Em um filme, para explodir a parede da cadeia a fim de que seus comparsas pudessem escapar, o "bandido" ateia fogo a um pavio de 0,6 m de comprimento, que tem sua outra extremidade presa a um barril contendo pólvora. Enquanto o pavio queima, o "bandido" se põe a correr em direção oposta e, no momento em que salta sobre uma rocha, o barril explode.


Ao planejar esta cena, o piroplasta utilizou os dados gráficos obtidos cuidadosamente da análise das velocidades do dublê (que representa o bandido) e da chama no pavio, o que permitiu determinar que a rocha deveria estar a uma distância, relativamente ao ponto em que o pavio foi aceso, em m, de
Pelo gráfico da chama, a velocidade é constante, $v=5\cdot10^{-2}$ m/s. O pavio tem $0{,}6$ m, e queima em $t=\dfrac{0{,}6}{5\cdot10^{-2}}=12$ s. Esse é o tempo que o "bandido" tem até a explosão.
O gráfico $v\times t$ do dublê dá o deslocamento pela área. Nos primeiros 6 s, a velocidade cresce de 0 a 5 m/s (triângulo): $\Delta s_1=\dfrac{6\times5}{2}=15$ m. Nos 6 s seguintes, velocidade constante de 5 m/s (retângulo): $\Delta s_2=5\times6=30$ m.
Em 12 s, o deslocamento total é $15+30=45$ m, e a rocha deve estar a essa distância do ponto em que o pavio foi aceso.














