A figura representa um pêndulo simples ideal que oscila entre as posições P e R. Na posição Q, o fio tem direção vertical. Desprezando a resistência do ar e o atrito no ponto de suspensão, pode-se afirmar que, quando o pêndulo se desloca da posição P até a posição R,
A)o módulo da componente tangencial da aceleração aumenta quando o módulo da velocidade aumenta.
B)a componente tangencial da aceleração e a da velocidade têm mesmo sentido, entre as posições Q e R.
C)a componente tangencial da aceleração e a da velocidade têm sentidos opostos, entre as posições P e Q.
D)o módulo da componente tangencial da aceleração aumenta até um valor máximo e diminui posteriormente até se anular.
E)o módulo da componente tangencial da aceleração diminui até se anular e aumenta posteriormente.
Resolução comentadaNo pêndulo ideal, a única força tangencial à trajetória é a componente do peso, $P_t = m g \, \text{sen}\,\theta$. Logo, a aceleração tangencial vale $a_t = g\,\text{sen}\,\theta$, em que $\theta$ é o ângulo do fio com a vertical.
Em $P$ o ângulo é máximo, então $a_t$ é máxima. Ao descer em direção a $Q$, $\theta$ diminui e $a_t$ diminui até se anular em $Q$, onde o fio é vertical (e a velocidade é máxima). De $Q$ até $R$, $\theta$ volta a crescer e $a_t$ aumenta novamente, agora com sentido oposto à velocidade, freando o pêndulo.
Portanto, no trajeto de $P$ até $R$ o módulo da componente tangencial da aceleração diminui até se anular e depois aumenta. Note que ela é máxima quando a velocidade é nula (extremos) e nula quando a velocidade é máxima.