UFG · 2026 — Questões de Física comentadas — Método TEF

Universidade Federal de Goiás

Vestibular 2026 · Prova aplicada em 19/10/2025 · Questões de Física.

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Q49
Física Moderna — Física Quântica — Diodos emissores de luz

O manual de instalação de lâmpadas de LED tubulares informa que elas foram projetadas para substituir lâmpadas fluorescentes tubulares tradicionais com economia de até 60% no consumo de energia elétrica. Essa economia de energia elétrica se dá porque as lâmpadas de LED produzem

A)radiação ultravioleta intensa, emitindo pouca radiação térmica.
B)luz a partir de alta tensão, resultando em baixa corrente elétrica.
C)luz pelas transições eletrônicas, ocorrendo em materiais semicondutores.
D)radiação infravermelha, sendo convertida em luz em materiais semicondutores.
E)luz pela ionização do gás argônio, sendo mais eficiente que o vapor de mercúrio.

Gabarito — Vestibular UFG 2026

C

Fonte: gabarito oficial definitivo · Caderno oficial

Resolução comentada

O ponto de partida é entender como um LED faz luz. Ele é um diodo feito de material semicondutor, com uma região com excesso de elétrons e outra com falta deles (as “lacunas”). Quando passa corrente, elétrons e lacunas se encontram e se recombinam. O elétron cai de um nível de energia mais alto para um mais baixo, e a diferença de energia é emitida como um fóton. A cor da luz depende dessa diferença de energia.

Note o que não acontece: não há filamento incandescente que precise ficar muito quente (como na lâmpada comum) nem uma descarga em gás que gere ultravioleta para depois ser convertido em luz por um pó fluorescente (como na fluorescente tubular). É esse caminho direto, da energia elétrica para os fótons, que faz o LED gastar muito menos energia.

Assim, C é a única que descreve a luz produzida por transições eletrônicas em semicondutor. As demais trazem mecanismos que pertencem a outras lâmpadas: radiação ultravioleta intensa (A) e gás com vapor de mercúrio (E) lembram a fluorescente, e converter infravermelho em luz (D) contraria o princípio, pois o infravermelho tem menos energia que a luz visível. Já em B, o LED funciona em baixa tensão, e não em alta.

Q53
Mecânica — Gravitação — Forças de Maré

Desde a Antiguidade, o fascinante fenômeno das marés foi objeto de observação e estudo. Só em 1726, no Livro III do Principia, Sir Isaac Newton conseguiu explicar as marés a partir da teoria da gravitação universal. É de conhecimento geral que a atração gravitacional da Lua é o principal fator que determina as marés. Por outro lado, muitos ignoram que a atração gravitacional do Sol também contribui para o fenômeno. Newton incluiu, pela primeira vez, as contribuições solares e introduziu o conceito de “força de maré”, $F$, exercida por um corpo celeste de massa $M$ sobre a Terra, conforme apresentado a seguir:

$F=2GR\dfrac{M_T M}{D^3}$

sendo $M_T$ a massa da Terra, $D$ a distância entre a Terra e o corpo celeste, $G$ a constante de gravitação universal e $R$ o raio terrestre.

A força de maré é uma consequência da força de gravitação universal e se deve ao fato de a Terra ser um corpo extenso e não puntiforme. Considerando: 1) $M_S$ e $M_L$ como as massas do Sol e da Lua, respectivamente; 2) $D_S$ e $D_L$ como as distâncias Terra–Sol e Terra–Lua, respectivamente; e 3) os valores aproximados $M_S/M_L=3{,}2\times10^7$ e $D_S/D_L=4{,}0\times10^2$, qual é o percentual da contribuição solar em relação à contribuição lunar nas marés, em termos da razão entre as respectivas forças de maré?

A)0,02%.
B)2,0%.
C)20%.
D)50%.
E)200%.

Gabarito — Vestibular UFG 2026

D

Fonte: gabarito oficial definitivo · Caderno oficial

Resolução comentada

O enunciado entrega a fórmula da força de maré, $F=2GR\dfrac{M_T\,M}{D^3}$. Repare que, para Sol e Lua, tudo se repete, menos $M$ e $D$. Por isso, ao dividir uma força pela outra, $2$, $G$, $R$ e $M_T$ se cancelam, e só sobra $\dfrac{F_S}{F_L}=\dfrac{M_S/D_S^3}{M_L/D_L^3}=\dfrac{M_S}{M_L}\left(\dfrac{D_L}{D_S}\right)^3$.

Aqui mora a pegadinha do problema. A força de maré cai com o cubo da distância (e não com o quadrado, como a gravitação comum). Então a distância pesa muito:

$\dfrac{F_S}{F_L}=\dfrac{3{,}2\times10^{7}}{(4{,}0\times10^{2})^{3}}=\dfrac{3{,}2\times10^{7}}{64\times10^{6}}=\dfrac{3{,}2\times10^{7}}{6{,}4\times10^{7}}=0{,}50$.

Ou seja, o Sol, com massa 32 milhões de vezes maior, tem uma força de maré que é só metade da lunar, porque está 400 vezes mais longe ($400^3=64$ milhões). Na natureza, a contribuição solar é de cerca de 45% da lunar, resultado bem próximo. É esse o motivo de as marés vivas ocorrerem na lua cheia e na nova, quando Sol e Lua se alinham e as duas se somam.

Se você usasse $D^2$ no lugar de $D^3$, encontraria uma razão de aproximadamente $200$, isto é, $20\,000\%$, e não os $200\%$ da alternativa E. Isso mostra que a força gravitacional total não deve ser confundida com a força de maré. Na comparação de marés, a dependência correta é com $D^3$.

Q57
Física Moderna — Física Quântica — Raios X: Contraste Radiográfico (Mamografia e Tomossíntese)

A tomossíntese, também conhecida como mamografia 3D, é uma técnica semelhante à tomografia. Uma fonte de raios X move-se ao longo de um arco de varredura, fornecendo finos cortes tomográficos, que são reconstituídos em imagens tridimensionais. Em relação à mamografia convencional, a tomossíntese permite que anomalias sejam mais bem distinguidas da imagem do fundo, pois minimiza a sobreposição de estruturas na imagem, como, por exemplo, tecidos mamários densos que tenham semelhanças com potenciais tumores. A dose total de radiação utilizada na tomossíntese (1,0 mSv) é mais alta do que a utilizada na mamografia convencional (0,5 mSv), embora seja relativamente baixa em comparação à dosagem em outros exames de imagem. A razão pela qual as estruturas se confundem na imagem de uma mamografia convencional é porque

A)os diferentes tecidos absorvem a radiação incidente igualmente.
B)um tecido tumoral absorve mais radiação que um tecido sadio.
C)elas apresentam a mesma massa de um tecido tumoral.
D)o detector é mais sensível do que na tomossíntese.
E)a dose de radiação utilizada é pequena.

Gabarito — Vestibular UFG 2026

A

Fonte: gabarito oficial definitivo · Caderno oficial

Resolução comentada

Uma imagem de raios X é, na prática, uma “sombra”: os tecidos absorvem parte do feixe, e o detector registra o que sobra. O contraste aparece quando dois pontos absorvem quantidades diferentes de radiação. Essa absorção segue $I=I_0\,e^{-\mu x}$, em que $\mu$ depende do tipo de tecido.

Na mamografia convencional, a imagem é uma projeção 2D: todo o tecido atravessado pelo feixe, de cima a baixo da mama, é somado em um único ponto da imagem. Se o tecido mamário denso e um tumor absorvem de modo parecido, e ainda ficam “empilhados” no caminho do feixe, o sinal de um mascara o do outro e o resultado é um contraste fraco, difícil de distinguir. Por isso a alternativa A: os tecidos, na prática, absorvem de forma muito semelhante.

A tomossíntese resolve isso “fatiando” a imagem: com a fonte se movendo pelo arco, cada estrutura aparece em posições diferentes em cada disparo e pode ser reconstruída em camadas, sem sobreposição.

As demais alternativas erram porque: se o tumor absorvesse mais que o tecido sadio (B), justamente haveria contraste; a massa (C) não é o fator; um detector mais sensível (D) melhoraria a imagem, e não pioraria; e uma dose pequena (E) não é o motivo, já que a tomossíntese usa dose maior e ainda assim o problema desaparece por causa da geometria, e não da dose.

Q58
Termologia — Calorimetria — Potência de Fogão de Indução

Questão anulada no gabarito definitivo. Não entra na pontuação.

Os fogões de indução estão a cada dia mais presentes no dia a dia dos brasileiros por serem mais eficientes (eficiência média de 90%) do que os fogões a gás ou elétricos. Nos manuais de instalação, os fabricantes reforçam a necessidade de um circuito elétrico independente. Para determinar a corrente que um fogão de indução demanda da rede elétrica, um eletricista fez uma experiência com um fogão de indução com quatro zonas de cocção iguais. Ele colocou, em uma das zonas de cocção, um recipiente com 880 g de água a 25 °C e cronometrou o tempo para que a água atingisse a temperatura de fervura de 100 °C. Utilizando a potência máxima do aquecedor, o tempo obtido foi de 140 segundos. O valor da corrente elétrica que esse fogão vai demandar de uma rede elétrica de 220 V, quando todas as zonas de cocção estiverem em uso, é de

Dado: calor específico da água = $4{,}2\,\text{J/(g}\cdot\text{°C)}$.

A)1,0 A.
B)9,0 A.
C)10 A.
D)36 A.
E)40 A.

Gabarito oficial definitivo — Vestibular UFG 2026 · Tipo A

ANULADA

Esta questão não entra na pontuação. O cálculo de 40 A abaixo é uma discussão didática, não uma resposta válida no exame.

Fonte: gabarito oficial definitivo · Caderno oficial

Discussão didática — questão anulada

A questão foi anulada no gabarito definitivo. A sequência abaixo considera as hipóteses numéricas do enunciado apenas para estudo.

Um problema de “várias etapas”. O segredo é escrever, em ordem, a cadeia: calor na água $\to$ energia elétrica gasta $\to$ potência de uma zona $\to$ potência total $\to$ corrente.

1) Calor útil. $Q=m\,c\,\Delta T=880\times4{,}2\times(100-25)=277\,200\ \text{J}$.

2) Energia elétrica consumida. O fogão só aproveita 90%, logo $E_{el}=\dfrac{Q}{0{,}90}=308\,000\ \text{J}$. Repare que se divide por 0,9: para entregar 277 200 J à água, é preciso consumir mais que isso. Multiplicar por 0,9 seria o erro inverso.

3) Potência de uma zona. $P=\dfrac{E_{el}}{\Delta t}=\dfrac{308\,000}{140}=2\,200\ \text{W}$.

4) Potência total. Com as quatro zonas ligadas, $P_T=4\times2\,200=8\,800\ \text{W}$.

5) Corrente. $P=U\,i\ \Rightarrow\ i=\dfrac{8\,800}{220}=40\ \text{A}$.

Esse valor explica a orientação do enunciado: 40 A exige um circuito independente e fiação grossa. O erro de esquecer as quatro zonas leva a $10\ \text{A}$ (alternativa C), e a corrente de 36 A (D) aparece se o rendimento for aplicado no sentido errado ($8\,800\times0{,}9/220$).

Q63
Ondulatória — Acústica — Intensidade Sonora e Decibéis

Na Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade, Goiás, está instalado o Vox Patris, o maior sino que badala do mundo. Ele tocou pela primeira vez no dia 26 junho de 2025 para anunciar o início da Romaria do Divino Pai Eterno. A 1 m de distância, o sino produz um som de 120 dB e, por isso, na ausência de ruídos de fundo e de fenômenos de dispersão e absorção sonora, poderia ser ouvido a grandes distâncias da Basílica. A poluição sonora de uma cidade é certamente o fator que mais afeta a possibilidade de sons serem ouvidos longe de suas fontes. Considere que o som se propaga como uma onda esférica e que só é possível ouvir sons de intensidade maior ou igual ao ruído de fundo. Sabendo que, em certo dia, foi possível ouvir o som do sino até 2 km de distância da Basílica, o ruído de fundo nessa localidade, enquanto o sino estava badalando, era de

Dado: $\log 2=0{,}3$.

A)102 dB.
B)87 dB.
C)60 dB.
D)54 dB.
E)20 dB.

Gabarito — Vestibular UFG 2026

D

Fonte: gabarito oficial definitivo · Caderno oficial

Resolução comentada

Vamos traduzir o enunciado: o sino é audível enquanto sua intensidade for maior ou igual à do ruído de fundo. Até $2\ \text{km}$ dava para ouvi-lo, e isso significa que, a $2\ \text{km}$, o nível sonoro do sino igualava o ruído de fundo. Basta calcular o nível do sino nessa distância.

Como o som se atenua. Para uma onda esférica, a intensidade cai com o quadrado da distância, $I\propto\dfrac{1}{r^2}$. O nível sonoro é logarítmico, $\beta=10\log\dfrac{I}{I_0}$, então

$\beta_2-\beta_1=10\log\dfrac{I_2}{I_1}=10\log\dfrac{r_1^{2}}{r_2^{2}}=-20\log\dfrac{r_2}{r_1}$.

Conta. De $1\ \text{m}$ a $2\ \text{km}$, $\dfrac{r_2}{r_1}=2000$, e $\log2000=\log2+\log1000=0{,}3+3=3{,}3$. Assim a queda é $20\times3{,}3=66\ \text{dB}$, e $\beta_2=120-66=54\ \text{dB}$. Esse é o ruído de fundo.

Alternativas erradas têm origem reconhecível: usar $10\log$ no lugar de $20\log$ (esquecendo o quadrado) dá queda de 33 dB e resulta em $87\ \text{dB}$ (B); ignorar o $\log2$ e usar $\log2000\approx3$ dá $120-60=60\ \text{dB}$ (C).

Uma referência para o resultado: 54 dB é um nível típico de um escritório silencioso, coerente com uma cidade tranquila naquele dia.

Q64
Mecânica — Trabalho e Energia — Energia Cinética de Rotação

Uma equipe de estudantes de Engenharia idealizou um dispositivo mecânico de recuperação de energia para ser utilizado como auxiliar do sistema de frenagem de caminhões. Esse dispositivo é constituído de um rotor cilíndrico de massa $m$ e raio $R=20\,\text{cm}$. O rotor é acionado por um sistema de engrenagens que o conecta ao eixo de rodagem do caminhão e, se ativado, o rotor passa a girar e absorve parte da energia cinética do caminhão. A energia cinética de rotação do rotor é dada por $E=mR^2\omega^2/4$, em que $\omega$ é a velocidade angular do rotor em rad/s. Devido à resistência mecânica do material de que o rotor é feito, a velocidade angular deve ser limitada a 300 rad/s. Para que o rotor absorva 10% da energia cinética de um caminhão à velocidade de 72 km/h, a razão da massa do caminhão pela massa do rotor deve ser

A)180.
B)45.
C)1,8.
D)0,45.
E)0,20.

Gabarito — Vestibular UFG 2026

B

Fonte: gabarito oficial definitivo · Caderno oficial

Resolução comentada

A questão traz duas energias cinéticas para comparar: a do caminhão (translação) e a do rotor (rotação). A conta é uma igualdade entre elas.

1) Caminhão. $v=72\ \text{km/h}=20\ \text{m/s}$, e $E_c=\dfrac{M\,v^{2}}{2}=\dfrac{M\times400}{2}=200\,M$. O rotor deve absorver 10%: $E_{rotor}=0{,}10\times200\,M=20\,M$.

2) Rotor. A fórmula é dada: $E=\dfrac{m\,R^{2}\omega^{2}}{4}$ (equivale a $\tfrac12I\omega^2$ com $I=\tfrac12mR^2$, o momento de inércia de um cilindro maciço). O limite é $\omega=300\ \text{rad/s}$ e $R=0{,}20\ \text{m}$: $E=\dfrac{m\times0{,}04\times9\times10^{4}}{4}=900\,m$.

3) Igualar. $900\,m=20\,M\ \Rightarrow\ \dfrac{M}{m}=\dfrac{900}{20}=45$.

Como o rotor gira na velocidade máxima que o material aguenta, essa é a razão que faz o rotor absorver exatamente 10% da energia cinética: um caminhão 45 vezes mais pesado que o rotor. Cuidado com a conversão de $R$ (20 cm $=0{,}20$ m) e de km/h para m/s, as duas principais fontes de erro.

Q67
Mecânica — Estática — Sistema de Polias

De acordo com as normas de transporte de cargas vivas, os veículos devem ser adaptados à espécie dos animais transportados, tendo porta para embarque e desembarque com tamanho compatível. A figura mostra a parte traseira da carroceria de um caminhão para transporte de gado. Para a abertura da porta verticalmente para cima, é montado um sistema com corda e polias. As polias 1 e 2 estão fixas na carroceria e as polias 3 e 4 estão fixas na porta. Uma extremidade da corda está presa na carroceria em 5, enquanto a outra está livre.

Sistema de polias usado para erguer verticalmente a porta traseira de um caminhão

Supondo que a porta tenha peso $P$ e desprezando todas as forças de atrito, a força mínima aplicada à extremidade livre da corda para abrir a porta é

A)$P/4$.
B)$P/2$.
C)$P$.
D)$2P$.
E)$4P$.

Gabarito — Vestibular UFG 2026

B

Fonte: gabarito oficial definitivo · Caderno oficial

Resolução

Na figura, a porta é sustentada por dois segmentos verticais de corda que chegam às polias móveis (3 e 4), presas a ela. Em uma corda ideal, sem atrito, todos os segmentos têm a mesma tração $T$.

No limite de abertura (equilíbrio da porta): $2T=P\Rightarrow T=P/2$.

A força aplicada na extremidade livre é igual à tração $T$. Portanto, a força mínima é $P/2$ (alternativa B).

Q72
Ondulatória — Ondas Eletromagnéticas — Faixas de Rádio FM

Em 2013 foram estabelecidas as condições para a extinção do serviço de radiodifusão de ondas médias de caráter local de amplitude modulada (AM) na faixa de 500 a 1.600 kHz, com a migração das emissoras para a faixa de frequência modulada (FM). Algumas emissoras AM foram alocadas na faixa de FM padrão de 88 a 108 MHz, outras, na faixa de FM estendida de 76 a 88 MHz, anteriormente reservada para a TV aberta. Essa mudança representou um ganho para os ouvintes das rádios AM, pois as transmissões de FM são menos suscetíveis a interferências e ruídos. A maior parte dos receptores de rádio existentes, no entanto, não sintonizam a faixa estendida de FM. Os novos receptores de rádio fabricados no Brasil a partir de 2019 são compatíveis com toda a faixa de FM. Sabendo que cada emissora utiliza um canal de 200 kHz de largura, quantos canais os novos aparelhos de rádio devem sintonizar?

A)60.
B)100.
C)160.
D)380.
E)540.

Gabarito — Vestibular UFG 2026

C

Fonte: gabarito oficial definitivo · Caderno oficial

Resolução comentada

A pergunta é simples de enunciar: quantos canais de 200 kHz cabem na faixa completa de FM? O trabalho está em juntar as duas faixas e em não se enrolar com os prefixos.

Faixa completa. O rádio antigo cobria a FM padrão, de $88$ a $108\ \text{MHz}$ (20 MHz). Os novos aparelhos cobrem também a faixa estendida, de $76$ a $88\ \text{MHz}$ (12 MHz). As duas faixas são contíguas (uma termina onde a outra começa), então o total é $108-76=32\ \text{MHz}$.

Número de canais. Trabalhando na mesma unidade, $32\ \text{MHz}=32\,000\ \text{kHz}$, e cada canal ocupa $200\ \text{kHz}$: $N=\dfrac{32\,000}{200}=160$ canais.

Repare nas iscas: contar só a faixa padrão ($20\ \text{MHz}\Rightarrow100$ canais) leva à alternativa B, e contar só a estendida ($12\ \text{MHz}\Rightarrow60$ canais) leva à A. O enunciado destaca que os novos receptores são compatíveis com toda a faixa, e é isso que pede a soma. Já a faixa de AM (500 a 1600 kHz) é um outro assunto: ela é mencionada no texto, mas não entra na conta.

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