2003.1CE — FMTM — Questões de Física comentadas — Método TEF

Vestibular de Inverno FMTM 2003.1 · CE · Questões 12 a 22 — resolução comentada e auditoria de nível pelo Método TEF.

Q29
Mecânica — Cinemática — Encontro de móveis

São dadas as funções horárias dos espaços de $4$ móveis, definidas sobre a mesma trajetória retilínea, com valores medidos no S.I. (Sistema Internacional):

$S_A=-5+2t$
$S_B=-7-3t$
$S_C=5t$
$S_D=-1-t$

Os dois móveis que deverão se encontrar em um tempo futuro são

A)A e C.
B)A e D.
C)B e C.
D)B e D.
E)C e D.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2003.1 · CE

B
Resolução

Igualando os espaços de cada par e exigindo $t>0$:

A e C: $-5+2t=5t\Rightarrow t=-\tfrac53\text{ s}$ (passado). A e D: $-5+2t=-1-t\Rightarrow t=\tfrac43\text{ s}$ (futuro). B e C: $t=-\tfrac78\text{ s}$. B e D: $t=-3\text{ s}$. C e D: $t=-\tfrac16\text{ s}$.

Só A e D se encontram em um instante futuro.

Q30
Mecânica — Cinemática — Transmissão de movimento circular

O mecanismo de transmissão dos primeiros veículos a explosão consistia em um engenhoso sistema que contava com o atrito entre $2$ discos metálicos. Um disco, menor, capaz de girar solidário com o par de rodas tratoras do veículo, podia ser movido sobre o eixo das rodas pela ação de uma alavanca, permitindo o contato em qualquer ponto do diâmetro do segundo disco diretamente ligado ao motor, de onde se obtinham movimentos à frente ou à ré, com velocidades variadas.

Veículo com disco menor solidário às rodas, em contato com o disco maior ligado ao motor

Se os raios do disco maior, do disco menor e das rodas têm, respectivamente, $0{,}30\text{ m}$, $0{,}20\text{ m}$ e $0{,}40\text{ m}$, o módulo da velocidade máxima de um veículo cujo motor trabalha com rotação constante de $240\text{ rpm}$ é, aproximadamente, em m/s,

(supor que os discos não patinem e $\pi=3$)

A)$10{,}2$.
B)$12{,}8$.
C)$14{,}4$.
D)$16{,}6$.
E)$18{,}0$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2003.1 · CE

C
Resolução

Frequência do motor: $240\text{ rpm}=4\text{ Hz}$, logo $\omega=2\pi f=24\text{ rad/s}$.

A velocidade máxima ocorre com o contato na borda do disco maior ($r=0{,}30\text{ m}$): $v_{contato}=24\times0{,}30=7{,}2\text{ m/s}$.

Sem patinar, a borda do disco menor tem a mesma velocidade: $\omega_{menor}=\dfrac{7{,}2}{0{,}20}=36\text{ rad/s}$, que é também a velocidade angular das rodas.

$v=\omega_{roda}R_{roda}=36\times0{,}40=14{,}4\text{ m/s}$.

Q31
Mecânica — Cinemática — MUV (Torricelli)

O piloto de uma lancha que se movimenta para frente com velocidade de $54\text{ km/h}$ inverte o sentido de rotação das hélices, pondo a embarcação em um movimento retilíneo uniformemente retardado que atinge velocidade nula ao fim dos $50\text{ m}$ que separam a lancha do ancoradouro. O módulo da aceleração da lancha é, em m/s², igual a

A)$2{,}25$.
B)$2{,}50$.
C)$2{,}75$.
D)$3{,}00$.
E)$3{,}25$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2003.1 · CE

A
Resolução

$54\text{ km/h}=15\text{ m/s}$. Por Torricelli: $0=15^{2}-2a\times50\Rightarrow a=\dfrac{225}{100}=2{,}25\text{ m/s}^2$.

Q32
Mecânica — Dinâmica — Resultante em movimento circular

Na cerimônia de batismo de um navio, uma garrafa de vinho espumante presa por uma corda descreve um arco de circunferência após ser arremessada de encontro ao casco, quebrando-se no choque com este.

Navio no estaleiro, com a garrafa presa a uma corda descrevendo um arco

Considerando nula a ação resistiva do ar, a figura que indica a resultante das forças que atuam sobre a garrafa no momento em que ela passa pelo ponto mais baixo de seu percurso é

A)Seta horizontal para a esquerda
B)Seta vertical para cima
C)Seta vertical para baixo
D)Seta inclinada para baixo e para a esquerda
E)Seta inclinada para cima e para a esquerda

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2003.1 · CE

B
Resolução

No ponto mais baixo da trajetória circular, a velocidade é horizontal e a componente tangencial da resultante é nula (o peso é perpendicular à trajetória). Resta a componente centrípeta, que aponta para o centro da circunferência, isto é, verticalmente para cima.

Conforme a figura B, a resultante é uma seta vertical para cima, com módulo $T-P=\dfrac{mv^{2}}{R}$.

Q33
Mecânica — Dinâmica — Plano inclinado com contrapeso

Feita de aço revestido internamente com materiais refratários, a porta corta-chamas é um dispositivo de segurança que permite restringir o alastramento de um incêndio, isolando um ambiente em chamas de outro ainda intacto. O esquema apresenta um modelo que tem seu fechamento devido exclusivamente à ação da força peso. Esta porta, com peso de $10\,100\text{ N}$, quando liberada, inicia uma descida com $5{,}74^\circ$ de inclinação, percorrendo sobre o trilho uma distância de $7{,}2\text{ m}$, enquanto traciona o contrapeso que diminui a aceleração do conjunto. A massa do contrapeso para que a porta tenha seu fechamento completo em $12\text{ s}$ deve ser, em kg, igual a

Porta corta-chamas em trilho inclinado ligada por cabo e polias a um contrapeso

Dados: $g=10\text{ m/s}^2$; $\operatorname{sen}5{,}74^\circ=0{,}1$.

Considerar: roldanas e polias ideais; desprezíveis a força de resistência do ar e a energia convertida em movimento de rotação; cabo inextensível e de massa irrelevante.

A)$90$.
B)$91$.
C)$99$.
D)$101$.
E)$110$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2003.1 · CE

A
Resolução

A porta parte do repouso e percorre $7{,}2\text{ m}$ em $12\text{ s}$: $7{,}2=\dfrac{a}{2}\times12^{2}\Rightarrow a=0{,}1\text{ m/s}^2$.

Massa da porta: $m=\dfrac{10\,100}{10}=1\,010\text{ kg}$. Componente do peso ao longo do trilho: $P\operatorname{sen}5{,}74^\circ=1\,010\text{ N}$.

Para o sistema porta + contrapeso (massa $M$, cujo peso $10M$ se opõe ao movimento), com a mesma aceleração:

$1\,010-10M=(1\,010+M)\times0{,}1\Rightarrow909=10{,}1M\Rightarrow M=90\text{ kg}$.

Q34
Mecânica — Estática — Decomposição de forças

O esquema mostra o sistema de freios dianteiros de uma bicicleta no momento em que o ciclista imprime força máxima ao cabo de aço vertical, mantendo o segundo cabo tenso e em equilíbrio de acordo com o ângulo $\theta$ de valor $145^\circ$. Se o ângulo $\theta$ for reajustado para $125^\circ$, as forças horizontais sobre os parafusos $P_1$ e $P_2$ que prendem o segundo cabo de aço terão seus valores aumentados em

Freio dianteiro de bicicleta, com os parafusos P1 e P2 e o ângulo theta entre o cabo vertical e o segundo cabo

Dados: $\operatorname{tg}35^\circ=0{,}7$; $\operatorname{tg}55^\circ=1{,}4$

A)$25\%$.
B)$50\%$.
C)$75\%$.
D)$100\%$.
E)$125\%$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2003.1 · CE

D
Resolução

A força $F$ do cabo vertical é equilibrada pelas componentes verticais das tensões do segundo cabo, uma de cada lado: $2T\cos\alpha$ ou, equivalentemente, a componente vertical em cada ramo vale $F/2$, e a horizontal é $H=\dfrac{F/2}{\operatorname{tg}\beta}$, em que $\beta=\theta-90^\circ$ é o ângulo de cada ramo com a horizontal.

Para $\theta=145^\circ$: $\beta=55^\circ$ e $H_1=\dfrac{F}{2\times1{,}4}$. Para $\theta=125^\circ$: $\beta=35^\circ$ e $H_2=\dfrac{F}{2\times0{,}7}$.

$\dfrac{H_2}{H_1}=\dfrac{1{,}4}{0{,}7}=2$: a força horizontal dobra, um aumento de $100\%$.

Q35
Mecânica — Gravitação — Lei da gravitação universal

Dois corpos pontuais de massas iguais equivalentes à de um palito de fósforo queimado ($0{,}1\text{ g}$) estão próximos $8\text{ mm}$ um do outro. A força gravitacional que é trocada pelos corpos, em newtons, tem ordem de grandeza

Dado: constante de gravitação universal: $G=6{,}7\cdot10^{-11}\text{ N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$

A)$10^{-17}$.
B)$10^{-16}$.
C)$10^{-15}$.
D)$10^{-14}$.
E)$10^{-13}$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2003.1 · CE

D
Resolução

$m=0{,}1\text{ g}=10^{-4}\text{ kg}$ e $d=8\text{ mm}=8\times10^{-3}\text{ m}$.

$F=\dfrac{Gm^{2}}{d^{2}}=\dfrac{6{,}7\times10^{-11}\times10^{-8}}{6{,}4\times10^{-5}}\approx1{,}05\times10^{-14}\text{ N}$.

A ordem de grandeza é $10^{-14}\text{ N}$.

Q36
Mecânica — Trabalho e energia — Conservação da energia mecânica

Veja esta tirinha:

Tirinha de Quino: trâmites normais, com escadas e pilhas de papéis, e trâmites urgentes, com escorregador

(Quino, Gente en su sitio. Adaptado)

Sendo $3{,}2\text{ m}$ a altura entre os pisos superior e inferior, o módulo da velocidade de chegada no piso inferior ao se utilizar o escorregador é, em m/s,

Considerar: a aceleração da gravidade, $g=10\text{ m/s}^2$; ausentes quaisquer ações dissipativas.

A)$8$.
B)$7$.
C)$6$.
D)$5$.
E)$4$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2003.1 · CE

A
Resolução

Sem dissipação, $mgh=\dfrac{mv^{2}}{2}\Rightarrow v=\sqrt{2gh}=\sqrt{2\times10\times3{,}2}=\sqrt{64}=8\text{ m/s}$.

Q37
Mecânica — Trabalho e energia — Trabalho da força peso

Um balde de massa $800\text{ g}$ contendo inicialmente $20\text{ L}$ de água é levado a partir do solo até uma altura de $5\text{ m}$ em $20\text{ s}$, com velocidade constante. O balde tem uma rachadura que o faz perder água à razão de $0{,}08\text{ L/s}$, que pode ser considerada constante para o curto intervalo de tempo decorrido. Sendo inextensível e de massa desprezível a corda que traciona o balde, o trabalho da força peso durante o içamento é, em joules,

Dados: $g=10\text{ m/s}^2$; densidade da água: $d_{água}=1\text{ kg/L}$

A)$320$.
B)$570$.
C)$1\,000$.
D)$1\,080$.
E)$1\,200$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2003.1 · CE

C
Resolução

Em $20\text{ s}$ o balde perde $0{,}08\times20=1{,}6\text{ L}$. A massa total passa de $20{,}8\text{ kg}$ para $19{,}2\text{ kg}$ ($0{,}8$ do balde mais a água), com variação linear, e vale em média $20{,}0\text{ kg}$. A subida é uniforme, logo o peso médio vale $200\text{ N}$ (sobre toda a altura).

$|W_P|=\bar P\,h=200\times5=1\,000\text{ J}$.

O trabalho do peso é resistente na subida, então, a rigor, seria $-1\,000\text{ J}$. A alternativa do gabarito oficial (C) dá o valor em módulo.

Q38
Mecânica — Hidrostática — Empuxo e flutuação

Uma balsa para pescaria foi feita unindo-se $100$ garrafas de refrigerante. As garrafas foram colocadas fechadas e vazias em um engradado encimado por uma placa fina de madeira como piso. Quando a balsa foi colocada sem carga na água, cada garrafa de $2\text{ L}$ da balsa teve $\tfrac14$ de seu volume submerso. Com o pescador e seu equipamento, o volume submerso de cada garrafa passou a ser de $\tfrac34$. Nestas condições, a massa do pescador e seu equipamento, em kg, somam

Balsa formada por um engradado de 100 garrafas fechadas

Dados: $g=10\text{ m/s}^2$; $d_{água}=1\times10^{3}\text{ kg/m}^3$; $1\text{ m}^3=10^{3}\text{ L}$.

A)$70$.
B)$80$.
C)$90$.
D)$100$.
E)$110$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2003.1 · CE

D
Resolução

O peso adicional é equilibrado pelo aumento do empuxo, causado pelo volume extra submerso: $\Delta V=\left(\tfrac34-\tfrac14\right)\times2\text{ L}\times100=100\text{ L}$.

Como $d_{água}=1\text{ kg/L}$, $m\,g=\Delta E=d\,\Delta V\,g\Rightarrow m=1\times100=100\text{ kg}$.

Q39
Termologia — Termometria — Conversão de escalas

Um casal americano retira pela internet uma receita do famoso queijo branco cujos ingredientes básicos são leite, coalho e sal. O problema estava em aquecer o leite até a temperatura de $35\,^\circ\text{C}$ exigida pela receita, visto que dispunham apenas de um termômetro em Fahrenheit. Após alguns cálculos, o sonhado queijinho pôde ser produzido ao verificar-se que a temperatura correspondente, em $^\circ\text{F}$, era

A)$75$.
B)$80$.
C)$85$.
D)$90$.
E)$95$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2003.1 · CE

E
Resolução

$\dfrac{\theta_C}{5}=\dfrac{\theta_F-32}{9}\Rightarrow\theta_F=1{,}8\times35+32=95\,^\circ\text{F}$.

Q40
Termologia — Mudanças de fase — Sublimação e ponto triplo

A sublimação direta ou inversa de uma substância ocorre quando esta estiver a uma

A)temperatura igual à crítica.
B)temperatura superior à crítica.
C)pressão igual à do ponto triplo.
D)pressão superior à do ponto triplo.
E)pressão inferior à do ponto triplo.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2003.1 · CE

E
Resolução

No diagrama de fases, a passagem direta entre sólido e gás só ocorre a pressões abaixo da pressão do ponto triplo. Acima dela, ao variar a temperatura, a substância passa pelo estado líquido.

Q41
Termologia — Gases — Transformações gasosas

No quadro estão descritas circunstâncias nas quais um gás perfeito sofre algumas transformações:

Transformação 1: a temperatura constante
Transformação 2: sob pressão constante
Transformação 3: sem troca de calor com o meio externo
Transformação 4: a volume constante

As transformações $1$, $2$, $3$ e $4$ são, nesta ordem:

A)adiabática; isobárica; isocórica; isométrica.
B)isotérmica; isocórica; isométrica; adiabática.
C)isobárica; adiabática; isotérmica; isométrica.
D)isocórica; isométrica; adiabática; isotérmica.
E)isotérmica; isobárica; adiabática; isométrica.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2003.1 · CE

E
Resolução

Temperatura constante: isotérmica. Pressão constante: isobárica. Sem troca de calor: adiabática. Volume constante: isométrica (ou isocórica).

Q42
Termologia — Calorimetria — Equivalente mecânico do calor

Após ter aprendido o procedimento seguido por Joule para obter o equivalente mecânico do calor, um estudante curioso decidiu realizar um experimento comprobatório. Colocou $1\text{ L}$ de água no interior do liquidificador de sua casa e fazendo o mesmo funcionar por $2$ minutos em potência máxima, verificou que a água havia sofrido um acréscimo de $4\,^\circ\text{C}$ em sua temperatura. Determinou, então, a energia transferida para a água inicialmente em calorias, passando depois para joules. Em seguida, calculou a energia utilizada pelo liquidificador durante o tempo do experimento, baseando-se no valor máximo de potência, $400\text{ W}$, transcrito do gabinete do aparelho. Ao comparar os $2$ valores obtidos, que esperava fossem iguais, percebeu que não poderia desconsiderar as dissipações de energia de seu sistema, uma vez que do total consumido pelo liquidificador, a parcela transferida para a água correspondia a

Dados: $d_{água}=1\text{ kg/L}$; $c_{água}=1\text{ cal/g}\cdot{}^\circ\text{C}$; $1\text{ cal}=4{,}2\text{ J}$.

A)$25\%$.
B)$30\%$.
C)$35\%$.
D)$40\%$.
E)$45\%$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2003.1 · CE

C
Resolução

Calor recebido pela água: $Q=mc\Delta\theta=1\,000\times1\times4=4\,000\text{ cal}=16\,800\text{ J}$.

Energia consumida pelo liquidificador: $E=P\,\Delta t=400\times120=48\,000\text{ J}$.

$\dfrac{16\,800}{48\,000}=0{,}35=35\%$.

Q43
Óptica — Reflexão e espelhos — Espelho esférico côncavo

Usando um espelho esférico ideal, um estudante anota cuidadosamente dados de suas observações sobre as imagens obtidas de um objeto real, posicionado sobre o eixo principal nas distâncias relacionadas na tabela.

Distância do objeto ao vértice (cm) — Apresentação da imagem
$10$ — direita
$30$ — direita
$50$ — invertida
$70$ — invertida
$90$ — invertida
$110$ — invertida

Considere as afirmativas:

I. quando o objeto encontra-se a $30\text{ cm}$ do vértice do espelho, o aumento transversal linear é maior que $1$;

II. deve-se obter imagem imprópria quando o objeto está num ponto específico localizado entre as distâncias $30\text{ cm}$ e $50\text{ cm}$ do vértice;

III. o centro de curvatura do espelho está entre as posições $60\text{ cm}$ e $100\text{ cm}$, relativamente ao vértice;

IV. ao se posicionar o objeto a $110\text{ cm}$ do vértice, a imagem obtida será real e menor.

É correto o contido em

A)I, II e III, apenas.
B)I, II e IV, apenas.
C)I, III e IV, apenas.
D)II, III e IV, apenas.
E)I, II, III e IV.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2003.1 · CE

E
Resolução

Imagem direita de objeto real só ocorre com o objeto entre o foco e o vértice de um espelho côncavo (imagem virtual, direita e maior). A imagem é direita a $30\text{ cm}$ e invertida a $50\text{ cm}$, logo o foco está entre $30$ e $50\text{ cm}$, e o raio de curvatura $R=2f$ está entre $60$ e $100\text{ cm}$.

I: a $30\text{ cm}$ o objeto está entre foco e vértice, e o aumento é maior que $1$. Correta.

II: com o objeto sobre o foco, a imagem é imprópria (no infinito); o foco está entre $30$ e $50\text{ cm}$. Correta.

III: $R=2f$, com $f$ entre $30$ e $50\text{ cm}$. Correta.

IV: a $110\text{ cm}$, além do centro de curvatura ($R<100\text{ cm}$), a imagem é real, invertida e menor. Correta.

As quatro afirmativas estão corretas.

Q44
Óptica — Lentes — Vergência de lentes

Para que $2$ lentes delgadas biconvexas A e B empregadas em sondas espaciais ($n_{vácuo}=1$) e feitas com vidro crown ($n_{crown}=1{,}5$) tenham a mesma convergência, é necessário que as relações entre os raios de curvatura $R_1$ e $R_2$ de ambas as lentes assumam um valor constante dado por

A)$(R_1+R_2)/(R_1\cdot R_2)$.
B)$(R_1+R_2)/(R_1-R_2)$.
C)$R_1+R_2=0{,}5$.
D)$R_1/R_2=1{,}5$.
E)$R_1-R_2=1{,}5$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2003.1 · CE

A
Resolução

A convergência é $C=(n-1)\left(\dfrac1{R_1}+\dfrac1{R_2}\right)=(n-1)\dfrac{R_1+R_2}{R_1\cdot R_2}$.

Com o mesmo material e o mesmo meio ($n$ constante), $C$ é igual nas duas lentes quando $\dfrac{R_1+R_2}{R_1\cdot R_2}$ assume o mesmo valor.

Q45
Ondulatória — Ondas sonoras — Eco

O ECO

O menino pergunta ao eco
onde é que ele se esconde.
Mas o eco só responde: "Onde? Onde?"
O menino também lhe pede:
"Eco, vem passear comigo!"
Mas não sabe se o eco é amigo
ou inimigo.
Pois só lhe ouve dizer:
"Migo!"
(Cecília Meireles)

Admita que

• a velocidade de propagação do som no ar seja $340\text{ m/s}$;
• o menino encontra-se a $17\text{ m}$ de uma parede perfeitamente refletora de ondas sonoras;
• os diferentes sons do verso "Eco, vem passear comigo!" – o que o menino ouve de sua própria fala e o que ele ouve devido ao eco – estão distribuídos temporalmente no eixo representado na figura:

Eixo do tempo com o verso falado pelo menino e o eco ouvido por ele, deslocado de um pequeno intervalo

Pode-se dizer que o tempo decorrido na emissão integral do verso "Eco, vem passear comigo!" é, em s,

A)$0{,}8$.
B)$0{,}9$.
C)$1{,}1$.
D)$1{,}7$.
E)$3{,}4$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2003.1 · CE

C
Resolução

O som percorre ida e volta até a parede: $2\times17=34\text{ m}$, em $\Delta t=\dfrac{34}{340}=0{,}1\text{ s}$. É o atraso entre cada sílaba falada e seu eco.

Na figura, esse atraso corresponde ao deslocamento do eco em relação ao verso (cerca de $70$ unidades de escala). O verso inteiro ocupa cerca de $750$ dessas unidades, ou seja, cerca de $11$ vezes o atraso.

$T\approx11\times0{,}1=1{,}1\text{ s}$.

Q46
Eletricidade — Eletromagnetismo — Campo magnético de um solenoide

Considere as afirmações sobre um solenóide que é submetido à passagem de uma corrente elétrica constante de valor $2\text{ A}$.

I. O módulo do campo magnético mantém-se inalterado quando o sentido da corrente elétrica é invertido.

II. No centro do solenóide, as linhas de indução são paralelas aos planos que contêm suas espiras.

III. O módulo do campo magnético diminuirá se a intensidade da corrente elétrica diminuir para $1\text{ A}$.

Está correto o contido em

A)I, apenas.
B)II, apenas.
C)I e III, apenas.
D)II e III, apenas.
E)I, II e III.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2003.1 · CE

C
Resolução

I: inverter a corrente inverte o sentido do campo, mas não o módulo $B=\mu nI$. Correta.

II: no interior do solenóide, as linhas são paralelas ao eixo, portanto perpendiculares aos planos das espiras. Falsa.

III: $B\propto I$; reduzir a corrente reduz o módulo do campo. Correta.

Q47
Eletricidade — Eletrodinâmica — Leis de Kirchhoff

Observe o circuito:

Circuito com a fonte E e os resistores R1, R2, R3 e R4, estando R3 e R4 em paralelo

Os números de nós, ramos e malhas considerados para a aplicação das leis de Kirchhoff são, respectivamente:

A)$2$, $3$ e $2$.
B)$2$, $3$ e $3$.
C)$4$, $2$ e $3$.
D)$4$, $4$ e $2$.
E)$6$, $5$ e $3$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2003.1 · CE

B
Resolução

Há dois nós (os pontos onde se ligam o ramo da fonte, $R_3$ e $R_4$) e três ramos: o da fonte com $R_1$ e $R_2$, o de $R_3$ e o de $R_4$.

Contando todas as malhas fechadas possíveis (as duas internas e a externa), são três, conforme o gabarito oficial. Apenas duas delas são independentes.

Q48
Eletricidade — Eletromagnetismo — Força magnética sobre partículas

Inserem-se as seguintes partículas em uma região onde atua apenas um campo magnético uniforme e estacionário não nulo:

I. um elétron em repouso;

II. um elétron dotado com velocidade de mesma direção que a do campo e sentido oposto a este;

III. um nêutron com quantidade de movimento transversal às linhas do campo;

IV. um próton movimentando-se perpendicularmente às linhas de campo.

Ocorrerá interação entre partículas e campo apenas em

A)II.
B)IV.
C)I e II.
D)I e III.
E)III e IV.

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B
Resolução

A força magnética $F=qvB\operatorname{sen}\theta$ exige carga, velocidade não nula e velocidade não paralela ao campo.

I: em repouso, $v=0$. II: velocidade paralela ao campo, $\operatorname{sen}\theta=0$. III: o nêutron não tem carga. IV: o próton tem carga e velocidade perpendicular ao campo.

Só no caso IV há interação.

Q49
Eletricidade — Eletrodinâmica — Ponte de Wheatstone

Os $4$ fios do mesmo material e de comprimentos diferentes estão interligados conforme a configuração esquematizada. Quando nos pontos A e B do circuito é ligado um gerador, a diferença de potencial entre os pontos C e D, lida pelo voltímetro, é zero. Se o fio $x$ tem o dobro da área de secção transversal dos outros $3$, seu comprimento é, em m, igual a

Quatro fios ligando A e B: A–D de 6 m, D–B de 8 m, A–C de 3 m e C–B de comprimento x, com um voltímetro entre C e D
A)$18$.
B)$16$.
C)$12$.
D)$8$.
E)$4$.

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D
Resolução

Com o voltímetro marcando zero, a ponte está em equilíbrio: $\dfrac{R_{AD}}{R_{DB}}=\dfrac{R_{AC}}{R_{CB}}$.

Para fios do mesmo material, $R=\dfrac{\rho L}{A}$. Sendo $A$ a área dos fios comuns, $R_{CB}=\dfrac{\rho x}{2A}$.

$\dfrac{6}{8}=\dfrac{3}{x/2}\Rightarrow\dfrac x2=4\Rightarrow x=8\text{ m}$.

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