A medida de comprimento de uma barra de alumínio é $(2{,}40\pm0{,}01)$ m. O erro relativo percentual da medida é
$\dfrac{0{,}01}{2{,}40}\approx0{,}0042$, isto é, cerca de $0{,}4\%$. Alternativa E.

Universidade Estadual de Londrina
Física · prova única (objetiva) · julho de 1996 · Respostas e resoluções comentadas.
UEL — Vestibular 1996.2 · ingresso em 1996.
Prova única (objetiva): aplicada em julho de 1996, com 39 questões de Física, numeradas de 1 a 40. Esta página traz 39 delas, com enunciados preservados. Gabarito: resolvido pelo Método TEF (o caderno de origem não traz o gabarito oficial da UEL).
O caderno de origem é uma apostila do Colégio Dr. José Ferreira e não inclui o gabarito oficial; as respostas foram obtidas pela resolução de cada questão. A questão 22 não foi incluída, porque o gráfico não consta no caderno. Na questão 2 foi usada a estimativa de 20 gotas por mililitro; na questão 28, a conferência dos raios refletidos foi feita sobre o quadriculado da figura.
O restante do caderno contém outras disciplinas e não integra esta seção de Física.
A medida de comprimento de uma barra de alumínio é $(2{,}40\pm0{,}01)$ m. O erro relativo percentual da medida é
$\dfrac{0{,}01}{2{,}40}\approx0{,}0042$, isto é, cerca de $0{,}4\%$. Alternativa E.
Uma torneira pinga, durante toda a noite, duas gotas por segundo. O volume de água desperdiçado nessa noite tem, em litros, ordem de grandeza
Estimativas razoáveis: noite de cerca de $10$ h $=3{,}6\times10^{4}$ s e gota de cerca de $0{,}05$ mL (20 gotas por mililitro).
Número de gotas: $2\cdot3{,}6\times10^{4}=7{,}2\times10^{4}$. Volume: $7{,}2\times10^{4}\cdot0{,}05\ \mathrm{mL}=3{,}6\times10^{3}\ \mathrm{mL}\approx3{,}6$ L, que tem ordem de grandeza $10$ L. Alternativa B.
$G$ é uma grandeza que varia inversamente com o quadrado de outra, $X$. O gráfico que MELHOR representa $G$ em função de $X$ é





Se $G\propto\dfrac{1}{X^2}$, então $G$ diminui quando $X$ aumenta e a curva é uma hipérbole: cai rápido para valores pequenos de $X$ e se aproxima do eixo, sem tocá-lo, para $X$ grande. Isso elimina os gráficos crescentes (b e c), a reta (e) e a curva que chega ao eixo em valor finito (d). Alternativa A.
Na tabela, os corpos A e B são maciços, feitos de mesmo material e estão a $20\,{}^\circ\mathrm{C}$.
| massa | volume | densidade | |
|---|---|---|---|
| A | 810 g | Y | 2,7 g/cm³ |
| B | X | 2,0 m³ | Z |
No Sistema Internacional de unidades, os valores de $X$, $Y$ e $Z$ são, respectivamente,
Os corpos são do mesmo material e têm a mesma densidade: $2{,}7\ \mathrm{g/cm^3}=2{,}7\times10^{3}\ \mathrm{kg/m^3}$, o valor de $Z$.
Para o corpo A: $Y=\dfrac{810}{2{,}7}=300\ \mathrm{cm^3}=3{,}0\times10^{-4}\ \mathrm{m^3}$.
Para o corpo B: $X=\rho V=2{,}7\times10^{3}\cdot2{,}0=5{,}4\times10^{3}$ kg. Alternativa E.
Para responder às questões 5 e 6, analise o gráfico da velocidade em função do tempo para certo movimento retilíneo, apresentado abaixo.

A velocidade média entre os instantes $t=2{,}0$ s e $t=6{,}0$ s é, em m/s,
De $2{,}0$ s a $4{,}0$ s, a velocidade vai de $8$ m/s a $16$ m/s: $\Delta s=\dfrac{8+16}{2}\cdot2{,}0=24$ m. De $4{,}0$ s a $6{,}0$ s, $v=16$ m/s: $\Delta s=32$ m.
$v_m=\dfrac{24+32}{4{,}0}=14$ m/s. Alternativa C.
(Continuação da questão 5, com o mesmo gráfico $v\times t$: $v$ cresce de $0$ a $16$ m/s entre $0$ e $4{,}0$ s e se mantém em $16$ m/s até $8{,}0$ s.)
A aceleração do movimento no instante $t=3{,}0$ s é, em $\mathrm{m/s^2}$,
Em $t=3{,}0$ s o movimento está no trecho de velocidade crescente e linear: $a=\dfrac{16-0}{4{,}0-0}=4{,}0\ \mathrm{m/s^2}$. Alternativa D.
Do alto de um prédio de $40$ m de altura, um projétil é disparado com velocidade inicial de $50$ m/s, formando ângulo de $37^\circ$ acima da horizontal. Adotando-se $g=10\ \mathrm{m/s^2}$, $\operatorname{sen}37^\circ=0{,}60$ e $\cos37^\circ=0{,}80$, pode-se concluir que a altura máxima atingida em relação ao solo é, em m, de
A componente vertical inicial é $v_{0y}=50\cdot0{,}60=30$ m/s. A altura ganha até o ponto mais alto é $\dfrac{v_{0y}^2}{2g}=\dfrac{900}{20}=45$ m.
Em relação ao solo: $40+45=85$ m. Alternativa C.
Uma gota de chuva de massa $0{,}50$ g cai verticalmente com velocidade constante de $10$ m/s. Adotando-se a aceleração gravitacional $10\ \mathrm{m/s^2}$, a força de resistência do ar, em newtons, tem módulo
Velocidade constante: a resultante é nula e a resistência do ar equilibra o peso. $F=mg=0{,}50\times10^{-3}\cdot10=5{,}0\times10^{-3}$ N. Alternativa A.
O corpo A, de massa $400$ g, é preso à extremidade de certa mola helicoidal, de comprimento natural $12{,}0$ cm, provocando nela uma deformação de $2{,}0$ cm.

Supondo que não se ultrapasse o limite elástico da mola, a substituição do corpo A por outro, B, de massa $600$ g, fará com que a mola apresente comprimento, em cm,
Pela lei de Hooke, a deformação é proporcional ao peso: $\dfrac{x_B}{x_A}=\dfrac{m_B}{m_A}=\dfrac{600}{400}\Rightarrow x_B=1{,}5\cdot2{,}0=3{,}0$ cm.
Comprimento: $12{,}0+3{,}0=15{,}0$ cm. Alternativa C.
A alça de um saquinho de supermercado pode suportar $100$ N sem se romper. Nesse saquinho são colocados $8{,}0$ kg de batatas. Adotando-se $g=10\ \mathrm{m/s^2}$, a aceleração máxima com que se pode erguer essa compra, segurando-se pela alça, é, em $\mathrm{m/s^2}$,
Ao subir com aceleração $a$: $T-mg=ma$. Com $T_{max}=100$ N: $100-80=8{,}0\,a\Rightarrow a=2{,}5\ \mathrm{m/s^2}$. Alternativa B.
A figura mostra um sistema em que se considera desprezível o atrito entre o bloco B e a superfície de apoio, bem como as massas das polias e dos fios.

A aceleração adquirida pelos corpos, quando o sistema é abandonado, vale, no Sistema Internacional de unidades,
C ($3{,}0$ kg) puxa mais que A ($2{,}0$ kg), e o conjunto acelera para o lado de C. A força motora é a diferença dos pesos: $F=(m_C-m_A)\,g=(3{,}0-2{,}0)\cdot10=10$ N.
A massa total é $2{,}0+5{,}0+3{,}0=10$ kg: $a=\dfrac{10}{10}=1{,}0\ \mathrm{m/s^2}$. Alternativa A.
Um motociclista e sua moto têm juntos massa de $200$ kg. Em uma pista horizontal, ao fazer uma curva de raio $50$ m com velocidade constante de $72$ km/h, a força resultante sobre o sistema vale, no Sistema Internacional de unidades,
Com $v=72$ km/h $=20$ m/s, a resultante é centrípeta: $F=\dfrac{mv^2}{R}=\dfrac{200\cdot400}{50}=1{,}6\times10^{3}$ N. Alternativa E.
A força gravitacional que a Terra exerce em um satélite artificial, que gira em movimento uniforme ao seu redor, lhe dá a aceleração centrípeta necessária para descrever sua trajetória circular. Sendo $G$ a constante universal da gravitação, $M$ a massa da Terra e $r$ a distância do satélite ao centro da Terra, a velocidade do satélite na órbita vale
A gravitação é a resultante centrípeta: $\dfrac{GMm}{r^2}=\dfrac{mv^2}{r}\Rightarrow v=\sqrt{\dfrac{GM}{r}}$. Alternativa D.
O gráfico abaixo representa a intensidade da força exercida por uma mola, em função da sua deformação.

A constante elástica dessa mola, em N/m, e a energia potencial que ela armazena, em joules, quando deformada de $10$ cm valem, respectivamente,
Do gráfico, $k=\dfrac{F}{x}=\dfrac{10}{2{,}0\times10^{-2}}=5{,}0\times10^{2}$ N/m (atenção à unidade: $x$ está em cm).
Com $x=10$ cm $=0{,}10$ m: $E_p=\dfrac12kx^2=\dfrac12\cdot500\cdot0{,}010=2{,}5$ J. Alternativa C.
Um bloco de massa $5{,}0$ kg é lançado horizontalmente, com uma velocidade inicial de $72$ km/h, sobre uma superfície horizontal, parando após percorrer $80$ m. Desprezando-se a resistência do ar e considerando a aceleração da gravidade igual a $10\ \mathrm{m/s^2}$, o coeficiente de atrito entre o bloco e a superfície vale
Com $v_0=20$ m/s e $\Delta s=80$ m, a Torricelli dá $0=v_0^2-2a\,\Delta s\Rightarrow a=\dfrac{400}{160}=2{,}5\ \mathrm{m/s^2}$.
O atrito é a resultante: $\mu mg=ma\Rightarrow\mu=\dfrac{a}{g}=0{,}25$. Alternativa B.
Um corpo de massa $m$ percorre uma pista horizontal, sem atrito, com velocidade escalar constante de $6{,}0$ m/s. Em continuação, o corpo sobe uma rampa, também sem atrito. A figura abaixo mostra, em corte vertical, a trajetória seguida pelo corpo e dois pontos, P e Q, situados na rampa.

Se a aceleração da gravidade vale $10\ \mathrm{m/s^2}$, a velocidade do corpo será nula
Sem atrito, a energia cinética inicial se converte em energia potencial até parar: $\dfrac12mv^2=mgh\Rightarrow h=\dfrac{v^2}{2g}=\dfrac{36}{20}=1{,}8$ m.
A altura de $1{,}8$ m é a do ponto Q, e P está em $1{,}2$ m (o corpo ainda tem velocidade ali). Alternativa D.
Uma partícula, de massa $m$ e velocidade constante de módulo $V$, sofre a ação de uma força $\vec F$ que nela atua durante um pequeno intervalo de tempo $\Delta t$. Ao cessar a ação da força, a partícula possui movimento uniforme com a mesma velocidade escalar $V$, porém numa direção que forma um ângulo de $60^\circ$ com a direção inicial. O impulso exercido pela força sobre a partícula teve intensidade
O impulso é a variação da quantidade de movimento, $\vec I=\Delta\vec Q=\vec Q_f-\vec Q_i$, e $|\vec Q_i|=|\vec Q_f|=mV$, com ângulo de $60^\circ$ entre eles.
$|\Delta\vec Q|=2mV\operatorname{sen}\dfrac{60^\circ}{2}=2mV\cdot\dfrac12=mV$ (o triângulo formado é equilátero). Alternativa B.
Um canhão de massa $100$ kg dispara um projétil de massa $2{,}0$ kg. O projétil abandona a boca do canhão com velocidade de $100$ m/s. A velocidade de recuo do canhão vale, em m/s,
Sistema inicialmente em repouso: $0=m_pv_p-M\,v_c\Rightarrow v_c=\dfrac{2{,}0\cdot100}{100}=2{,}0$ m/s. Alternativa D.
Um tubo vertical, de $1{,}0$ m de altura, contém um líquido homogêneo de densidade $1{,}20\ \mathrm{g/cm^3}$. Adotando-se $g=10\ \mathrm{m/s^2}$, a diferença de pressão entre dois pontos do líquido situados a $30$ cm e a $50$ cm de profundidade, em pascals, vale
$\Delta p=\rho g\,\Delta h=1200\cdot10\cdot(0{,}50-0{,}30)=2{,}4\times10^{3}$ Pa. Alternativa A.
Numa prensa hidráulica, o diâmetro do êmbolo maior mede $40$ cm e o do menor, $8{,}0$ cm. Quando o êmbolo maior sofre um deslocamento de $2{,}0$ cm, o deslocamento sofrido pelo êmbolo menor vale, em cm,
O líquido é incompressível: o volume deslocado é igual nos dois êmbolos, $A_1d_1=A_2d_2$.
A razão das áreas é $\left(\dfrac{40}{8{,}0}\right)^2=25$, então $d_{menor}=25\cdot2{,}0=50$ cm. Alternativa C.
Duas esferas maciças P e Q, que têm o mesmo volume e foram coladas, estão em equilíbrio, imersas em água, como mostra a figura abaixo.

Quando a cola que as une se desfaz, a esfera P sobe e passa a flutuar com $60\%$ de seu volume imersos. Se a densidade da água é de $1{,}0\ \mathrm{g/cm^3}$, a densidade da esfera Q, em $\mathrm{g/cm^3}$, vale
P flutua com $60\%$ do volume imerso: $\rho_P=0{,}60\,\rho_{a}=0{,}60\ \mathrm{g/cm^3}$.
Coladas e em equilíbrio, totalmente imersas, o empuxo total ($2V$ de água) iguala o peso total: $(\rho_P+\rho_Q)V=\rho_{a}\cdot2V\Rightarrow\rho_P+\rho_Q=2{,}0$.
$\rho_Q=2{,}0-0{,}60=1{,}4\ \mathrm{g/cm^3}$. Alternativa B.
Uma fonte térmica fornece calor com uma potência constante de $2{,}1$ kW. O tempo mínimo para essa fonte iniciar a fervura de $0{,}50$ kg de água inicialmente a $20\,{}^\circ\mathrm{C}$, em segundos, é
Dados: calor específico da água $=1{,}0\ \mathrm{cal/g\,{}^\circ C}$; $1{,}0\ \mathrm{cal}=4{,}2$ J.
$Q=mc\Delta T=500\cdot1{,}0\cdot(100-20)=4{,}0\times10^{4}$ cal $=4{,}2\cdot4{,}0\times10^{4}=1{,}68\times10^{5}$ J.
$\Delta t=\dfrac{Q}{P}=\dfrac{1{,}68\times10^{5}}{2{,}1\times10^{3}}=80$ s. Alternativa A.
Um calorímetro de capacidade térmica $50\ \mathrm{cal/{}^\circ C}$ contém $50$ g de gelo e $200$ g de água em equilíbrio térmico, sob pressão normal. Introduzindo $50$ g de vapor de água a $100\,{}^\circ\mathrm{C}$ no interior do calorímetro, a temperatura de equilíbrio, em ${}^\circ\mathrm{C}$, passa a ser
Dados: calor latente de fusão do gelo $=80$ cal/g; calor latente de vaporização da água $=540$ cal/g; $c_a=1{,}0\ \mathrm{cal/g\,{}^\circ C}$.
Inicialmente o conjunto está a $0\,{}^\circ\mathrm{C}$. O vapor condensa ($Q_1=50\cdot540=27\,000$ cal liberadas) e a água resultante esfria de $100\,{}^\circ\mathrm{C}$ a $T$ ($50\,(100-T)$ cal).
Calor absorvido: fusão do gelo, $50\cdot80=4000$ cal; depois, a água do gelo fundido ($50$ g) e a água inicial ($200$ g) aquecem de $0\,{}^\circ\mathrm{C}$ até $T$, e o calorímetro também: $(50+200)\,T+50\,T=300\,T$.
Balanço: $27\,000+50\,(100-T)=4000+300\,T\Rightarrow32\,000-50T=4000+300T\Rightarrow T=80\,{}^\circ\mathrm{C}$. Alternativa E.
Uma certa massa de gás ideal se encontra no estado inicial caracterizado por $p$, $V$ e $T$. Sofre uma transformação isobárica atingindo a temperatura $2T$; em seguida, passa por uma transformação isocórica chegando à pressão $2p$ e, finalmente, sofre uma transformação isotérmica chegando a ocupar o volume $5V$. O estado final do gás está caracterizado por
Isobárica: $T\to2T$ e $V\to2V$, com pressão $p$. Isocórica: pressão $p\to2p$ e $T\to4T$, com volume $2V$.
Isotérmica a $4T$: $2p\cdot2V=p'\cdot5V\Rightarrow p'=\dfrac{4p}{5}$. Estado final: $\dfrac{4p}{5}$, $5V$ e $4T$. Alternativa D.
Considere as afirmações abaixo.
Pode-se afirmar que
I) Correta: o rendimento máximo é o de Carnot, $\eta=1-\dfrac{T_f}{T_q}=1-\dfrac{300}{600}=0{,}50$ (temperaturas em kelvin). II) Correta: é a definição de calor e o sentido espontâneo do fluxo. III) Correta: é a lei zero da termodinâmica. Alternativa E.
Considere a frase: “A sala fica melhor iluminada quando as paredes são foscas.” Essa frase se refere, principalmente, ao fenômeno de
Uma superfície fosca é rugosa e espalha a luz em todas as direções (reflexão difusa), distribuindo a iluminação pela sala. Numa superfície polida haveria reflexão especular, com a luz concentrada em uma direção. Alternativa A.
Os raios de luz $r_1$ e $r_2$ incidem num espelho plano E, conforme está indicado no esquema abaixo.

Pode-se afirmar corretamente que os raios refletidos, correspondentes a $r_1$ e $r_2$, passam, respectivamente, pelos pontos
Na reflexão, o ângulo de incidência é igual ao de reflexão: o raio refletido é o simétrico do incidente em relação à normal, isto é, sobe com a mesma inclinação com que o raio incidente desce.
O raio $r_1$, o mais inclinado, tem inclinação de aproximadamente $0{,}8$ e o raio refletido sobe com essa mesma inclinação, passando pelo ponto M. O raio $r_2$, menos inclinado (cerca de $0{,}5$), tem o refletido passando pelo ponto P, o mais próximo dessa direção. Alternativa D.
Uma lente delgada convergente L conjuga, a um objeto O, uma imagem I, invertida e com o mesmo tamanho do objeto, como mostra a figura abaixo.

Sendo a distância do objeto à lente igual a $p$, a distância focal da lente é igual a
Imagem invertida e do mesmo tamanho: $A=-1=-\dfrac{p'}{p}\Rightarrow p'=p$.
$\dfrac{1}{f}=\dfrac{1}{p}+\dfrac{1}{p'}=\dfrac{2}{p}\Rightarrow f=\dfrac{p}{2}$. Alternativa B.
Uma onda senoidal se propaga numa corda com velocidade de $10$ m/s. O esquema abaixo mostra um trecho da corda durante a propagação ondulatória.

A frequência dessa onda, em Hz, é igual a
A distância entre duas cristas consecutivas é o comprimento de onda: $\lambda=40$ cm $=0{,}40$ m.
$f=\dfrac{v}{\lambda}=\dfrac{10}{0{,}40}=25$ Hz. Alternativa E.
O esquema abaixo representa, em determinado instante, um trecho de uma onda senoidal que se propaga numa corda da esquerda para a direita.

Considerando-se somente os pontos $P_1$, $P_2$, $P_3$ e $P_4$ indicados no esquema, é correto afirmar que, no instante representado, estão se afastando da posição de equilíbrio os pontos
Numa onda que se propaga para a direita, cada ponto da corda vai assumir, um instante depois, a posição que o ponto à sua esquerda ocupa agora. Imagine a onda deslocando-se um pouco para a direita:
$P_1$ (acima do eixo, no lado direito da crista) sobe, e se afasta. $P_2$ (acima do eixo, no lado esquerdo da outra crista) desce, e se aproxima. $P_3$ (abaixo do eixo, no lado esquerdo do vale) sobe, e se aproxima. $P_4$ (abaixo do eixo, no lado direito do vale) desce, e se afasta.
Afastam-se $P_1$ e $P_4$. Alternativa C.
Um bastão condutor eletrizado positivamente é mantido, sem encostar, próximo de uma esfera condutora, inicialmente neutra e isolada. Enquanto isso acontece, a esfera é ligada à Terra durante um curto intervalo de tempo. Considere as afirmações I, II e III que se referem a esse experimento.
Pode-se afirmar que SOMENTE
I) Correta: sem contato, com ligação à Terra, é a eletrização por indução. II) Falsa: o bastão não encosta na esfera, e não há troca de cargas com ela. III) Falsa: o bastão (positivo) atrai elétrons da Terra para a esfera, que fica negativa. Alternativa A.
Três esferas condutoras X, Y e Z são idênticas. A esfera Z tem carga elétrica $Q$ e as esferas X e Y estão inicialmente neutras. Coloca-se Z em contato com X. A seguir, afasta-se Z de X e coloca-se Z em contato com Y, afastando-a novamente. Supondo-se que as esferas trocaram cargas elétricas somente entre si, no final do experimento as cargas elétricas de X, Y e Z são, respectivamente,
Esferas idênticas dividem a carga igualmente. Z toca X: cada uma fica com $\dfrac{Q}{2}$. Depois, Z (com $\dfrac{Q}{2}$) toca Y (neutra): cada uma fica com $\dfrac{Q}{4}$.
Final: $X=\dfrac{Q}{2}$, $Y=\dfrac{Q}{4}$ e $Z=\dfrac{Q}{4}$. Alternativa B.
Um corpúsculo, com carga elétrica $Q$, sofre um deslocamento retilíneo $d$ sob a ação exclusiva de uma força eletrostática uniforme de módulo $F$. O módulo do campo elétrico existente nos pontos da trajetória do corpúsculo é dado por
Pela definição de campo elétrico, $\vec F=Q\vec E$, então $E=\dfrac{F}{Q}$ (o deslocamento $d$ não entra). Alternativa D.
Duas cargas elétricas positivas $Q_1$ e $Q_2$, posicionadas conforme está indicado no esquema abaixo, geram um campo elétrico na região. Nesse campo elétrico, o potencial assume o mesmo valor nos pontos M e N.

As informações e o esquema permitem concluir que a razão $\dfrac{Q_1}{Q_2}$ vale
Medindo em quadradinhos a partir de $Q_1$: M está a $2$ de $Q_1$ e a $8$ de $Q_2$; N está a $6$ de $Q_1$ e a $4$ de $Q_2$.
$V_M=V_N\Rightarrow\dfrac{kQ_1}{2}+\dfrac{kQ_2}{8}=\dfrac{kQ_1}{6}+\dfrac{kQ_2}{4}\Rightarrow Q_1\left(\dfrac12-\dfrac16\right)=Q_2\left(\dfrac14-\dfrac18\right)$.
$\dfrac{Q_1}{3}=\dfrac{Q_2}{8}\Rightarrow\dfrac{Q_1}{Q_2}=\dfrac{3}{8}$. Alternativa A.
Quando um farol de automóvel é ligado, a energia fornecida por unidade de carga elétrica é uma característica da bateria. A parte “a energia fornecida por unidade de carga elétrica” da frase corresponde ao conceito de
Energia por unidade de carga, $\dfrac{E}{q}$ (em joules por coulomb, ou volts), é a tensão elétrica (a força eletromotriz da bateria). A corrente é carga por tempo, a potência é energia por tempo e a resistência relaciona tensão e corrente. Alternativa B.
Uma corrente elétrica cujo valor está representado no gráfico abaixo flui num condutor durante $80$ s.

Nesse intervalo de tempo, a carga elétrica, em coulombs, que passa por uma secção transversal do condutor, é igual a
A carga é a área sob o gráfico $I\times t$: $Q=0{,}250\cdot40+0{,}500\cdot40=10+20=30$ C (com $I$ em ampères). Alternativa C.
Três condutores X, Y e Z foram submetidos a diferentes tensões $U$ e, para cada tensão, foi medida a respectiva corrente elétrica $I$, com a finalidade de verificar se os condutores eram ôhmicos. Os resultados estão na tabela que segue.
| condutor X | condutor Y | condutor Z | |||
|---|---|---|---|---|---|
| I (A) | U (V) | I (A) | U (V) | I (A) | U (V) |
| 0,30 | 1,5 | 0,20 | 1,5 | 7,5 | 1,5 |
| 0,60 | 3,0 | 0,35 | 3,0 | 15 | 3,0 |
| 1,2 | 6,0 | 0,45 | 4,5 | 25 | 5,0 |
| 1,6 | 8,0 | 0,50 | 6,0 | 30 | 6,0 |
De acordo com os dados da tabela, somente
Um condutor é ôhmico quando $\dfrac{U}{I}$ é constante. X: $\dfrac{1{,}5}{0{,}30}=\dfrac{3{,}0}{0{,}60}=\dfrac{6{,}0}{1{,}2}=\dfrac{8{,}0}{1{,}6}=5{,}0\ \Omega$ (ôhmico). Y: $7{,}5;\ 8{,}6;\ 10;\ 12\ \Omega$ (não é). Z: $\dfrac{1{,}5}{7{,}5}=\dfrac{3{,}0}{15}=\dfrac{5{,}0}{25}=\dfrac{6{,}0}{30}=0{,}20\ \Omega$ (ôhmico).
São ôhmicos X e Z. Alternativa E.
A corrente elétrica $I$, indicada no circuito representado no esquema abaixo, vale $3{,}0$ A.

De acordo com as outras indicações do esquema, a diferença de potencial entre os pontos X e Y, em volts, vale
A corrente total $I=3{,}0$ A atravessa o resistor de $8{,}0\ \Omega$, que fica entre X e Y (depois da associação em paralelo).
$U_{XY}=R\,I=8{,}0\cdot3{,}0=24$ V. Alternativa C.
O módulo do vetor indução magnética, gerado nas proximidades de um condutor longo e retilíneo, é dado por $\dfrac{\mu_0 I}{2\pi d}$, onde: $\mu_0=4\pi\times10^{-7}\ \mathrm{T\,m/A}$ é a permeabilidade magnética do vácuo; $I$ é a corrente elétrica no condutor; $d$ é a distância do ponto considerado ao condutor. Por dois condutores retilíneos muito longos, perpendiculares entre si e situados num plano paralelo ao plano desta folha de prova, existem correntes elétricas de intensidade $I=10$ A e sentido indicado no esquema abaixo.

O vetor indução magnética, gerado pelos dois condutores no ponto P, tem módulo, em teslas, igual a
Cada fio está a $d=0{,}10$ m de P: $B_1=B_2=\dfrac{\mu_0I}{2\pi d}=\dfrac{4\pi\times10^{-7}\cdot10}{2\pi\cdot0{,}10}=2{,}0\times10^{-5}$ T.
Pela regra da mão direita, o fio vertical (corrente para cima), à esquerda de P, produz em P um campo que penetra no papel; o fio horizontal (corrente para a esquerda), abaixo de P, também produz em P um campo que penetra no papel. Os dois campos têm a mesma direção e o mesmo sentido, e se somam.
$B=2{,}0\times10^{-5}+2{,}0\times10^{-5}=4{,}0\times10^{-5}$ T, perpendicular ao plano da folha. Alternativa C.