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Unifimes · 24.2 · Trindade — Questões de Física comentadas — Método TEF

Centro Universitário de Mineiros

Vestibular de Medicina 2024.2 · Prova II · Campus Trindade · Física — questões 36 a 40 · Fundação Vunesp.

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Q36
Mecânica — Cinemática — Alcance com aceleração mínima no MRUV

Em uma competição de maratona aquática em águas abertas, os competidores nadam em um circuito de 10 km montado, em geral, no mar. No final de uma prova, a competidora A está a 100 m da linha de chegada e outra competidora, B, está 5 m atrás da competidora A, ambas nadando a uma velocidade de 1 m/s, em linha reta, conforme mostra a figura.

Competidoras A e B nadando para a direita, ambas a 1 m/s; B está 5 m atrás de A e A está a 100 m da linha de chegada

Considerando que a competidora A mantenha sua velocidade constante até o final da prova, se a competidora B desejar alcançar a nadadora A até a linha de chegada, ela deverá imprimir ao seu nado, a partir do momento mostrado na figura, uma aceleração constante mínima de

A)$0{,}1\ \text{m/s}^2$.
B)$0{,}01\ \text{m/s}^2$.
C)$0{,}001\ \text{m/s}^2$.
D)$0{,}0001\ \text{m/s}^2$.
E)$1{,}0\ \text{m/s}^2$.

Gabarito oficial

C
Resolução

A competidora A nada $100\ \text{m}$ a $1\ \text{m/s}$, então chega à linha em $t=100\ \text{s}$.

Para alcançá-la até a linha de chegada, B precisa percorrer $100+5=105\ \text{m}$ nesse mesmo tempo, partindo com $v_0=1\ \text{m/s}$:

$$105=1\cdot 100+\frac{a\cdot 100^2}{2}\ \Rightarrow\ 5=5\,000\,a\ \Rightarrow\ a=1\times10^{-3}\ \text{m/s}^2.$$

Essa é a aceleração mínima, pois uma aceleração menor faria B chegar à linha depois de A.

Q37
Mecânica — Hidrostática — Empuxo e flutuação na maré alta

O navio mercante Forte de São Felipe, que estava encalhado há seis dias no litoral de São Luís, no Maranhão, conseguiu desencalhar quando flutuou com a chegada da preamar, que é a maré de maior altura prevista para o dia.

Navio mercante Forte de São Felipe visto de popa, em águas calmas, com um rebocador ao fundo

(https://g1.globo.com, 22.02.2024. Adaptado.)

O fenômeno físico que permitiu que o navio flutuasse com a chegada da maré alta é explicado

A)pelo teorema de Stevin, que se relaciona com a coluna líquida de água sob o navio.
B)pelo experimento de Torricelli, que estuda a variação da pressão sobre o casco do navio.
C)pelo princípio de Pascal, que envolve a área do casco submersa do navio.
D)pela equação de Bernoulli, que está associada ao movimento das águas sob o navio.
E)pelo teorema de Arquimedes, que define o surgimento da força de empuxo no navio.

Gabarito oficial

E
Resolução

Com a maré alta, o nível da água sobe e o casco do navio passa a deslocar um volume de água suficiente para que o empuxo, $E=\rho_{\text{água}}\,V_{\text{desl}}\,g$, iguale o peso do navio e o suspenda do fundo. É o princípio de Arquimedes.

Os teoremas de Stevin e de Pascal tratam da pressão em um líquido em repouso, o experimento de Torricelli mede a pressão atmosférica e a equação de Bernoulli trata de fluidos em escoamento. Nenhum deles explica a força vertical que sustenta o navio.

Q38
Termologia — Termodinâmica — Trabalho pelo gráfico p × V

Um ciclista, ao encher o pneu de sua bicicleta com uma bomba de ar elétrica, faz a pressão do pneu variar de acordo com o gráfico.

Gráfico p em 10⁵ Pa por V em 10⁻³ m³: reta crescente de p = 1×10⁵ Pa em V = 0,1×10⁻³ m³ até p = 3×10⁵ Pa em V = 0,6×10⁻³ m³

Considerando o ar como um gás ideal, a intensidade do trabalho realizado pela bomba sobre o ar injetado no pneu é igual a

A)100 J.
B)10 J.
C)50 J.
D)150 J.
E)300 J.

Gabarito oficial

A
Resolução

O módulo do trabalho é a área sob o gráfico $p\times V$, um trapézio de bases $1\times10^{5}\ \text{Pa}$ e $3\times10^{5}\ \text{Pa}$ e altura $\Delta V=0{,}6\times10^{-3}-0{,}1\times10^{-3}=0{,}5\times10^{-3}\ \text{m}^3$:

$$|\tau|=\frac{(1+3)\times10^{5}}{2}\cdot 0{,}5\times10^{-3}=2\times10^{5}\cdot 0{,}5\times10^{-3}=100\ \text{J}.$$

O gás é comprimido pela bomba, então o trabalho é realizado sobre o ar. A intensidade é de $100\ \text{J}$.

Q39
Ondulatória — Conceitos básicos — Frequência de onda lida no gráfico

Ondas cerebrais são oscilações elétricas que ocorrem no cérebro e que medem apenas alguns milionésimos de volt. A tabela exibe os 5 tipos de ondas cerebrais reconhecidos pela ciência de acordo com sua faixa de frequência.

Ondas cerebraisFaixa de frequência (Hz)
( δ ) Deltade 0,5 até 4,0
( θ ) Tetade 4,0 até 8,0
( α ) Alfade 8,0 até 12,0
( β ) Betade 12,0 até 35,0
( γ ) Gamaacima de 35,0

(www.sciencedirect.com. Adaptado.)

O gráfico mostra uma onda cerebral, medida durante 4 s em um eletroencefalograma.

Gráfico V em mV por t em segundos: onda oscilando entre −0,02 e +0,02 mV, com oito ciclos completos de 0 a 4 s

O gráfico representa uma onda cerebral

A)teta.
B)delta.
C)beta.
D)alfa.
E)gama.

Gabarito oficial

B
Resolução

Contando os ciclos completos do gráfico, há 8 oscilações em $4\ \text{s}$. A frequência é o número de ciclos por unidade de tempo:

$$f=\frac{8}{4}=2\ \text{Hz}.$$

Na tabela, $2\ \text{Hz}$ está na faixa de $0{,}5$ a $4{,}0\ \text{Hz}$, que é a das ondas delta.

Q40
Eletricidade — Eletrostática — Blindagem eletrostática em veículo metálico

Após forte chuva que atingiu Belo Horizonte, uma árvore de grande porte caiu sobre três carros e derrubou um poste de energia elétrica. Segundo o Corpo de Bombeiros, um casal e seus dois filhos precisaram ficar dentro do carro até a chegada dos Bombeiros, por causa dos cabos de energia do poste que ficaram soltos. O Corpo de Bombeiros reforça que, em casos como esse, as vítimas não devem descer do veículo até que a energia seja desligada e o carro aterrado. Ficar dentro do veículo pode evitar o risco de eletrocutamento.

(https://g1.globo.com, 23.02.2024. Adaptado.)

Ao permanecer dentro do carro, a família evitou o perigo de ser eletrocutada porque

A)os pneus do carro isolam o seu interior das cargas elétricas, um fenômeno conhecido como blindagem magnética.
B)os vidros e as partes plásticas do carro impedem as trocas de calor gerado pelas cargas elétricas em movimento, um fenômeno conhecido como efeito Joule.
C)as partes do carro feitas de borracha impedem o deslocamento das cargas elétricas, um fenômeno conhecido como efeito fotoelétrico.
D)a estrutura metálica do carro evita a permanência de cargas elétricas em seu interior, um fenômeno conhecido como gaiola de Faraday.
E)a bateria do carro induz uma carga elétrica contrária àquela depositada na lataria do carro, anulando-a, um fenômeno conhecido como Lei de Lenz.

Gabarito oficial

D
Resolução

O carro tem carroceria metálica, que é um condutor. Quando ela é atingida por cargas, elas se distribuem na superfície externa e o campo elétrico no interior do condutor oco é nulo. Isso é a blindagem eletrostática, ou gaiola de Faraday, e por isso quem está dentro do veículo não fica sujeito à descarga.

Não são os pneus de borracha que protegem os ocupantes, e sim a carroceria metálica. Efeito Joule, efeito fotoelétrico e Lei de Lenz descrevem outros fenômenos e não tratam dessa blindagem.

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