Na Física, a experimentação tem um papel fundamental. O norte-americano Robert P. Crease, filósofo e historiador da ciência, afirma:
“Um experimento, ao contrário de uma pintura ou escultura, é dinâmico. Parece mais uma performance dramática, sendo algo que as pessoas planejam, preparam e observam, no intuito de produzir algo pelo qual têm um interesse específico. Como saber a circunferência da Terra sem passar uma fita métrica ao redor da linha do Equador? Como saber que a Terra gira sem voar para o espaço sideral e observar, ou como saber o que há no interior do átomo? Preparando cuidadosamente um evento em laboratório – às vezes com objetos tão simples quanto prismas e pêndulos –, podemos fazer com que respostas para essas perguntas apareçam diante dos nossos olhos. A forma emerge do caos – e não magicamente, como um mágico puxando um coelho da cartola, mas em decorrência de eventos orquestrados por nós mesmos. Fazemos os mistérios do mundo falarem.”
(CREASE, R. P. Os dez mais belos experimentos científicos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2006. p. 12-13)
Quanto aos experimentos científicos, analise as afirmativas que seguem e assinale V, para as verdadeiras, ou F, para as falsas.
Item com ressalva editorial. Consulte a resolução; ele não entra no seu desempenho.
O pêndulo de Foucault evidencia a rotação terrestre; a hipótese antiga é apresentada no item com a ressalva “talvez”. O experimentum crucis de Newton tratava da composição da luz, no século XVII, não de queda dos corpos no XVI. Cavendish determinou a densidade média terrestre com sua balança de torção em 1798. A interferência de Young favoreceu a descrição ondulatória da luz. O terceiro item é verdadeiro, embora o gabarito da fonte o marque como falso; o registro original de Cavendish confirma o tema e a data.
Conferência histórica: trabalho original de Cavendish (1798), arquivo da Royal Society.
Sequência correta: V – F – V – V
