Na figura, quando Júpiter está na posição J1 e a Terra está na posição T1, diz-se que Júpiter está em oposição. A partir desse instante, os planetas se deslocam e a Terra, por ter velocidade angular maior do que Júpiter, completa uma volta em torno do Sol em um intervalo de tempo menor, situação em que os planetas se encontram nas posições representadas por T2 e J2. Decorrido mais algum tempo, os planetas atingem as posições representadas por T3 e J3, e Júpiter volta a ficar em oposição.

fora de escala (https://vikdhillon.staff.shef.ac.uk. Adaptado.)
Sabe-se que o intervalo de tempo entre duas oposições consecutivas de Júpiter é de aproximadamente 400 dias terrestres. Considerando que o ano terrestre tenha 360 dias e que os planetas giram ao redor do Sol em movimento circular uniforme em um mesmo plano, o ângulo θ, indicado na figura, vale:
Em uma oposição, o Sol, a Terra e Júpiter ficam alinhados, com a Terra entre os outros dois — por isso, na figura, as direções Sol-T1 e Sol-J1 coincidem.
Para que ocorra a oposição seguinte, a Terra precisa não apenas dar uma volta completa em torno do Sol, mas também "alcançar" Júpiter de novo, já que ele também avançou um pouco em sua órbita, mais lenta, nesse meio-tempo.
Ou seja, em 400 dias a Terra percorre exatamente uma volta completa a mais do que Júpiter.
O ângulo varrido pela Terra em 400 dias é $$\theta_T=\dfrac{400}{360}\cdot2\pi=\dfrac{20\pi}{9}$$ rad.
Como a Terra varre exatamente $2\pi$ rad a mais do que Júpiter nesse intervalo, o ângulo varrido por Júpiter é $$\theta_J=\theta_T-2\pi=\dfrac{20\pi}{9}-\dfrac{18\pi}{9}=\dfrac{2\pi}{9}$$ rad.
Como a direção Sol-J1 coincide com a direção Sol-T1, o ângulo θ mostrado na figura — entre a direção inicial e a posição final J3 de Júpiter — é justamente o ângulo varrido por Júpiter nesses 400 dias.
Logo, $$\theta=\theta_J=\dfrac{2\pi}{9}$$ rad.







