A gangorra é um dos mais divertidos brinquedos dos parques infantis. Para seu funcionamento é necessário que duas crianças sentem em pontos opostos ao seu centro de apoio. Quando as crianças têm pesos iguais ou próximos elas podem sentar em pontos equidistantes do centro da gangorra para mantê-la equilibrada na horizontal. No entanto, se os pesos forem diferentes, suas posições devem mudar. Mantida a criança mais leve numa extremidade da gangorra, a criança mais pesada deverá sentar-se em lugar mais próximo do centro de apoio. O gráfico que melhor representa o momento ($M$) da força peso da criança mais pesada em função de sua posição ($d$), medida a partir do centro de apoio da gangorra, é





O momento (torque) de uma força em relação a um ponto de apoio vale, em módulo, o produto da intensidade da força pela distância da sua linha de ação ao ponto, isto é, o braço de alavanca. No caso da gangorra, a força é o peso da criança, vertical, e o braço é a distância horizontal $d$ entre a criança e o centro de apoio:
$M=P\cdot d$.
Para a criança mais pesada o peso $P$ é um valor fixo. Logo $M$ é diretamente proporcional a $d$: dobrando-se a distância ao apoio, dobra o momento. Isso é uma função do primeiro grau que se anula em $d=0$ (força aplicada sobre o próprio eixo não produz giro), ou seja, no gráfico $M\times d$ temos uma reta crescente que passa pela origem.
Retas decrescentes, curvas e a reta horizontal descrevem relações que não são a de proporcionalidade direta. A reta horizontal, em particular, corresponderia a um momento que independe da posição, o que contraria a própria definição $M=P\cdot d$ para um peso fixo.
















