
Um jovem com massa corporal de $70\ \mathrm{kg}$ desce escorregando de um toboágua de $45\ \mathrm{m}$ de altura, partindo do repouso. Considere que a água reduz parcialmente o atrito na descida do trecho inclinado e sua velocidade no final dessa rampa é $1\ \mathrm{m/s}$ menor do que se não houvesse atrito. No final da descida da rampa, ele chega na parte horizontal, que possui muita água, e é freado até parar completamente.
Qual é o módulo do trabalho feito pelo atrito da água até o jovem parar completamente no trecho horizontal?
(Considere a aceleração da gravidade como $10\ \mathrm{m/s^2}$)
Sem atrito, a conservação da energia mecânica daria, na base da rampa, $mgh=\tfrac12mv^2$, isto é,
$$v=\sqrt{2gh}=\sqrt{2\cdot10\cdot45}=30\ \mathrm{m/s}$$
Como a água reduz parcialmente o atrito, a velocidade real no fim da rampa é $1\ \mathrm{m/s}$ menor: $v=29\ \mathrm{m/s}$.
No trecho horizontal o jovem é freado até parar. Pelo teorema trabalho–energia cinética, o trabalho do atrito é igual à variação da energia cinética:
$$\tau_{at}=0-\tfrac12mv^2\;\Rightarrow\;|\tau_{at}|=\tfrac12\cdot70\cdot29^2=35\cdot841=29435\ \mathrm{J}$$



