Não é fácil a vida das mulheres da aldeia de Foro, no sudoeste da Etiópia. Sua rotina é marcada pela escassez de água. Duas ou três vezes por dia, elas precisam caminhar até o rio mais próximo e trazer na cabeça pesados recipientes cheios de água (30 litros), que será usada para cozinhar, lavar, regar as plantas e matar a sede dos animais. É uma tarefa árdua para mulheres aparentemente tão frágeis. Sendo de 2 km (2000 metros) a distância do rio mais próximo até a aldeia de Foro, e a densidade da água igual a $1\ \mathrm{g/cm^3}$, podemos afirmar que o trabalho realizado pela cabeça de cada mulher sobre o recipiente com água, durante o deslocamento considerado, é, em joule, de:
Adote $g=10\ \mathrm{m/s^2}$.
Fonte indicada no caderno: Movimento Cyan, “Lata d’água na cabeça”. Último acesso: 26/12/2011.
Nota de conferência: A resposta pressupõe o transporte horizontal do recipiente à altura constante, sem variação de energia cinética. A inclinação do trajeto não é especificada no texto; a idealização usada pelo gabarito está explicitada na resolução.
No modelo esperado, a força de sustentação exercida pela cabeça é vertical, enquanto o deslocamento do recipiente é horizontal. Assim, o ângulo entre a força e o deslocamento é 90°:
$$W=Fd\cos90^\circ=0.$$ Alternativa A.
A massa de água é 30 kg e seu peso vale 300 N, mas multiplicar esse peso pelos 2000 m ignora a direção da força. O esforço muscular e o gasto metabólico da mulher não se confundem com o trabalho mecânico dessa força sobre o recipiente.
Se houvesse subida ou mudança de velocidade, seria preciso considerar a variação de energia do recipiente. O texto não fornece esses dados; a resposta zero depende da idealização horizontal adotada.


