UEL 1999.1 — Questões de Física comentadas — Método TEF

Universidade Estadual de Londrina

Física · prova única (objetiva) · janeiro de 1999 · Respostas e resoluções comentadas.

Q1
Mecânica — Grandezas e unidades — Análise dimensional: Massa em função de V, T e F

Considere um sistema de unidades em que as grandezas fundamentais sejam velocidade [V], tempo [T] e força [F]. Nesse sistema, a dimensão da grandeza massa é dada por:

A)$[V]^{-1}\cdot[T]\cdot[F]$
B)$[V]\cdot[T]^{-1}\cdot[F]$
C)$[T]^{-1}\cdot[F]^{2}$
D)$[V]^{-2}\cdot[T]^{2}\cdot[F]$
E)$[V]^{-1}\cdot[T]^{2}\cdot[F]^{2}$

Gabarito

A
Resolução

Da segunda lei, $F=ma$, e como $a=\dfrac{v}{t}$, tem-se $F=m\dfrac{v}{t}$, logo $m=\dfrac{F\,t}{v}$.

Em dimensões: $[m]=[F]\,[T]\,[V]^{-1}$. Alternativa A.

Q2
Mecânica — Cinemática — Velocidade média: Travessia do Atlântico

Em 1984, o navegador Amyr Klink atravessou o Oceano Atlântico em um barco a remo, percorrendo a distância de, aproximadamente, 7.000 km em 100 dias. Nessa tarefa, sua velocidade média foi, em km/h, igual a:

A)1,4
B)2,9
C)6,0
D)7,0
E)70

Gabarito

B
Resolução

Em $100$ dias há $100\cdot24=2400$ h. Então $v_m=\dfrac{7000}{2400}\approx2{,}9$ km/h. Alternativa B.

Q3
Mecânica — Cinemática — Queda livre: Altura de uma ponte

Para calcular a altura de uma ponte sobre o leito de um rio, um garoto abandonou uma pedra da ponte, a partir do repouso, e mediu o tempo transcorrido até que ela atingisse a superfície da água. Considerando a aceleração da gravidade igual a $10\ \mathrm{m/s^2}$ e sabendo que o tempo de queda da pedra foi de 2,2 segundos, pode-se afirmar que a altura da ponte, em metros, é um valor mais próximo de:

A)16
B)20
C)22
D)24
E)48

Gabarito

D
Resolução

$h=\dfrac{1}{2}gt^2=5\cdot2{,}2^2=5\cdot4{,}84=24{,}2$ m, valor mais próximo de $24$ m. Alternativa D.

Q4
Mecânica — Cinemática — Gráfico x × t: Movimento com paradas

O gráfico a seguir representa a posição $x$ de um corpo em função do tempo $t$.

(Figura incompleta no caderno de origem: a curva de $x$ em função de $t$ desce em degraus, com trechos em que o corpo avança alternados com trechos em que quase para.)

O movimento representado no gráfico pode ser o de um:

A)automóvel em um congestionamento
B)avião se aproximando de um aeroporto
C)corpo em queda livre
D)garoto escorregando em um tobogã
E)corredor numa prova de 100 metros

Gabarito

A
Resolução

O gráfico mostra a posição variando em degraus: o corpo anda um pouco, quase para, anda outra vez. Esse “anda e para” é típico do trânsito em um congestionamento.

Em uma queda livre, no tobogã ou numa prova de 100 m, o movimento é contínuo (a curva seria suave), e o avião em aproximação tem movimento praticamente contínuo. Alternativa A.

Q5
Mecânica — Cinemática — MCU: Ponteiro dos segundos

Um antigo relógio de bolso tem a forma mostrada na figura abaixo, com o ponteiro dos segundos separado dos outros dois.

Relógio de bolso com dois ponteiros grandes e, na parte de baixo, um mostrador pequeno separado com o ponteiro dos segundos e marcações 60, 15, 30 e 45.

A velocidade angular do ponteiro dos segundos, cujo comprimento é 0,50 cm, em rad/s, e a velocidade linear de um ponto na extremidade de tal ponteiro, em cm/s, são respectivamente, iguais a:

A)$2\pi$ e $\pi$
B)$2\pi$ e $4\pi$
C)$\dfrac{\pi}{30}$ e $\dfrac{\pi}{15}$
D)$\dfrac{\pi}{30}$ e $\dfrac{\pi}{60}$
E)$\dfrac{\pi}{60}$ e $2\pi$

Gabarito

D
Resolução

O ponteiro dos segundos dá uma volta em $T=60$ s: $\omega=\dfrac{2\pi}{T}=\dfrac{2\pi}{60}=\dfrac{\pi}{30}$ rad/s.

A velocidade linear da extremidade é $v=\omega R=\dfrac{\pi}{30}\cdot0{,}50=\dfrac{\pi}{60}$ cm/s. Alternativa D.

Q6
Mecânica — Cinemática — Lançamento oblíquo: Velocidade no ponto mais alto

Um corpo é lançado para cima, com velocidade inicial de 50 m/s, numa direção que forma um ângulo de $60^\circ$ com a horizontal. Desprezando a resistência do ar, pode-se afirmar que no ponto mais alto da trajetória a velocidade do corpo, em m/s, será:

Dados: $\operatorname{sen}60^\circ=0{,}87$; $\cos60^\circ=0{,}50$.

A)5
B)10
C)25
D)40
E)50

Gabarito

C
Resolução

No ponto mais alto, a componente vertical é nula e resta a horizontal, que se mantém constante: $v_x=v_0\cos60^\circ=50\cdot0{,}50=25$ m/s. Alternativa C.

Q7
Mecânica — Dinâmica — Referenciais não inerciais: Pêndulo no vagão

Um observador vê um pêndulo preso ao teto de um vagão e deslocado da vertical como mostra a figura a seguir.

Vagão sobre um trilho entre os pontos A (à esquerda) e B (à direita); o pêndulo preso ao teto está deslocado para a esquerda da vertical.

Sabendo que o vagão se desloca em trajetória retilínea, ele pode estar se movendo de:

A)A para B, com velocidade constante
B)B para A, com velocidade constante
C)A para B, com sua velocidade diminuindo
D)B para A, com sua velocidade aumentando
E)B para A, com sua velocidade diminuindo

Gabarito

E
Resolução

O pêndulo desloca-se para trás em relação à aceleração do vagão. Como ele está deslocado para a esquerda, a aceleração do vagão aponta para a direita (de A para B).

Isso ocorre quando o vagão se move de A para B com velocidade aumentando, ou de B para A com velocidade diminuindo. Com velocidade constante (A e B) o fio ficaria vertical. Das opções, só a E descreve uma dessas situações. Alternativa E.

Q8
Mecânica — Estática — Momento de forças: Barra apoiada em dois pontos

Numa academia de ginástica, dois estudantes observam uma barra apoiada em dois pontos e que sustenta duas massas de 10 kg, uma de cada lado, conforme a figura a seguir.

Barra horizontal apoiada em dois pontos. As distâncias, da esquerda para a direita, são 40 cm, 40 cm, 60 cm, 40 cm e 40 cm; as massas estão a 40 cm de cada extremo e os apoios, a 80 cm de cada extremo, com 60 cm entre os apoios.

Após consultarem o professor, obtiveram a informação de que a massa da barra era 12 kg. Dessa forma, concluíram que seria possível acrescentar em um dos lados da barra, junto à massa já existente e sem que a barra saísse do equilíbrio, uma outra massa de, no máximo:

A)10 kg
B)12 kg
C)20 kg
D)24 kg
E)30 kg

Gabarito

D
Resolução

Na iminência de tombar para a direita, a barra gira em torno do apoio direito e a reação do apoio esquerdo é nula. Tomando os momentos em relação ao apoio direito, com o peso da barra no centro (a $30$ cm do apoio direito) e a massa esquerda a $100$ cm dele:

Momento restaurador: $12\cdot30+10\cdot100=1360$ kg·cm. Momento de tombamento: $(10+m)\cdot40$.

Na condição-limite, $(10+m)\cdot40=1360\Rightarrow10+m=34\Rightarrow m=24$ kg. Alternativa D.

Q9
Mecânica — Dinâmica — Segunda lei de Newton: Blocos e roldana móvel

Dois blocos A e B, com massas respectivamente iguais a $m_A=4{,}0$ kg e $m_B=2{,}0$ kg, estão unidos conforme mostra a figura a seguir.

Bloco B, com uma roldana presa à sua direita, sobre a mesa; um fio passa pela roldana, com uma ponta presa a um pino fixo no chão e a outra ligada ao bloco A, à direita. Uma força F puxa o bloco B para a esquerda.

O fio que prende o corpo A tem a outra extremidade presa a um pino fixo no chão. Despreze as massas dos fios e da roldana, considere que não há atritos e que a intensidade da força aplicada em B é 36 N. Lembrando que, na situação esquematizada, a aceleração do corpo A será igual ao dobro da aceleração do corpo B, a tração no fio, em newtons, será igual a:

A)20
B)16
C)12
D)8,0
E)4,0

Gabarito

B
Resolução

Seja $a$ a aceleração de B; a de A é $2a$. No bloco A, a tração é a resultante: $T=m_A\cdot2a=8a$.

No conjunto B + roldana, o fio puxa com duas trações, $2T$, no sentido oposto a $F$: $F-2T=m_Ba$, ou $36-16a=2a$, logo $a=2{,}0\ \mathrm{m/s^2}$.

Portanto $T=8\cdot2=16$ N. Alternativa B.

Q10
Mecânica — Gravitação — Movimento orbital: Força do Sol sobre Vênus

O planeta Vênus descreve uma trajetória praticamente circular de raio $1{,}0\times10^{11}$ m ao redor do Sol. Sendo a massa de Vênus igual a $5{,}0\times10^{24}$ kg e seu período de translação 224,7 dias ($2{,}0\times10^{7}$ segundos), pode-se afirmar que a força exercida pelo Sol sobre Vênus é, em newtons, aproximadamente:

A)$5{,}0\times10^{22}$
B)$5{,}0\times10^{20}$
C)$2{,}5\times10^{15}$
D)$5{,}0\times10^{13}$
E)$2{,}5\times10^{11}$

Gabarito

A
Resolução

A força do Sol é a resultante centrípeta: $F=m\omega^2R=m\left(\dfrac{2\pi}{T}\right)^2R$.

$\omega=\dfrac{2\pi}{2{,}0\times10^{7}}\approx3{,}1\times10^{-7}$ rad/s, então $F\approx5{,}0\times10^{24}\cdot(3{,}1\times10^{-7})^2\cdot1{,}0\times10^{11}\approx4{,}9\times10^{22}$ N, ou seja, cerca de $5{,}0\times10^{22}$ N. Alternativa A.

Q11
Mecânica — Trabalho e energia — Teorema trabalho–energia cinética: Arremesso de bola

Em uma partida de handebol, um atleta arremessa a bola a uma velocidade de 72 km/h. Sendo a massa da bola igual a 450 g e admitindo que a bola estava inicialmente em repouso, pode-se afirmar que o trabalho realizado sobre ela foi, em joules, igual a:

A)32
B)45
C)72
D)90
E)160

Gabarito

D
Resolução

$72$ km/h $=20$ m/s e $m=0{,}450$ kg. Pelo teorema trabalho–energia cinética: $W=\Delta E_c=\dfrac{1}{2}\cdot0{,}450\cdot20^2=90$ J. Alternativa D.

Q12
Mecânica — Trabalho e energia — Energia potencial elástica: Esferas unidas por molas

A figura 1 representa um sistema composto de três esferas de mesma massa unidas por três molas idênticas. O sistema é posto a oscilar, deslocando-se entre as posições indicadas nas figuras 2 e 3.

(Figuras incompletas no caderno de origem. Figura 1: triângulo de molas, cada uma com 2 cm, na posição de equilíbrio. Figura 2: triângulo menor, com molas de 1 cm. Figura 3: triângulo maior, com molas de 3 cm.)

Pode-se dizer que a energia potencial elástica máxima do sistema ocorre:

A)somente na posição da figura 1.
B)somente na posição da figura 2.
C)somente na posição da figura 3.
D)nas posições das figuras 1 e 2.
E)nas posições das figuras 2 e 3.

Gabarito

E
Resolução

Na posição 1 as molas têm o comprimento de equilíbrio (2 cm) e a energia elástica é mínima. Nas posições 2 e 3, as molas estão deformadas de $1$ cm para cada lado (comprimidas a $1$ cm e esticadas a $3$ cm), com deformações iguais em módulo.

Como $E_p=\dfrac{1}{2}kx^2$ depende do quadrado da deformação, é máxima nas figuras 2 e 3. Alternativa E.

Q14
Mecânica — Gravitação — Aceleração da gravidade: Qual astro?

Considere a tabela abaixo para responder à questão.

AstroAceleração da gravidade na superfície (m/s²)
Terra9,80
Lua1,61
Marte3,72
Vênus8,72
Dione (satélite de Saturno)0,22

Ao ser abandonado de uma altura de 5,0 m, a partir do repouso, um corpo chega ao solo com velocidade de aproximadamente 4,0 m/s. Admitindo que durante a queda a única força agindo sobre o corpo foi seu próprio peso, pode-se concluir que a queda aconteceu na superfície:

A)de Dione
B)da Terra
C)de Marte
D)de Vênus
E)da Lua

Gabarito

E
Resolução

Por Torricelli, $v^2=2gh$, então $g=\dfrac{v^2}{2h}=\dfrac{4{,}0^2}{2\cdot5{,}0}=1{,}6\ \mathrm{m/s^2}$, valor da Lua ($1{,}61$). Alternativa E.

Q15
Mecânica — Dinâmica — Quantidade de movimento: Veículo em curva

Um veículo de massa 500 kg, percorrendo uma estrada horizontal, entra numa curva com velocidade de 50 km/h e sai numa direção que forma ângulo de $60^\circ$ com a direção inicial e com a mesma velocidade de 50 km/h. Em unidades do Sistema Internacional, a variação da quantidade de movimento do veículo ao fazer a curva, em módulo, foi de:

A)$7{,}0\times10^{4}$
B)$5{,}0\times10^{4}$
C)$3{,}0\times10^{4}$
D)$7{,}0\times10^{3}$
E)$3{,}0\times10^{3}$

Gabarito

D
Resolução

Os vetores velocidade inicial e final têm o mesmo módulo $v=50$ km/h $\approx13{,}9$ m/s e formam $60^\circ$. O triângulo formado por $\vec v_i$, $\vec v_f$ e $\Delta\vec v$ é isósceles com ângulo de $60^\circ$ entre os lados iguais, portanto equilátero: $|\Delta\vec v|=v$.

Assim $|\Delta\vec p|=mv=500\cdot13{,}9\approx6{,}9\times10^{3}$ kg·m/s, cerca de $7{,}0\times10^{3}$. Alternativa D.

Q16
Mecânica — Dinâmica — Colisões: Quantidade de movimento do sistema

Para responder às questões 16 e 17, utilize as informações abaixo. Uma esfera de massa $m_1=400$ g, com velocidade $v_1=10{,}0$ m/s, colide frontalmente com outra esfera de massa $m_2=600$ g, inicialmente em repouso, numa colisão perfeitamente anelástica.

O módulo da quantidade de movimento do sistema constituído pelas duas esferas, imediatamente após a colisão, em unidades do Sistema Internacional, vale:

A)2,00
B)4,00
C)5,00
D)6,00
E)10,00

Gabarito

B
Resolução

No sistema isolado a quantidade de movimento se conserva: $Q=m_1v_1=0{,}400\cdot10{,}0=4{,}00$ kg·m/s. Alternativa B.

Q17
Mecânica — Dinâmica — Colisões: Energia cinética dissipada

(Continuação do enunciado da questão 16: esfera de $400$ g a $10{,}0$ m/s colide frontalmente com outra de $600$ g em repouso, numa colisão perfeitamente anelástica.)

A energia cinética que o sistema constituído pelas duas esferas perde, devido à colisão, em unidades do Sistema Internacional, vale:

A)4,00
B)8,00
C)12,00
D)16,00
E)20,00

Gabarito

C
Resolução

Antes: $E_{c,i}=\dfrac{1}{2}\cdot0{,}400\cdot10{,}0^2=20{,}0$ J.

Após a colisão as esferas se movem juntas com $v'=\dfrac{4{,}00}{1{,}00}=4{,}00$ m/s, e $E_{c,f}=\dfrac{1}{2}\cdot1{,}00\cdot4{,}00^2=8{,}00$ J.

A perda é $20{,}0-8{,}00=12{,}0$ J. Alternativa C.

Q18
Mecânica — Dinâmica — Terceira lei de Newton: Bloco em queda livre

Um bloco de massa 5,0 kg está em queda livre em um local onde a aceleração da gravidade vale $9{,}8\ \mathrm{m/s^2}$. É correto afirmar a respeito que:

A)a intensidade da força que o bloco exerce na Terra vale 49 N.
B)a resultante das forças que atuam no bloco é nula.
C)a intensidade da força que a Terra exerce no bloco é menor que 49 N.
D)a aceleração da queda do bloco é nula.
E)o módulo da velocidade de queda do bloco aumenta inicialmente e depois diminui.

Gabarito

A
Resolução

O peso é $P=mg=5{,}0\cdot9{,}8=49$ N, a força que a Terra exerce sobre o bloco. Pela terceira lei, o bloco exerce sobre a Terra uma força de mesmo módulo (49 N), em sentido contrário. Alternativa A.

Em queda livre a resultante é o peso (não é nula), a aceleração é $g$ e a velocidade só aumenta.

Q19
Mecânica — Hidrostática — Pressão: Aresta de um cubo apoiado

Sobre uma superfície horizontal está apoiado um cubo de massa 80 kg. A pressão sobre a região em que o cubo se apoia é de $1{,}2\times10^{5}$ Pa, incluindo a pressão atmosférica. Nessas condições, a aresta do cubo, em metros, vale:

Dados: pressão atmosférica $=1{,}0\times10^{5}$ Pa; aceleração da gravidade $=10\ \mathrm{m/s^2}$.

A)1,0
B)0,80
C)0,50
D)0,20
E)0,10

Gabarito

D
Resolução

A pressão devida ao cubo é $p=1{,}2\times10^{5}-1{,}0\times10^{5}=2{,}0\times10^{4}$ Pa.

Como $p=\dfrac{mg}{A}$, a área é $A=\dfrac{800}{2{,}0\times10^{4}}=0{,}040\ \mathrm{m^2}$, e a aresta é $\ell=\sqrt{0{,}040}=0{,}20$ m. Alternativa D.

Q20
Mecânica — Hidrostática — Massa específica: Mistura de dois líquidos

As densidades de dois líquidos A e B, que não reagem quimicamente entre si, são $d_A=0{,}80\ \mathrm{g/cm^3}$ e $d_B=1{,}2\ \mathrm{g/cm^3}$, respectivamente. Fazendo-se a adição de volumes iguais dos dois líquidos obtém-se uma mistura cuja densidade é $x$. Adicionando-se massas iguais de A e de B, a mistura obtida tem densidade $y$. Os valores de $x$ e $y$, em $\mathrm{g/cm^3}$, são, respectivamente, mais próximos de:

A)1,1 e 1,1
B)1,0 e 1,1
C)1,0 e 0,96
D)0,96 e 1,0
E)0,96 e 0,96

Gabarito

C
Resolução

Volumes iguais $V$: $x=\dfrac{0{,}80V+1{,}2V}{2V}=1{,}0\ \mathrm{g/cm^3}$.

Massas iguais $m$: $V_A=\dfrac{m}{0{,}80}$ e $V_B=\dfrac{m}{1{,}2}$, logo $y=\dfrac{2m}{m/0{,}80+m/1{,}2}=\dfrac{2}{1{,}25+0{,}833}\approx0{,}96\ \mathrm{g/cm^3}$. Alternativa C.

Q21
Mecânica — Hidrostática — Empuxo: Peso aparente em um líquido

O peso de um corpo homogêneo, de densidade $7{,}8\ \mathrm{g/cm^3}$, é obtido por meio de um dinamômetro, que registra 3,9 N, no ar. Mergulhando o corpo completamente em um líquido, o dinamômetro acusa 3,0 N. Nessas condições, a densidade do líquido, em $\mathrm{g/cm^3}$, vale:

Dado: $g=10\ \mathrm{m/s^2}$.

A)0,90
B)1,8
C)2,7
D)3,6
E)4,5

Gabarito

B
Resolução

O empuxo é a diferença entre o peso real e o aparente: $E=3{,}9-3{,}0=0{,}9$ N.

A massa é $m=0{,}39$ kg, e o volume, $V=\dfrac{m}{\rho}=\dfrac{0{,}39}{7800}=5{,}0\times10^{-5}\ \mathrm{m^3}$.

Com $E=\rho_{L}Vg$: $\rho_L=\dfrac{0{,}9}{5{,}0\times10^{-5}\cdot10}=1800\ \mathrm{kg/m^3}=1{,}8\ \mathrm{g/cm^3}$. Alternativa B.

Q22
Termologia — Termometria — Escalas: Variação em kelvin e em Fahrenheit

Uma dada massa de gás sofre uma transformação e sua temperatura absoluta varia de 300 K para 600 K. A variação de temperatura do gás, medida na escala Fahrenheit, vale:

A)180
B)300
C)540
D)636
E)960

Gabarito

C
Resolução

Em kelvin, $\Delta T=300$ K, que equivale a $300\,{}^\circ\mathrm{C}$ de variação. Entre os pontos fixos há $100$ divisões Celsius e $180$ Fahrenheit, então $\Delta T_F=\dfrac{9}{5}\cdot300=540\,{}^\circ\mathrm{F}$. Alternativa C.

Q23
Termologia — Dilatação térmica — Dilatação volumétrica: Mercúrio em copo de vidro

Um copo de vidro de capacidade $100\ \mathrm{cm^3}$, a $20{,}0\,{}^\circ\mathrm{C}$, contém $98{,}0\ \mathrm{cm^3}$ de mercúrio a essa temperatura. O mercúrio começará a extravasar quando a temperatura do conjunto, em ${}^\circ\mathrm{C}$, atingir o valor de:

Dados: coeficientes de dilatação volumétrica: mercúrio $=180\times10^{-6}\ {}^\circ\mathrm{C}^{-1}$; vidro $=9{,}00\times10^{-6}\ {}^\circ\mathrm{C}^{-1}$.

A)300
B)240
C)200
D)160
E)140

Gabarito

E
Resolução

O mercúrio começa a extravasar quando seu volume iguala a capacidade do copo: $98(1+180\times10^{-6}\Delta T)=100(1+9\times10^{-6}\Delta T)$.

$98+0{,}01764\,\Delta T=100+0{,}0009\,\Delta T\Rightarrow0{,}01674\,\Delta T=2\Rightarrow\Delta T\approx120\,{}^\circ\mathrm{C}$.

Logo, $T=20+120=140\,{}^\circ\mathrm{C}$. Alternativa E.

Q24
Termologia — Calorimetria — Equilíbrio térmico: Calor específico de uma liga

Para se determinar o calor específico de uma liga metálica, um bloco de massa 500 g dessa liga foi introduzido no interior de um forno a $250\,{}^\circ\mathrm{C}$. Estabelecido o equilíbrio térmico, o bloco foi retirado do forno e colocado no interior de um calorímetro de capacidade térmica $80\ \mathrm{cal/{}^\circ C}$, contendo 400 g de água a $20\,{}^\circ\mathrm{C}$. A temperatura final de equilíbrio foi obtida de $30\,{}^\circ\mathrm{C}$. Nessas condições, o calor específico da liga, em $\mathrm{cal/g\,{}^\circ C}$, vale:

Dado: calor específico da água $=1{,}0\ \mathrm{cal/g\,{}^\circ C}$.

A)0,044
B)0,036
C)0,030
D)0,36
E)0,40

Gabarito

A
Resolução

Soma dos calores trocados nula: $Q_{liga}+Q_{água}+Q_{cal}=0$.

$500\,c\,(30-250)+400\cdot1{,}0\,(30-20)+80\,(30-20)=0\Rightarrow-110\,000\,c+4000+800=0$.

Então $c=\dfrac{4800}{110\,000}\approx0{,}044\ \mathrm{cal/g\,{}^\circ C}$. Alternativa A.

Q25
Termologia — Termodinâmica — Diagrama p × V: Trabalho em um ciclo

Uma dada massa de gás perfeito realiza uma transformação cíclica, como está representada no gráfico $p\times V$ abaixo.

Diagrama p × V com o ciclo A→B→C→A: A em V = 2,0 cm³ e p = 3,0; B em V = 6,0 cm³ e p = 3,0; C em V = 6,0 cm³ e p = 1,0; o retorno de C a A é uma reta.

(No caderno de origem a unidade da pressão não está indicada; admite-se $10^{5}$ Pa.) O trabalho realizado pelo gás ao descrever o ciclo ABCA, em joules, vale:

A)$3{,}0\times10^{-1}$
B)$4{,}0\times10^{-1}$
C)$6{,}0\times10^{-1}$
D)$8{,}0\times10^{-1}$
E)$9{,}0\times10^{-1}$

Gabarito

B
Resolução

O trabalho no ciclo é a área do triângulo ABC, positiva, pois o ciclo é percorrido no sentido horário. Base: $\Delta V=6{,}0-2{,}0=4{,}0\ \mathrm{cm^3}=4{,}0\times10^{-6}\ \mathrm{m^3}$. Altura: $\Delta p=(3{,}0-1{,}0)\times10^{5}=2{,}0\times10^{5}$ Pa.

$W=\dfrac{1}{2}\cdot4{,}0\times10^{-6}\cdot2{,}0\times10^{5}=4{,}0\times10^{-1}$ J. Alternativa B.

Q26
Termologia — Termodinâmica — Ciclo de Carnot: Calor rejeitado

Uma máquina térmica de Carnot é operada entre duas fontes de calor a temperaturas de 400 K e 300 K. Se, em cada ciclo, o motor recebe 1.200 calorias da fonte quente, o calor rejeitado por ciclo à fonte fria, em calorias, vale:

A)300
B)450
C)600
D)750
E)900

Gabarito

E
Resolução

Na máquina de Carnot, $\dfrac{Q_f}{Q_q}=\dfrac{T_f}{T_q}$, então $Q_f=1200\cdot\dfrac{300}{400}=900$ cal. Alternativa E.

Q27
Ondas — Ondulatória — Velocidade em cordas: Pulso em cabo de aço

A velocidade de propagação $v$ de um pulso transversal numa corda depende da força de tração $T$ com que a corda é esticada e de sua densidade linear $d$ (massa por unidade de comprimento): $v=\sqrt{\dfrac{T}{d}}$. Um cabo de aço, com 2,0 m de comprimento e 200 g de massa é esticado com força de tração de 40 N. A velocidade de propagação de um pulso nesse cabo é, em m/s:

A)1,0
B)2,0
C)4,0
D)20
E)40

Gabarito

D
Resolução

$d=\dfrac{0{,}200}{2{,}0}=0{,}10\ \mathrm{kg/m}$, então $v=\sqrt{\dfrac{40}{0{,}10}}=\sqrt{400}=20$ m/s. Alternativa D.

Q28
Ondas — Ondulatória — Refração: Comprimento de onda em outro meio

Ondas mecânicas, de frequência 50 Hz, propagam-se num meio A com velocidade de 300 m/s e sofrem refração quando chegam a um outro meio, B. Se o índice de refração do meio B em relação ao A for 1,2, o comprimento de onda no meio B vale, em metros:

A)6,0
B)5,0
C)4,0
D)3,0
E)2,5

Gabarito

B
Resolução

Na refração a frequência não muda. Com $n_{B,A}=\dfrac{v_A}{v_B}=1{,}2$, temos $v_B=\dfrac{300}{1{,}2}=250$ m/s.

Então $\lambda_B=\dfrac{v_B}{f}=\dfrac{250}{50}=5{,}0$ m. Alternativa B.

Q29
Ondas — Acústica — Interferência: Duas fontes em fase separadas por λ/2

Duas fontes pontuais emitem ondas sonoras idênticas, de comprimento de onda $\lambda$, em fase. As fontes são separadas por uma distância igual à metade do comprimento de onda $\lambda$. Nessas condições, considere as afirmativas:

  1. Num ponto P, localizado na linha que passa pelas duas fontes, externamente a elas, ocorre interferência destrutiva.
  2. Num ponto Q, localizado na mediatriz do segmento entre as fontes, ocorre interferência construtiva.
  3. Em outro ponto, R, à meia distância entre as fontes, a interferência é destrutiva.

Dentre elas, SOMENTE:

A)I é correta
B)II é correta
C)III é correta
D)I e II são corretas
E)I e III são corretas

Gabarito

D
Resolução

Com fontes em fase, a interferência é construtiva quando a diferença de percursos é múltiplo inteiro de $\lambda$ e destrutiva quando é múltiplo ímpar de $\lambda/2$.

I) Em P, fora do segmento e alinhado com as fontes, a diferença de percursos é a própria distância entre elas, $\lambda/2$: destrutiva (verdadeira). II) Na mediatriz as distâncias são iguais, diferença nula: construtiva (verdadeira). III) No ponto médio as distâncias também são iguais, diferença nula: construtiva, não destrutiva (falsa). Alternativa D.

Q31
Óptica — Refração — Lei de Snell: Ângulo de refração

Um raio de luz incide na superfície de separação de dois meios transparentes, de índices de refração $n_1=1{,}0$ e $n_2=1{,}5$.

Superfície horizontal entre os meios (1), em cima, e (2), embaixo, com a normal tracejada vertical. O raio incidente i chega pelo alto e forma 30° com a superfície; o raio refratado r segue para baixo e forma o ângulo θ com a normal.

Dados: $\operatorname{sen}30^\circ=0{,}50$; $\cos30^\circ=0{,}87$. O ângulo $\theta$ indicado na figura é tal que:

A)$\theta=\arccos0{,}58$
B)$\theta=\arcsin0{,}58$
C)$\theta=\operatorname{arctg}0{,}58$
D)$\theta=\arccos0{,}33$
E)$\theta=\arcsin0{,}33$

Gabarito

B
Resolução

O ângulo de $30^\circ$ é medido em relação à superfície; em relação à normal, o ângulo de incidência é $i=90^\circ-30^\circ=60^\circ$.

Pela lei de Snell, $n_1\operatorname{sen}60^\circ=n_2\operatorname{sen}\theta$, com $\operatorname{sen}60^\circ=\cos30^\circ=0{,}87$: $\operatorname{sen}\theta=\dfrac{1{,}0\cdot0{,}87}{1{,}5}=0{,}58$, ou seja, $\theta=\arcsin0{,}58$. Alternativa B.

Q32
Óptica — Lentes esféricas — Visão: Correção da hipermetropia

Um hipermétrope não consegue ver com nitidez objetos situados a uma distância menor que 1,0 m. Para que ele possa ver com clareza a uma distância de 25 cm, seus óculos devem ter convergência, em dioptrias, igual a:

A)1
B)2
C)3
D)4
E)5

Gabarito

C
Resolução

A lente deve formar, de um objeto a $p=0{,}25$ m, uma imagem virtual no ponto próximo do olho, a $1{,}0$ m (imagem do mesmo lado do objeto, $p'=-1{,}0$ m).

$V=\dfrac{1}{f}=\dfrac{1}{p}+\dfrac{1}{p'}=\dfrac{1}{0{,}25}-\dfrac{1}{1{,}0}=4-1=3$ dioptrias. Alternativa C.

Q33
Eletricidade — Eletrostática — Condutor em equilíbrio: Esfera metálica eletrizada

Considere uma esfera metálica eletrizada positivamente, no vácuo e distante de outros corpos. Nessas condições:

A)o campo elétrico é nulo no interior da esfera
B)as cargas estão localizadas no centro da esfera
C)o campo elétrico aumenta à medida que se afasta da esfera
D)o potencial elétrico é nulo no interior da esfera
E)o potencial elétrico aumenta à medida que se afasta da esfera

Gabarito

A
Resolução

Em um condutor em equilíbrio eletrostático o campo elétrico no interior é nulo, e as cargas ficam na superfície (B é falsa). O potencial interno é constante e igual ao da superfície, não nulo (D é falsa). Fora da esfera, tanto o campo ($E\propto1/r^2$) quanto o potencial ($V\propto1/r$) diminuem com a distância (C e E são falsas). Alternativa A.

Q34
Eletricidade — Eletrostática — Lei de Coulomb: Quatro cargas em um quadrado

Quatro cargas elétricas estão fixadas nos vértices de um quadrado de lado $L$, como na figura, estando indicados os módulos e os sinais das cargas.

Quadrado com −Q no vértice superior esquerdo, +q no superior direito, +q no inferior esquerdo e −Q no inferior direito; setas indicam, na carga +q superior, as forças de atração para −Q.

Para que a força elétrica total em uma das cargas $+q$ seja nula, o módulo da carga $-Q$ deve ser igual a:

A)$q\sqrt2$
B)$q$
C)$\dfrac{q}{2}$
D)$\dfrac{q\sqrt2}{2}$
E)$\dfrac{q\sqrt2}{4}$

Gabarito

E
Resolução

Sobre a carga $+q$ do vértice superior direito atuam: a atração de cada $-Q$ vizinha, de módulo $F_1=\dfrac{kQq}{L^2}$ (uma horizontal e outra vertical), e a repulsão da outra $+q$, na diagonal, de módulo $F_2=\dfrac{kq^2}{2L^2}$.

A resultante das duas atrações é $F_1\sqrt2$, dirigida ao centro do quadrado, e a repulsão aponta no sentido oposto. Equilíbrio: $\sqrt2\dfrac{kQq}{L^2}=\dfrac{kq^2}{2L^2}\Rightarrow Q=\dfrac{q}{2\sqrt2}=\dfrac{q\sqrt2}{4}$. Alternativa E.

Q35
Eletricidade — Eletrostática — Trabalho e potencial: Carga entre equipotenciais

Uma carga elétrica positiva $Q$ gera um campo elétrico à sua volta. Duas superfícies equipotenciais e o percurso de uma carga elétrica $q=2\times10^{-6}$ C, que se desloca de A para B, estão representados na figura:

Carga Q ao centro e duas circunferências concêntricas: a interna, de 5,0 V, com o ponto A, e a externa, de 3,0 V, com o ponto B.

O trabalho realizado pelo campo elétrico de $Q$ sobre a carga $q$ nesse deslocamento vale, em joules:

A)$4\times10^{-6}$
B)$6\times10^{-6}$
C)$1\times10^{-5}$
D)$-4\times10^{-6}$
E)$-6\times10^{-5}$

Gabarito

A
Resolução

$W_{A\to B}=q\,(V_A-V_B)=2\times10^{-6}\cdot(5{,}0-3{,}0)=4\times10^{-6}$ J. O sinal é positivo: a carga positiva vai para o potencial menor, no sentido do campo. Alternativa A.

Q36
Eletricidade — Eletrodinâmica — Corrente elétrica: Elétrons por segundo

Sabe-se que a carga do elétron tem módulo $1{,}6\times10^{-19}$ C. A ordem de grandeza do número de elétrons que passam por segundo pela secção transversal constante de um condutor que transporta corrente de 0,15 A é:

A)$10^{20}$
B)$10^{19}$
C)$10^{18}$
D)$10^{17}$
E)$10^{16}$

Gabarito

C
Resolução

Em $1$ s passa a carga $\Delta Q=I\Delta t=0{,}15$ C, então $n=\dfrac{0{,}15}{1{,}6\times10^{-19}}\approx9{,}4\times10^{17}$ elétrons.

Como $9{,}4>\sqrt{10}\approx3{,}16$, a ordem de grandeza é $10^{18}$. Alternativa C.

Q37
Eletricidade — Eletrodinâmica — Associação de resistores: Potência dissipada em R₁

No circuito elétrico abaixo, as resistências são todas iguais e G é um gerador ideal. A potência dissipada em $R_4$ é de 2,0 W.

Gerador G em série com R1; depois, R2, R3 e R4 ligados em paralelo entre si.

A potência dissipada em $R_1$ é, em W:

A)$\dfrac{2}{9}$
B)$\dfrac{2}{3}$
C)$1$
D)$6$
E)$18$

Gabarito

E
Resolução

$R_2$, $R_3$ e $R_4$ estão em paralelo, com a mesma tensão e a mesma resistência $R$: cada uma tem a mesma corrente $i$ e dissipa $P=Ri^2=2{,}0$ W.

$R_1$ está em série com o conjunto e conduz a soma das correntes, $3i$: $P_1=R(3i)^2=9Ri^2=9\cdot2{,}0=18$ W. Alternativa E.

Q38
Eletricidade — Eletrodinâmica — Segunda lei de Ohm: Comprimento do fio

Deseja-se construir uma resistência elétrica de $1{,}0\ \Omega$ com um fio de constantan de $1{,}0$ mm de diâmetro. A resistividade do material é $4{,}8\times10^{-7}\ \Omega\,\mathrm{m}$ e $\pi$ pode ser adotado como 3,1. O comprimento do fio utilizado deve ser, em metros:

A)0,40
B)0,80
C)1,6
D)2,4
E)3,2

Gabarito

C
Resolução

A área da seção é $A=\dfrac{\pi d^2}{4}=\dfrac{3{,}1\cdot(1{,}0\times10^{-3})^2}{4}\approx7{,}8\times10^{-7}\ \mathrm{m^2}$.

De $R=\rho\dfrac{L}{A}$, $L=\dfrac{RA}{\rho}=\dfrac{1{,}0\cdot7{,}8\times10^{-7}}{4{,}8\times10^{-7}}\approx1{,}6$ m. Alternativa C.

Q39
Eletromagnetismo — Campo magnético — Afirmativas conceituais: Ímãs, linhas de campo e correntes

Considere as seguintes afirmativas:

  1. Um prego será atraído por um ímã somente se já estiver imantado.
  2. As linhas de força de um campo magnético são fechadas.
  3. Correntes elétricas fluindo por dois condutores paralelos provocam força magnética entre eles.

Pode-se afirmar que SOMENTE:

A)I é correta
B)II é correta
C)III é correta
D)I e II são corretas
E)II e III são corretas

Gabarito

E
Resolução

I) Falsa: um prego de ferro não imantado é atraído porque o campo do ímã o imanta por indução. II) Verdadeira: as linhas de indução magnética são fechadas, pois não há monopolos magnéticos. III) Verdadeira: condutores paralelos com corrente se atraem ou se repelem. Alternativa E.

Q40
Eletromagnetismo — Campo magnético — Força magnética: Linha de transmissão no campo terrestre

Considere que, no Equador, o campo magnético da Terra é horizontal, aponta para o Norte e tem intensidade $1{,}0\times10^{-4}\ \mathrm{Wb/m^2}$. Lá, uma linha de transmissão transporta corrente de 500 A de Oeste para Leste. A força que o campo magnético da Terra exerce em 200 m da linha de transmissão tem módulo, em newtons:

A)1,0
B)10
C)$10^{2}$
D)$10^{3}$
E)$10^{4}$

Gabarito

B
Resolução

A corrente (Oeste–Leste) é perpendicular ao campo (Norte), então $F=BIL\operatorname{sen}90^\circ=1{,}0\times10^{-4}\cdot500\cdot200=10$ N. Alternativa B.

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