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Acervo UNICAMP · Método TEF

UNICAMP 2024 | 1ª Fase

Conhecimentos Gerais · questões de Física Q34 a Q40 — resolução comentada Método TEF.

Dados da prova

Utilize sempre que necessário:

$g=10\text{ m/s}^2$
Q34
Cinemática — Movimento Retilíneo Uniformemente Variado

Use os valores aproximados: $g=10\text{ m/s}^2$ e $\pi=3$.

Texto comum às questões 34, 35, 36 e 37.

Uma das etapas mais difíceis de um voo espacial tripulado é a reentrada na atmosfera terrestre. Ao reencontrar as camadas mais altas da atmosfera, a nave sofre forte desaceleração e sua temperatura externa atinge milhares de graus Celsius. Caso a reentrada não ocorra dentro das condições apropriadas, há risco de graves danos à nave, inclusive de explosão, e até mesmo risco de ela ser lançada de volta ao espaço.

Logo ao reentrar na atmosfera terrestre, uma cápsula espacial passa a descrever, durante certo tempo, um movimento retilíneo uniformemente variado em que ela é freada com aceleração $a=-5{,}0\text{ m/s}^2$. Se no início dessa etapa ($t=0$) do movimento a velocidade da cápsula é $v_0=7000\text{ m/s}$, qual é a distância percorrida até o tempo $t=200\text{ s}$?

A) $1300\text{ km}$.

B) $1400\text{ km}$.

C) $1500\text{ km}$.

D) $4900\text{ km}$.

Resposta — UNICAMP 2024 — 1ª Fase (Q34)

Alternativa A — $1300\text{ km}$.
Resolução

$\Delta s=v_0t+\dfrac12at^2$.

$\Delta s=7000\cdot200+\dfrac12(-5)(200)^2=1{,}3\times10^6\text{ m}=1300\text{ km}$.

Q35
Energia Mecânica — Teorema da Energia Cinética

Texto comum às questões 34, 35, 36 e 37.

Uma das etapas mais difíceis de um voo espacial tripulado é a reentrada na atmosfera terrestre. Ao reencontrar as camadas mais altas da atmosfera, a nave sofre forte desaceleração e sua temperatura externa atinge milhares de graus Celsius. Caso a reentrada não ocorra dentro das condições apropriadas, há risco de graves danos à nave, inclusive de explosão, e até mesmo risco de ela ser lançada de volta ao espaço.

Após viajar pela atmosfera por determinado tempo, o módulo da velocidade da cápsula, que inicialmente era $v_0=7000\text{ m/s}$, fica reduzido a $v=5000\text{ m/s}$. Sendo a massa da cápsula $m=3000\text{ kg}$, qual foi o trabalho da força resultante sobre a cápsula durante esse tempo?

A) $-11{,}1\times10^{10}\text{ J}$.

B) $-3{,}60\times10^{10}\text{ J}$.

C) $-6{,}00\times10^6\text{ J}$.

D) $-3{,}00\times10^6\text{ J}$.

Resposta — UNICAMP 2024 — 1ª Fase (Q35)

Alternativa B — $-3{,}60\times10^{10}\text{ J}$.
Resolução

Pelo teorema da energia cinética:

$\tau_R=\Delta E_c=\dfrac12m(v^2-v_0^2)$.

$\tau_R=\dfrac12(3000)[(5000)^2-(7000)^2]=-3{,}60\times10^{10}\text{ J}$.

Q36
Termodinâmica — Gás Perfeito

Texto comum às questões 34, 35, 36 e 37.

Uma das etapas mais difíceis de um voo espacial tripulado é a reentrada na atmosfera terrestre. Ao reencontrar as camadas mais altas da atmosfera, a nave sofre forte desaceleração e sua temperatura externa atinge milhares de graus Celsius. Caso a reentrada não ocorra dentro das condições apropriadas, há risco de graves danos à nave, inclusive de explosão, e até mesmo risco de ela ser lançada de volta ao espaço.

O ar atmosférico comporta-se como um gás perfeito. Sendo a pressão e a temperatura do ar, numa determinada posição da alta atmosfera, dadas por $p=2{,}0\text{ Pa}$ e $T=180\text{ K}$ (sem a presença da cápsula na vizinhança), e sendo a constante universal dos gases perfeitos $R\cong8\text{ J/(mol·K)}$, qual é o volume ocupado por um mol de ar naquela posição?

A) $1{,}38\times10^{-3}\text{ m}^3$.

B) $9{,}00\times10^1\text{ m}^3$.

C) $7{,}20\times10^2\text{ m}^3$.

D) $2{,}88\times10^3\text{ m}^3$.

Resposta — UNICAMP 2024 — 1ª Fase (Q36)

Alternativa C — $7{,}20\times10^2\text{ m}^3$.
Resolução

Pela equação dos gases perfeitos:

$pV=nRT$.

Para $n=1\text{ mol}$:

$V=\dfrac{1\cdot8\cdot180}{2}=720\text{ m}^3=7{,}20\times10^2\text{ m}^3$.

Q37
Ondulatória — Ondas Eletromagnéticas

Texto comum às questões 34, 35, 36 e 37.

Uma das etapas mais difíceis de um voo espacial tripulado é a reentrada na atmosfera terrestre. Ao reencontrar as camadas mais altas da atmosfera, a nave sofre forte desaceleração e sua temperatura externa atinge milhares de graus Celsius. Caso a reentrada não ocorra dentro das condições apropriadas, há risco de graves danos à nave, inclusive de explosão, e até mesmo risco de ela ser lançada de volta ao espaço.

A temperatura extremamente elevada no exterior da cápsula ioniza o ar atmosférico à sua volta. Esses íons blindam a cápsula como uma gaiola de Faraday, impedindo, por alguns minutos, a comunicação por ondas eletromagnéticas de rádio (conversas entre a tripulação e a base na Terra, comandos à distância para ajustes de navegação, etc.). O gráfico da figura a seguir mostra que, quanto maior a temperatura do ar externo, $T_{ar}$, maior é a frequência limite da onda eletromagnética, $f_0$, abaixo da qual não se pode estabelecer comunicação com a cápsula. Se a temperatura do ar for $T_{ar}=4800\text{ K}$, qual é o comprimento de onda $\lambda_0$ correspondente à frequência limite $f_0$?

Gráfico da frequência limite em função da temperatura do ar

Dado: Velocidade da luz no vácuo: $c=3{,}0\times10^8\text{ m/s}$.

A) $0{,}06\text{ m}$.

B) $16{,}7\text{ m}$.

C) $0{,}05\text{ m}$.

D) $20\text{ m}$.

Resposta — UNICAMP 2024 — 1ª Fase (Q37)

Alternativa A — $0{,}06\text{ m}$.
Resolução

Do gráfico, para $T_{ar}=4800\text{ K}$, obtém-se $f_0=5{,}0\times10^9\text{ Hz}$.

Como $c=\lambda f$:

$\lambda_0=\dfrac{3{,}0\times10^8}{5{,}0\times10^9}=6{,}0\times10^{-2}\text{ m}=0{,}06\text{ m}$.

Q38
Dinâmica — Velocidade Terminal

Um corpo em queda nas proximidades da superfície terrestre sofre a ação da força gravitacional e da força de resistência do ar, $\vec F_{ar}$; essa última atua em sentido oposto à força gravitacional. Nos primeiros instantes, $\vec F_{ar}\cong\vec 0$ se o corpo parte do repouso. À medida que a velocidade aumenta, $\vec F_{ar}$ também aumenta. Com isso, a aceleração do corpo diminui gradativamente, tornando-se praticamente nula a partir de certo momento. Desse ponto em diante, o corpo passa a cair com velocidade constante, chamada de velocidade terminal. Um objeto de massa $m=200\text{ g}$ é solto a partir de certa altura e atinge a velocidade terminal após determinado tempo. Qual é o módulo da força de resistência do ar depois que o objeto atinge a velocidade terminal?

A) $0{,}20\text{ N}$.

B) $2{,}0\text{ N}$.

C) $200\text{ N}$.

D) $2000\text{ N}$.

Resposta — UNICAMP 2024 — 1ª Fase (Q38)

Alternativa B — $2{,}0\text{ N}$.
Resolução

Na velocidade terminal, a aceleração é nula e a força resultante também:

$F_{ar}=P=mg=0{,}200\cdot10=2{,}0\text{ N}$.

Q39
Eletrodinâmica — Resistência Elétrica

Texto comum às questões 39 e 40.

A neurotransmissão no organismo humano pode ter origem química ou elétrica. O entendimento das sinapses elétricas ocorreu só mais recentemente, graças a estudos avançados das propriedades elétricas dos neurônios. As propriedades mecânicas dos neurônios – como a elasticidade – são, por seu turno, importantes para a compreensão do desenvolvimento deles.

Em um estudo do comportamento elétrico de neurônios, aplica-se uma diferença de potencial elétrico (ddp, da ordem de $10^{-3}\text{ V}$) e mede-se a corrente elétrica (da ordem de $10^{-12}\text{ A}$) que passa pelo sistema. A partir dos resultados desse experimento, representados no gráfico da figura a seguir, conclui-se que a resistência elétrica do sistema é igual a

Gráfico corrente elétrica por diferença de potencial

A) $14\text{ Ω}$.

B) $70\text{ mΩ}$.

C) $70\text{ MΩ}$.

D) $14\text{ GΩ}$.

Resposta — UNICAMP 2024 — 1ª Fase (Q39)

Alternativa D — $14\text{ GΩ}$.
Resolução

Tomando, por exemplo, o ponto $U=140\text{ mV}$ e $i=10\text{ pA}$ do gráfico:

$R=\dfrac{U}{i}=\dfrac{140\times10^{-3}}{10\times10^{-12}}=14\times10^9\text{ Ω}=14\text{ GΩ}$.

Q40
Elasticidade — Lei de Hooke

Texto comum às questões 39 e 40.

A neurotransmissão no organismo humano pode ter origem química ou elétrica. O entendimento das sinapses elétricas ocorreu só mais recentemente, graças a estudos avançados das propriedades elétricas dos neurônios. As propriedades mecânicas dos neurônios – como a elasticidade – são, por seu turno, importantes para a compreensão do desenvolvimento deles.

Em um experimento destinado a investigar propriedades elásticas, uma diminuta ponta aplica uma força $\vec F$ na superfície do neurônio, produzindo uma deformação $\Delta L$ de forma análoga a uma mola (ver figura). Foram estudados dois neurônios distintos, designados pelos índices 1 e 2, que foram submetidos à ação de forças idênticas ($\vec F_1=\vec F_2$). As deformações observadas foram $\Delta L_1=20\text{ nm}$ e $\Delta L_2=30\text{ nm}$. Se $k_1=9{,}0\times10^{-6}\text{ N/m}$ é a constante elástica para o neurônio 1, pode-se deduzir que o valor de $k_2$ é

Esquema de deformação elástica de um neurônio

A) $4{,}0\times10^{-6}\text{ N/m}$.

B) $6{,}0\times10^{-6}\text{ N/m}$.

C) $13{,}5\times10^{-6}\text{ N/m}$.

D) $20{,}25\times10^{-6}\text{ N/m}$.

Resposta — UNICAMP 2024 — 1ª Fase (Q40)

Alternativa B — $6{,}0\times10^{-6}\text{ N/m}$.
Resolução

Pela lei de Hooke, $F=k\Delta L$. Como as forças são idênticas:

$k_1\Delta L_1=k_2\Delta L_2$.

$k_2=9{,}0\times10^{-6}\dfrac{20}{30}=6{,}0\times10^{-6}\text{ N/m}$.

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