Recentemente o tema combustível e caminhões ganhou destaque nos noticiários com a greve de caminhoneiros. Suponha que o consumo (c) de diesel de um caminhão, em m³ de combustível por metro viajado, seja proporcional à massa M do veículo. Considere que o consumo seja descrito pela equação c = βM, onde β é uma constante. No Sistema Internacional de Unidades β tem unidade de
O consumo $c$ é dado em metros cúbicos de combustível por metro rodado:
\[\dfrac{\text{m}^3}{\text{m}}=\text{m}^2\]
Da relação $c=\beta M$, isolamos
\[\beta=\dfrac{c}{M}\]
\[[\beta]=\frac{\text{m}^2}{\text{kg}}\]
As alternativas A e C trazem unidades de consumo (km/L e L/km), e não de $\beta$, que ainda tem a massa no denominador.
Ultimamente o futebol tem sido foco de noticiários em função da copa do mundo. Durante uma partida, suponha que a bola cai verticalmente sem girar e se choca com o solo. De modo simplificado, pode-se descrever esse choque como uma colisão entre dois corpos, sendo um a bola e o outro o planeta Terra. Caso se considere este evento como uma colisão elástica, é correto afirmar que há conservação
Numa colisão, a bola e a Terra trocam forças internas ao sistema (ação e reação).
Não há força externa relevante durante o choque, então o momento linear total do sistema bola-Terra se conserva.
Isso vale para qualquer colisão.
O momento da bola sozinha não se conserva (D): ela desce e depois sobe.
A Terra recebe exatamente o momento que a bola perdeu, mas, com massa gigantesca, sua velocidade quase não muda.
Ser elástica garante também a conservação da energia cinética total, que não está entre as opções.
As energias potenciais (A e B) não têm nada a ver com a colisão.
Considere um mês em que o total de chuva registrada em Fortaleza seja de 300 mm. Suponha que a distribuição de chuva seja homogênea em toda a área do município. Considere um tanque cilíndrico sem tampa, que recebe água coletada diretamente pela exposição a essa chuva durante esse mês. A área da base do tanque é de 10 m². No mês em questão, o volume coletado no recipiente é, em litros,
$300\ \text{mm}$ de chuva significam uma lâmina de $0{,}3\ \text{m}$ de água sobre qualquer área exposta.
O tanque tem base de $10\ \text{m}^2$:
\[V=10\cdot0{,}3=3\ \text{m}^3=3000\ \text{L}\]
A conversão de milímetros para metros é o ponto crítico: quem usa $300$ direto encontra um número absurdo.
A Agência Nacional de Energia Elétrica anunciou bandeira vermelha 2 para as contas de luz de junho deste ano, o que significa um adicional de $\text{R\$ }5{,}00$ para cada 100 kWh consumido. Considerando que uma certa indústria utilizou um resistor para aquecimento, cuja potência é 50 kW, por 4 horas durante esse mês, o adicional na conta associado a este consumo foi, em reais,
A energia consumida é potência vezes tempo:
\[E=50\ \text{kW}\cdot4\ \text{h}=200\ \text{kWh}\]
São dois blocos de $100\ \text{kWh}$, e cada um custa 5 reais a mais na bandeira vermelha 2.
O adicional é de 10 reais.
A alternativa B, $200$, é a energia em kWh, e não o valor em reais.
Em atividades esportivas, como os jogos de copa do mundo, o corpo do atleta tem sua temperatura aumentada e há produção de suor, que ao evaporar transfere calor do corpo para o vapor d’água na atmosfera. Nesse caso, há um processo termodinâmico em que
Evaporar é passar do estado líquido para o gasoso: uma mudança de estado.
É isso que resfria o corpo, porque o suor rouba calor da pele para evaporar.
A C erra o nome: sublimação é a passagem direta do sólido para o gasoso.
E ao evaporar, o suor ganha entropia, pois o vapor é mais desorganizado que o líquido; ela não diminui nem fica constante.
Sem considerar qualquer atrito e assumindo a força da gravidade constante, é correto afirmar que a trajetória idealizada de corpos que são arremessados horizontalmente próximos à superfície da Terra é
No lançamento horizontal, sem atrito, os dois movimentos são independentes.
Na horizontal, a velocidade é constante: $x=v_0t$.
Na vertical, é queda livre:
\[y=\dfrac{gt^2}{2}\]
Substituindo $t=\dfrac{x}{v_0}$:
\[y=\frac{g}{2v_0^2}\,x^2\]
É a equação de uma parábola.
Qualquer lançamento com gravidade constante e sem atrito, oblíquo ou horizontal, descreve uma parábola.
Uma caixa d’água a 5 m de altura do solo é conectada a duas torneiras idênticas, ambas à mesma altura do solo. A torneira 1 é conectada ao fundo da caixa por um cano de 25 mm de diâmetro, e a torneira 2 é alimentada da mesma forma, mas por um cano de 40 mm. É correto afirmar que a pressão da água
Com as torneiras fechadas, a água está parada.
A pressão num líquido em repouso depende só da profundidade: $p=\rho gh$ (pressão manométrica), abaixo do nível da caixa.
As duas torneiras estão na mesma altura, então na mesma profundidade: pressões iguais e maiores que zero, porque há $5\ \text{m}$ de coluna de água acima delas.
O diâmetro dos canos não interfere na pressão com a água parada.
Ele só importaria para a vazão, com as torneiras abertas.
Em espelhos planos, e no contexto da óptica geométrica, o fenômeno comumente observado com raios de luz é a
Espelho é uma superfície lisa e polida que devolve a luz para o mesmo meio: reflexão.
Refração exige que a luz passe para outro meio; difração e interferência são efeitos ondulatórios que não fazem parte da óptica geométrica de espelhos.
Na reflexão regular, o ângulo de incidência é igual ao de reflexão, e é isso que forma a imagem no espelho plano.