Três cubos, de dimensões desprezíveis e massas iguais a m = 2 kg, estão sobre uma esteira, inicialmente em repouso, distanciados 5 metros um do outro (fig.1). Após ligar-se o motor que aciona a esteira, verifica-se que, para um instante t = 0, a mesma se encontra com velocidade constante. Após 4 segundos, os três cubos estão nas posições indicadas na fig.2.

Sabendo-se que, no local, g = 10 m/s2, e admitindo-se que não haja deslizamento dos blocos na esteira, nem perdas no sistema, determine:
(A) a velocidade da esteira, em m/s.
(B) a potência do motor que aciona a esteira nesses 4 segundos.
(A) A rampa tem desnível de 6 m e base de 8 m, logo seu comprimento é √(6² + 8²) = 10 m. Como não há deslizamento, os cubos se movem com a esteira, e as distâncias entre eles, medidas ao longo dela, não mudam.
Observe o cubo 3. Inicialmente, está a 1 m do início da rampa. Após 4 s, está no trecho superior, a 5 m do cubo 2, que está no topo da rampa. Logo, ele percorreu:
\[\Delta s=1+10+5=16\,\mathrm{m}\]
\[v=\frac{\Delta s}{\Delta t}=\frac{16}{4}=4\,\mathrm{m/s}\]
(B) A partir de t = 0, a esteira e os cubos têm velocidade constante, de modo que a energia cinética não varia. Sem perdas, o trabalho do motor nos 4 s é o ganho de energia potencial gravitacional dos cubos.
• Cubo 3: sobe 6 m, ΔEp = 2 · 10 · 6 = 120 J.
• Cubo 2: também sobe 6 m, ΔEp = 120 J.
• Cubo 1: está a 5 m do topo ao longo da rampa de 10 m (que sobe 6 m), ou seja, a 3 m de altura, ΔEp = 2 · 10 · 3 = 60 J.
\[W=120+120+60=300\,\mathrm{J}\]
\[P=\frac{W}{\Delta t}=\frac{300}{4}=75\,\mathrm{W}\]



