Um canhão de luz foi construído com um tubo cilíndrico para projetar, sobre o pano de fundo do palco de um teatro, uma região iluminada com seção circular de diâmetro igual a 2,0 m, conforme a figura.
Uma fonte de luz ocupa todo o fundo do canhão, e o tubo cilíndrico, com superfície interna preta, possui 2,0 m de comprimento e uma abertura com diâmetro igual a D. Sabendo que a abertura do canhão fica a uma distância de 9,0 m do pano de fundo do palco do teatro, o valor de D é igual a
Resolução
Como a superfície interna do tubo é preta, só atravessa o canhão o raio de luz que sai de um ponto da borda da fonte (no fundo do tubo) e passa rente ao ponto da borda da abertura, do lado oposto do tubo — esse é o raio-limite, mais inclinado que qualquer outro que consiga sair sem ser absorvido pela parede preta, e é ele que define a borda do feixe de luz projetado no pano de fundo.
Como esse raio-limite vai de uma borda do tubo (a uma distância D/2 do eixo central) até a borda oposta (a uma distância $-D/2$ do eixo), ao longo dos 2,0 m de comprimento do tubo, ele cruza o eixo central exatamente no meio do percurso, isto é, a 1,0 m da fonte. A partir desse cruzamento, o raio segue em linha reta, sem mais obstáculos, até atingir a borda do círculo iluminado no pano de fundo, de raio 1,0 m (metade do diâmetro de 2,0 m), percorrendo uma distância de 1,0 m (o restante do tubo) mais 9,0 m (do canhão até o pano de fundo), totalizando 10,0 m.
Esse cruzamento funciona como o vértice comum de dois triângulos semelhantes: um formado entre a fonte (de "raio" D/2) e o cruzamento, com 1,0 m de distância; outro formado entre o cruzamento e o pano de fundo (de raio 1,0 m), com 10,0 m de distância. Pela semelhança de triângulos: $\dfrac{D/2}{1{,}0}=\dfrac{1{,}0}{10{,}0} \Rightarrow D/2=0{,}10\text{ m} \Rightarrow D=0{,}20\text{ m}=20\text{ cm}$.