O designer mexicano José de la O criou uma esfera anti-mosca ecologicamente correta, baseada em uma técnica antiga usada tradicionalmente em comércios de alimentos ao ar livre: a refração da água. A utilização de sacos plásticos cheios de água, pendurados no teto de quiosques nas ruas, é uma forma de espantar as moscas para longe na maioria dos mercados urbanos de alimentos.
Foi pensando nisso que o designer mexicano criou a esfera anti-mosca e a colocou à venda pela internet. O conceito tem como tese a refração, que pode confundir algumas espécies de insetos, especialmente a mosca, que conta com um conjunto de olhos imensamente sensíveis, os quais permitem que vejam simultaneamente em múltiplas direções. O senso de direção destes animais baseia-se na direção da qual provém a luz do sol e, de acordo com entomologistas, a luz refratada confunde o inseto e ele foge.
O texto faz referência a um fenômeno óptico que foi explorado pelo designer mexicano. Esse fenômeno é percebido todas as vezes que a luz, ao atravessar de um meio homogêneo e transparente, de índice de refração $n_1$, para outro meio homogêneo e transparente, de índice de refração $n_2$, tal que $n_1\ne n_2$,
A)sempre sofrerá um desvio em sua direção de propagação.
B)sempre sofrerá uma alteração em seu comprimento de onda e na sua direção de propagação.
C)sempre sofrerá uma alteração em sua frequência.
D)sempre sofrerá uma variação em sua velocidade de propagação.
E)nunca sofrerá um desvio em sua direção e nem em sua velocidade de propagação.
ResoluçãoComo $n=c/v$, meios com índices de refração diferentes apresentam velocidades de propagação diferentes para a luz. A frequência não muda na passagem de um meio para outro, e o desvio angular não ocorre na incidência normal. Logo, a única afirmação sempre válida é a alteração da velocidade. Resposta D.