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São Camilo 2020.1

Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de São Paulo — Fundação São Camilo

Processo Seletivo 1º Semestre de 2020 · Prova II (Ciências da Natureza e Matemática) — questões de Física (Q41 a Q50) com gabarito oficial e resolução comentada Método TEF.

Q41
Cinemática — Ano-luz e Notação Científica

A primeira imagem de um buraco negro foi revelada pela Fundação Nacional de Ciências. A foto disponibilizada mostra um buraco negro no centro da enorme galáxia Messier 87, localizada no aglomerado vizinho de Virgem, a 5 milhões de anos-luz da Terra.

Primeira imagem registrada de um buraco negro: anel alaranjado brilhante em torno de uma região central escura

("Foto de um buraco negro é revelada pela primeira vez na história". https://revistagalileu.globo.com, 10.04.2019. Adaptado.)

Considerando que um ano-luz é a distância percorrida pela luz em um ano, no vácuo, com velocidade de $3\times10^{8}$ m/s e que um ano possui aproximadamente $3{,}15\times10^{7}$ s, a distância entre esse buraco negro e a Terra é próxima de

A)$3{,}2\times10^{7}$ km.
B)$4{,}7\times10^{19}$ km.
C)$9{,}5\times10^{12}$ km.
D)$4{,}7\times10^{22}$ km.
E)$9{,}5\times10^{15}$ km.

Gabarito oficial

B
Resolução

Primeiro calculamos quanto vale um ano-luz, usando o movimento uniforme da luz:

$$1\ \text{a.l.} = v\cdot\Delta t = \left(3\times10^{8}\right)\cdot\left(3{,}15\times10^{7}\right)$$

$$1\ \text{a.l.} = 9{,}45\times10^{15}\ \text{m}$$

Convertendo para quilômetros $(1\ \text{km} = 10^{3}\ \text{m})$:

$$1\ \text{a.l.} = 9{,}45\times10^{12}\ \text{km}$$

A distância pedida corresponde a 5 milhões $\left(5\times10^{6}\right)$ de anos-luz:

$$d = 5\times10^{6}\cdot 9{,}45\times10^{12} = 47{,}25\times10^{18}\ \text{km}$$

$$d \approx 4{,}7\times10^{19}\ \text{km}$$

Cuidado com a alternativa C: $9{,}5\times10^{12}$ km é o valor de um ano-luz, não da distância total.

Q42
Cinemática Angular — Transmissão por Corrente e Eixo

O ciclista profissional Evandro Portela atingiu a maior velocidade já obtida com uma bicicleta convencional, batendo o recorde mundial de velocidade, com uma marca de 202 km/h. O que chama atenção na bike é o tamanho da coroa, de 105 dentes.

("A 202 km/h, brasileiro registra recorde mundial de velocidade em bicicleta". vadebike.org, 28.11.2017. Adaptado.)

Considere que a coroa de 105 dentes, no centro da bicicleta, possui um perímetro externo P = 1 m, que o raio da catraca utilizada é 10 vezes menor do que o da coroa e 15 vezes menor que o raio da roda traseira, conforme o esquema a seguir:

Esquema da transmissão: coroa de raio 10R com perímetro 1 m ligada por corrente à catraca de raio R, montada no mesmo eixo da roda traseira de raio 15R

No momento em que o ciclista está à velocidade de 201,6 km/h, a frequência de giro da coroa é de, aproximadamente,

A)13,4 Hz.
B)0,6 Hz.
C)3,7 Hz.
D)22,3 Hz.
E)56,0 Hz.

Gabarito oficial

C
Resolução

Sejam $R$ o raio da catraca, $10R$ o raio da coroa e $15R$ o raio da roda traseira. Converta a velocidade:

$$v = \frac{201{,}6}{3{,}6} = 56\ \text{m/s}$$

1) Coroa e catraca (ligadas pela corrente). Pontos das bordas têm a mesma velocidade linear:

$$2\pi(10R)\,f_{\text{coroa}} = 2\pi(R)\,f_{\text{catraca}} \;\Rightarrow\; f_{\text{catraca}} = 10\,f_{\text{coroa}}$$

2) Catraca e roda traseira (mesmo eixo). Giram juntas, com a mesma frequência:

$$f_{\text{roda}} = f_{\text{catraca}} = 10\,f_{\text{coroa}}$$

3) Velocidade da bicicleta = velocidade de um ponto da borda da roda:

$$v = 2\pi(15R)\,f_{\text{roda}} = 2\pi(15R)\cdot 10\,f_{\text{coroa}} = 300\,\pi R\, f_{\text{coroa}}$$

4) O perímetro da coroa fornece $\pi R$:

$$P = 2\pi(10R) = 1 \;\Rightarrow\; 20\pi R = 1 \;\Rightarrow\; \pi R = \frac{1}{20}$$

Substituindo:

$$56 = 300\cdot\frac{1}{20}\cdot f_{\text{coroa}} = 15\,f_{\text{coroa}}$$

$$f_{\text{coroa}} = \frac{56}{15} \approx 3{,}7\ \text{Hz}$$

Q43
Cinemática — Queda Livre

É quase um bungee jump, mas ligeiramente menos radical. A 60 metros do chão, o "Queda Livre", em Brotas, dá frio na barriga só de olhar, mas a queda livre, na verdade, é bem menor: 25 metros.

(https://viagem.estadão.com.br, 01.05.18. Adaptado.)

Pessoa em queda presa a uma corda elástica na atração Queda Livre, vista de uma plataforma elevada em meio à mata

(aventurando.com.br)

Considerando que a resistência do ar seja desprezível, que a aceleração da gravidade do local seja igual a 10 m/s² e que, nessa atração, o salto se dê a partir do repouso, o tempo total em que uma pessoa experimenta a sensação de queda livre antes de começar a ser freada pela corda elástica é de

A)5 s
B)25 s
C)10 s
D)$\sqrt{10}$ s
E)$\sqrt{5}$ s

Gabarito oficial

E
Resolução

A queda livre é um MUV com velocidade inicial nula e aceleração $g$. Note que o trecho de queda livre é de 25 m (e não os 60 m de altura da plataforma).

$$h = v_0 t + \frac{g\,t^2}{2} = \frac{g\,t^2}{2}$$

Substituindo $h = 25$ m e $g = 10$ m/s²:

$$25 = \frac{10\,t^2}{2} = 5\,t^2$$

$$t^2 = 5 \;\Rightarrow\; t = \sqrt{5}\ \text{s} \approx 2{,}2\ \text{s}$$

Q44
Dinâmica — Sistema de Blocos e Tração

No esquema, os blocos A, B e C têm massas iguais a 5 kg, 3 kg e 2 kg, respectivamente.

Bloco A de 5 kg pendurado verticalmente por um fio que passa por uma polia no topo de um plano inclinado, ligado ao bloco B de 3 kg e este ao bloco C de 2 kg sobre o plano de inclinação teta

Desprezando-se todos os atritos e a resistência do ar, considerando-se todos os fios e polias ideais e adotando-se g = 10 m/s², sen θ = 0,5 e cos θ = 0,9, obtém-se a intensidade da força de tração no fio que liga o bloco B ao bloco C igual a

A)15,0 N.
B)2,5 N.
C)25,0 N.
D)37,5 N.
E)10,0 N.

Gabarito oficial

A
Resolução

Etapa 1 — aceleração do sistema. O bloco A desce puxando B e C plano acima. A força motriz é o peso de A; as forças resistivas são as componentes dos pesos de B e C ao longo do plano.

$$a = \frac{m_A\,g - \left(m_B + m_C\right)g\,\text{sen}\,\theta}{m_A + m_B + m_C}$$

Substituindo os valores:

$$a = \frac{5\cdot 10 - (3+2)\cdot 10\cdot 0{,}5}{5+3+2} = \frac{50 - 25}{10} = 2{,}5\ \text{m/s}^2$$

Etapa 2 — isolando o bloco C. O único fio que atua em C é justamente o fio B–C, que o puxa plano acima:

$$T_{BC} - m_C\,g\,\text{sen}\,\theta = m_C\,a$$

$$T_{BC} = m_C\left(g\,\text{sen}\,\theta + a\right) = 2\left(10\cdot 0{,}5 + 2{,}5\right)$$

$$T_{BC} = 2\cdot 7{,}5 = 15{,}0\ \text{N}$$

O valor de $\cos\theta$ é irrelevante aqui: ele serviria apenas para a normal, que não influencia o movimento na ausência de atrito.

Q45
Trabalho e Potência — Rampa Inclinada

A cremalheira é um sistema de transporte ferroviário que auxilia as locomotivas a subir ou descer percursos com grande inclinação. Esse sistema é utilizado em uma rampa de 8 km de extensão na Serra do Mar paulista, que possui inclinação tal que o trem sobe 1 m na vertical para cada 10 m percorridos ao longo dessa rampa. Com uma potência de 5 mil KW, as locomotivas garantem a segurança operacional contendo a carga na descida e empurrando-a na subida.

Trecho de ferrovia em rampa acentuada na Serra do Mar, com trilhos e postes de rede elétrica em meio à vegetação

(www.mrs.com.br. Adaptado.)

Considere que a locomotiva do texto utilize 100% da sua potência para levar uma carga de 500 toneladas Serra do Mar acima a uma velocidade constante. Desprezando-se o tempo de aceleração inicial, que é feita antes do trecho de subida, e utilizando-se g = 10 m/s², o tempo total de subida é igual a

A)50 s.
B)80 s.
C)800 s.
D)500 s.
E)400 s.

Gabarito oficial

C
Resolução

Etapa 1 — desnível vertical. A rampa tem 8 km = 8 000 m de extensão e sobe 1 m a cada 10 m percorridos $(\text{sen}\,\theta = 0{,}1)$:

$$h = 8\,000\cdot 0{,}1 = 800\ \text{m}$$

Etapa 2 — trabalho realizado. Como a velocidade é constante, toda a energia fornecida vira energia potencial gravitacional. Com $m = 500\ \text{t} = 5\times10^{5}$ kg:

$$\tau = m\,g\,h = 5\times10^{5}\cdot 10\cdot 800 = 4\times10^{9}\ \text{J}$$

Etapa 3 — tempo. Com $P = 5\ \text{mil kW} = 5\times10^{6}$ W:

$$\Delta t = \frac{\tau}{P} = \frac{4\times10^{9}}{5\times10^{6}} = 800\ \text{s}$$

Q46
Termologia — Lâmina Bimetálica

Texto para as questões 46 e 47.

O termostato bimetálico de encosto é muito utilizado para controlar a temperatura em alguns aquecedores elétricos de uso comercial e pode apresentar, em alguns modelos, uma corrente elétrica de 10 A para uma tensão de 250 V. Seu funcionamento baseia-se na dilatação térmica e pode ser representado pelo esquema a seguir, em que a lâmina bimetálica, formada pelos metais A e B, é fixa no suporte de apoio e se curva quando aquecida a uma temperatura $T > T_0$, afastando-se da superfície de contato e interrompendo a passagem de corrente elétrica por eles.

Lâmina bimetálica com metal A na face superior e metal B na inferior: reta e tocando a superfície de contato à temperatura T0 e curvada para baixo, afastada do contato, à temperatura maior que T0

De acordo com as informações, para que o termostato funcione corretamente, é necessário que

A)o coeficiente de dilatação linear do metal A seja menor que o coeficiente de dilatação linear do metal B.
B)a espessura da lâmina feita com o metal A seja maior que a espessura da lâmina feita com o metal B.
C)a espessura da lâmina feita com o metal A seja menor que a espessura da lâmina feita com o metal B.
D)o coeficiente de dilatação linear do metal A seja maior que o coeficiente de dilatação linear do metal B.
E)os coeficientes de dilatação linear dos metais A e B sejam iguais.

Gabarito oficial

D
Resolução

Em uma lâmina bimetálica aquecida, os dois metais estão soldados e não podem deslizar um sobre o outro. O metal de maior coeficiente de dilatação alonga-se mais e obriga o conjunto a se encurvar — a lâmina sempre se curva para o lado do metal que dilata menos, que fica na face côncava.

Pela figura, a superfície de contato está acima da lâmina e, ao ser aquecida $(T > T_0)$, a lâmina curva-se para baixo, isto é, para o lado do metal B, afastando-se do contato e interrompendo a corrente.

Se a concavidade se volta para B, então B é o metal que dilata menos:

$$\alpha_A > \alpha_B$$

A espessura não é o fator determinante do sentido da curvatura — ela influencia apenas o quanto a lâmina se encurva —, o que elimina as alternativas B e C. Com coeficientes iguais (E) não haveria encurvamento algum.

Q47
Eletrodinâmica — Potência e Consumo de Energia

Utilize o texto e o esquema do termostato bimetálico apresentados na questão 46.

Considerando que o modelo de termostato citado no texto fique ligado 24 horas por dia, a energia elétrica consumida diariamente por ele é igual a

A)600 kWh.
B)60 kWh.
C)6 kWh.
D)240 kWh.
E)24 kWh.

Gabarito oficial

B
Resolução

O texto informa corrente de 10 A sob tensão de 250 V. A potência elétrica é:

$$P = U\cdot i = 250\cdot 10 = 2\,500\ \text{W} = 2{,}5\ \text{kW}$$

A energia consumida em 24 h, já diretamente em quilowatt-hora:

$$\Delta\varepsilon = P\cdot\Delta t = 2{,}5\ \text{kW}\cdot 24\ \text{h} = 60\ \text{kWh}$$

Q48
Óptica Geométrica — Espelhos Esféricos

Uma das aplicações práticas mais conhecidas dos espelhos esféricos é o instrumento utilizado pelos dentistas para conseguir observar detalhadamente os dentes de seus pacientes, como mostra a figura.

Espelho odontológico refletindo a arcada dentária de um paciente com a imagem ampliada

(www.cpt.com.br)

Considerando que o espelho da figura proporciona uma imagem 4 vezes maior que os dentes do paciente quando posicionado a 1,5 cm de distância desses, conclui-se que o espelho utilizado é

A)convexo, com distância focal de 0,5 cm.
B)convexo, com distância focal de 2 cm.
C)côncavo, com distância focal de 2 cm.
D)côncavo, com distância focal de 0,5 cm.
E)côncavo, com distância focal de 6 cm.

Gabarito oficial

C
Resolução

Tipo de espelho. Espelhos convexos fornecem sempre imagens virtuais e menores. Como aqui a imagem é ampliada (4 vezes maior), o espelho só pode ser côncavo, com o objeto entre o foco e o vértice — o que produz imagem virtual, direita e maior. Isso elimina A e B.

Distância focal. Sendo a imagem virtual e direita, o aumento é positivo: $A = +4$. Com $p = 1{,}5$ cm:

$$A = -\frac{p'}{p} \;\Rightarrow\; 4 = -\frac{p'}{1{,}5} \;\Rightarrow\; p' = -6\ \text{cm}$$

O sinal negativo confirma a imagem virtual (atrás do espelho). Aplicando a equação de Gauss:

$$\frac{1}{f} = \frac{1}{p} + \frac{1}{p'} = \frac{1}{1{,}5} + \frac{1}{-6}$$

$$\frac{1}{f} = \frac{4}{6} - \frac{1}{6} = \frac{3}{6} = \frac{1}{2}$$

$$f = 2\ \text{cm}$$

Espelho côncavo com distância focal de 2 cm. Coerente: o objeto (1,5 cm) está mesmo entre o foco (2 cm) e o vértice.

Q49
Acústica — Nível Sonoro em Decibéis

O nível de ruído produzido por turbinas eólicas é, em média, de 50 decibéis. Comparativamente, o nível de ruído produzido em clubes noturnos é, em alguns casos, de 70 decibéis.

O nível de ruído $\beta$ de determinada fonte sonora é calculado, em decibéis, por $\beta = 10\cdot\log\left(\dfrac{I}{I_0}\right)$, sendo $I_0 = 10^{-12}$ W/m² a intensidade do limiar audível e $I$ sendo a intensidade sonora da fonte, medida em W/m².

Considerando as condições citadas, sendo $I_1$ e $I_2$ as intensidades sonoras para os ruídos gerados por um clube noturno e por uma turbina eólica, respectivamente, a razão $I_1/I_2$ é

A)1,4.
B)70.
C)50.
D)0,7.
E)100.

Gabarito oficial

E
Resolução

Clube noturno $(\beta_1 = 70\ \text{dB})$:

$$70 = 10\log\!\left(\frac{I_1}{I_0}\right) \;\Rightarrow\; \log\!\left(\frac{I_1}{I_0}\right) = 7 \;\Rightarrow\; I_1 = 10^{7}\,I_0$$

Turbina eólica $(\beta_2 = 50\ \text{dB})$:

$$50 = 10\log\!\left(\frac{I_2}{I_0}\right) \;\Rightarrow\; \log\!\left(\frac{I_2}{I_0}\right) = 5 \;\Rightarrow\; I_2 = 10^{5}\,I_0$$

Dividindo:

$$\frac{I_1}{I_2} = \frac{10^{7}\,I_0}{10^{5}\,I_0} = 10^{2} = 100$$

A escala em decibéis é logarítmica: uma diferença de apenas 20 dB corresponde a uma intensidade sonora 100 vezes maior. A alternativa A (1,4 = 70/50) é a armadilha de tratar a escala como linear.

Q50
Eletrostática — Poder das Pontas

Entre 2011 e 2017, caíram, no Brasil, quase 78 milhões de raios, segundo levantamento do INPE. Muitos desses, infelizmente, foram fatais — para se ter ideia, a cada 50 mortes por raio no mundo, uma ocorre no país.

("9 coisas que você precisa saber sobre raios". https://super.abril.com.br, 15.08.2018. Adaptado.)

Os para-raios são essenciais para proteger pessoas e equipamentos elétricos de raios. Essa proteção é baseada

A)no princípio da blindagem eletrostática, que aprisiona as cargas elétricas dos raios nos para-raios, protegendo o seu entorno.
B)no fato de os para-raios serem bons isolantes, o que impede a propagação das descargas elétricas dos raios.
C)no fato de a resistência elétrica dos para-raios ser muito alta, o que impede a propagação dos raios até o solo.
D)no fenômeno do poder das pontas de um condutor, que gera um campo elétrico intenso nas proximidades da extremidade dos para-raios, atraindo os raios para eles.
E)no forte campo magnético produzido no entorno dos para-raios, o que faz com que os raios sejam atraídos para eles.

Gabarito oficial

D
Resolução

Em um condutor eletrizado em equilíbrio eletrostático, as cargas distribuem-se pela superfície externa, mas não de modo uniforme: a densidade superficial de carga é tanto maior quanto menor o raio de curvatura da região. Esse é o poder das pontas.

Como o campo elétrico nas vizinhanças da superfície é proporcional à densidade de carga, junto a uma ponta ele se torna muito intenso — suficiente para ionizar o ar ao redor e criar um caminho condutor privilegiado.

O para-raios é, portanto, uma haste condutora pontiaguda instalada no ponto mais alto e aterrada: ela oferece à descarga o percurso de menor resistência, canalizando a corrente do raio com segurança até o solo.

Analisando as demais: o para-raios é um bom condutor de baixa resistência, e não isolante (B e C, ambas invertem a propriedade); blindagem eletrostática é o efeito da gaiola de Faraday, que é outro fenômeno (A); e o efeito não é magnético (E).

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