A centrifugação de um tubo de ensaio, contendo uma amostra de sangue é um processo utilizado nos laboratórios de análises clínicas para separar plasma e soro de hemácias, plaquetas e outras células biológicas, entre outros produtos. A etapa de centrifugação das amostras é muito importante na fase pré-analítica e deve ser conduzida com a frequência de rotação recomendada, no tempo certo, para reduzir riscos de falhas que podem levar à perda de amostras, gerando novas coletas, elevando o custo e causando impacto negativo sobre a satisfação do cliente.
Considere um tubo de ensaio, contendo uma amostra de sangue, que se encontra a 15,0cm do eixo central de uma centrífuga, girando com velocidade linear de 42,0m/s, e determine:
A) o ângulo formado entre a direção do vetor velocidade linear e a direção do vetor aceleração da amostra;
B) a frequência de rotação da amostra em rpm – rotações por minuto.
A velocidade é tangente à trajetória e a aceleração centrípeta aponta para o centro. As duas direções são perpendiculares: $90^\circ$.
Converta $r=15{,}0\text{ cm}=0{,}15\text{ m}$. Como $v=2\pi rf$, $f=42/(2\pi\cdot0{,}15)=140/\pi\text{ Hz}$. Multiplicando por 60, $f=8400/\pi\text{ rpm}$.
O padrão de respostas fornecido usa $\pi=3$, obtendo $2800\text{ rpm}$. Sem essa aproximação, o resultado é aproximadamente $2674\text{ rpm}$.

