Mecânica — Gravitação — Velocidade de escape e elevador espacial

Texto-base (questões 38 a 45). A capacidade de sonhar é fundamental para o desenvolvimento científico e tecnológico. A literatura de ficção científica apresenta algumas idéias que semeiam a imaginação de cientistas e engenheiros de futuras gerações. No passado, era delírio considerar os foguetes, submarinos, satélites e viagens espaciais de hoje. Um exemplo atual dessas idéias é o elevador espacial, que nasceu da visão futurista de alguns cientistas, mas que se notabilizou na obra de ficção científica de Sir Arthur Clark, na década de sessenta do século passado. Hoje, o elevador espacial é um projeto que muitos cientistas consideram viável até o final deste século.
Uma das versões do projeto de um elevador espacial consta de uma torre de cerca de 50 km de altura, feita de um novo material (nanotubo de carbono), muito mais resistente e menos denso que os materiais convencionais. A partir do topo da torre, um cabo do mesmo material é estendido até cerca de 100.000 km. As questões a seguir discutem alguns aspectos físicos desse projeto.
Um dos maiores apelos para a construção do elevador espacial é a redução do custo de lançamento de veículos espaciais. O gráfico abaixo representa a velocidade de escape (Linha 1) de uma carga espacial e a velocidade escalar de cada ponto da torre do elevador espacial (Linha 2), que está parado em relação à superfície da Terra, em função da razão $h/R$ entre a altitude e o raio da Terra. A velocidade de escape de um corpo é a velocidade mínima que ele deve possuir para escapar do campo gravitacional da Terra.
Considere uma carga em repouso no elevador espacial no ponto B. Define-se $E_B$ como a energia mínima para lançá-la para fora da órbita Terrestre, e, $E_0$ a energia mínima necessária para lançá-la a partir do repouso na superfície da Terra. Com base no gráfico, podemos concluir que a razão $E_B/E_0$ é aproximadamente:
No ponto B ($h/R\approx7{,}5$), a Linha 2 (velocidade do ponto da torre, $\approx3{,}9\,\text{km/s}$) cruza a Linha 1 (velocidade de escape nessa altitude, também $\approx3{,}9\,\text{km/s}$). Uma carga em repouso na torre se move junto com ela, portanto já possui a velocidade de escape em B: não é preciso fornecer energia adicional, $E_B\approx0$.
Já $E_0=\tfrac12 m\,v_{esc}^{2}$ com $v_{esc}\approx11\,\text{km/s}$ (valor da Linha 1 em $h/R=0$) não é nula. Assim,
$\dfrac{E_B}{E_0}\approx0$.
Alternativa correta: a)

