Um motoqueiro inicia seu movimento no ponto C da figura, onde permanece parado por pouco tempo. Em seguida move-se em linha reta e com baixa velocidade para o ponto A, onde fica por alguns instantes. Na sequência, em alta velocidade, desloca-se sobre o mesmo eixo até atingir a posição B, onde permanece momentaneamente em repouso retornando lentamente para a posição C, onde para.

Da análise do movimento do motoqueiro, o gráfico que melhor expressa a relação entre o espaço percorrido e o tempo gasto no percurso é





No gráfico do espaço em função do tempo, o valor de $s$ indica a posição ao longo do eixo, o sinal da inclinação indica o sentido do movimento e o módulo da inclinação indica a rapidez ($v=\dfrac{\Delta s}{\Delta t}$). Trechos horizontais correspondem ao repouso.
Pela figura do eixo, as posições são $s_C=3$, $s_A=1$ e $s_B=2$. Traduzindo a história do motoqueiro em trechos, na ordem:
1. Parado em C: trecho horizontal em $s=3$, o valor mais alto da trajetória.
2. De C para A, devagar: $s$ diminui de 3 para 1 com inclinação negativa pouco acentuada.
3. Parado em A: novo trecho horizontal, em $s=1$, o valor mais baixo.
4. De A para B, rápido: $s$ aumenta de 1 para 2 com inclinação positiva bem acentuada.
5. Parado em B: trecho horizontal em $s=2$.
6. De B para C, devagar: $s$ aumenta de 2 para 3 com inclinação positiva suave.
7. Parado em C: patamar final, na mesma altura do patamar inicial.
Procuramos, então, a curva que começa no patamar mais alto, desce suavemente até o patamar mais baixo, sobe depressa até um patamar intermediário, sobe devagar de volta ao nível inicial e termina em repouso. Isso exclui as curvas que começam na origem ou em valor intermediário, as que sobem logo no início (o motoqueiro vai primeiro de C para A, em direção a $s$ menor) e a que atravessa o eixo $t$ (posições negativas, inexistentes no eixo dado), restando exatamente o gráfico que reproduz a sequência acima.





