Um acelerador de partículas linear é utilizado para acelerar partículas a velocidades próximas à velocidade da luz (c = 3 × 10⁸ m/s). Para este tipo de situação, a mecânica newtoniana deixa de valer e temos que utilizar a mecânica relativística. Nesta situação, uma das correções que temos de realizar é recalcular a massa das partículas utilizando a expressão $m=m_0/\sqrt{1-v^2/c^2}$, onde v é a velocidade da partícula. Imaginando uma situação onde um elétron ($m_0=9\times10^{-31}\,\mathrm{kg}$) é acelerado até atingir 80% da velocidade da luz, DETERMINE:
A) A variação da massa do elétron.
B) A energia cinética relativística que ele adquire no acelerador.
C) A energia cinética clássica e a diferença entre o valor encontrado e a energia cinética relativística do item anterior.
ResoluçãoA) $\gamma=1/\sqrt{1-0,8^2}=1/0,6=5/3$. Na convenção histórica de massa relativística empregada pelo enunciado, $m=\gamma m_0=1,5\times10^{-30}\,\mathrm{kg}$ e $\Delta m=(\gamma-1)m_0=6,0\times10^{-31}\,\mathrm{kg}$. A massa invariante do elétron continua sendo $m_0$; essa variação representa $E/c^2$, não mudança da massa de repouso.
B) $K=(\gamma-1)m_0c^2=\Delta m c^2=(6,0\times10^{-31})(9\times10^{16})=5,4\times10^{-14}\,\mathrm J$.
C) Com $v=2,4\times10^8\,\mathrm{m/s}$, a expressão clássica usa $m_0$: $K_{cl}=\frac12m_0v^2=2,592\times10^{-14}\,\mathrm J$. A diferença é $K-K_{cl}=2,808\times10^{-14}\,\mathrm J$, arredondada a $2,81\times10^{-14}\,\mathrm J$ na referência. A expressão clássica subestima a energia nessa velocidade.
Resposta: a) 6,0 × 10⁻³¹ kg na convenção do enunciado; b) 5,4 × 10⁻¹⁴ J; c) 2,592 × 10⁻¹⁴ J e diferença 2,808 × 10⁻¹⁴ J.