PUC Minas · 2010.1 · Física II — Física com resolução comentada

Vestibular · Geral · Física II · Física: questões 33 a 39.

Q33
MECÂNICA — CINEMÁTICA — GRÁFICO DE VELOCIDADE NA FRENAGEM
Texto-base e aproximações: acidente de Felipe Massa (Q33–Q35)

NA HORA DO ACIDENTE, BRASILEIRO REDUZIA Eram os instantes finais do segundo bloco do treino classificatório para o GP da Hungria. Felipe Massa tinha o terceiro melhor tempo, mas decidiu abrir uma volta rápida, tentando melhorar, buscando o acerto ideal para o Q3, a parte decisiva da sessão, a luta pela pole position. Percorria a pequena reta entre as curvas 3 e 4 da pista de Hungaroring e começava a reduzir de quase 360 km/h para 270 km/h quando apagou. Com os pés cravados tanto no freio como no acelerador, não virou o volante para a esquerda, passou por uma faixa de grama, retornou para a pista e percorreu a área de escape até bater de frente na barreira de pneus. Atônito, o autódromo assistiu às cenas sem entender a falta de reação do piloto. O mistério só foi desfeito pelas imagens da câmera on board: uma peça atingiu o flanco esquerdo do capacete, fazendo com que o ferrarista perdesse os reflexos. A mola mede cerca de 10 cm x 5 cm e pesa aproximadamente 1 kg, segundo o piloto da Brawn, que, antes de saber que ela havia causado o acidente, disse que seu carro ficou "inguiável" quando a suspensão quebrou. Quando a mola atingiu o capacete, considerando a velocidade do carro e da própria mola, Felipe Massa sentiu como se tivesse caído em sua cabeça um objeto de aproximadamente 150 Kg. Para as questões que se seguem, considere as aproximações. A variação da velocidade no carro de Felipe Massa e da mola sempre se deu em um movimento retilíneo uniformemente variado. Considere a mola com uma massa de 1 kg e que, no momento da colisão, o carro de Felipe Massa tinha uma velocidade de 270 km/h e a mola com 198 km/h, em sentido contrário. Considere ainda que a colisão teve uma duração de 1 x 10−1s e que levou a mola ao repouso, em relação ao carro de Felipe Massa.

Como informado no texto e considerando as aproximações feitas, marque a opção cujo gráfico melhor representa a velocidade do veículo de Felipe Massa em função do tempo.

A)
Velocidade positiva e constante.
B)
Velocidade positiva aumentando linearmente.
C)
Velocidade positiva diminuindo linearmente.
D)
Velocidade crescente em dois trechos com inclinações diferentes.

PUC Minas · Geral · Física II · Gabarito oficial — Física II

C
Resolução comentada

A aproximação do texto é de movimento retilíneo uniformemente variado durante a redução da velocidade.

$$v=v_0+at$$

Escolhendo o sentido do movimento como positivo, a frenagem tem a<0. Assim, a velocidade permanece positiva no trecho mostrado e diminui linearmente.

O gráfico compatível é uma reta descendente, não uma linha horizontal nem uma curva com aceleração variável.

Alternativa C.

Q34
MECÂNICA — IMPULSO — FORÇA MÉDIA NA COLISÃO
Texto-base e aproximações: acidente de Felipe Massa (Q33–Q35)

NA HORA DO ACIDENTE, BRASILEIRO REDUZIA Eram os instantes finais do segundo bloco do treino classificatório para o GP da Hungria. Felipe Massa tinha o terceiro melhor tempo, mas decidiu abrir uma volta rápida, tentando melhorar, buscando o acerto ideal para o Q3, a parte decisiva da sessão, a luta pela pole position. Percorria a pequena reta entre as curvas 3 e 4 da pista de Hungaroring e começava a reduzir de quase 360 km/h para 270 km/h quando apagou. Com os pés cravados tanto no freio como no acelerador, não virou o volante para a esquerda, passou por uma faixa de grama, retornou para a pista e percorreu a área de escape até bater de frente na barreira de pneus. Atônito, o autódromo assistiu às cenas sem entender a falta de reação do piloto. O mistério só foi desfeito pelas imagens da câmera on board: uma peça atingiu o flanco esquerdo do capacete, fazendo com que o ferrarista perdesse os reflexos. A mola mede cerca de 10 cm x 5 cm e pesa aproximadamente 1 kg, segundo o piloto da Brawn, que, antes de saber que ela havia causado o acidente, disse que seu carro ficou "inguiável" quando a suspensão quebrou. Quando a mola atingiu o capacete, considerando a velocidade do carro e da própria mola, Felipe Massa sentiu como se tivesse caído em sua cabeça um objeto de aproximadamente 150 Kg. Para as questões que se seguem, considere as aproximações. A variação da velocidade no carro de Felipe Massa e da mola sempre se deu em um movimento retilíneo uniformemente variado. Considere a mola com uma massa de 1 kg e que, no momento da colisão, o carro de Felipe Massa tinha uma velocidade de 270 km/h e a mola com 198 km/h, em sentido contrário. Considere ainda que a colisão teve uma duração de 1 x 10−1s e que levou a mola ao repouso, em relação ao carro de Felipe Massa.

Considerando os dados do texto, marque a opção que indica a força exercida pela mola contra o capacete de Felipe Massa.

A)
$F=2{,}0\times10^2\ \mathrm N$
B)
$F=4{,}7\times10^3\ \mathrm N$
C)
$F=7{,}2\times10^2\ \mathrm N$
D)
$F=1{,}3\times10^3\ \mathrm N$

PUC Minas · Geral · Física II · Gabarito oficial — Física II

D
Resolução comentada

Convertendo as velocidades:

$$v_{carro}=\frac{270}{3{,}6}=75\ \mathrm{m/s}$$

$$v_{mola}=\frac{198}{3{,}6}=55\ \mathrm{m/s}$$

Como os movimentos são opostos, a velocidade relativa inicial tem módulo:

$$v_{rel}=75+55=130\ \mathrm{m/s}$$

A mola fica em repouso em relação ao carro. Pela variação da quantidade de movimento:

$$F_{med}\Delta t=m\Delta v$$

$$F_{med}=\frac{1\cdot130}{0{,}1}=1300\ \mathrm N$$

Pela terceira lei de Newton, o capacete sofre uma força de mesmo módulo e sentido oposto à exercida sobre a mola, na aproximação adotada.

Alternativa D.

Q35
MECÂNICA — QUEDA LIVRE — ALTURA E VELOCIDADE DE IMPACTO
Texto-base e aproximações: acidente de Felipe Massa (Q33–Q35)

NA HORA DO ACIDENTE, BRASILEIRO REDUZIA Eram os instantes finais do segundo bloco do treino classificatório para o GP da Hungria. Felipe Massa tinha o terceiro melhor tempo, mas decidiu abrir uma volta rápida, tentando melhorar, buscando o acerto ideal para o Q3, a parte decisiva da sessão, a luta pela pole position. Percorria a pequena reta entre as curvas 3 e 4 da pista de Hungaroring e começava a reduzir de quase 360 km/h para 270 km/h quando apagou. Com os pés cravados tanto no freio como no acelerador, não virou o volante para a esquerda, passou por uma faixa de grama, retornou para a pista e percorreu a área de escape até bater de frente na barreira de pneus. Atônito, o autódromo assistiu às cenas sem entender a falta de reação do piloto. O mistério só foi desfeito pelas imagens da câmera on board: uma peça atingiu o flanco esquerdo do capacete, fazendo com que o ferrarista perdesse os reflexos. A mola mede cerca de 10 cm x 5 cm e pesa aproximadamente 1 kg, segundo o piloto da Brawn, que, antes de saber que ela havia causado o acidente, disse que seu carro ficou "inguiável" quando a suspensão quebrou. Quando a mola atingiu o capacete, considerando a velocidade do carro e da própria mola, Felipe Massa sentiu como se tivesse caído em sua cabeça um objeto de aproximadamente 150 Kg. Para as questões que se seguem, considere as aproximações. A variação da velocidade no carro de Felipe Massa e da mola sempre se deu em um movimento retilíneo uniformemente variado. Considere a mola com uma massa de 1 kg e que, no momento da colisão, o carro de Felipe Massa tinha uma velocidade de 270 km/h e a mola com 198 km/h, em sentido contrário. Considere ainda que a colisão teve uma duração de 1 x 10−1s e que levou a mola ao repouso, em relação ao carro de Felipe Massa.

De que altura a mola deveria cair, em movimento de queda livre, para atingir a mesma velocidade com que se deu o impacto?

Dado: $g=10\ \mathrm{m/s^2}$.

A)
15 m
B)
152 m
C)
456 m
D)
845 m

PUC Minas · Geral · Física II · Gabarito oficial — Física II

D
Resolução comentada

A velocidade relativa de impacto obtida dos dados é:

$$v=\frac{270+198}{3{,}6}=130\ \mathrm{m/s}$$

Para uma queda livre a partir do repouso:

$$mgh=\frac{mv^2}{2}$$

$$h=\frac{v^2}{2g}$$

$$h=\frac{130^2}{2\cdot10}=845\ \mathrm m$$

Esse é o equivalente ideal de velocidade no impacto, desprezando a resistência do ar.

Alternativa D.

Q36
ENERGIA — RENDIMENTO — ACELERAÇÃO DE DOIS VEÍCULOS
Texto-base: motores elétricos e de combustão (Q36–Q37)

Texto histórico do caderno de 2010.1.

Praticamente todos os veículos que trafegam são movidos por alguma versão do motor de combustão interna patenteado por Nikolaus Otto em1876. Otto explorou a descoberta do físico francês Sadi Carnot, que em 1834 mostrou que a eficiência de um motor dependia criticamente da diferença de temperatura entre a fonte quente, que cede energia, e a fonte fria, que a absorve. Muitas pessoas consideram esse tipo de motor um anacronismo,vestígio perigosamente ultrapassado das crenças de que o petróleo era inesgotável e o clima estável. A melhor opção seria o motor elétrico alimentado por baterias. O que muitos se esquecem é que os veículos elétricos eram muito mais populares que os carros movidos a gasolina no fim do séc. XIX e início do séc. XX. Podiam funcionar o dia todo com uma única carga, atingindo velocidades que variavam entre 10km/h e 20km/h, compatível com o movimento das carruagens conduzidas por cavalos. Uma das questões que leva ao questionamento do uso dos motores de combustão é sua baixa eficiência, menor que 30%, enquanto que nos motores elétricos ela passa dos 90%. (Adaptado de Scientific American Brasil, ano 8, número 89.)

Considere, pois, dois veículos de mesma massa, com motores de mesma potência: um equipado com motor elétrico com uma eficiência de 90% e o outro equipado com motor a combustão, com uma eficiência de 25%. Admitindo-se ambos os veículos com uma massa de 500kg, partindo do repouso, em uma estrada plana e retilínea, a energia gerada nos motores para fazer com que ambos os veículos atinjam a velocidade de 36km/h vale respectivamente:

A)
$1{,}0\times10^4\ \mathrm J$ e $2{,}0\times10^4\ \mathrm J$
B)
$1{,}1\times10^5\ \mathrm J$ e $4{,}0\times10^5\ \mathrm J$
C)
$2{,}7\times10^4\ \mathrm J$ e $1{,}0\times10^5\ \mathrm J$
D)
$2{,}5\times10^5\ \mathrm J$ e $2{,}5\times10^5\ \mathrm J$

PUC Minas · Geral · Física II · Gabarito oficial — Física II

C
Resolução comentada

Os veículos passam do repouso a 36 km/h, equivalentes a 10 m/s. O ganho de energia cinética é:

$$\Delta K=\frac{mv^2}{2}$$

$$\Delta K=\frac{500\cdot10^2}{2}=25000\ \mathrm J$$

A entrada de energia em cada motor é:

$$E_{el}=\frac{25000}{0{,}90}\approx2{,}78\times10^4\ \mathrm J$$

$$E_{comb}=\frac{25000}{0{,}25}=1{,}0\times10^5\ \mathrm J$$

O par indicado no gabarito usa 2,7×10⁴ J como aproximação do primeiro resultado. “Energia gerada nos motores” deve ser entendida aqui como energia fornecida a eles; a energia mecânica útil é a mesma nos dois casos.

Alternativa C.

Q37
ENERGIA — PERDAS — BALANÇO ENERGÉTICO DOS MOTORES
Texto-base: motores elétricos e de combustão (Q36–Q37)

Texto histórico do caderno de 2010.1.

Praticamente todos os veículos que trafegam são movidos por alguma versão do motor de combustão interna patenteado por Nikolaus Otto em1876. Otto explorou a descoberta do físico francês Sadi Carnot, que em 1834 mostrou que a eficiência de um motor dependia criticamente da diferença de temperatura entre a fonte quente, que cede energia, e a fonte fria, que a absorve. Muitas pessoas consideram esse tipo de motor um anacronismo,vestígio perigosamente ultrapassado das crenças de que o petróleo era inesgotável e o clima estável. A melhor opção seria o motor elétrico alimentado por baterias. O que muitos se esquecem é que os veículos elétricos eram muito mais populares que os carros movidos a gasolina no fim do séc. XIX e início do séc. XX. Podiam funcionar o dia todo com uma única carga, atingindo velocidades que variavam entre 10km/h e 20km/h, compatível com o movimento das carruagens conduzidas por cavalos. Uma das questões que leva ao questionamento do uso dos motores de combustão é sua baixa eficiência, menor que 30%, enquanto que nos motores elétricos ela passa dos 90%. (Adaptado de Scientific American Brasil, ano 8, número 89.)

Dados da Q36: $m=500\ \mathrm{kg}$, partida do repouso, $v=36\ \mathrm{km/h}$, rendimentos de 90% e 25%, respectivamente.

Disponível para estudo; fora do desempenho por inconsistência entre o enunciado e o gabarito oficial. Consulte a resolução.

Em relação aos motores da questão de número 36, a quantidade de calor rejeitada pelos motores foi respectivamente de:

A)
$4{,}0\times10^3\ \mathrm J$ e $3{,}5\times10^3\ \mathrm J$
B)
$1{,}5\times10^3\ \mathrm J$ e $2{,}5\times10^3\ \mathrm J$
C)
$2{,}8\times10^4\ \mathrm J$ e $4{,}5\times10^5\ \mathrm J$
D)
$2{,}0\times10^3\ \mathrm J$ e $7{,}5\times10^4\ \mathrm J$

PUC Minas · Geral · Física II · Gabarito oficial — Física II

D
Resolução comentada

O ganho mecânico útil para ambos os veículos é 25000 J. As perdas calculadas a partir dos rendimentos são:

$$Q_{el}=\frac{25000}{0{,}90}-25000$$

$$Q_{el}\approx2777{,}8\ \mathrm J$$

$$Q_{comb}=\frac{25000}{0{,}25}-25000$$

$$Q_{comb}=75000\ \mathrm J$$

O par calculado é aproximadamente 2,8×10³ J e 7,5×10⁴ J, mas não aparece nas alternativas.

A indicação oficial apresenta 2,0×10³ J e 7,5×10⁴ J. O primeiro valor surge ao reutilizar 27000 J da opção da Q36 e subtrair 25000 J, amplificando o erro de arredondamento para cerca de 28% na perda.

Mantemos a indicação oficial para consulta e retiramos a questão do desempenho por decisão editorial. Isso não equivale a uma anulação oficial.

Gabarito oficial: D. Questão fora do desempenho.

Q38
ELETRICIDADE — EFEITO JOULE — ENERGIA PERDIDA NA LINHA
Texto-base: supercondutividade (Q38–Q39)

SUPERCONDUTIVIDADE O termo supercondutividade se refere à capacidade que alguns materiais têm de conduzir a corrente elétrica sem que ocorram perdas de energia na forma de calor. O QUE FAZ UM CONDUTOR SER SUPER? A história dos semicondutores já é quase centenária e começa em 1911 com o físico Heike Kamerling Onnes, que observou o fenômeno no mercúrio resfriado a 4,2 K. Em 1995, compostos de cobre dopados com tálio exibiram o fenômeno da supercondutividade a temperaturas de 138 K a pressões ambientes e até a temperaturas de 164 K em altas pressões. Em um condutor comum, os elétrons da corrente elétrica são continuamente espalhados pelos íons metálicos do fio, perdendo energia, que aquece o fio, fenômeno conhecido como efeito joule. Em um supercondutor, esses elétrons combinam-se e formam os chamados pares de Cooper, unidos por uma interação atrativa, e movem-se sem haver espalhamento. (Texto adaptado de Scientific American Brasil, ano 8 numero 88, págs. 48-55.)

Considere uma linha de transmissão de energia elétrica em um fio condutor com diâmetro de 2 cm e comprimento de 2000 m percorrido por uma corrente de 1000 A. Se essa transmissão fosse feita através de um supercondutor, a cada hora, seria evitada a perda de uma energia de, aproximadamente, igual a:

Dado: $\rho=1{,}57\times10^{-8}\ \Omega\cdot\mathrm m$.

A)
$3{,}6\times10^8\ \mathrm J$
B)
$1{,}4\times10^9\ \mathrm J$
C)
$7{,}2\times10^8\ \mathrm J$
D)
$8{,}5\times10^{10}\ \mathrm J$

PUC Minas · Geral · Física II · Gabarito oficial — Física II

A
Resolução comentada

O raio do fio é 0,01 m. Sua área transversal é:

$$A=\pi r^2\approx3{,}14\times10^{-4}\ \mathrm{m^2}$$

A resistência vale:

$$R=\rho\frac{L}{A}$$

$$R=\frac{(1{,}57\times10^{-8})\cdot2000}{3{,}14\times10^{-4}}=0{,}10\ \Omega$$

A potência dissipada e a energia em uma hora são:

$$P_J=RI^2=0{,}10\cdot1000^2=1{,}0\times10^5\ \mathrm W$$

$$E=P_J\Delta t$$

$$E=(1{,}0\times10^5)\cdot3600=3{,}6\times10^8\ \mathrm J$$

No modelo de resistência nula, essa dissipação Joule seria evitada. O cálculo não inclui o custo energético de manter o supercondutor refrigerado.

Alternativa A.

Q39
TERMOLOGIA — CALORIMETRIA — APROVEITAMENTO DA ENERGIA DISSIPADA
Texto-base: supercondutividade (Q38–Q39)

SUPERCONDUTIVIDADE O termo supercondutividade se refere à capacidade que alguns materiais têm de conduzir a corrente elétrica sem que ocorram perdas de energia na forma de calor. O QUE FAZ UM CONDUTOR SER SUPER? A história dos semicondutores já é quase centenária e começa em 1911 com o físico Heike Kamerling Onnes, que observou o fenômeno no mercúrio resfriado a 4,2 K. Em 1995, compostos de cobre dopados com tálio exibiram o fenômeno da supercondutividade a temperaturas de 138 K a pressões ambientes e até a temperaturas de 164 K em altas pressões. Em um condutor comum, os elétrons da corrente elétrica são continuamente espalhados pelos íons metálicos do fio, perdendo energia, que aquece o fio, fenômeno conhecido como efeito joule. Em um supercondutor, esses elétrons combinam-se e formam os chamados pares de Cooper, unidos por uma interação atrativa, e movem-se sem haver espalhamento. (Texto adaptado de Scientific American Brasil, ano 8 numero 88, págs. 48-55.)

Dados da Q38: fio de diâmetro 2 cm, comprimento 2000 m, corrente 1000 A e resistividade $1{,}57\times10^{-8}\ \Omega\cdot\mathrm m$; intervalo de uma hora.

Essa energia perdida seria capaz de aquecer até 100oC, aproximadamente quantos quilogramas de água inicialmente a 28 oC?

Dado: $c=4200\ \mathrm{J/(kg\cdot{}^\circ C)}$.

A)
$3{,}5\times10^3\ \mathrm{kg}$
B)
$1{,}2\times10^3\ \mathrm{kg}$
C)
$4{,}5\times10^5\ \mathrm{kg}$
D)
$1{,}0\times10^6\ \mathrm{kg}$

PUC Minas · Geral · Física II · Gabarito oficial — Física II

B
Resolução comentada

A energia disponível da Q38 é 3,6×10⁸ J. A variação de temperatura é:

$$\Delta T=100-28=72\ {}^\circ\mathrm C$$

Desprezando perdas para o ambiente:

$$Q=mc\Delta T$$

$$m=\frac{Q}{c\Delta T}$$

$$m=\frac{3{,}6\times10^8}{4200\cdot72}\approx1190\ \mathrm{kg}$$

A massa aproximada é 1,2×10³ kg. A água chega à temperatura indicada, sem considerar sua vaporização.

Alternativa B.

↑ Voltar ao topo