A implosão do submarino Titan da empresa de turismo OceanGate, durante a expedição aos restos do Titanic, navio naufragado em 1912, chocou o mundo em junho de 2023. É muito provável que um dano na estrutura do casco do submarino Titan tenha feito sucumbir à enorme pressão externa exercida no fundo do mar.
Sabe-se, entretanto, que o Titanic repousa no fundo do Oceano Atlântico a cerca de ${4000}\text{ m}$ abaixo da superfície e que a densidade da água do mar, embora variável ao longo da descida, pode ser aproximada por ${1000}\text{ kg/m}^3$. Além disso, com a aceleração da gravidade local com módulo de ${10}\text{ m/s}^2$ e pressão ao nível do mar de ${1}\text{ atm}$, a pressão hidrostática aproximada no local de naufrágio do Titanic é
Adote: ${1}\text{ atm}\approx{10}^{5}\text{ Pa}$
Estratégia física: No fundo do mar, a pressão total é a pressão da atmosfera sobre a superfície mais a pressão da coluna de água acima do ponto. Como o enunciado informa a pressão ao nível do mar, é a pressão total que se procura.
1. Pelo teorema de Stevin, $P=P_0+\rho g h$.
2. A parcela da coluna de água vale $\rho g h={1000}\cdot{10}\cdot{4000}={4}\cdot{10}^{7}\text{ Pa}$.
3. Convertendo com ${1}\text{ atm}\approx{10}^{5}\text{ Pa}$: $\dfrac{{4}\cdot{10}^{7}}{{10}^{5}}={400}\text{ atm}$.
4. Somando a pressão atmosférica de ${1}\text{ atm}$, a pressão total no local é ${401}\text{ atm}$.
Checagem física: A cada ${10}\text{ m}$ de água a pressão aumenta cerca de ${1}\text{ atm}$; para ${4000}\text{ m}$, são cerca de ${400}\text{ atm}$ além da atmosfera.
Cuidado, armadilha! Calcular apenas $\rho g h$ e esquecer a pressão atmosférica na superfície: o resultado ficaria em ${400}\text{ atm}$.