Uma pessoa estava parada com seu veículo em um semáforo. Quando a luz verde do semáforo se acendeu, o veículo partiu e o movimento realizado até o seu destino pode ser dividido em quatro trechos:
- Trecho 1: veículo em movimento acelerado;
- Trecho 2: veículo em movimento uniforme;
- Trecho 3: percebendo que havia passado do endereço para onde ia, a pessoa freou o veículo até parar, e inverteu o sentido de seu movimento, com a mesma aceleração escalar com que havia freado;
- Trecho 4: nova frenagem, chegando ao seu destino, onde parou o veículo.
Os três gráficos, I, II e III, mostram como variaram, em função do tempo, três grandezas escalares associadas ao movimento desse veículo, sem identificá-las, nos quatro trechos descritos.
Sabendo que, enquanto se movia nesse trajeto, o veículo só esteve em movimento uniforme ou em movimento uniformemente variado, os gráficos I, II e III representam, respectivamente, as grandezas:
Nos quatro trechos descritos, o veículo alterna entre movimento uniforme (velocidade constante, aceleração nula, no trecho 2) e movimento uniformemente variado (aceleração constante e não nula, nos trechos 1, 3 e 4).
Para identificar cada grandeza, uso um critério de continuidade entre posição, velocidade e aceleração, conferido diretamente pela forma de cada gráfico.
A posição é sempre contínua e "lisa" (sem bicos), pois a velocidade — sua taxa de variação — nunca muda de valor instantaneamente.
A velocidade também é sempre contínua ao longo do tempo, mas pode apresentar "bicos" (mudanças bruscas de inclinação) exatamente nos instantes em que a aceleração muda de valor.
Já a aceleração pode dar saltos bruscos (descontinuidades reais) nesses mesmos instantes, já que passa abruptamente de um valor constante para outro — inclusive para zero, no trecho 2.
Pela figura, o gráfico I é constante em cada trecho e salta de valor exatamente nas transições (inclusive passando por zero no trecho 2) — só pode ser a aceleração.
O gráfico II é uma curva contínua e suave, sem nenhum bico, subindo suavemente até um pico (no meio do trecho 3) e depois descendo — esse comportamento arredondado, sem mudanças bruscas de inclinação, é típico da posição.
Já o gráfico III é contínuo, mas formado por trechos retos que mudam de inclinação nos limites de cada trecho (subindo no trecho 1, no patamar constante no trecho 2, descendo e cruzando o zero no trecho 3 — quando o veículo inverte o sentido — e voltando a subir até zero no trecho 4, quando para) — esse padrão de "bicos" é típico da velocidade.
Logo, os gráficos I, II e III representam, respectivamente, aceleração, posição e velocidade — alternativa (D).





