Com o crescimento da Inteligência Artificial, grandes empresas vêm construindo data centers cada vez maiores para processar informações e treinar modelos complexos. Esses ambientes possuem milhares de racks — estruturas metálicas que organizam e sustentam servidores, cabos e equipamentos de rede em colunas verticais — que geram calor intenso.

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4dvlyg5j3o. Acesso em: 30 out 2025.
Para evitar falhas e manter a temperatura adequada, a refrigeração líquida vem substituindo os antigos sistemas só de ar-condicionado. Tubulações fazem circular água ou soluções refrigerantes entre os racks, retirando o calor dos chips e levando-o até torres de resfriamento externas, onde parte dessa energia térmica é dissipada para o ambiente.
Um módulo de um data center no Nordeste brasileiro é projetado para operar em clima quente e úmido, exigindo sistemas eficientes para evitar desperdício de energia e consumo excessivo de água.
Esse módulo dissipa continuamente $2{,}52\,\mathrm{MW}$ de calor nos servidores. Para retirar essa energia térmica, utiliza-se água líquida (densidade $1000\,\mathrm{kg/m^3}$) que entra nos racks a $20\,{}^{\circ}\mathrm{C}$ e sai a $30\,{}^{\circ}\mathrm{C}$.
(Considerar calor específico da água $c=4{,}2\cdot10^{3}\,\mathrm{J/(kg\cdot K)}$)
Para remover esse calor de forma contínua, a vazão volumétrica mínima de água, em litros por segundo (L/s), deve ser
Em regime contínuo, a potência retirada é o calor absorvido por segundo pela água:
$$P=\dot m\,c\,\Delta T\;\Rightarrow\;\dot m=\frac{2{,}52\cdot10^{6}}{4{,}2\cdot10^{3}\cdot10}=60\,\mathrm{kg/s}$$
Com $\rho=1000\,\mathrm{kg/m^3}$, $1\,\mathrm{kg}$ de água ocupa $1\,\mathrm{L}$, e a vazão é $\dot m/\rho=60\cdot10^{-3}\,\mathrm{m^3/s}$, ou seja, $60\,\mathrm{L/s}$.

