Duas esferas, $A$ e $B$, de mesma massa e de dimensões desprezíveis, estão inicialmente em repouso nas posições indicadas na figura. Após ser abandonada de uma altura $h$, a esfera $A$, presa por um fio ideal a um ponto fixo $O$, desce em movimento circular acelerado e colide frontalmente com a esfera $B$, que está apoiada sobre um suporte fixo no ponto mais baixo da trajetória da esfera $A$.
Após a colisão, as esferas permanecem unidas e, juntas, se aproximam de um sensor $S$, situado à altura $0{,}2\text{ m}$ que, se for tocado, fará disparar um alarme sonoro e luminoso ligado a ele.

Compare as situações imediatamente antes e imediatamente depois da colisão entre as duas esferas, indicando se a energia mecânica e a quantidade de movimento do sistema formado pelas duas esferas se conservam ou não nessa colisão. Justifique sua resposta. Desprezando os atritos e a resistência do ar, calcule o menor valor da altura $h$, em metros, capaz de fazer o conjunto formado por ambas as esferas tocar o sensor $S$.
Durante a colisão, o sistema formado pelas duas esferas pode ser tratado como isolado na direção do movimento. Assim, a quantidade de movimento se conserva. Como as esferas permanecem unidas após o choque, a colisão é perfeitamente inelástica e parte da energia mecânica é convertida em outras formas de energia.
Para que o conjunto de massa $2m$ alcance o sensor situado $0{,}2\text{ m}$ acima do ponto mais baixo, sua energia cinética imediatamente após a colisão deve ser, no caso limite, igual ao ganho de energia potencial:
$\dfrac{1}{2}(2m){v'}^2=(2m)g(0{,}2)$.
Com $g=10\text{ m/s}^2$, obtemos ${v'}^2=4$ e, portanto, $v'=2{,}0\text{ m/s}$.
Na colisão: $mv=(2m)v'$. Logo, $v=2v'=4{,}0\text{ m/s}$.
Antes da colisão, a esfera $A$ parte do repouso e desce sem perdas: $mgh=\dfrac{1}{2}mv^2$.
Assim, $h=\dfrac{v^2}{2g}=\dfrac{4^2}{2\cdot10}=0{,}8\text{ m}$.


