Uma bateria $B_1$, de força eletromotriz constante $\varepsilon_1=12\text{V}$ e resistência interna $r_1$, é percorrida por uma corrente de intensidade $i_1$ e é utilizada para carregar outra bateria, $B_2$, descarregada, de força eletromotriz $\varepsilon_2$, também constante, e resistência interna $r_2=1\Omega$, percorrida por uma corrente de intensidade $i_2=1{,}5\text{A}$. A mesma bateria $B_1$ também é utilizada para manter acesa uma lâmpada $L$ de resistência $R_L=20\Omega$, que é percorrida por uma corrente $i_L=0{,}5\text{A}$. A figura mostra o circuito elétrico que representa a situação descrita.

Desprezando as resistências dos fios e das conexões utilizadas, os valores de $\varepsilon_2$ e de $r_1$ são, respectivamente,
A bateria $B_1$ fornece energia simultaneamente à lâmpada e à bateria $B_2$, que está sendo carregada. Como esses dois ramos estão em paralelo, a tensão em seus terminais é a mesma. A lâmpada fornece a maneira mais direta de descobrir essa tensão.
Pela lei de Ohm, \[U=R_Li_L=20\cdot0{,}5=10\,\text{V}.\] Na bifurcação, a corrente fornecida por $B_1$ se divide entre os dois ramos. Pela conservação da carga elétrica, \[i_1=i_2+i_L=1{,}5+0{,}5=2{,}0\,\text{A}.\]
A bateria $B_2$ recebe energia para ser carregada, funcionando como receptor. A tensão aplicada precisa superar sua força eletromotriz e a queda de tensão interna: \[U=\varepsilon_2+r_2i_2.\] Substituindo, \[10=\varepsilon_2+1\cdot1{,}5\quad\Rightarrow\quad\varepsilon_2=8{,}5\,\text{V}.\]
Já $B_1$ funciona como gerador: sua tensão terminal é menor que a força eletromotriz por causa da resistência interna. Assim, \[U=\varepsilon_1-r_1i_1\quad\Rightarrow\quad10=12-2r_1\quad\Rightarrow\quad r_1=1{,}0\,\Omega.\] Os valores procurados são, respectivamente, 8,5 V e 1,0 Ω. A diferença de 2 V entre a força eletromotriz e a tensão externa de $B_1$ corresponde à queda interna $r_1i_1$.
Alternativa correta: B
