Texto-base: os avós do carro elétrico (Q33–Q34)
OS AVÓS DO CARRO ELÉTRICO. Há um século, táxis tinham baterias sob o capô e não bebiam gasolina. No que pode ter sido a experiência pioneira em carros elétricos, o inventor escocês Robert Anderson construiu um “coche elétrico rudimentar” entre meados e o fim da década de 1830.Mas não foi longe. Primeiro, sua bateria não era boa o suficiente (o mesmo problema dos projetistas verdes de hoje); segundo, porque era muito difícil concorrer com os rivais movidos a vapor. Quando as baterias recarregáveis começaram a surgir, em meados dos anos de 1800, veículos elétricos ganharam impulso: em 1897, a Eletric Carriage and Wagon Company montou uma frota de táxis em Nova York; em 1902, a Pope Manufaturing construiu 900 veículos similares em Hartford, Connecticut e, nesse mesmo ano, o fabricante de carroças Studbaker lançou um modelo elétrico em Indiana. Esses veículos silenciosos circularam juntos com os de motor de combustão interna, grandes bebedores de gasolina no começo dos anos de 1900. Esses carros elétricos se deram mal na autonomia: não conseguiam ir longe entre as recargas. Já os movidos a gasolina se tornaram claros vencedores por volta de 1920, um erro histórico que agora os projetistas tentam reparar. (Adaptado de Scientific Americam Brasil, Setembro de 2010, pág. 51.)
Considere uma bateria dos dias atuais com as seguintes características: 24V e 230A.h completamente carregada. A energia acumulada por essa bateria é de:
Pela capacidade nominal:
$$Q=230\cdot3600=828000\ \mathrm C$$
Adotando tensão constante de 24 V:
$$E=UQ$$
$$E=24\cdot828000=1{,}9872\times10^7\ \mathrm J$$
O valor aproximado é 2,0×10⁷ J. A energia utilizável real dependeria da descarga e das perdas, desprezadas pelo caderno.
Alternativa A.

