A figura a seguir mostra um arranjo no qual tanto a polia como o plano inclinado, com $\theta = 30^\circ$, não possuem atrito:
Se o bloco $A$, de massa $m_A = 1{,}0\text{ kg}$, e o bloco B, de massa $m_B = 2{,}0\text{ kg}$, são liberados a partir do repouso, com o fio ideal que os conecta esticado, podemos afirmar que a energia cinética total do conjunto, após o bloco $B$ ter descido $40\text{ cm}$, é igual a:
Não há atrito (nem na polia, nem no plano) e o fio é ideal. Portanto a energia mecânica do sistema A + B se conserva: a energia potencial que B perde se transforma em energia cinética dos dois blocos e em energia potencial gravitacional ganha por A.
Deslocamentos. O fio é inextensível, então, quando B desce $d = 0{,}40\text{ m}$, o bloco A percorre a mesma distância $d$ ao longo do plano, subindo. A altura ganha por A é só a componente vertical desse deslocamento:
\[h_A = d\,\operatorname{sen}30^\circ = 0{,}40\times0{,}50 = 0{,}20\text{ m}\]
Balanço de energia (partindo do repouso):
\[E_c = m_B\,g\,d - m_A\,g\,h_A\]
\[E_c = 2{,}0\times10\times0{,}40 - 1{,}0\times10\times0{,}20 = 8{,}0 - 2{,}0\]
\[E_c = 6{,}0\text{ J}\]
Conferindo o movimento: o peso de B ($20\text{ N}$) é maior que a componente do peso de A ao longo do plano ($m_A\,g\,\operatorname{sen}30^\circ = 5\text{ N}$), então o sistema de fato acelera no sentido em que B desce.
