Prova escrita de 2011. Enunciados reunidos com o texto de apoio de cada questão; figuras recortadas do caderno original. Gabarito oficial não localizado: as respostas são do Método TEF, calculadas e conferidas pelo autor. Prova de 16 questões: 8 de resposta direta e 8 de resposta aberta. Erros e ambiguidades do original são explicados nas resoluções.
Q01
Termologia — Calorimetria — Resfriamento de Newton: temperatura inicial
Exclusiva do aluno do 2º ano no caderno original
Uma xícara de 100 g de chá é preparada numa sala a uma temperatura de $15\ ^\circ\text{C}$. A tabela representa a temperatura do chá em função do tempo medido imediatamente após o preparo.
tempo (min)
10
20
30
40
50
60
70
80
temperatura (°C)
65
49
38
30
25
22
20
18
Faça uma estimativa da temperatura ($^\circ\text{C}$) do chá logo após o preparo.
Resposta TEF: $\approx90\ ^\circ\text{C}$.
Resolução comentada · Método TEF
Pela lei do resfriamento de Newton, a diferença para a sala ($15\ ^\circ\text{C}$) decresce com razão constante em intervalos iguais. Os excessos são $50,\ 34,\ 23,\ 15,\ 10,\ 7,\ 5,\ 3\ ^\circ\text{C}$ (a cada 10 min): razão $\approx0{,}67$.
Retrocedendo 10 min a partir de $t=10$ min: excesso em $t=0$ $\approx\dfrac{50}{0{,}67}\approx75\ ^\circ\text{C}$, logo
$$\theta_0\approx15+75=90\ ^\circ\text{C}$$
Q02
Termologia — Calorimetria — Potência e calor sensível
Exclusiva do aluno do 2º ano no caderno original
Uma xícara de 100 g de chá é preparada numa sala a uma temperatura de $15\ ^\circ\text{C}$. A tabela representa a temperatura do chá em função do tempo medido imediatamente após o preparo.
tempo (min)
10
20
30
40
50
60
70
80
temperatura (°C)
65
49
38
30
25
22
20
18
Um micro-ondas de 3000 W de potência é utilizado para aquecer a xícara de chá. Qual o tempo (em minutos) necessário para que a água ferva a $100\ ^\circ\text{C}$? ($c_{água}=4{,}2\ \text{J/(g·°C)}$.)
Ressalva: considerou-se que a água do chá parte da temperatura inicial estimada na questão anterior ($\approx90\ ^\circ\text{C}$). Partindo de $15\ ^\circ\text{C}$, seriam $\approx12\ \text{s}$ ($0{,}2\ \text{min}$).
Partindo do chá recém-preparado, a $\approx90\ ^\circ\text{C}$ (questão anterior): $Q=m\,c\,\Delta\theta=100\cdot4{,}2\cdot10=4200\ \text{J}$.
O gráfico descreve o movimento harmônico (amplitude $x$ em função do tempo $t$) realizado por um conjunto massa-mola, como o representado na figura ao lado do gráfico.
Qual a frequência de oscilação do sistema? Expresse em Hz.
Resposta TEF: $f=0{,}2\ \text{Hz}$.
Resolução comentada · Método TEF
Pelo gráfico, dois máximos consecutivos ocorrem em $t\approx1{,}25\ \text{s}$ e $t\approx6{,}25\ \text{s}$: o período é $T=5\ \text{s}$ (quatro ciclos em $20\ \text{s}$).
$$f=\frac1T=\frac15=0{,}2\ \text{Hz}$$
Q04
Ondas — MHS — Equação horária do MHS
O gráfico descreve o movimento harmônico (amplitude $x$ em função do tempo $t$) realizado por um conjunto massa-mola, como o representado na figura ao lado do gráfico.
Qual a equação horária para $x(t)$?
Resposta TEF: $x(t)=10\,\text{sen}\!\left(\dfrac{2\pi}{5}\,t\right)$ cm (com $t$ em s), ou $x=10\,\text{sen}(0{,}4\pi\,t)$.
Resolução comentada · Método TEF
Amplitude $A=10\ \text{cm}$, período $T=5\ \text{s}$ ($\omega=\dfrac{2\pi}{T}=0{,}4\pi\ \text{rad/s}$) e $x(0)=0$ com $x$ crescendo (fase inicial nula):
$$x(t)=10\,\text{sen}(0{,}4\pi\,t)\ \ (x\text{ em cm; }t\text{ em s})$$
Conferência: máximo em $t=T/4=1{,}25\ \text{s}$, como no gráfico.
Q05
Mecânica — Cinemática — MUV a partir de fotografias estroboscópicas
Dois corredores disputam uma prova de atletismo numa pista horizontal retilínea. A figura representa os dois corredores fotografados em intervalos sucessivos de tempo de 0,2 segundos. A pista tem uma indicação de distância a cada 1 metro (cada divisão menor).
O corredor 1 está em movimento retilíneo uniformemente acelerado. Determine a sua aceleração (em m/s²).
Resposta TEF: $a\approx25\ \text{m/s}^2$.
Resolução comentada · Método TEF
Ressalva: as leituras são feitas sobre a figura (cada divisão menor vale 1 m); o valor é uma estimativa e o resultado, embora pouco realista para corredores humanos, decorre dos dados da figura.
Posições do corredor 1, lidas na figura a cada $0{,}2\ \text{s}$ (em m): $1{,}7;\ 3{,}7;\ 6{,}7;\ 10{,}7;\ 15{,}5;\ 21{,}5;\ 28{,}5$.
No MUV, a diferença entre deslocamentos sucessivos é constante: $\Delta x_{n+1}-\Delta x_n=a\,T^2$. Os deslocamentos são $2{,}0;\ 3{,}0;\ 4{,}0;\ 4{,}8;\ 6{,}0;\ 7{,}0\ \text{m}$, que crescem $\approx1{,}0\ \text{m}$ a cada intervalo.
Mecânica — Cinemática — Movimento uniforme e ultrapassagem
Dois corredores disputam uma prova de atletismo numa pista horizontal retilínea. A figura representa os dois corredores fotografados em intervalos sucessivos de tempo de 0,2 segundos. A pista tem uma indicação de distância a cada 1 metro (cada divisão menor).
Qual a velocidade do corredor 2 no momento em que o corredor 1 o ultrapassa?
Resposta TEF: $v_2=20\ \text{m/s}$ (constante).
Resolução comentada · Método TEF
O corredor 2 percorre cerca de $4\ \text{m}$ a cada $0{,}2\ \text{s}$: movimento uniforme com $v_2=\dfrac{4}{0{,}2}=20\ \text{m/s}$, qualquer que seja o instante.
Com o corredor 1 ($x_1\approx1{,}75+7{,}25\,t+12{,}5\,t^2$) e o 2 ($x_2=20\,t$), a ultrapassagem pelo corredor 1 ocorre em $t\approx0{,}86\ \text{s}$, a $\approx17\ \text{m}$ da origem: a velocidade do corredor 2 continua $20\ \text{m/s}$.
Q07
Mecânica — Gravitação — Variação da aceleração da gravidade com a altitude
Qual a variação relativa da aceleração da gravidade entre a superfície da Terra e um ponto situado a uma altura de 10 km com relação à superfície? O valor deve ser expresso em %. Considere o raio da Terra como 6000 km.
Resposta TEF: $\approx-0{,}33\%$.
Resolução comentada · Método TEF
$g=\dfrac{GM}{r^2}\Rightarrow\dfrac{g'}{g_0}=\left(\dfrac{R}{R+h}\right)^{2}\approx1-\dfrac{2h}{R}$ para $h\ll R$.
Eletricidade — Eletrostática — Energia potencial elétrica e velocidade de aproximação
Duas esferas dielétricas de raio $R$, uma carregada positivamente com carga $+Q$ e outra negativamente com carga $-Q$, são colocadas a uma distância $d$ (medida entre os centros, com $d>2R$) e liberadas. Qual a velocidade das cargas imediatamente antes do choque entre ambas? (Use $K$ como constante eletrostática; cada esfera tem massa $m$.)
Ressalva: o enunciado não informa a massa das esferas; adotou-se massa $m$ para cada uma. O campo de uma esfera dielétrica uniformemente carregada fora dela equivale ao de uma carga pontual no centro; a polarização mútua foi desprezada.
Tratando as esferas como cargas pontuais nos centros e partindo do repouso, a energia potencial elétrica se converte em cinética das duas esferas (mesma massa $m$, mesma velocidade em módulo). O choque ocorre quando os centros distam $2R$:
Mecânica — Trabalho e energia — Trabalho de força variável: balde furado
Exclusiva do aluno do 2º ano no caderno original
Ana puxa um balde cheio de água de um poço cuja altura é $h=7\ \text{m}$ com uma velocidade constante $v=17{,}5\ \text{cm/s}$. O balde possui uma capacidade de $10\ \ell$ e um furo que permite que a água vaze a uma taxa constante de $50\ \text{g/s}$. Sendo $g=10\ \text{m/s}^2$, determine (com, no máximo, três algarismos significativos): (a) o trabalho total realizado pela força que Ana aplica ao balde; (b) a potência média que Ana desprende durante a subida total do balde.
Resposta TEF: a) $630\ \text{J}$; b) $15{,}8\ \text{W}$.
Resolução comentada · Método TEF
Ressalva: a massa do balde vazio não é dada e foi desprezada.
Duração da subida: $t=\dfrac{h}{v}=\dfrac{7}{0{,}175}=40\ \text{s}$. Água perdida: $0{,}050\cdot40=2{,}0\ \text{kg}$. A massa de água varia linearmente de $10\ \text{kg}$ (balde cheio, $10\ \ell$) a $8\ \text{kg}$ (desprezando a massa do balde).
Como a velocidade é constante, a força de Ana equilibra o peso: $F=m(t)\,g$, linear na altura. O trabalho é a força média vezes a altura:
a) $$W=\bar m\,g\,h=\frac{10+8}{2}\cdot10\cdot7=630\ \text{J}$$
b) $$\bar P=\frac{W}{t}=\frac{630}{40}=15{,}75\approx15{,}8\ \text{W}$$
Q10
Termologia — Termodinâmica — Transformação adiabática de uma mistura de gases
Exclusiva do aluno do 2º ano no caderno original
Sejam $X_M$ e $X_D$ as frações molares correspondentes à quantidade de um gás ideal monoatômico e diatômico, respectivamente, que compõem uma mistura gasosa não reagente. Sabendo que a pressão e o volume iniciais da mistura são, respectivamente, $P_0$ e $V_0$, determine a pressão $P$ em função do volume $V$ da mistura quando esta é submetida a uma expansão adiabática reversível. (A fração molar de um constituinte é a razão entre o número de mols deste constituinte e o número total de mols.)
Resposta TEF: $P=P_0\left(\dfrac{V_0}{V}\right)^{\gamma}$, com $\gamma=\dfrac{5+2X_D}{3+2X_D}=\dfrac{3X_M+5X_D+2}{3X_M+5X_D}$.
Resolução comentada · Método TEF
Em uma adiabática reversível, $P\,V^{\gamma}=\text{constante}$ com $\gamma=\dfrac{C_P}{C_V}$ da mistura.
Por mol de mistura, os calores molares a volume constante se somam ponderados pelas frações molares: $C_V=X_M\cdot\dfrac32R+X_D\cdot\dfrac52R=\dfrac{R}{2}\,(3X_M+5X_D)$ e $C_P=C_V+R$.
Com $X_M+X_D=1$: $3X_M+5X_D=3+2X_D$, logo $\gamma=\dfrac{5+2X_D}{3+2X_D}$ (vale $5/3$ para gás só monoatômico e $7/5$ para só diatômico).
$$P=P_0\left(\frac{V_0}{V}\right)^{\gamma}$$
Q11
Óptica — Espelhos esféricos — Espelho côncavo com lâmina de líquido
Um objeto é colocado a uma distância $p=25\ \text{cm}$ de um espelho côncavo de distância focal $f=10\ \text{cm}$. Sobre o espelho é despejada uma pequena quantidade de líquido cujo índice de refração é $n=1{,}4$, como mostra a figura. Determine a distância da imagem formada por este sistema óptico ao espelho.
Resposta TEF: $p'=10\ \text{cm}$ (imagem real, na frente do espelho).
Resolução comentada · Método TEF
O líquido forma uma lente plano-convexa fina (face superior plana; face inferior com a curvatura do espelho, $R=2f=20\ \text{cm}$) em contato com o espelho. A luz atravessa a lente, reflete e atravessa a lente de novo.
Potência da lente: $\Phi_L=(n-1)\dfrac1R=\dfrac{0{,}4}{20}=0{,}020\ \text{cm}^{-1}$. Potência do espelho: $\Phi_E=\dfrac1f=0{,}100\ \text{cm}^{-1}$.
Sistema (lente, espelho, lente): $$\Phi=2\,\Phi_L+\Phi_E=0{,}140\ \text{cm}^{-1}\quad(f_{eq}\approx7{,}1\ \text{cm})$$
Mecânica — Hidrostática — Bolha em ascensão: trabalho do empuxo
Uma bolha de gás, inicialmente com pressão interna $P_0$ e volume $V_0$, é mantida em equilíbrio estático dentro de um lago cuja densidade é $\rho$. Num dado instante a bolha é levemente perturbada e inicia um movimento acelerado. Considerando que a temperatura da bolha é praticamente constante e que a aceleração da gravidade local é $g$, determine a energia cinética da mesma quando ela subir uma pequena altura $h$. Desconsidere efeitos de tensão superficial e, se necessário, utilize $(1+x)^n\approx1+nx$ se $|x|\ll1$.
Ressalva: desprezou-se a massa de água arrastada pela bolha (massa adicional), que reduziria a velocidade, mas não é pedida.
No equilíbrio inicial, empuxo = peso: $\rho\,g\,V_0=m\,g$ (peso da bolha $=\rho\,g\,V_0$).
Ao subir $h$, a pressão externa cai $\rho\,g\,h$ e, à temperatura constante ($PV=\text{cte}$): $V=\dfrac{P_0V_0}{P_0-\rho g h}\approx V_0\left(1+\dfrac{\rho g h}{P_0}\right)$.
A força resultante para cima, quando a bolha subiu $y$, é $\rho g\,(V(y)-V_0)=\dfrac{\rho^2g^2V_0}{P_0}\,y$. O trabalho dela de $0$ a $h$ é a energia cinética:
Eletricidade — Eletrostática — Energia potencial de um sistema de cargas
A figura ilustra um sistema formado por duas cargas positivas $+Q$ fixas e duas cargas positivas $+q$, de massa $m$, livres para se movimentar. No início as cargas estão dispostas sobre os vértices de um quadrado de lado $a$ (use $K$ como constante eletrostática). Determine: (a) a energia potencial do sistema; (b) a velocidade máxima adquirida pelas cargas $+q$ quando elas forem liberadas. Desconsidere os efeitos radiativos devidos à aceleração das cargas $+q$.
Resposta TEF: a) $U=\dfrac{K}{a}\left(4Qq+\dfrac{Q^2+q^2}{\sqrt2}\right)$; b) $v_{max}=\sqrt{\dfrac{K\,q}{m\,a}\left(4Q+\dfrac{q}{\sqrt2}\right)}$.
Resolução comentada · Método TEF
a) Há seis pares: quatro pares $Q$–$q$ (lado $a$), um par $Q$–$Q$ e um par $q$–$q$ (diagonais, $a\sqrt2$):
b) As cargas $q$ se afastam pelo eixo vertical; a velocidade é máxima quando elas estão muito distantes, e a energia potencial restante é só a do par $Q$–$Q$ (fixas): $U_f=\dfrac{KQ^2}{a\sqrt2}$.
Conservação: $U=U_f+2\cdot\dfrac{m\,v^2}{2}$, logo $m\,v^2=\dfrac{K}{a}\left(4Qq+\dfrac{q^2}{\sqrt2}\right)$:
Mecânica — Gravitação — Sistemas de corpos em órbita em torno do centro de massa
As duas figuras ilustram dois sistemas planetários, um formado por dois planetas de massa $m$ e outro por três planetas de massa $M$. Sabendo que nos dois sistemas a distância de qualquer um dos planetas ao centro de massa do sistema é $R$ e que todos giram em torno do mesmo centro comum, determine qual a razão entre $M$ e $m$ para que o período orbital dos dois sistemas seja o mesmo. ($\text{sen}\,60^\circ=\cos30^\circ=\dfrac{\sqrt3}2$.)
Dois planetas (distância entre eles $2R$): a força de um sobre o outro é a centrípeta: $\dfrac{G\,m^2}{(2R)^2}=m\,\omega^2R\Rightarrow\omega^2=\dfrac{G\,m}{4R^3}$.
Três planetas (triângulo equilátero de lado $L=R\sqrt3$, pois $R=\dfrac{L}{\sqrt3}$): cada um recebe duas forças $\dfrac{GM^2}{L^2}$, cuja resultante aponta ao centro e vale $2\,\dfrac{GM^2}{L^2}\cos30^\circ=\dfrac{GM^2}{\sqrt3\,R^2}$. Então $M\,\omega^2R=\dfrac{GM^2}{\sqrt3R^2}\Rightarrow\omega^2=\dfrac{G\,M}{\sqrt3\,R^3}$.
Períodos iguais ($\omega$ iguais): $\dfrac{M}{\sqrt3}=\dfrac m4$, isto é,
$$\frac Mm=\frac{\sqrt3}{4}\approx0{,}43$$
Q15
Mecânica — Cinemática — Alcance máximo a partir de uma altura
Uma partícula é lançada com uma velocidade $v_0$ do topo de uma montanha de altura $H$, como mostra a figura. Sabendo que a aceleração da gravidade local é $g$, determine o maior alcance horizontal $A$ possível para a partícula.
Resposta TEF: $A_{max}=\dfrac{v_0}{g}\sqrt{v_0^2+2\,g\,H}$, com $\tan\theta=\dfrac{v_0}{\sqrt{v_0^2+2gH}}$.
Resolução comentada · Método TEF
Lançamento a um ângulo $\theta$ acima da horizontal: $x=v_0\cos\theta\,t$ e $y=H+v_0\sin\theta\,t-\dfrac{g\,t^2}{2}$. O alcance $A$ é o $x$ quando $y=0$:
Uma forma mais direta usa a conservação de energia: no solo a velocidade é $v=\sqrt{v_0^2+2gH}$ para qualquer $\theta$. A trajetória é uma parábola que tangencia a envoltória de todas as trajetórias possíveis (parábola de segurança); o maior alcance corresponde ao ponto em que a envoltória toca o solo:
O ângulo ótimo vale $\tan\theta=\dfrac{v_0}{\sqrt{v_0^2+2gH}}<1$ (menor que $45^\circ$ para $H>0$).
Q16
Eletricidade — Eletrodinâmica — Associação de resistores, ponte equilibrada e capacitor
Dado o circuito da figura ($\varepsilon=10\ \text{V}$ ligado entre os nós superior e inferior, com os resistores indicados), determine: (a) a potência dissipada pelo resistor $R_A=7\ \Omega$. Trocando o resistor $R_B$ por um capacitor de capacitância $C=10\ \mu\text{F}$, determine: (b) a carga armazenada no capacitor; (c) a potência total fornecida pela fonte.
Resposta TEF: a) $0$ (ponte equilibrada); b) $Q\approx1{,}7\times10^{-5}\ \text{C}$ ($16{,}7\ \mu\text{C}$); c) $P\approx113\ \text{W}$.
Resolução comentada · Método TEF
Ressalva: a leitura do circuito segue o desenho: o traço horizontal superior e o inferior ligam os dois blocos, com a fonte na diagonal.
Os dois blocos estão ligados diretamente entre os terminais da fonte (a parte superior e a inferior são fios): cada um fica submetido a $10\ \text{V}$.
(a) Bloco da esquerda. Dois caminhos entre os nós superior e inferior: $4\ \Omega+6\ \Omega$ (central) e $1+1+3=5\ \Omega$ (lateral), este com o ponto intermediário (entre $2\ \Omega$ e $3\ \Omega$) ligado ao ponto entre $4$ e $6\ \Omega$ por $R_A$. Como $\dfrac{4}{6}=\dfrac{2}{3}$, a ponte está equilibrada: os dois pontos têm o mesmo potencial ($6\ \text{V}$) e $R_A$ não conduz corrente:
$$P_{R_A}=0$$
(b) Bloco da direita com capacitor. Sem corrente no capacitor, restam dois ramos: $1+1+1=3\ \Omega$ (potencial no extremo do capacitor: $10-2\cdot\tfrac{10}{3}=\tfrac{10}{3}\ \text{V}$) e $1+1=2\ \Omega$ (potencial no outro extremo: $5\ \text{V}$).