Acervo UNICAMP · Método TEF

UNICAMP 2026 | 2ª Fase — Questões de Física comentadas — Método TEF

Vestibular 2026 · Prova discursiva, questões de Física (Q09–13) — resolução comentada passo a passo Método TEF.

Q01
Mecânica — Cinemática — Gráfico Velocidade × Tempo e Impulso em Colisão

Os carros elétricos são veículos movidos por motores elétricos e baterias recarregáveis, eliminando a necessidade de combustíveis fósseis e reduzindo emissões poluentes. Esses veículos têm baixo custo de manutenção e tecnologia avançada. Apesar de desafios como tempo de recarga e infraestrutura limitada, sua popularidade cresce graças a benefícios ambientais e eficiência energética.

a) A Tabela A apresenta a velocidade de um carro nos instantes iniciais de um percurso, em linha reta, em que ele parte do repouso de uma posição $s_0=0$.
Tabela A
tempo $t$ (s)velocidade $v$ (m/s)
00,0
34,5
69,0
913,5
1218,0
1518,0

(i) No gráfico do espaço de respostas, represente todos os dados da tabela;

(ii) Ainda nesse gráfico, trace uma linha passando pelos pontos que represente a velocidade do carro em função do tempo considerando que a aceleração do carro é constante entre cada par de pontos da tabela;

(iii) Qual era a posição $s(t)$ do carro em $t=10\text{s}$?

b) Em um teste de segurança para avaliar a resistência da bateria em colisões, um carro elétrico, com velocidade inicial $v_0=90\text{km/h}$, colide com um obstáculo, atingindo a parada total ao final do impacto, que tem duração $\Delta t=0{,}2\text{s}$. Considerando esses dados:

(i) Estime um valor razoável para a massa total $m_T$ do carro;

(ii) Calcule o módulo $I$ do impulso recebido pelo carro até parar;

(iii) Encontre o módulo $F_m$ da força média que atua sobre o carro durante o impacto.

Resolução
Velocidade do carro: todos os pontos da tabela e segmentos de aceleração constante.v (m/s)t (s)0369121504,5913,518
Velocidade do carro: todos os pontos da tabela e segmentos de aceleração constante.

a) (i) e (ii) Os pontos da Tabela A, quando marcados no gráfico $v\times t$, revelam um padrão notável: a cada intervalo de $3\text{s}$, a velocidade aumenta sempre o mesmo valor, $4{,}5\text{m/s}$. Isso significa que a aceleração é constante e igual a $a=\dfrac{4{,}5}{3}=1{,}5\text{ m/s}^2$ ao longo de todo o intervalo de $t=0$ a $t=12\text{s}$ — não apenas entre pares consecutivos, mas de forma uniforme em todo o trecho, já que a taxa de variação é idêntica em cada par. De $t=12\text{s}$ a $t=15\text{s}$, a velocidade permanece constante em $18{,}0\text{m/s}$ (aceleração nula nesse último trecho). O gráfico é, portanto, uma reta inclinada (coeficiente angular $1{,}5$) de $t=0$ a $t=12\text{s}$, seguida de uma reta horizontal em $v=18\text{m/s}$ de $t=12$ a $15\text{s}$.

a) (iii) Como $t=10\text{s}$ está dentro do trecho de aceleração constante ($0$ a $12\text{s}$, $a=1{,}5\text{ m/s}^2$, partindo do repouso), a posição é dada diretamente pela equação horária da posição no MRUV: $s(t)=\tfrac12at^2=\tfrac12\times1{,}5\times10^2=75\text{m}$.

b) (i) Um carro de passeio (incluindo motorista) tem massa da ordem de $1000$ a $2000\text{kg}$; um valor razoável é $m_T\approx1500\text{kg}$.

b) (ii) Convertendo $v_0=90\text{km/h}=25\text{m/s}$. O impulso recebido é igual à variação da quantidade de movimento: $I=|\Delta p|=m_T\cdot|v-v_0|=1500\times25=37500\text{N}\!\cdot\!\text{s}$ (ou $\text{kg}\!\cdot\!\text{m/s}$).

b) (iii) Pelo teorema do impulso, $I=F_m\cdot\Delta t \Rightarrow F_m=\dfrac{I}{\Delta t}=\dfrac{37500}{0{,}2}=187500\text{N}\approx1{,}9\times10^5\text{N}$.

Observação: como o item (i) pede uma estimativa, os valores de $I$ e $F_m$ variam proporcionalmente à massa escolhida — o importante é o método: $I=m_T\Delta v$ e $F_m=I/\Delta t$.

Q02
Mecânica — Gravitação — Lei da Gravitação Universal e 3ª Lei de Kepler

Uma pesquisa recente revelou um novo objeto astronômico que pode ser o Planeta 9. A hipótese da existência desse planeta foi concebida para explicar características comuns a vários objetos trans-netunianos, isto é, astros com órbitas que alcançam distâncias ao Sol muito maiores do que o planeta Netuno.

a) No espaço de respostas, a figura A ilustra uma situação imaginária na qual o Sol, um planeta hipotético $P$, e um objeto trans-netuniano $OTN$ são representados ao longo de uma linha reta. As distâncias de $P$ e $OTN$ ao Sol são apresentadas na figura A em unidades astronômicas, UA (1 UA = distância da Terra ao Sol). Supondo que a razão entre a massa $m_P$ do planeta $P$ e a massa $m_{Sol}$ do Sol seja dada por $\dfrac{m_P}{m_{Sol}}\approx2\times10^{-5}$, para a situação da figura A, calcule:
Figura original da questão 10, sem linhas do espaço de respostas

Figura A

(i) a distância $d$ entre o objeto $OTN$ e o planeta $P$;

(ii) a razão $q=|\vec F_P|/|\vec F_{Sol}|$ entre os módulos das forças gravitacionais que o planeta $P$ ($\vec F_P$) e o Sol ($\vec F_{Sol}$) exercem sobre $OTN$.

b) De acordo com a terceira lei de Kepler, a razão entre o quadrado do período orbital ($T$) e o cubo do semieixo maior ($a$) da órbita elíptica é a mesma para todos os planetas que orbitam o Sol. Se o semieixo maior da órbita elíptica de outro planeta desconhecido $D$ for dado por $a_D\approx400\text{UA}$, qual será o período $T_D$, em anos terrestres, do movimento orbital do planeta $D$ em torno do Sol? Considere os seguintes dados para o planeta Terra: $a_{Terra}=1\text{UA}$, $T_{Terra}=1\text{ano}$.
Resolução

a) (i) Como o Sol, $P$ e $OTN$ estão alinhados (com $P$ entre o Sol e $OTN$, segundo a figura), a distância entre $P$ e $OTN$ é simplesmente a diferença entre as duas distâncias dadas: $d=624-520=104\text{UA}$.

a) (ii) Pela lei da gravitação universal, $F=\dfrac{Gm_1m_2}{r^2}$. As duas forças que agem sobre $OTN$ compartilham o mesmo $G$ e a mesma massa de $OTN$, que se cancelam na razão:

$q=\dfrac{F_P}{F_{Sol}}=\dfrac{Gm_Pm_{OTN}/d^2}{Gm_{Sol}m_{OTN}/D^2}=\dfrac{m_P}{m_{Sol}}\left(\dfrac{D}{d}\right)^2$

onde $D=624\text{UA}$ (distância Sol–OTN) e $d=104\text{UA}$ (distância P–OTN). Note que $D/d=624/104=6$. Substituindo:

$q=2\times10^{-5}\times6^2=2\times10^{-5}\times36=7{,}2\times10^{-4}$

b) Pela terceira lei de Kepler, $\dfrac{T^2}{a^3}$ é constante para todos os corpos que orbitam o Sol, logo:

$\dfrac{T_D^2}{a_D^3}=\dfrac{T_{Terra}^2}{a_{Terra}^3} \Rightarrow T_D=T_{Terra}\left(\dfrac{a_D}{a_{Terra}}\right)^{3/2}=1\times400^{3/2}$

Como $400^{3/2}=400\times\sqrt{400}=400\times20=8000$, temos $T_D=8000$ anos terrestres.

Q03
Termologia — Mudanças de Fase — Calor Latente e Calor Sensível

A caracterização das propriedades térmicas dos materiais é de suma importância para o seu emprego em múltiplas aplicações, bem como para a busca de novos materiais. Uma classe particular desses materiais é chamada de Materiais de Mudança de Fase (PCM, do inglês Phase Change Materials) por apresentarem valores elevados do calor latente de fusão, vaporização, etc.

a) A parafina é um componente encontrado em alguns PCMs. Uma amostra de parafina, inicialmente na sua temperatura de fusão, recebe calor a uma potência líquida, já excluindo-se as perdas, dada por $P=30\text{W}$. Sendo $L=60\text{cal/g}$ o calor latente de fusão dessa amostra, quanto tempo será necessário para fundir uma massa $m_{parafina}=20\text{g}$ da parafina?

Dado: $1\text{cal}\approx4\text{J}$.

b) No espaço de respostas, o gráfico representa a temperatura em função do tempo de duas amostras metálicas, Al e Cu, durante o aquecimento de cada uma delas produzido pela absorção de energia de um laser. As amostras, tendo massas idênticas e estando sujeitas a condições de troca de calor similares, apresentam tempos de aquecimento diferentes, uma vez que têm calores específicos bem distintos: $c_{Al}\approx900J/(kg\cdot{^\circ}C)$ e $c_{Cu}\approx400J/(kg\cdot{^\circ}C)$. Se a massa da amostra de Al for dada por $m_{Al}=1{,}5\times10^{-5}\text{kg}$, qual é o calor $Q$ nela armazenado desde o instante $t=0$ até $t=0{,}15\text{s}$?
Temperatura das amostras de Al e Cu em função do tempo; gráfico original da questão 11.
Resolução

a) Durante a fusão, toda a energia fornecida é usada para a mudança de fase (calor latente), sem variar a temperatura. A energia total necessária é $Q=mL$. Convertendo $L$ para o SI: $L=60\text{cal/g}\times4\text{J/cal}=240\text{J/g}$.

$Q=m\cdot L=20\text{g}\times240\text{J/g}=4800\text{J}$.

Como a potência é constante, $Q=P\cdot t \Rightarrow t=\dfrac{Q}{P}=\dfrac{4800}{30}=160\text{s}$.

b) Lendo o gráfico, a curva do alumínio parte de $20{,}00{^\circ}\text{C}$ em $t=0$ e, em $t=0{,}15\text{s}$, atinge aproximadamente $20{,}06{^\circ}\text{C}$ — ou seja, $\Delta T_{Al}\approx0{,}06{^\circ}\text{C}$.

O calor sensível armazenado é $Q=m_{Al}\cdot c_{Al}\cdot\Delta T_{Al}$:

$Q=1{,}5\times10^{-5}\times900\times0{,}06\approx8{,}1\times10^{-4}\text{J}\;(0{,}81\text{mJ})$

Vale notar que, apesar de as duas amostras terem a mesma massa e receberem energia em condições similares, o alumínio (maior calor específico) esquenta mais devagar que o cobre — coerente com a curva do Al estar sempre abaixo da curva do Cu no gráfico.

Q04
Ondulatória — Ondas Estacionárias — Ondas em Cordas (Física do Violão)

Bend é uma técnica usada na guitarra para alterar a frequência sonora de uma nota musical. Essa técnica consiste em deslocar, na direção perpendicular ao braço da guitarra, o dedo que prende a corda, aumentando-se a tensão aplicada na corda e a frequência sonora emitida.

a) A frequência $f_0$ do harmônico fundamental de uma corda é dada por $f_0=\dfrac{1}{2L}\sqrt{\dfrac{T}{\mu}}$, sendo $L$ o comprimento, $T$ a tensão e $\mu$ a densidade linear da corda. Na figura A, ilustra-se o bend (com o ângulo fora de escala) sendo aplicado no meio de uma corda (ponto $P$) de densidade linear $\mu=8{,}0\times10^{-4}\text{kg/m}$. Na situação da figura A, com o bend aplicado, tem-se $L=0{,}30\text{m}$ e $f_0=500\text{Hz}$. Qual é o módulo da força que deve ser aplicada sobre a corda no ponto $P$, ao longo da direção y, para manter o equilíbrio?

Dados: $\cos88{,}9^\circ\approx0{,}02$; $\text{sen}88{,}9^\circ\approx0{,}99$; $\text{tg}88{,}9^\circ\approx52$.

Figura original da questão 12, sem linhas do espaço de respostas

Figura A

b) A figura B mostra o braço de uma guitarra com uma corda diferente daquela do item anterior. Em cada casa do braço, estão indicadas a nota e a frequência do harmônico fundamental correspondente com a corda presa sem o bend. Nesses casos, a tensão na corda é a mesma para todas as notas, dada por $T_1=196\text{N}$. Se um bend é feito para elevar a frequência $f_1$ da nota Sol para a frequência $f_2$ da nota Sol sustenido (Sol#), qual é o aumento $\Delta T$ na tensão da corda?

Use a relação: $\dfrac{\Delta T}{T_1}=\dfrac{2(f_2-f_1)}{f_1}$

Braço de violão com cinco casas indicando as notas Lá (440 Hz), Sol# (415 Hz), Sol (392 Hz), Fá# (370 Hz) e Fá (349 Hz)

Figura B

Resolução

a) Primeiro encontramos a tensão $T$ necessária para produzir $f_0=500\text{Hz}$ com o bend aplicado, isolando $T$ na equação da frequência fundamental:

$T=\mu(2Lf_0)^2=8{,}0\times10^{-4}\times(2\times0{,}30\times500)^2=8{,}0\times10^{-4}\times300^2=8{,}0\times10^{-4}\times90000=72\text{N}$

No ponto $P$, os dois trechos da corda puxam para baixo (em $-y$), cada um com uma componente vertical $T\cos88{,}9^\circ$ (ângulo medido a partir do eixo $y$). Para o dedo manter o ponto $P$ em equilíbrio, a força que ele aplica (em $+y$) deve equilibrar a soma das duas componentes verticais:

$F=2T\cos88{,}9^\circ=2\times72\times0{,}02=2{,}88\text{N}$

b) Da figura B: a nota Sol tem $f_1=392\text{Hz}$ e a nota Sol# tem $f_2=415\text{Hz}$. Aplicando a relação fornecida:

$\Delta T=T_1\cdot\dfrac{2(f_2-f_1)}{f_1}=196\times\dfrac{2\times(415-392)}{392}=196\times\dfrac{46}{392}$

Como $196/392=1/2$, simplifica-se rapidamente: $\Delta T=\dfrac{46}{2}=23\text{N}$.

Q05
Física Moderna — Física Quântica — Emissão de Luz por LED e Refração em Prisma

Um LED (do inglês Light-Emitting Diode) é um componente eletrônico que emite luz quando sujeito a uma diferença de potencial $U_D$ e percorrido por uma corrente elétrica.

a) A cor de um LED monocromático depende da frequência $f$ da luz emitida, que, de forma simplificada, é determinada pela expressão $eU_D=hf$, em que $e\approx1{,}6\times10^{-19}\text{C}$ é a carga do elétron e $h$ é a constante de Planck. Calcule o valor de $h$ considerando um LED que emite luz de comprimento de onda $\lambda=600\text{nm}$ e que opere com $U_D\approx2{,}0\text{V}$.

Dado: velocidade da luz $c=3{,}0\times10^8\text{m/s}$.

b) O índice de refração $n$ de um meio depende do comprimento de onda da luz que o atravessa. Isso permite analisar a composição espectral da luz, como a emitida por um LED. O prisma equilátero (secção reta) da figura, imerso em ar ($n_{ar}=1$), foi usado para estudar um raio de luz monocromática para o qual o índice de refração do prisma é $n_{prisma}=\sqrt{3}$. O raio incide na interface 1 (ar–prisma), com ângulo $\theta_{1i}$, sendo parcialmente refletido e parcialmente refratado.

(i) Calcule o ângulo de refração $\theta_{1r}$ na interface 1;

(ii) desenhe o caminho do raio dentro do prisma e depois de emergir do mesmo, na interface 2 (prisma–ar), explicitando os valores dos ângulos envolvidos;

(iii) desenhe o raio da primeira reflexão na interface 1, indicando o valor do ângulo de reflexão $\alpha_1$.

Figura original da questão 13, sem linhas do espaço de respostas
Resolução

a) Da relação dada, $h=\dfrac{eU_D}{f}$. Como $f=\dfrac{c}{\lambda}$, temos $h=\dfrac{eU_D\lambda}{c}$. Substituindo $e=1{,}6\times10^{-19}\text{C}$, $U_D=2{,}0\text{V}$, $\lambda=6{,}0\times10^{-7}\text{m}$ e $c=3{,}0\times10^8\text{m/s}$:

$h=\dfrac{1{,}6\times10^{-19}\times2{,}0\times6{,}0\times10^{-7}}{3{,}0\times10^{8}}=\dfrac{1{,}92\times10^{-25}}{3{,}0\times10^{8}}\approx6{,}4\times10^{-34}\text{J}\!\cdot\!\text{s}$

Esse valor é muito próximo do valor real da constante de Planck ($h\approx6{,}63\times10^{-34}\text{J}\!\cdot\!\text{s}$), o que confirma a consistência do modelo simplificado usado no enunciado.

b) (i) Aplicando a lei de Snell na interface 1 (ar → prisma), com $\theta_{1i}=60^\circ$:

$n_{ar}\text{sen}\theta_{1i}=n_{prisma}\text{sen}\theta_{1r} \Rightarrow 1\times\text{sen}60^\circ=\sqrt3\text{sen}\theta_{1r}$

Como $\text{sen}60^\circ=\sqrt3/2$: $\text{sen}\theta_{1r}=\dfrac{\sqrt3/2}{\sqrt3}=\dfrac12 \Rightarrow \theta_{1r}=30^\circ$.

b) (ii) No prisma equilátero, o ângulo do ápice é $A=60^\circ$, e a geometria do triângulo formado pelas duas normais e a face superior garante a relação $\theta_{1r}+\theta_{2i}=A$, onde $\theta_{2i}$ é o ângulo de incidência interno na interface 2. Logo:

$\theta_{2i}=60^\circ-30^\circ=30^\circ$

Antes de aplicar Snell na interface 2, vale checar se há reflexão total interna: o ângulo crítico satisfaz $\text{sen}\theta_c=n_{ar}/n_{prisma}=1/\sqrt3\Rightarrow\theta_c\approx33{,}6^\circ$. Como $\theta_{2i}=30^\circ\lt \theta_c$, não há reflexão total — o raio efetivamente emerge do prisma. Aplicando Snell na interface 2 (prisma → ar):

$n_{prisma}\text{sen}\theta_{2i}=n_{ar}\text{sen}\theta_{2r} \Rightarrow \sqrt3\times\text{sen}30^\circ=\text{sen}\theta_{2r} \Rightarrow \text{sen}\theta_{2r}=\dfrac{\sqrt3}{2} \Rightarrow \theta_{2r}=60^\circ$

Ou seja: dentro do prisma, o raio segue em linha reta do ponto de incidência na interface 1 até a interface 2, fazendo ângulo de $30^\circ$ com a normal em cada uma; ao emergir na interface 2, o raio se afasta da normal, saindo a $60^\circ$ dela (afastando-se da normal por estar indo de um meio de maior índice de refração para outro de menor índice de refração).

b) (iii) Na interface 1, além do raio refratado, uma parte da luz é refletida de volta para o ar. Pela lei da reflexão, o ângulo de reflexão é sempre igual ao ângulo de incidência, medidos a partir da mesma normal:

$\alpha_1=\theta_{1i}=60^\circ$

Prisma: refração de 30° na entrada, emergência de 60° e reflexão de 60°.incidenteθ₁ᵢ = 60°α₁ = 60°refletidoθ₁ᵣ = 30°θ₂ᵢ = 30°θ₂ᵣ = 60°emergenten = √3ar: n = 1
Prisma: refração de 30° na entrada, emergência de 60° e reflexão de 60°.
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