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Acervo UNICAMP · Método TEF

UNICAMP 2004 | 2ª Fase

Física · questões 1 a 12 — resolução comentada Método TEF.

Dados da prova

Utilize sempre que necessário:

$g=10\text{ m/s}^2$
Q01
Cinemática — Movimento Circular

O quadro (a), acima, refere-se à imagem de televisão de um carro parado, em que podemos distinguir claramente a marca do pneu (“PNU”). Quando o carro está em movimento, a imagem da marca aparece como um borrão em volta de toda a roda, como ilustrado em (b). A marca do pneu volta a ser nítida, mesmo com o carro em movimento, quando este atinge uma determinada velocidade. Essa ilusão de movimento na imagem gravada é devido à freqüência de gravação de 30 quadros por segundo (30 Hz). Considerando que o diâmetro do pneu é igual a 0,6 m e π=3,0, responda:

Sequência de imagens da roda do carro com a marca PNU

a) Quantas voltas o pneu completa em um segundo, quando a marca filmada pela câmara aparece parada na imagem, mesmo estando o carro em movimento?

b) Qual a menor freqüência angular ω do pneu em movimento, quando a marca aparece parada?

c) Qual a menor velocidade linear (em m/s) que o carro pode ter na figura (c)?

Resposta — UNICAMP 2004 — 2ª Fase (Q01)

$30\text{ voltas/s}$; $180\text{ rad/s}$; $54\text{ m/s}$.
Resolução

a) Para a marca aparecer sempre na mesma posição em quadros sucessivos, na menor velocidade não nula a roda deve completar uma volta a cada quadro. Como são 30 quadros por segundo, $f=30\text{ Hz}$.

b) $\omega=2\pi f=2\cdot3\cdot30=180\text{ rad/s}$.

c) O raio do pneu é $R=0{,}30\text{ m}$. Logo, $v=\omega R=180\cdot0{,}30=54\text{ m/s}$.

Q02
Cinemática — Lançamento Vertical e Impulso

Uma pesquisa publicada no ano passado identifica um novo recordista de salto em altura entre os seres vivos. Trata-se de um inseto, conhecido como Cigarrinha-da-espuma, cujo salto é de 45 cm de altura.

a) Qual é a velocidade vertical da cigarrinha no início de um salto?

b) O salto é devido a um impulso rápido de 10-3 s. Calcule a aceleração média da cigarrinha, que suporta condições extremas, durante o impulso.

Resposta — UNICAMP 2004 — 2ª Fase (Q02)

$3{,}0\text{ m/s}$; $3{,}0\times10^3\text{ m/s}^2$.
Resolução

a) No ponto mais alto, $v=0$. Pela relação $v^2=v_0^2-2gh$:

$v_0=\sqrt{2gh}=\sqrt{2\cdot10\cdot0{,}45}=3{,}0\text{ m/s}$.

b) Durante o impulso, $a_m=\Delta v/\Delta t=3{,}0/(10^{-3})=3{,}0\times10^3\text{ m/s}^2$.

Q03
Cinemática — Lançamento Oblíquo

Uma bola de tênis rebatida numa das extremidades da quadra descreve a trajetória representada na figura abaixo, atingindo o chão na outra extremidade da quadra. O comprimento da quadra é de 24 m.

Trajetória de uma bola de tênis ao longo da quadra

a) Calcule o tempo de vôo da bola, antes de atingir o chão. Desconsidere a resistência do ar nesse caso.

b) Qual é a velocidade horizontal da bola no caso acima?

c) Quando a bola é rebatida com efeito, aparece uma força, FE, vertical, de cima para baixo e igual a 3 vezes o peso da bola. Qual será a velocidade horizontal da bola, rebatida com efeito para uma trajetória idêntica à da figura?

Resposta — UNICAMP 2004 — 2ª Fase (Q03)

$0{,}75\text{ s}$; $32\text{ m/s}$; $64\text{ m/s}$.
Resolução

a) A trajetória do gráfico é compatível com uma parábola cuja altura inicial é aproximadamente $0{,}94\text{ m}$, altura máxima $1{,}25\text{ m}$ em $x=8\text{ m}$ e chegada ao solo em $x=24\text{ m}$. Da forma $y=y_0+v_{0y}t-5t^2$, obtém-se $t=0{,}75\text{ s}$ para o tempo total de voo.

b) O movimento horizontal é uniforme: $v_x=24/0{,}75=32\text{ m/s}$.

c) A força adicional para baixo vale $3mg$. Somada ao peso, a força vertical total passa a ser $4mg$, portanto a aceleração vertical é $4g$. Para manter a mesma trajetória geométrica, o tempo deve ser reduzido à metade; logo, a velocidade horizontal deve dobrar: $v_x'=64\text{ m/s}$.

Q04
Mecânica — Estimativa de Volume e Pressão

Uma caneta esferográfica comum pode desenhar um traço contínuo de 3 km de comprimento. A largura desse traço é de 0,5 mm. Considerando π=3,0, faça o que se pede:

a) Estime o volume de tinta numa carga nova de uma caneta esferográfica e, a partir desse valor, calcule a espessura do traço deixado pela caneta sobre o papel.

b) Ao escrever, a força que uma caneta exerce sobre o papel é de 3 N. Qual a pressão exercida pela esfera da caneta sobre o papel?

Resposta — UNICAMP 2004 — 2ª Fase (Q04)

Estimativa: $V\sim0{,}3\text{ cm}^3$, $e\sim0{,}2\text{ µm}$ e $p\sim1{,}6\times10^7\text{ Pa}$.
Resolução

a) Como o item pede uma estimativa, podemos modelar a carga como um cilindro de aproximadamente $10\text{ cm}$ de comprimento e $2\text{ mm}$ de diâmetro. Seu volume é da ordem de $V\approx0{,}3\text{ cm}^3=3\times10^{-7}\text{ m}^3$.

A área coberta pelo traço é $A=3000\cdot0{,}5\times10^{-3}=1{,}5\text{ m}^2$. Assim, a espessura é $e=V/A\approx2\times10^{-7}\text{ m}=0{,}2\text{ µm}$.

b) Estimando a área de contato pela seção de uma esfera de diâmetro aproximadamente igual à largura do traço, $d\approx0{,}5\text{ mm}$, temos $A\approx\pi(0{,}25\times10^{-3})^2\approx1{,}9\times10^{-7}\text{ m}^2$. Logo, $p=F/A\approx1{,}6\times10^7\text{ Pa}$.

Q05
Estática — Tensão em Cordas

Uma das modalidades de ginástica olímpica é a das argolas. Nessa modalidade, os músculos mais solicitados são os dos braços, que suportam as cargas horizontais, e os da região dorsal, que suportam os esforços verticais. Considerando um atleta cuja massa é de 60 kg e sendo os comprimentos indicados na figura H=3,0 m; L=1,5 m e d=0,5 m, responda:

Atleta nas argolas com dimensões H, L e d

a) Qual a tensão em cada corda quando o atleta se encontra pendurado no início do exercício com os braços na vertical?

b) Quando o atleta abre os braços na horizontal, qual a componente horizontal da tensão em cada corda?

Resposta — UNICAMP 2004 — 2ª Fase (Q05)

$300\text{ N}$; $50\text{ N}$.
Resolução

a) No equilíbrio, as duas cordas sustentam o peso do atleta. Assim, $2T=mg=60\cdot10=600\text{ N}$ e $T=300\text{ N}$.

b) Com os braços horizontais, a separação entre as argolas é $L=1{,}5\text{ m}$ e a separação entre os pontos superiores é $d=0{,}5\text{ m}$. O deslocamento horizontal de cada corda é $(L-d)/2=0{,}5\text{ m}$, para uma queda vertical $H=3{,}0\text{ m}$.

A componente vertical de cada tensão permanece $300\text{ N}$. Logo, $T_x/T_y=0{,}5/3$, de modo que $T_x=50\text{ N}$.

Q06
Quantidade de Movimento e Energia — Colisão Inelástica

O chamado “pára-choque alicate” foi projetado e desenvolvido na Unicamp com o objetivo de minimizar alguns problemas com acidentes. No caso de uma colisão de um carro contra a traseira de um caminhão, a malha de aço de um pára-choque alicate instalado no caminhão prende o carro e o ergue do chão pela plataforma, evitando, assim, o chamado “efeito guilhotina”. Imagine a seguinte situação: um caminhão de 6000 kg está a 54 km/h e o automóvel que o segue, de massa igual a 2000 kg, está a 72 km/h. O automóvel colide contra a malha, subindo na rampa. Após o impacto, os veículos permanecem engatados um ao outro.

Pára-choque alicate e elevação do automóvel

a) Qual a velocidade dos veículos imediatamente após o impacto?

b) Qual a fração da energia cinética inicial do automóvel que foi transformada em energia potencial gravitacional, sabendo-se que o centro de massa do mesmo subiu 50 cm?

Resposta — UNICAMP 2004 — 2ª Fase (Q06)

$16{,}25\text{ m/s}$; $2{,}5\%$.
Resolução

a) $54\text{ km/h}=15\text{ m/s}$ e $72\text{ km/h}=20\text{ m/s}$. Pela conservação da quantidade de movimento:

$(6000)(15)+(2000)(20)=(8000)v_f$, logo $v_f=16{,}25\text{ m/s}$.

b) O ganho de energia potencial é $\Delta E_p=mgh=2000\cdot10\cdot0{,}50=1{,}0\times10^4\text{ J}$. A energia cinética inicial do automóvel é $E_c=\frac12(2000)(20)^2=4{,}0\times10^5\text{ J}$.

A fração é $\Delta E_p/E_c=0{,}025=2{,}5\%$.

Q07
Elasticidade — Força Viscosa e Lei de Hooke

A elasticidade das hemácias, muito importante para o fluxo sangüíneo, é determinada arrastando-se a hemácia com velocidade constante V através de um líquido. Ao ser arrastada, a força de atrito causada pelo líquido deforma a hemácia, esticando-a, e o seu comprimento pode ser medido através de um microscópio (vide esquema). O gráfico apresenta o comprimento L de uma hemácia para diversas velocidades de arraste V. O comprimento de repouso desta hemácia é L0 = 10 micra.

Hemácia arrastada e gráfico de comprimento versus velocidade

a) A força de atrito é dada por Fatrito = - bV, com b sendo uma constante. Qual é a dimensão de b, e quais são as suas unidades no SI?

b) Sendo b = 1,0 x 10-8 em unidades do SI, encontre a força de atrito quando o comprimento da hemácia é de 11 micra.

c) Supondo que a hemácia seja deformada elasticamente, encontre a constante de mola k, a partir do gráfico.

Resposta — UNICAMP 2004 — 2ª Fase (Q07)

$[b]=MT^{-1}$, $\text{kg/s}$; $1{,}0\times10^{-12}\text{ N}$; $1{,}0\times10^{-6}\text{ N/m}$.
Resolução

a) $b=F/V$. Logo, $[b]=MT^{-1}$ e sua unidade SI é $\text{kg/s}$, equivalente a $\text{N·s/m}$.

b) Pelo gráfico, $L=11\text{ µm}$ corresponde a $V\approx100\text{ µm/s}=1{,}0\times10^{-4}\text{ m/s}$. Assim, $|F|=bV=10^{-8}\cdot10^{-4}=1{,}0\times10^{-12}\text{ N}$.

c) A deformação é $\Delta L=1\text{ µm}=10^{-6}\text{ m}$ para essa força. Pela lei de Hooke, $k=F/\Delta L=10^{-12}/10^{-6}=1{,}0\times10^{-6}\text{ N/m}$.

Q08
Termologia — Calorimetria

Para resfriar um motor de automóvel, faz-se circular água pelo mesmo. A água entra no motor a uma temperatura de 80 °C com vazão de 0,4 l/s, e sai a uma temperatura de 95 °C. A água quente é resfriada a 80 °C no radiador, voltando em seguida para o motor através de um circuito fechado.

a) Qual é a potência térmica absorvida pela água ao passar pelo motor? Considere o calor específico da água igual a 4200 J/kg°C e sua densidade igual a 1000 kg/m3.

b) Quando um “aditivo para radiador” é acrescentado à água, o calor específico da solução aumenta para 5250 J/kg°C, sem mudança na sua densidade. Caso essa solução a 80 °C fosse injetada no motor em lugar da água, e absorvesse a mesma potência térmica, qual seria a sua temperatura na saída do motor?

Resposta — UNICAMP 2004 — 2ª Fase (Q08)

$2{,}52\times10^4\text{ W}$; $92\text{ °C}$.
Resolução

a) A vazão mássica é $\dot m=0{,}4\text{ kg/s}$. Portanto, $P=\dot m c\Delta T=0{,}4\cdot4200\cdot15=2{,}52\times10^4\text{ W}$.

b) $\Delta T=P/(\dot m c)=25200/(0{,}4\cdot5250)=12\text{ °C}$. Logo, $T_s=80+12=92\text{ °C}$.

Q09
Eletrodinâmica — Energia e Potência Elétrica

Quando o alumínio é produzido a partir da bauxita, o gasto de energia para produzi-lo é de 15 kWh/kg. Já para o alumínio reciclado a partir de latinhas, o gasto de energia é de apenas 5% do gasto a partir da bauxita.

a) Em uma dada cidade, 50.000 latinhas são recicladas por dia. Quanto de energia elétrica é poupada nessa cidade (em kWh)? Considere que a massa de cada latinha é de 16 g.

b) Um forno de redução de alumínio produz 400 kg do metal, a partir da bauxita, em um período de 10 horas. A cuba eletrolítica desse forno é alimentada com uma tensão de 40 V. Qual a corrente que alimenta a cuba durante a produção? Despreze as perdas.

Resposta — UNICAMP 2004 — 2ª Fase (Q09)

$11400\text{ kWh}$; $1{,}5\times10^4\text{ A}$.
Resolução

a) A massa reciclada diariamente é $50000\cdot0{,}016=800\text{ kg}$. Produzir essa massa a partir da bauxita consumiria $800\cdot15=12000\text{ kWh}$; a reciclagem consome 5% disso, $600\text{ kWh}$. Logo, a economia é $11400\text{ kWh}$.

b) Para 400 kg, a energia é $400\cdot15=6000\text{ kWh}$. Em 10 h, a potência é $600\text{ kW}=6{,}0\times10^5\text{ W}$. Como $P=Ui$, $i=6{,}0\times10^5/40=1{,}5\times10^4\text{ A}$.

Q10
Eletrostática — Capacitor Atmosférico

Um raio entre uma nuvem e o solo ocorre devido ao acúmulo de carga elétrica na base da nuvem, induzindo uma carga de sinal contrário na região do solo abaixo da nuvem. A base da nuvem está a uma altura de 2 km e sua área é de 200 km2. Considere uma área idêntica no solo abaixo da nuvem. A descarga elétrica de um único raio ocorre em 10-3s e apresenta uma corrente de 50 kA. Considerando ε0=9 x 10-12 F/m, responda:

a) Qual é a carga armazenada na base da nuvem no instante anterior ao raio?

b) Qual é a capacitância do sistema nuvem-solo nesse instante?

c) Qual é a diferença de potencial entre a nuvem e o solo imediatamente antes do raio?

Resposta — UNICAMP 2004 — 2ª Fase (Q10)

$50\text{ C}$; $9{,}0\times10^{-7}\text{ F}$; $5{,}6\times10^7\text{ V}$.
Resolução

a) $Q=i\Delta t=50\times10^3\cdot10^{-3}=50\text{ C}$.

b) Aproximando nuvem e solo por placas paralelas, $C=\varepsilon_0A/d$. Como $A=200\text{ km}^2=2{,}0\times10^8\text{ m}^2$ e $d=2000\text{ m}$:

$C=9\times10^{-12}\cdot(2{,}0\times10^8)/2000=9{,}0\times10^{-7}\text{ F}$.

c) $U=Q/C=50/(9\times10^{-7})\approx5{,}6\times10^7\text{ V}$.

Q11
Óptica Geométrica — Espelhos

Em alguns carros é comum que o espelho retrovisor modifique a altura aparente do carro que vem atrás. As imagens abaixo são vistas pelo motorista em um retrovisor curvo (Fig. 1) e em um retrovisor plano (Fig. 2).

Imagens de um carro em retrovisor curvo e plano

a) Qual é (qualitativamente) a curvatura do retrovisor da Fig. 1?

b) A que distância o carro detrás se encontra, quando a sua imagem vista pelo motorista ocupa todo o espelho plano (Fig. 2), cuja altura é de 4,0 cm? Considere que a altura real do carro seja de 1,6 m e que o teto do carro, o olho do motorista (situado a 50 cm do retrovisor) e o topo da imagem no espelho estejam alinhados horizontalmente.

Resposta — UNICAMP 2004 — 2ª Fase (Q11)

Convexo; $19{,}5\text{ m}$.
Resolução

a) A imagem da Fig. 1 é direita e menor que o objeto; portanto, o retrovisor é convexo.

b) No espelho plano, a imagem está à mesma distância atrás do espelho que o carro está à frente. Pela semelhança de triângulos:

$\dfrac{0{,}04}{0{,}50}=\dfrac{1{,}6}{D+0{,}50}$.

Daí, $D+0{,}50=20$, resultando em $D=19{,}5\text{ m}$.

Q12
Ondulatória — Velocidade do Som

Uma das formas de se controlar misturas de gases de maneira rápida, sem precisar retirar amostras, é medir a variação da velocidade do som no interior desses gases. Uma onda sonora com freqüência de 800 kHz é enviada de um emissor a um receptor ( vide esquema ), sendo então medida eletronicamente sua velocidade de propagação em uma mistura gasosa. O gráfico abaixo apresenta a velocidade do som para uma mistura de argônio e nitrogênio em função da fração molar de Ar em N2.

Velocidade do som em mistura de argônio e nitrogênio

a) Qual o comprimento de onda da onda sonora no N2 puro?

b) Qual o tempo para a onda sonora atravessar um tubo de 10 cm de comprimento contendo uma mistura com uma fração molar de Ar de 60% ?

Resposta — UNICAMP 2004 — 2ª Fase (Q12)

$\lambda\approx4{,}3\times10^{-4}\text{ m}$; $t\approx3{,}1\times10^{-4}\text{ s}$.
Resolução

a) Pelo gráfico, para N2 puro ($0\%$ de Ar), $v\approx346\text{ m/s}$. Como $f=800\text{ kHz}=8{,}0\times10^5\text{ Hz}$:

$\lambda=v/f\approx346/(8{,}0\times10^5)\approx4{,}3\times10^{-4}\text{ m}$.

b) Para 60% de Ar, o gráfico fornece aproximadamente $v=325\text{ m/s}$. Então $t=L/v=0{,}10/325\approx3{,}1\times10^{-4}\text{ s}$.

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