Do rastejar de uma cobra aos saltos de um canguru ou lêmure, ou ainda, da lentidão de uma preguiça à rapidez extremada de uma chita, encontraremos várias formas de deslocamento dos animais. Como se não bastasse, para a mesma espécie, pode haver vários tipos de movimentos. Cavalos podem andar, saltar, galopar ou marchar. Homens podem correr, andar e saltar. A forma do deslocamento é um dado importante para caracterizar uma certa espécie ou ainda explicar o seu desenvolvimento ao longo de sua existência. O caminhar de um homem, por exemplo, pode ser explicado através das componentes da força resultante. Veja a figura que segue: (adote $g=10\ \text{m/s}^2$).
A velocidade máxima do caminhar de uma pessoa deverá ocorrer de forma que um dos pés mantenha contato com o solo. Se os dois pés perderem o contato com o solo simultaneamente, significa que a pessoa estará correndo. Com base no exposto, analise as afirmações que seguem:

- A expressão acima foi deduzida com o auxílio do conceito da componente centrípeta da força resultante que age no corpo do homem.
- A velocidade máxima do caminhar de um homem com pernas de $1{,}2\ \text{m}$ de comprimento tem intensidade de $9{,}6\ \text{km/h}$.
- A velocidade máxima do caminhar de uma pessoa não está relacionada com a sua altura e sim com a potência liberada pelo seu tecido muscular.
- A força utilizada para a dedução da expressão acima é o peso do homem.
I é correta: no limite entre caminhar e correr, a força normal tende a zero e o peso fornece a resultante centrípeta.
II é incorreta: $v_{\max}=\sqrt{gR}=\sqrt{10\cdot1{,}2}\approx3{,}46\ \text{m/s}\approx12{,}5\ \text{km/h}$.
III é incorreta: a própria relação mostra dependência de $R$, associado ao comprimento da perna.
IV é correta: no caso-limite, o peso fornece a força centrípeta.
Logo, somente I e IV estão corretas.




