
D)Alternativa D: reta decrescente de 40 m/s em t=0 a 0 em t=4 s
E)Alternativa E: reta horizontal constante em 10 m/s

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas A-D-E-F-G)

A
Resolução comentada

O triângulo formado tem catetos $90\,\text{cm}$ (vertical) e $120\,\text{cm}$ (horizontal), logo a hipotenusa (comprimento do plano) é $150\,\text{cm}$, numa proporção $3\text{-}4\text{-}5$. O seno do ângulo de inclinação é

$$\text{sen}\,\theta=\frac{90}{150}=0,6.$$

Sem atrito, a aceleração ao longo do plano é

$$a=g\,\text{sen}\,\theta=10\times0,6=6\,\text{m/s}^2.$$

Partindo do repouso, $v=at=6t$ — reta pela origem com inclinação $6\,\text{m/s}$ por segundo, passando por $(1;6)$, $(2;12)$ e $(3;18)$.

Alternativa correta: A

Q49
Dinâmica — energia mecânica e looping

O corpo C, de massa m, é abandonado do repouso no ponto A do trilho liso abaixo e, após realizar o "looping" de raio R, atinge o trecho horizontal. Desprezando qualquer resistência ao deslocamento e sabendo que a aceleração gravitacional local é g, o módulo da quantidade de movimento desse corpo, ao passar pelo ponto B do trilho (topo do looping), é:

Trilho com ponto A a uma altura 5/2 R, looping de raio R e ponto B no topo — questão 49 Mackenzie 1999.2
A)$m\sqrt{R\cdot g}$
B)$m\,R\sqrt{g}$
C)$m\,g\sqrt{R}$
D)$\dfrac52\,m\,R\,g$
E)$\dfrac25\,m\,R\,g$

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas A-D-E-F-G)

A
Resolução comentada

A altura $h=\tfrac52R$ de liberação é exatamente a altura mínima clássica para que um corpo complete um looping de raio $R$ mantendo contato no topo (situação em que, no ponto B, o peso fornece sozinho a força centrípeta): $v_B^2=gR$.

Confirmando por energia mecânica, tomando o topo do looping (altura $2R$) como ponto B:

$$mgh=mg(2R)+\frac{mv_B^2}{2}\Rightarrow g\left(\frac52R-2R\right)=\frac{v_B^2}{2}\Rightarrow v_B^2=gR.$$

Logo, $v_B=\sqrt{gR}$ e a quantidade de movimento é

$$p=mv_B=m\sqrt{Rg}.$$

Alternativa correta: A

Q50
Estática — barra suspensa por molas

Uma barra homogênea e de secção transversal constante tem peso $10\,\text{N}$ e comprimento $1\,\text{m}$. Suspendendo-a por duas molas de mesmo comprimento inicial e constantes elásticas iguais a $k_1=200\,\text{N/m}$ e $k_2=300\,\text{N/m}$, fica em equilíbrio na posição ilustrada na figura (horizontal). A distância da extremidade A, em que devemos colocar sobre a barra um corpo de peso $20\,\text{N}$ para que ela fique em equilíbrio na horizontal, é:

Barra horizontal suspensa nas extremidades A e B por duas molas k1 e k2 — questão 50 Mackenzie 1999.2
A)60 cm
B)65 cm
C)70 cm
D)75 cm
E)80 cm

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas A-D-E-F-G)

B
Resolução comentada

Como as molas têm o mesmo comprimento natural e a barra permanece horizontal, as duas molas sofrem a mesma deformação, logo suas trações são proporcionais às constantes elásticas: $T_1/k_1=T_2/k_2\Rightarrow T_1=\tfrac{2}{3}T_2$.

Com o corpo de $20\,\text{N}$ adicionado, a soma das trações deve equilibrar o peso total: $T_1+T_2=10+20=30\,\text{N}$. Substituindo,

$$\frac23T_2+T_2=30\Rightarrow\frac53T_2=30\Rightarrow T_2=18\,\text{N},\quad T_1=12\,\text{N}.$$

Tomando momentos em torno de A (comprimento da barra $=100\,\text{cm}$, peso próprio de $10\,\text{N}$ no centro, a $50\,\text{cm}$; corpo de $20\,\text{N}$ a uma distância $x$ de A; $T_2$ atua em B, a $100\,\text{cm}$):

$$T_2\cdot100=10\cdot50+20\cdot x\Rightarrow18\cdot100=500+20x\Rightarrow x=\frac{1300}{20}=65\,\text{cm}.$$

Alternativa correta: B

Q51
Hidrostática — vasos comunicantes com líquidos imiscíveis

Num tubo em U de secção transversal praticamente constante, aberto nas duas extremidades, existe água ($\rho=1,0\,\text{g/cm}^3$) em equilíbrio. Se colocarmos uma quantidade de óleo ($\rho=0,8\,\text{g/cm}^3$) no ramo da direita, o esquema que melhor representa a nova situação é o da alternativa:

Tubo em U com água em equilíbrio, mesmo nível nos dois ramos, antes da adição de óleo — questão 51 Mackenzie 1999.2
Atenção: as 5 alternativas são desenhos comparativos muito parecidos entre si (diferem apenas na altura relativa dos níveis); a física da situação está descrita na resolução, e a letra indicada é a que melhor corresponde à configuração fisicamente correta, mas vale conferir visualmente as 5 imagens abaixo antes de considerar definitiva.
A)Alternativa A: tubo em U com óleo no ramo direito
B)Alternativa B: tubo em U com óleo no ramo direito
C)Alternativa C: tubo em U com óleo no ramo direito
D)Alternativa D: tubo em U com óleo no ramo direito
E)Alternativa E: tubo em U com óleo na curva inferior (fisicamente impossível)

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas A-D-E-F-G) — conferir as 5 imagens

A
Resolução comentada

Ao colocar óleo (menos denso) sobre a água no ramo direito, a coluna de óleo empurra a água desse ramo para baixo, elevando o nível de água no ramo esquerdo. Igualando as pressões no nível da interface água-óleo (mesma altura nos dois ramos, medida a partir do fundo):

$$\rho_{\text{água}}\,g\,h_{\text{esq}}=\rho_{\text{água}}\,g\,h_{\text{interface}}+\rho_{\text{óleo}}\,g\,h_{\text{óleo}}.$$

Como $\rho_{\text{óleo}}<\rho_{\text{água}}$, a coluna de óleo precisa ser mais alta que a diferença de nível de água para compensar a pressão — por isso a superfície livre do óleo (topo do ramo direito) fica acima do nível de água do ramo esquerdo, enquanto a interface óleo-água no ramo direito fica abaixo do nível original de água.

Alternativa correta (física): configuração com óleo acima do nível de água do ramo esquerdo, interface abaixo do nível original — letra a reconferir contra a figura original.

Q52
Ondulatória — onda mecânica sonora

Na figura, representamos graficamente uma onda mecânica de $1\,\text{kHz}$ que se propaga no ar. Com relação a essa onda é correto afirmar que:

Onda senoidal com 5 comprimentos de onda completos ao longo de 85,00 cm — questão 52 Mackenzie 1999.2
A)o comprimento de onda é 0,85 m.
B)o comprimento de onda é 0,17 m.
C)a amplitude é 0,85 m.
D)a amplitude é 0,17 m.
E)a velocidade de propagação da onda é 340 m/s.

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas A-D-E-F-G) — confirmar contagem de ciclos na figura

B
Resolução comentada

A figura mostra 5 comprimentos de onda completos ao longo dos $85,00\,\text{cm}$ indicados, logo

$$\lambda=\frac{85\,\text{cm}}{5}=17\,\text{cm}=0,17\,\text{m}.$$

A velocidade de propagação seria $v=\lambda f=0,17\times1000=170\,\text{m/s}$, e não $340\,\text{m/s}$ (valor típico do som no ar, mas não o que se obtém a partir dos dados desta figura) — descartando a alternativa e.

Alternativa correta: B

Q53
Óptica — espelho plano

Quando colocamos um ponto objeto real diante de um espelho plano, a distância entre ele e sua imagem conjugada é $3,20\,\text{m}$. Se esse ponto objeto for deslocado em $40\,\text{cm}$ de encontro ao espelho, sua nova distância em relação à respectiva imagem conjugada, nessa posição final, será:

A)2,40 m
B)2,80 m
C)3,20 m
D)3,60 m
E)4,00 m

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas A-D-E-F-G)

A
Resolução comentada

Num espelho plano, a distância objeto-imagem é o dobro da distância objeto-espelho: $d=1,60\,\text{m}$ inicialmente (já que $2d=3,20\,\text{m}$). Aproximando o objeto $40\,\text{cm}=0,40\,\text{m}$,

$$d'=1,60-0,40=1,20\,\text{m}\Rightarrow\text{nova distância}=2d'=2,40\,\text{m}.$$

Alternativa correta: A

Q54
Termometria — escalas Kelvin, Celsius e Fahrenheit

As escalas termométricas constituem um modelo pelo qual se traduz quantitativamente a temperatura de um corpo. Atualmente, além da escala adotada pelo SI, ou seja, a escala Kelvin, popularmente são muito utilizadas a escala Celsius e a Fahrenheit. A temperatura, cuja indicação na escala Kelvin é igual à da escala Fahrenheit, corresponde na escala Celsius a:

A)–40 °C
B)233 °C
C)313 °C
D)301,25 °C
E)574,25 °C

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas A-D-E-F-G)

D
Resolução comentada

Fazendo $K=F$, com $K=C+273$ e $F=\dfrac95C+32$:

$$C+273=\frac95C+32\Rightarrow273-32=\frac95C-C=\frac45C\Rightarrow241=\frac45C\Rightarrow C=301,25\,{}^\circ\text{C}.$$

Alternativa correta: D

Q55
Termologia — dilatação linear

Se uma haste de prata varia seu comprimento de acordo com o gráfico dado, o coeficiente de dilatação linear desse material vale:

Gráfico comprimento x temperatura, reta de (0;20,00) a (100;20,04) — questão 55 Mackenzie 1999.2
A)$4,0\times10^{-5}\,{}^\circ\text{C}^{-1}$
B)$3,0\times10^{-5}\,{}^\circ\text{C}^{-1}$
C)$2,0\times10^{-5}\,{}^\circ\text{C}^{-1}$
D)$1,5\times10^{-5}\,{}^\circ\text{C}^{-1}$
E)$1,0\times10^{-5}\,{}^\circ\text{C}^{-1}$

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas A-D-E-F-G)

C
Resolução comentada

Pela lei da dilatação linear, $\Delta L=\alpha L_0\Delta T$, com $L_0=20,00\,\text{cm}$, $\Delta L=20,04-20,00=0,04\,\text{cm}$ e $\Delta T=100\,{}^\circ\text{C}$:

$$\alpha=\frac{\Delta L}{L_0\Delta T}=\frac{0,04}{20\times100}=2,0\times10^{-5}\,{}^\circ\text{C}^{-1}.$$

Alternativa correta: C

Q56
Calorimetria — mudança de estado

O gráfico abaixo mostra a variação da temperatura de certa massa de água (calor específico $=1\,\text{cal/g}\cdot{}^\circ\text{C}$ e calor latente de vaporização $=540\,\text{cal/g}$), contida em um calorímetro ideal, a partir do instante em que uma fonte térmica começa a lhe fornecer calor à razão constante de $2160\,\text{cal/minuto}$. A massa de água líquida contida no calorímetro, 25 minutos após o início de seu aquecimento, é de:

Gráfico temperatura x tempo, subindo de 20°C a 100°C entre 0 e 5 min, patamar até 25 min — questão 56 Mackenzie 1999.2
A)135 g
B)80 g
C)55 g
D)40 g
E)25 g

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas A-D-E-F-G)

C
Resolução comentada

Na primeira fase (0 a 5 min), a água aquece de $20\,{}^\circ\text{C}$ a $100\,{}^\circ\text{C}$ ($\Delta T=80\,{}^\circ\text{C}$). O calor fornecido é $Q_1=2160\times5=10800\,\text{cal}$, e como $Q_1=mc\Delta T$:

$$m=\frac{10800}{1\times80}=135\,\text{g (massa total inicial)}.$$

Na segunda fase (5 a 25 min, $20\,\text{min}$), a temperatura permanece em $100\,{}^\circ\text{C}$ (vaporização). O calor fornecido é $Q_2=2160\times20=43200\,\text{cal}$, e a massa vaporizada é

$$m_{\text{vap}}=\frac{43200}{540}=80\,\text{g}.$$

A massa de água líquida restante é $135-80=55\,\text{g}$.

Alternativa correta: C

Q57
Eletrostática — campo elétrico de esfera condutora

O módulo do vetor campo elétrico (E) gerado por uma esfera metálica de dimensões desprezíveis, eletrizada positivamente, no vácuo ($k_0=9\times10^9\,\text{N}\cdot\text{m}^2/\text{C}^2$), varia com a distância ao seu centro (d), segundo o diagrama dado. Sendo $e=1,6\times10^{-19}\,\text{C}$ (módulo da carga do elétron ou do próton) a carga elementar, podemos afirmar que essa esfera possui:

Gráfico E x d, com E=28,8 em d=1,0 e E=3,2 em d=3,0 (x10^4 V/m, x10^-2 m) — questão 57 Mackenzie 1999.2
A)um excesso de $1\times10^{10}$ elétrons em relação ao número de prótons.
B)um excesso de $2\times10^{10}$ elétrons em relação ao número de prótons.
C)um excesso de $1\times10^{10}$ prótons em relação ao número de elétrons.
D)um excesso de $2\times10^{10}$ prótons em relação ao número de elétrons.
E)igual número de elétrons e prótons.

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas A-D-E-F-G)

D
Resolução comentada

Como $28,8/3,2=9=(3,0/1,0)^2$, o campo obedece à lei do inverso do quadrado a partir de $d=1,0\times10^{-2}\,\text{m}$ — esse é o raio $R$ da esfera, com campo superficial $E=28,8\times10^4\,\text{V/m}$.

Da relação $E=k_0Q/R^2$,

$$Q=\frac{E\,R^2}{k_0}=\frac{28,8\times10^4\times(1,0\times10^{-2})^2}{9\times10^9}=3,2\times10^{-9}\,\text{C}.$$

O número de cargas excedentes é

$$n=\frac{Q}{e}=\frac{3,2\times10^{-9}}{1,6\times10^{-19}}=2,0\times10^{10}.$$

Como a esfera está eletrizada positivamente, há excesso de prótons (falta de elétrons).

Alternativa correta: D

Q58
Eletrodinâmica — circuito com capacitor em regime permanente

No circuito ao lado, o amperímetro e o gerador são ideais. Quando a chave Ch está fechada, o capacitor de $2\,\text{nF}$ adquire a carga elétrica de $24\,\text{nC}$. Estando a chave fechada há algum tempo, a intensidade de corrente que se lê no amperímetro é:

Circuito com resistores de 5 Ω e 7 Ω, ramo de 12 Ω em série com capacitor 2 nF e chave Ch, gerador ε e amperímetro — questão 58 Mackenzie 1999.2
A)0,5 A
B)1,0 A
C)1,5 A
D)2,0 A
E)zero

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas A-D-E-F-G)

B
Resolução comentada

Em regime permanente, não circula corrente pelo ramo do capacitor (nenhuma queda de tensão no resistor de $12\,\Omega$ em série com ele), portanto a tensão do capacitor é igual à força eletromotriz do gerador:

$$\varepsilon=V_C=\frac{Q}{C}=\frac{24\,\text{nC}}{2\,\text{nF}}=12\,\text{V}.$$

Toda a corrente do circuito passa pelos resistores de $5\,\Omega$ e $7\,\Omega$ em série (ramo com o amperímetro):

$$i=\frac{\varepsilon}{5+7}=\frac{12}{12}=1,0\,\text{A}.$$

Alternativa correta: B

Q59
Eletrodinâmica — gerador e receptor em circuito ramificado

No circuito elétrico representado ao lado, os sentidos das correntes foram indicados corretamente e a intensidade de corrente $i_3$ é $3\,\text{A}$. A força eletromotriz do gerador ideal vale $40\,\text{V}$ e a força contra eletromotriz do receptor ideal vale:

Circuito com 3 ramos: gerador e resistor 5 Ω (i2), receptor e resistor 2 Ω (i1), resistor 10 Ω (i3) — questão 59 Mackenzie 1999.2
A)5 V
B)12 V
C)15 V
D)20 V
E)25 V

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas A-D-E-F-G)

D
Resolução comentada

O ramo com o resistor de $10\,\Omega$ não tem fonte, então a tensão entre os dois nós do circuito é

$$U=i_3\cdot10=3\times10=30\,\text{V}.$$

No ramo do gerador (fem $40\,\text{V}$, resistor $5\,\Omega$, corrente $i_2$): $U=\varepsilon_{\text{ger}}-5i_2\Rightarrow30=40-5i_2\Rightarrow i_2=2\,\text{A}$.

Pela lei dos nós, $i_1=i_2+i_3=2+3=5\,\text{A}$.

No ramo do receptor (força contra-eletromotriz $\varepsilon_r$, resistor $2\,\Omega$, corrente $i_1$): $U=\varepsilon_r+2i_1\Rightarrow30=\varepsilon_r+2\times5\Rightarrow\varepsilon_r=20\,\text{V}$.

Alternativa correta: D

Q60
Eletromagnetismo — movimento circular em campo magnético

Quando um elétron penetra num campo de indução magnética $\vec{B}$ uniforme, com velocidade de direção perpendicular às linhas de indução, descreve um movimento cujo período é:

A)diretamente proporcional à intensidade de $\vec{B}$.
B)inversamente proporcional à intensidade de $\vec{B}$.
C)diretamente proporcional ao quadrado da intensidade de $\vec{B}$.
D)inversamente proporcional ao quadrado da intensidade de $\vec{B}$.
E)independente da intensidade de $\vec{B}$.

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas A-D-E-F-G)

B
Resolução comentada

No movimento circular de uma carga em campo magnético uniforme, a força magnética faz o papel de força centrípeta: $qvB=\dfrac{mv^2}{R}\Rightarrow R=\dfrac{mv}{qB}$.

O período é $T=\dfrac{2\pi R}{v}=\dfrac{2\pi m}{qB}$ — não depende da velocidade e é inversamente proporcional a $B$.

Alternativa correta: B

Q46
Cinemática — M.R.U.

Um dos movimentos mais estudados no curso de Física do ensino médio é o M.R.U. (movimento retilíneo uniforme). No nosso dia a dia não é tão comum nos depararmos com movimentos deste tipo, porém não é de todo impossível. Nesse movimento a partícula descreve uma trajetória retilínea e:

A)sua velocidade aumenta uniformemente durante o tempo.
B)sua velocidade diminui uniformemente durante o tempo.
C)sua velocidade aumenta ou diminui uniformemente durante o tempo.
D)sua aceleração é constante, mas não nula.
E)sua aceleração é nula.

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas B-C-H-I)

E
Resolução comentada

No M.R.U., a velocidade é constante em módulo, direção e sentido — por definição, isso significa aceleração nula. As demais alternativas descrevem movimentos variados, não uniformes.

Alternativa correta: E

Q47
Cinemática — velocidade relativa

Num mesmo plano vertical, perpendicular à rua, temos os segmentos de reta AB e PQ, paralelos entre si. Um ônibus se desloca com velocidade constante de módulo $v_1$, em relação à rua, ao longo de $\overline{AB}$, no sentido de A para B, enquanto um passageiro se desloca no interior do ônibus, com velocidade constante de módulo $v_2$, em relação ao veículo, ao longo de $\overline{PQ}$, no sentido de P para Q (sentido oposto ao do deslocamento do ônibus). Sendo $v_1>v_2$, o módulo da velocidade do passageiro em relação ao ponto B da rua é:

Ônibus se deslocando de A para B, passageiro caminhando de P para Q em sentido contrário — questão 47 Mackenzie 1999.2
A)$v_1+v_2$
B)$v_1-v_2$
C)$v_2-v_1$
D)$v_1$
E)$v_2$

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas B-C-H-I)

B
Resolução comentada

A velocidade do passageiro em relação à rua é a soma vetorial da velocidade do ônibus com a velocidade do passageiro em relação ao ônibus. Como o passageiro caminha no sentido oposto ao do ônibus, essas velocidades têm sentidos contrários:

$$v_{\text{passageiro/rua}}=v_1-v_2.$$

Como $v_1>v_2$, o resultado é positivo, ou seja, o passageiro ainda se desloca no mesmo sentido do ônibus, apenas mais devagar em relação à rua.

Alternativa correta: B

Q48
Dinâmica — plano inclinado e força normal

Uma pessoa de $50\,\text{kg}$ está sobre uma "balança" de mola (dinamômetro) colocada em um carrinho que desce um plano inclinado de $37^\circ$. A indicação dessa balança é:

Pessoa sobre balança de mola em carrinho descendo plano inclinado de 37° — questão 48 Mackenzie 1999.2

Obs.: despreze as forças de resistência. Dados: $g=10\,\text{m/s}^2$, $\cos37^\circ=0,8$ e $\text{sen}\,37^\circ=0,6$.

A)300 N
B)375 N
C)400 N
D)500 N
E)633 N

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas B-C-H-I)

C
Resolução comentada

Como o carrinho desce livremente o plano inclinado (sem atrito, sem forças de resistência), o sistema pessoa+carrinho acelera com $a=g\,\text{sen}\,37^\circ$ ao longo do plano. A balança mede apenas a força normal entre a pessoa e o carrinho, na direção perpendicular ao plano, que equilibra a componente do peso perpendicular ao movimento:

$$N=mg\cos37^\circ=50\times10\times0,8=400\,\text{N}.$$

Alternativa correta: C

Q49
Dinâmica — quantidade de movimento a partir de gráfico

Um automóvel de massa $1,0\times10^3\,\text{kg}$ desloca-se com velocidade constante numa estrada retilínea, quando, no instante $t=0$, inicia-se o estudo de seu movimento. Após os registros de algumas posições, construiu-se o gráfico ao lado, da posição (x) em função do tempo (t). O módulo do vetor quantidade de movimento no instante $t=5\,\text{s}$ é:

Gráfico posição x tempo, reta passando por (0,-4) e (5,5) — questão 49 Mackenzie 1999.2
A)$1,0\times10^3\,\text{kg}\cdot\text{m/s}$
B)$1,8\times10^3\,\text{kg}\cdot\text{m/s}$
C)$2,0\times10^3\,\text{kg}\cdot\text{m/s}$
D)$3,0\times10^3\,\text{kg}\cdot\text{m/s}$
E)$5,0\times10^3\,\text{kg}\cdot\text{m/s}$

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas B-C-H-I) — confirmar leitura do gráfico

B
Resolução comentada

Como o movimento é uniforme, a velocidade é a inclinação da reta do gráfico posição x tempo. Lendo os pontos extremos indicados, $x=-4\,\text{m}$ em $t=0$ e $x=5\,\text{m}$ em $t=5\,\text{s}$:

$$v=\frac{5-(-4)}{5-0}=\frac{9}{5}=1,8\,\text{m/s}.$$

A quantidade de movimento é constante (velocidade constante):

$$p=mv=1,0\times10^3\times1,8=1,8\times10^3\,\text{kg}\cdot\text{m/s}.$$

Alternativa correta: B

Q50
Energia — potencial gravitacional em lançamento vertical

No instante $t_1=0$, um corpo de pequenas dimensões e massa m é disparado verticalmente para cima a partir do solo, num local onde a aceleração gravitacional é g, atingindo a altura máxima h. Despreza-se a resistência do ar. O gráfico que melhor representa a variação da energia potencial gravitacional desse corpo, em relação ao solo, no decorrer do tempo, desde o instante de lançamento até o retorno à posição inicial, no instante $t_2=t$, é:

A)Alternativa A: curva côncava para cima, crescente de 0 até mgh em t
B)Alternativa B: curva côncava para baixo, decrescente de mgh até 0 em t
C)Alternativa C: curva em U, de mgh decrescendo a 0 e voltando a mgh em t
D)Alternativa D: curva em arco, de 0 subindo a mgh em t/2 e descendo a 0 em t
E)Alternativa E: dois segmentos retos formando um triângulo, de 0 a mgh em t/2 e de volta a 0 em t

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas B-C-H-I)

D
Resolução comentada

A energia potencial gravitacional é $E_p=mgy$, onde $y$ é a altura em relação ao solo. Na subida com desaceleração constante $-g$, $y(t)$ é uma parábola que cresce de 0 até $h$ em $t/2$; na descida, decresce simetricamente de $h$ a 0 em $t$. Logo $E_p(t)=mgy(t)$ tem exatamente esse formato: uma curva suave (parabólica) em arco, subindo de 0 a $mgh$ na metade do tempo e voltando a 0 no final — nunca em segmentos retos (o movimento não é uniforme).

Alternativa correta: D

Q51
Estática — máquinas simples (alavancas)

Dentre os instrumentos mais antigos desenvolvidos pelo homem, figuram as alavancas e, pelo menos desde o século III a.C., se conhece uma teoria sobre o seu funcionamento: o princípio das alavancas, de Arquimedes de Siracusa. Nas alternativas abaixo, são mencionados alguns objetos utilizados pelo homem nos dias de hoje. Assinale a alternativa na qual os dois objetos citados são considerados alavancas, quando utilizados corretamente, segundo suas finalidades específicas.

A)tesoura e alicate
B)cadeira e gangorra
C)prego e parafuso
D)martelo e machado
E)mola helicoidal e dinamômetro

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas B-C-H-I)

A
Resolução comentada

Tesoura e alicate são alavancas compostas (cada lâmina/braço gira em torno de um ponto de apoio fixo, o pino central, multiplicando a força aplicada). Cadeira e gangorra não são ambas alavancas (cadeira não é); prego e parafuso são exemplos de cunha e plano inclinado (rosca), não alavancas; machado é uma cunha, não alavanca; mola e dinamômetro medem força, não são alavancas.

Alternativa correta: A

Q52
Termometria — escala termométrica arbitrária

Num determinado trabalho, cria-se uma escala termométrica X utilizando as temperaturas de fusão ($-30\,{}^\circ\text{C}$) e de ebulição ($130\,{}^\circ\text{C}$) de uma substância, como sendo $0\,{}^\circ\text{X}$ e $80\,{}^\circ\text{X}$, respectivamente. Ao medir a temperatura de um ambiente com um termômetro graduado nessa escala, obtivemos o valor $26\,{}^\circ\text{X}$. Essa temperatura na escala Celsius corresponde a:

A)14 °C
B)18 °C
C)22 °C
D)28 °C
E)41 °C

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas B-C-H-I)

C
Resolução comentada

A relação linear entre as escalas é

$$\frac{X-0}{80-0}=\frac{C-(-30)}{130-(-30)}\Rightarrow\frac{X}{80}=\frac{C+30}{160}\Rightarrow X=\frac12(C+30).$$

Para $X=26$:

$$26=\frac12(C+30)\Rightarrow C+30=52\Rightarrow C=22\,{}^\circ\text{C}.$$

Alternativa correta: C

Q53
Calorimetria — fusão do gelo

Acidentalmente, deixamos cair uma pedra de gelo de $100\,\text{g}$ a $0\,{}^\circ\text{C}$ no interior de um calorímetro que contém água a $20\,{}^\circ\text{C}$. A quantidade de calor que devemos fornecer ao conjunto (calorímetro + água), para restabelecermos a temperatura inicial, será de:

Dados: calor latente de fusão da água $=80\,\text{cal/g}$; calor específico da água $=1\,\text{cal/g}\cdot{}^\circ\text{C}$.

A)2 000 cal
B)6 000 cal
C)8 000 cal
D)10 000 cal
E)12 000 cal

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas B-C-H-I)

D
Resolução comentada

Para "restabelecer a temperatura inicial" de $20\,{}^\circ\text{C}$ em todo o conjunto, é preciso fornecer exatamente o calor que compense a introdução do gelo: primeiro fundir os $100\,\text{g}$ de gelo a $0\,{}^\circ\text{C}$,

$$Q_1=mL_f=100\times80=8000\,\text{cal},$$

e depois aquecer essa água resultante de $0\,{}^\circ\text{C}$ até $20\,{}^\circ\text{C}$:

$$Q_2=mc\Delta T=100\times1\times20=2000\,\text{cal}.$$

O total é $Q=Q_1+Q_2=8000+2000=10000\,\text{cal}$, independentemente da massa original de água no calorímetro.

Alternativa correta: D

Q54
Termologia — dilatação térmica aplicada

No estudo dos materiais utilizados para a restauração de dentes, os cientistas pesquisam entre outras características o coeficiente de dilatação térmica. Se utilizarmos um material de coeficiente de dilatação térmica inadequado, poderemos provocar sérias lesões ao dente, como uma trinca ou até mesmo sua quebra. Neste caso, para que a restauração seja considerada ideal, o coeficiente de dilatação volumétrica do material de restauração deverá ser:

A)igual ao coeficiente de dilatação volumétrica do dente.
B)maior que o coeficiente de dilatação volumétrica do dente, se o paciente se alimenta predominantemente com alimentos muito frios.
C)menor que o coeficiente de dilatação volumétrica do dente, se o paciente se alimenta predominantemente com alimentos muito frios.
D)maior que o coeficiente de dilatação volumétrica do dente, se o paciente se alimenta predominantemente com alimentos muito quentes.
E)menor que o coeficiente de dilatação volumétrica do dente, se o paciente se alimenta predominantemente com alimentos muito quentes.

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas B-C-H-I)

A
Resolução comentada

Para que não surjam tensões mecânicas na interface dente-restauração em nenhuma condição de temperatura (seja com alimentos quentes ou frios), o material ideal deve se dilatar e se contrair exatamente na mesma proporção que o dente — ou seja, ter o mesmo coeficiente de dilatação volumétrica do dente, independentemente do hábito alimentar do paciente.

Alternativa correta: A

Q55
Termodinâmica — transformação isocórica de gás perfeito

Um recipiente, que não se dilata e que contém um gás perfeito nas CNTP, possui um orifício de $2\,\text{cm}^2$ de área que é mantido fechado por um sólido de $0,4\,\text{kg}$, apoiado sobre ele. Aquecendo esse gás, a menor temperatura que provocará vazamento, será:

Dados: pressão atmosférica normal $=1\times10^5\,\text{Pa}$; $g=10\,\text{m/s}^2$.

A)22,4 °C
B)36,8 °C
C)54,6 °C
D)91,4 °C
E)136,5 °C

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas B-C-H-I)

C
Resolução comentada

Nas CNTP, $T_1=273\,\text{K}$ e $P_1=1\times10^5\,\text{Pa}$ (pressão do gás igual à atmosférica, já que o vazamento ainda não ocorreu). O vazamento ocorre quando a pressão interna supera a soma da pressão atmosférica com a pressão extra devida ao peso do sólido:

$$\Delta P=\frac{mg}{A}=\frac{0,4\times10}{2\times10^{-4}}=2\times10^4\,\text{Pa}.$$

$$P_2=1\times10^5+2\times10^4=1,2\times10^5\,\text{Pa}.$$

Como o volume é constante (recipiente rígido), pela lei de Gay-Lussac:

$$\frac{P_1}{T_1}=\frac{P_2}{T_2}\Rightarrow T_2=T_1\cdot\frac{P_2}{P_1}=273\times1,2=327,6\,\text{K}=54,6\,{}^\circ\text{C}.$$

Alternativa correta: C

Q56
Óptica — refração e índice de refração

Um raio luminoso monocromático, ao passar do ar (índice de refração $=1,0$) para a água, reduz sua velocidade de $25\%$. O índice de refração absoluto da água para esse raio luminoso é de aproximadamente:

A)1,2
B)1,3
C)1,4
D)1,5
E)1,6

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas B-C-H-I)

B
Resolução comentada

Reduzir a velocidade em $25\%$ significa $v_{\text{água}}=0,75\,v_{\text{ar}}=0,75\,c$. O índice de refração absoluto é

$$n_{\text{água}}=\frac{c}{v_{\text{água}}}=\frac{c}{0,75c}=\frac{1}{0,75}\approx1,3.$$

Alternativa correta: B

Q57
Eletrostática — associação de capacitores

A energia armazenada pela associação de 3 capacitores de mesmo valor nominal, mostrada abaixo, é $0,1\,\text{J}$. A capacitância de cada capacitor é:

Fonte de 100 V ligada a um capacitor em série com dois capacitores iguais em paralelo — questão 57 Mackenzie 1999.2
A)10 µF
B)15 µF
C)20 µF
D)25 µF
E)30 µF

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas B-C-H-I)

E
Resolução comentada

Dois capacitores iguais em paralelo equivalem a $2C$; esse conjunto está em série com o terceiro capacitor $C$, resultando em

$$C_{eq}=\frac{C\cdot2C}{C+2C}=\frac{2C}{3}.$$

A energia armazenada é $E=\dfrac{C_{eq}V^2}{2}$, com $V=100\,\text{V}$ e $E=0,1\,\text{J}$:

$$0,1=\frac{C_{eq}\times100^2}{2}\Rightarrow C_{eq}=\frac{0,2}{10000}=2\times10^{-5}\,\text{F}=20\,\mu\text{F}.$$

Como $C_{eq}=\dfrac{2C}{3}$,

$$C=\frac{3\times20}{2}=30\,\mu\text{F}.$$

Alternativa correta: E

Q58
Eletrodinâmica — resistência equivalente de fio soldado

Um fio homogêneo e de secção transversal uniforme tem resistência R. Dividindo esse fio em 6 partes iguais e soldando-as como mostra a figura, a resistência equivalente da associação obtida será igual a:

Fio dividido em 6 partes soldadas formando dois olhos (pares de arcos) em série — questão 58 Mackenzie 1999.2
A)$5\cdot\dfrac{R}{2}$
B)$2R$
C)$3\cdot\dfrac{R}{2}$
D)$R$
E)$\dfrac{R}{2}$

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas B-C-H-I) — confirmar topologia com a figura

E
Resolução comentada

Cada uma das 6 partes iguais do fio tem resistência $r=R/6$. Na configuração descrita (dois trechos retos nas extremidades, em série com dois pares de fios em paralelo formando os "olhos"), a resistência total é

$$R_{eq}=\underbrace{\frac{R}{6}}_{\text{trecho reto}}+\underbrace{\frac{R/6}{2}}_{\text{1º par paralelo}}+\underbrace{\frac{R/6}{2}}_{\text{2º par paralelo}}+\underbrace{\frac{R}{6}}_{\text{trecho reto}}=\frac{R}{6}+\frac{R}{12}+\frac{R}{12}+\frac{R}{6}=\frac{R}{2}.$$

Alternativa correta: E

Q59
Eletrodinâmica — circuito com gerador ideal

No circuito esquematizado abaixo, o gerador ideal tem f.e.m. de $20\,\text{V}$. A d.d.p. entre os pontos X e Y é $12\,\text{V}$ e o amperímetro ideal indica $2\,\text{A}$. A resistência R vale:

Resistor R em série com o gerador, ramo entre os pontos X e Y contendo o amperímetro — questão 59 Mackenzie 1999.2
A)8 Ω
B)7 Ω
C)6 Ω
D)4 Ω
E)3 Ω

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas B-C-H-I)

D
Resolução comentada

Como o gerador é ideal (sem resistência interna) e a fem é $20\,\text{V}$, a queda de tensão no resistor R é a diferença entre a fem e a d.d.p. entre X e Y:

$$V_R=\varepsilon-V_{XY}=20-12=8\,\text{V}.$$

Com a corrente de $2\,\text{A}$ passando por R,

$$R=\frac{V_R}{i}=\frac{8}{2}=4\,\Omega.$$

Alternativa correta: D

Q60
Eletromagnetismo — campo magnético no centro de uma espira

Uma espira circular condutora é percorrida por uma corrente elétrica de intensidade i e perfura ortogonalmente uma superfície plana e horizontal, conforme a figura. O segmento CD, pertencente ao plano da superfície, é diâmetro dessa espira e o segmento AB, também pertencente a esse plano, é perpendicular a $\overline{CD}$, assim como $\overline{EF}$ é perpendicular a $\overline{GH}$ e ambos coplanares aos segmentos anteriores. Se apoiarmos o centro de uma pequena agulha imantada sobre o centro da espira, com liberdade de movimento, ela se alinhará a:

Espira circular vertical perfurando ortogonalmente um plano horizontal, com segmentos CD, AB, EF e GH — questão 60 Mackenzie 1999.2
A)$\overline{AB}$
B)$\overline{CD}$
C)$\overline{EF}$
D)$\overline{GH}$
E)um segmento diferente desses mencionados.

Resolução Método TEF — Mackenzie 1999.2 (Áreas B-C-H-I)

A
Resolução comentada

O campo magnético no centro de uma espira aponta ao longo do eixo da espira (perpendicular ao plano da própria espira), não no plano da espira. Como a espira é vertical e "perfura ortogonalmente" a superfície horizontal, seu eixo é horizontal e está contido no plano horizontal da superfície.

O segmento CD é o diâmetro da espira contido no plano horizontal — ele está no plano da própria espira, não é o eixo. Já $\overline{AB}$, perpendicular a $\overline{CD}$ e também contido no plano horizontal, é exatamente a direção do eixo da espira nesse plano. Uma agulha imantada livre se alinha à direção do campo magnético, ou seja, a $\overline{AB}$.

Alternativa correta: A

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