Uma partícula de carga $q$ e massa $m$ está sujeita a dois campos elétricos ortogonais $E_x(t)$ e $E_y(t)$, dados pelas equações:
$E_x(t)=5\,\mathrm{sen}(2t)$
$E_y(t)=12\cos(2t)$
Sabe-se que a trajetória da partícula constitui uma elipse. A velocidade escalar máxima atingida pela partícula é:
A aceleração em cada eixo é $a=\dfrac{qE}{m}$: \[a_x=\frac qm\,5\,\mathrm{sen}(2t),\qquad a_y=\frac qm\,12\cos(2t).\]
Velocidade. Integrando, aparecem constantes de integração (velocidades constantes em cada eixo). Se elas não fossem nulas, a partícula teria uma deriva constante, e a trajetória não seria uma elipse fechada, e sim uma curva que se desloca. Como o enunciado garante a elipse, as constantes são nulas: \[v_x=-\frac52\,\frac qm\cos(2t),\qquad v_y=6\,\frac qm\,\mathrm{sen}(2t).\] (A posição, $x=-\tfrac54\tfrac qm\,\mathrm{sen}\,2t$ e $y=-3\tfrac qm\cos2t$, de fato descreve uma elipse.)
Velocidade escalar. \[v^2=\left(\frac qm\right)^2\left[\frac{25}{4}\cos^2(2t)+36\,\mathrm{sen}^2(2t)\right]=\left(\frac qm\right)^2\left[\frac{25}{4}+\frac{119}{4}\,\mathrm{sen}^2(2t)\right].\] O máximo ocorre para $\mathrm{sen}^2(2t)=1$, quando $v^2=36\left(\dfrac qm\right)^2$. Assim, \[v_{max}=6\left|\frac qm\right|.\]








