Uma motocicleta (M) e um caminhão (C) trafegavam por uma rodovia retilínea, no mesmo sentido, quando o motociclista decidiu ultrapassar o caminhão. A figura, que representa a visão superior dessa rodovia, mostra os dois veículos no instante $t = 2$ s, momento em que se iniciou a ultrapassagem, e no instante $t = 10$ s, momento em que se encerrou a ultrapassagem.
No gráfico, estão representadas, em função do tempo, as velocidades escalares da motocicleta e do caminhão.
Considerando desprezíveis as dimensões da motocicleta e sabendo que o comprimento (L) do caminhão é dado pela diferença entre os deslocamentos desses dois veículos no intervalo de tempo de duração da ultrapassagem, o valor de L é
A ultrapassagem dura de $t=2$ s a $t=10$ s, ou seja, $\Delta t = 8$ s. O caminhão mantém velocidade constante de $5$ m/s durante todo esse intervalo, então seu deslocamento :
$$d_C = v_C\cdot\Delta t = 5\times8 = 40\ \mathrm{m}$$
A motocicleta parte de $8$ m/s (em $t=2$ s) e cresce linearmente até $10$ m/s (em $t=10$ s) — o deslocamento é a área do trapézio sob a reta:
$$d_M = \dfrac{(v_i+v_f)}{2}\cdot\Delta t = \dfrac{8+10}{2}\times8 = 9\times8 = 72\ \mathrm{m}$$
Como as dimensões da motocicleta são desprezíveis, no início da ultrapassagem ela está "colada" na traseira do caminhão, e no fim ela está exatamente à frente da dianteira dele — ou seja, para completar a ultrapassagem, a moto precisa ganhar do caminhão uma distância extra exatamente igual ao comprimento $L$ do caminhão:
$$L = d_M - d_C = 72-40 = 32\ \mathrm{m}$$
