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Acervo PUC-SP · Método TEF

PUC-SP 2020.1 | Verão

Vestibular de Verão 2020 · Prova de Física — resolução comentada Método TEF.

Q10
Física — Termometria (Escalas Termométricas)

O gráfico a seguir, descreve o comportamento da temperatura de uma amostra de certo material, em função do tempo.

Gráfico da temperatura em Celsius em função do tempo em horas. A temperatura cai linearmente de algo acima de 100°C até cerca de 65°C.

Determine, na escala Fahrenheit, a variação de temperatura sofrida pela amostra, desde 1h30min até 5h30min.

A)40
B)55
C)72
D)90

Gabarito oficial PUC-SP — 2020.1 (Q10)

C
Resolução

Consultando o gráfico dado no instante $t_1 = 1{,}5\text{ h}$ temos a temperatura $\theta_1 = 105^\circ\text{C}$.

No instante $t_2 = 5{,}5\text{ h}$, a temperatura é $\theta_2 = 65^\circ\text{C}$.

A variação de temperatura na escala Celsius é:

$\Delta\theta_C = 105^\circ\text{C} - 65^\circ\text{C} = 40^\circ\text{C}$

Relacionando as variações entre as escalas Celsius e Fahrenheit:

$\dfrac{\Delta\theta_C}{5} = \dfrac{\Delta\theta_F}{9}$

$\dfrac{40}{5} = \dfrac{\Delta\theta_F}{9}$

$8 = \dfrac{\Delta\theta_F}{9} \Rightarrow \Delta\theta_F = 72^\circ\text{F}$

Alternativa C.

Q11
Física — Eletrostática (Campo Elétrico Uniforme e Potencial)

As linhas de um campo elétrico uniforme atravessam um trapézio de altura h, conforme mostra a figura.

As linhas de campo elétrico são paralelas entre si, e atravessam um trapézio de vértices a, b, c, d. A altura do trapézio é h, definida entre os lados paralelos ab e dc. A direção das linhas é perpendicular às retas paralelas ab e dc.

Com relação a essa disposição podemos afirmar que:

A)A ddp entre os pontos J e a é menor que a ddp entre os pontos M e d.
B)A ddp entre os pontos J e a é maior que a ddp entre os pontos M e d.
C)A ddp entre os pontos J e a é igual a ddp entre os pontos M e d e ambas são diferentes de zero.
D)A ddp entre os pontos J e a é igual a ddp entre os pontos M e d e ambas são nulas.

Gabarito oficial PUC-SP — 2020.1 (Q11)

D
Resolução

1) A ddp entre os pontos J e a ($V_J - V_a$) é nula, ou seja, $V_J - V_a = 0$, pois o segmento $ab$ e, portanto, o segmento $Ja$ está sobre uma superfície equipotencial (é perpendicular às linhas de força do campo elétrico uniforme).

2) A ddp entre os pontos M e d ($V_M - V_d$) também é nula pelo mesmo motivo: o segmento $dc$ é perpendicular às linhas de campo, portanto forma uma superfície equipotencial.

Portanto, $V_J - V_a = V_M - V_d = 0$. As duas diferenças de potencial são nulas.

Alternativa D.

Q12
Física — Acústica (Efeito Doppler e MCU)

Um diapasão está fixo na extremidade de um brinquedo infantil, conhecido como gira-gira, de diâmetro igual a 1,6 m (veja figura).

Um gira-gira de parquinho.

O diapasão é golpeado e passa a emitir um som de frequência 440 Hz, sendo que, nesse exato momento, o brinquedo é posto a girar com velocidade angular constante de 15 rad/s. Considerando que o ar esteja em repouso em relação ao solo e que a velocidade escalar do som, através dele, vale 340 m/s, podemos afirmar que a diferença aproximada entre a maior e a menor frequência percebida por um observador, em repouso em relação ao solo, posicionado a grande distância em relação ao centro do brinquedo, é um valor próximo de:

A)30
B)40
C)50
D)60

Gabarito oficial PUC-SP — 2020.1 (Q12)

A
Resolução

O diâmetro do brinquedo é $D = 1{,}6\text{ m}$, logo o raio é $R = 0{,}8\text{ m}$.

A velocidade escalar (tangencial) da fonte sonora (diapasão) na extremidade é dada por:

$V_F = \omega \cdot R = 15 \cdot 0{,}8 = 12\text{ m/s}$

O observador perceberá a maior frequência quando a fonte estiver se aproximando dele com essa velocidade ($V_{aprox} = 12\text{ m/s}$) e a menor frequência quando estiver se afastando ($V_{afast} = 12\text{ m/s}$).

Pela fórmula do Efeito Doppler ($f_o = f_F \cdot \dfrac{V \pm V_o}{V \mp V_F}$), considerando $V_o = 0$:

Para a maior frequência (aproximação):

$f_{max} = 440 \cdot \dfrac{340}{340 - 12} = 440 \cdot \dfrac{340}{328} \approx 456\text{ Hz}$

Para a menor frequência (afastamento):

$f_{min} = 440 \cdot \dfrac{340}{340 + 12} = 440 \cdot \dfrac{340}{352} = 425\text{ Hz}$

A diferença entre a maior e a menor frequência percebida será:

$\Delta f = f_{max} - f_{min} = 456 - 425 = 31\text{ Hz}$

O valor mais próximo dentre as alternativas é 30 Hz.

Alternativa A.

Q13
Física — Dinâmica e Gravitação

O sistema mecânico representado pela figura, quando na Terra, de raio $R_T$ e volume $V_T$ permanece em equilíbrio estático, após a mola sofrer uma deformação de 2 cm.

Mola presa ao teto segurando um bloco em equilíbrio.

Esse mesmo sistema, quando colocado em um planeta P, de raio $R_P$ e cuja densidade é 4 vezes a densidade da Terra, entra em equilíbrio estático, após a mola se deformar de 8 cm.

Considerando ambos os planetas esféricos e de densidades uniformes, podemos afirmar que o volume $V_P$ do planeta P vale:

A)$V_P = V_T \cdot \left(\frac{R_T}{R_P}\right)^2$
B)$V_P = V_T \cdot (R_T \cdot R_P)^2$
C)$V_P = V_T \cdot \frac{(R_T)^2}{R_P}$
D)$V_P = V_T \cdot \left(\frac{R_P}{R_T}\right)^2$

Gabarito oficial PUC-SP — 2020.1 (Q13)

Anulada
Resolução

Em equilíbrio estático, a força elástica se iguala à força peso: $k \cdot x = m \cdot g$.

Na Terra: $k \cdot 2 = m \cdot g_T$

No planeta P: $k \cdot 8 = m \cdot g_P$

Dividindo as equações: $\dfrac{g_P}{g_T} = \dfrac{8}{2} = 4 \Rightarrow g_P = 4 g_T$

Sabemos que a gravidade na superfície de um planeta é $g = \dfrac{G \cdot M}{R^2}$. Considerando a densidade volumétrica $\mu = \dfrac{M}{V} = \dfrac{M}{\frac{4}{3} \pi R^3} \Rightarrow M = \dfrac{4}{3} \pi R^3 \cdot \mu$.

Substituindo na fórmula da gravidade: $g = \dfrac{G \cdot \frac{4}{3} \pi R^3 \cdot \mu}{R^2} = \dfrac{4}{3} \pi \cdot G \cdot \mu \cdot R$.

Portanto, a gravidade é proporcional a $\mu \cdot R$. Se $g_P = 4 g_T$, temos:

$\dfrac{4}{3} \pi \cdot G \cdot \mu_P \cdot R_P = 4 \cdot \left(\dfrac{4}{3} \pi \cdot G \cdot \mu_T \cdot R_T\right)$

$\mu_P \cdot R_P = 4 \cdot \mu_T \cdot R_T$

Como $\mu_P = 4 \mu_T$, a equação se torna: $4 \mu_T \cdot R_P = 4 \mu_T \cdot R_T \Rightarrow R_P = R_T$.

Se $R_P = R_T$, os dois planetas têm o mesmo volume: $V_P = V_T$.

Verificando as alternativas propostas, se $R_P = R_T$, então $\dfrac{R_T}{R_P} = 1$ e $\dfrac{R_P}{R_T} = 1$.

Logo, tanto a alternativa A ($V_P = V_T \cdot 1^2$) quanto a alternativa D ($V_P = V_T \cdot 1^2$) forneceriam $V_P = V_T$.

Por haver duas alternativas corretas para o problema formatado assim, a questão foi adequadamente anulada.

Q14
Física — Eletromagnetismo (Carga em Campo E e B)

Uma partícula negativa de massa m e carga de módulo igual a q parte do repouso e descreve uma trajetória retilínea, sob ação exclusiva de um campo elétrico uniforme, produzido por uma diferença de potencial igual a U. Num dado ponto da trajetória cessa a ação do campo elétrico e passa a atuar sobre a partícula apenas um campo magnético uniforme de intensidade B, fazendo-a descrever uma semicircunferência de raio r.

A partícula negativa é acelerada verticalmente, entrando no campo magnético uniforme onde descreve meia volta (semicircunferência de raio r).

A expressão algébrica que permite calcular a intensidade do campo magnético (B) é a contida na alternativa:

A)$B=2 \cdot U \cdot m \cdot q^{-1} \cdot r^{-1}$
B)$B=r \cdot (2 \cdot U \cdot m \cdot q)^{-\frac{1}{2}}$
C)$B=r^{-1} \cdot {(2 \cdot U \cdot m \cdot q^{-1})}^{\frac{1}{2}}$
D)$B=2 \cdot U \cdot m \cdot q \cdot r$

Gabarito oficial PUC-SP — 2020.1 (Q14)

C
Resolução

No trecho com campo elétrico, o trabalho da força elétrica fornece a energia cinética adquirida pela partícula (Teorema da Energia Cinética):

$\tau = \Delta E_{cin} \Rightarrow q \cdot U = \dfrac{m \cdot v^2}{2} - 0 \Rightarrow v^2 = \dfrac{2 \cdot q \cdot U}{m} \Rightarrow v = \sqrt{\dfrac{2 \cdot q \cdot U}{m}}$

No trecho com campo magnético, a força magnética atua como força centrípeta, mantendo a partícula em movimento circular:

$F_{mag} = F_{cp} \Rightarrow q \cdot v \cdot B = \dfrac{m \cdot v^2}{r} \Rightarrow B = \dfrac{m \cdot v}{q \cdot r}$

Substituindo o valor de $v$ encontrado:

$B = \dfrac{m}{q \cdot r} \cdot \sqrt{\dfrac{2 \cdot q \cdot U}{m}}$

Colocando $m$ e $q$ para dentro da raiz, eles entram elevados ao quadrado:

$B = \dfrac{1}{r} \cdot \sqrt{\dfrac{2 \cdot q \cdot U \cdot m^2}{m \cdot q^2}} = \dfrac{1}{r} \cdot \sqrt{\dfrac{2 \cdot U \cdot m}{q}}$

Reescrevendo a expressão utilizando notação de expoentes negativos e fracionários:

$B = r^{-1} \cdot (2 \cdot U \cdot m \cdot q^{-1})^{\frac{1}{2}}$

Alternativa C.

Q15
Física — Eletrodinâmica (Circuito)

Considere o esquema abaixo. Na inscrição da lâmpada temos: 2,0 W - 1,0 V e na da pilha seca 1,5 V. O fio utilizado nas ligações possui 1,0 mm de diâmetro, resistividade elétrica de $2{,}0 \times 10^{-8} \, \Omega\cdot \text{m}$ e comprimento de 1,5 m em cada lado do circuito.

Esquema elétrico com uma pilha ligada a uma lâmpada usando dois pedaços de fio, cada um com 1,5 m de comprimento.

Sabendo que a corrente de curto circuito na pilha é de 15 A, determine, em watt, o valor aproximado da potência real dissipada pela lâmpada.

Adote $\pi=3$.

A)2,4
B)2,7
C)3,3
D)3,8

Gabarito oficial PUC-SP — 2020.1 (Q15)

A
Resolução

1) Cálculo da resistência interna ($r$) da pilha pela corrente de curto-circuito:

$I_{cc} = \dfrac{E}{r} \Rightarrow r = \dfrac{E}{I_{cc}} = \dfrac{1{,}5}{15} = 0{,}10 \, \Omega$

2) Cálculo das resistências elétricas de cada fio de ligação ($R_F$). A área transversal do fio é $A = \dfrac{\pi \cdot d^2}{4}$. Com $d = 1{,}0\text{ mm} = 10^{-3}\text{ m}$:

$A = \dfrac{3 \cdot (10^{-3})^2}{4} = 0{,}75 \times 10^{-6}\text{ m}^2$

Pela segunda lei de Ohm: $R_F = \rho \dfrac{L}{A}$

$R_F = 2{,}0 \times 10^{-8} \cdot \dfrac{1{,}5}{0{,}75 \times 10^{-6}} = 4{,}0 \times 10^{-2} \, \Omega = 0{,}04 \, \Omega$

3) Cálculo da resistência da lâmpada ($R_L$):

$P_{nom} = \dfrac{U_{nom}^2}{R_L} \Rightarrow R_L = \dfrac{1{,}0^2}{2{,}0} = 0{,}50 \, \Omega$

4) O circuito possui a f.e.m. $E = 1{,}5\text{ V}$ em série com as resistências $r$, duas vezes $R_F$ (dois fios de 1,5m), e $R_L$. Aplicando a Lei de Pouillet:

$i = \dfrac{E}{r + 2 \cdot R_F + R_L} = \dfrac{1{,}50}{0{,}10 + 2 \cdot 0{,}04 + 0{,}50} = \dfrac{1{,}50}{0{,}68} \approx 2{,}206\text{ A}$

5) A potência real dissipada na lâmpada será:

$P_{real} = R_L \cdot i^2 = 0{,}50 \cdot (2{,}206)^2 = 0{,}50 \cdot 4{,}866 \approx 2{,}43\text{ W}$

O valor aproximado mais próximo é 2,4 W.

Alternativa A.

Q16
Física — Dinâmica e Termodinâmica (Rendimento)

Um esquiador de massa 77,0 kg, portando uma arma de massa 3,0 kg, encontra-se em repouso e em pé sobre uma pista de gelo perfeitamente lisa. Ele faz um único disparo horizontal com a arma. No momento do disparo, essa arma pode ser considerada uma máquina térmica que recebe energia térmica igual a 160,0 kJ do propelente.

Esquiador segurando uma espingarda e pronto para atirar.

Considerando que, após o disparo do projétil de massa 50,0 g, o conjunto (esquiador + arma) recue com velocidade de módulo 0,5 m/s, determine, em porcentagem, o rendimento dessa arma. Despreze a massa dos esquis e considere o sistema isolado de forças externas na direção horizontal.

A)5,0
B)7,5
C)10,0
D)12,5

Gabarito oficial PUC-SP — 2020.1 (Q16)

C
Resolução

1) O sistema (homem + arma + projétil) está isolado horizontalmente. Pelo Princípio da Conservação da Quantidade de Movimento ($Q_{inicial} = Q_{final}$):

$0 = \vec{Q}_{E+A} + \vec{Q}_{proj} \Rightarrow |m_{E+A} \cdot v_{E+A}| = |m_{proj} \cdot v_{proj}|$

A massa do conjunto esquiador + arma é $77{,}0 + 3{,}0 = 80{,}0\text{ kg}$. A massa do projétil é $50\text{ g} = 0{,}05\text{ kg}$.

$80{,}0 \cdot 0{,}5 = 0{,}05 \cdot v_{proj} \Rightarrow 40 = 0{,}05 \cdot v_{proj} \Rightarrow v_{proj} = 800\text{ m/s}$

2) Pelo Teorema da Energia Cinética, o trabalho mecânico ($\tau$) útil realizado pelo disparo é a energia cinética total adquirida pelas massas (conjunto + projétil):

$\tau = \Delta E_{cin} = \dfrac{m_{E+A} \cdot v_{E+A}^2}{2} + \dfrac{m_{proj} \cdot v_{proj}^2}{2}$

$\tau = \dfrac{80{,}0 \cdot (0{,}5)^2}{2} + \dfrac{0{,}05 \cdot (800)^2}{2} = 10{,}0 + 16\,000 = 16\,010\text{ J}$

3) O rendimento ($\eta$) é a razão entre o trabalho mecânico e a energia térmica fornecida ($Q = 160{,}0\text{ kJ} = 160\,000\text{ J}$):

$\eta = \dfrac{\tau}{Q} = \dfrac{16\,010}{160\,000} \approx 0{,}1000 = 10{,}0\%$

Alternativa C.

Q17
Física — Óptica e Cinemática

Um carrinho executa um movimento uniforme ao longo de uma trajetória retilínea, que coincide com o eixo principal de um espelho esférico cujo módulo do raio de curvatura é de 100 cm. O cronômetro é zerado, quando o carrinho passa exatamente sobre o centro de curvatura (C) do espelho. A partir daí verifica-se que, no instante 2,5 s, o espelho esférico conjuga uma imagem invertida e aumentada de 2 vezes do carrinho.

O eixo tem origem em V e o sentido positivo é para a direita. O espelho é côncavo posicionado em V, e o carrinho move-se sobre o eixo no qual os focos e centro estão marcados.

Adotando o referencial no vértice (V) do espelho esférico e a orientação positiva, conforme indicado na figura, a função horária do espaço em função do tempo para o movimento do carrinho, em unidades do SI, está corretamente expressa na alternativa:

A)$S = 1{,}0 + 0{,}3 \cdot t$
B)$S = 1{,}0 - 0{,}1 \cdot t$
C)$S = 1{,}0 - 0{,}3 \cdot t$
D)$S = 1{,}0 + 0{,}6 \cdot t$

Gabarito oficial PUC-SP — 2020.1 (Q17)

B
Resolução

1) O espelho conjuga imagens reais (invertidas), logo, é um espelho côncavo. Sua distância focal é $f = \frac{R}{2} = \frac{100}{2} = 50\text{ cm} = 0{,}5\text{ m}$.

A posição inicial do objeto ($t=0$) é no centro de curvatura (C). A distância do centro até o vértice é o raio, então $s_0 = R = 100\text{ cm} = 1{,}0\text{ m}$.

2) No instante $t = 2{,}5\text{ s}$, a imagem é invertida e ampliada 2 vezes. Isso indica um aumento linear transversal $A = -2$. Usando a equação do aumento:

$A = \dfrac{f}{f - s_1} \Rightarrow -2 = \dfrac{0{,}5}{0{,}5 - s_1}$

$-2(0{,}5 - s_1) = 0{,}5 \Rightarrow -1{,}0 + 2 \cdot s_1 = 0{,}5 \Rightarrow 2 \cdot s_1 = 1{,}5 \Rightarrow s_1 = 0{,}75\text{ m}$

3) Como o carrinho está em movimento uniforme, a equação horária da posição é $S = S_0 + V \cdot t$. Para encontrar $V$:

$S_1 = S_0 + V \cdot t \Rightarrow 0{,}75 = 1{,}0 + V \cdot 2{,}5$

$V \cdot 2{,}5 = -0{,}25 \Rightarrow V = -0{,}1\text{ m/s}$

A função horária fica, então, $S = 1{,}0 - 0{,}1 \cdot t$ (no SI).

Alternativa B.

Q18
Física — Dinâmica e Teorema da Energia Cinética

Um objeto de massa igual a 2 kg é abandonado do alto de um prédio de 50 m de altura e colide com o solo com uma velocidade de 15 m/s. O diagrama mostra como varia a força resistiva do ar sobre o objeto, em função da altura.

Gráfico de força F em newtons em função de h. F começa no zero em h=50m, sobe linearmente até 20N em uma altura h, e então se mantém constante em 20N de h até 0.

Considerando o módulo da aceleração da gravidade igual a $10\text{ m/s}^2$, determine o valor da altura h, em metros, a partir da qual a força resistiva do ar passou a ser uniforme.

A)22,5
B)27,5
C)32,5
D)37,5

Gabarito oficial PUC-SP — 2020.1 (Q18)

B
Resolução

1) O módulo do trabalho da força de resistência do ar ($|\tau_{ar}|$) corresponde à área sob o gráfico Força $\times$ Altura (deslocamento vertical). A área é um trapézio de bases $50$ (base maior) e $h$ (base menor), com altura igual a $20$:

$|\tau_{ar}| = \text{Área} = \dfrac{(50 + h) \cdot 20}{2} = (50 + h) \cdot 10$

Como a força resistiva é contrária ao movimento, o trabalho é resistente: $\tau_{ar} = -10 \cdot (50 + h)\text{ J}$.

2) O trabalho da força peso no deslocamento total de $50\text{ m}$ é motor (a favor do deslocamento):

$\tau_P = m \cdot g \cdot \Delta h_{total} = 2 \cdot 10 \cdot 50 = 1\,000\text{ J}$

3) Pelo Teorema da Energia Cinética, o trabalho total é igual à variação da energia cinética. O objeto partiu do repouso ($v_0 = 0$) e atingiu $v = 15\text{ m/s}$:

$\tau_{total} = \tau_P + \tau_{ar} = \Delta E_{cin} \Rightarrow 1\,000 - 10 \cdot (50 + h) = \dfrac{m \cdot v^2}{2} - 0$

$1\,000 - 500 - 10h = \dfrac{2 \cdot 15^2}{2}$

$500 - 10h = 225 \Rightarrow 10h = 500 - 225 \Rightarrow 10h = 275 \Rightarrow h = 27{,}5\text{ m}$

Alternativa B.

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