O Telescópio Espacial James Webb (JWST) tem permitido observações inéditas do universo profundo. Em reportagem da agência Reuters, cientistas destacam que o equipamento foi capaz de registrar galáxias formadas poucas centenas de milhões de anos após o Big Bang, revelando detalhes antes inacessíveis.
Diferentemente de instrumentos ópticos simples, o Webb utiliza um conjunto de espelhos altamente polidos, em vez de lentes, para coletar e focalizar a radiação proveniente do espaço. Segundo especialistas, essa escolha não é apenas tecnológica, mas também física, estando relacionada às propriedades da luz e à qualidade das imagens obtidas.
Considerando os princípios da óptica geométrica e as limitações dos sistemas ópticos, o uso de espelhos em telescópios como o Webb se justifica principalmente pelo fato de que espelhos
Em uma lente, o índice de refração depende do comprimento de onda, e por isso cada cor é desviada de modo diferente (aberração cromática). Na reflexão, o ângulo de reflexão é igual ao de incidência para todos os comprimentos de onda, e o espelho não separa as cores.
A velocidade da luz no meio não é aumentada por um espelho, ele não cria energia, a imagem depende da curvatura da superfície e do alinhamento, e a formação de imagem real não exige fonte a distância finita.


