O fim de prova mais emocionante da história da Fórmula 1 aconteceu num dia 5 de setembro, em 1971, no Grande Prêmio da Itália, em Monza. Na ocasião, o inglês Peter Gethin conseguiu sua única vitória na categoria após superar Ronnie Peterson por apenas 0s01 (na época, não havia cronometragem dos milésimos), com François Cevert, Mike Hailwood e Howden Ganley também cruzando a linha de chegada no mesmo segundo do vencedor.
Considerando que o comprimento dos carros de Fórmula 1 em 1971 era de 4,8 m e que, ao cruzarem a linha de chegada, os carros de Peter Gethin e Ronnie Peterson tinham velocidade de 60 m/s, a imagem que melhor representa as posições relativas desses dois carros junto à linha de chegada é:





Peter Gethin cruzou a linha de chegada 0,01 s antes de Ronnie Peterson. Como Peterson mantinha velocidade de 60 m/s nesse instante, a distância que ainda faltava para ele alcançar a linha, no exato momento em que Gethin a cruzou, :
$$\Delta d = v\times\Delta t = 60\times0{,}01 = 0{,}6\ \mathrm{m}$$
Comparando essa distância com o comprimento de cada carro (4,8 m), $0{,}6$ m corresponde a apenas
$$\dfrac{0{,}6}{4{,}8}=\dfrac{1}{8}$$
do comprimento do carro — uma diferença de posição bem pequena, muito menor que um carro inteiro de distância.
Assim, a imagem correta deve mostrar os dois carros praticamente emparelhados junto à linha de chegada, com o carro 5 apenas ligeiramente atrás do carro 8.
Nas demais alternativas, a distância entre os carros é grande demais para um intervalo de apenas 0,01 s a 60 m/s.



