2004.1CE — FMTM — Questões de Física comentadas — Método TEF

Vestibular de Inverno FMTM 2004.1 · CE · Questões 12 a 22 — resolução comentada e auditoria de nível pelo Método TEF.

Q29
Mecânica — Cinemática — Movimento uniforme (trem e túnel)

Era a primeira vez que o menino andava de trem. Maravilhado, ele vê a locomotiva entrar num túnel. Quando a escuridão finalmente chega ao fim, ele comenta com a mãe:
– Já é amanhã?
(Ziraldo)

Do momento em que a locomotiva inicia a entrada no túnel ao momento em que o menino, que permaneceu sempre sentado em sua poltrona, pôde considerar-se fora do túnel, sob a luz do dia, passaram-se $55\text{ s}$. Uma vez que o túnel transposto tinha $500\text{ m}$ e que o trem, de $200\text{ m}$ de comprimento, manteve velocidade constante de módulo $10\text{ m/s}$, é possível determinar que a distância que o menino ocupava na composição, relativamente à frente da locomotiva, era, em metros, igual a

A)$25$.
B)$40$.
C)$50$.
D)$55$.
E)$75$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2004.1 · CE

C
Resolução

Em $55\text{ s}$, com $10\text{ m/s}$, o trem avança $550\text{ m}$. O menino sai do túnel quando ele próprio passa da extremidade final: a frente da locomotiva percorreu os $500\text{ m}$ do túnel mais a distância $d$ entre a frente e o menino.

$500+d=550\Rightarrow d=50\text{ m}$. O comprimento do trem ($200\text{ m}$) é dado desnecessário.

Q30
Mecânica — Cinemática — Frequência e velocidade angular

Com a finalidade de destacar a rapidez de uma serra circular em cortar pedras e cerâmicas, um folheto ressalta uma noção confusa, ao explicar que a máquina, muito rápida, gira com velocidade de $13\,000\text{ r.p.m.}$ De fato, a informação dada é a freqüência da máquina e não sua velocidade. O folheto ficaria correto e coerente se ressaltasse a velocidade angular da máquina que, em rad/s, corresponde a

Admita $\pi=3$

A)$1\,300$.
B)$2\,170$.
C)$26\,000$.
D)$39\,000$.
E)$78\,000$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2004.1 · CE

A
Resolução

$f=13\,000\text{ rpm}=\dfrac{13\,000}{60}\text{ Hz}\approx216{,}7\text{ Hz}$.

$\omega=2\pi f=6\times216{,}7=1\,300\text{ rad/s}$.

Q31
Mecânica — Cinemática — Gráfico da velocidade em função da posição

A França está dando um salto tecnológico no transporte rápido e simultâneo de muitas pessoas. Instalada no corredor que une as plataformas de trem com as de metrô, em uma grande estação francesa, a esteira de alta velocidade permite que a distância de $180\text{ m}$ seja percorrida rapidamente. A esteira funciona em três seções. Na primeira, de aceleração, com $10$ metros de extensão, o passageiro é levado sobre um tapete formado por rolamentos, onde cada um deles é ligeiramente mais rápido que o anterior de forma que no início da esteira a velocidade, comparável à de uma caminhada leve, é $0{,}5\text{ m/s}$, chegando no fim do $1.^\circ$ estágio com a velocidade de $2{,}5\text{ m/s}$. Na próxima etapa, a da esteira de borracha de alta velocidade, com $160$ metros de extensão, a velocidade é mantida constante no valor atingido no final da primeira etapa. Na outra ponta, a da saída, dá-se o processo inverso da primeira etapa, com rolamentos de desaceleração... (Veja, 2003. Adaptado)

Gráfico da velocidade em função da distância: sobe de 0,5 a 2,5 m/s em 10 m, é constante até 170 m e cai a 0,5 m/s em 180 m

Um passageiro que utiliza essa esteira percorrerá toda sua extensão, $180\text{ m}$, em um tempo aproximado, em s, de

A)$64$.
B)$71$.
C)$77$.
D)$104$.
E)$128$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2004.1 · CE

C
Resolução

Nas seções de aceleração e de desaceleração, a velocidade varia linearmente com a posição; no entanto, ao passar de $0{,}5$ a $2{,}5\text{ m/s}$ em $10\text{ m}$ com aceleração constante, a velocidade média é $\dfrac{0{,}5+2{,}5}{2}=1{,}5\text{ m/s}$ e o tempo é $\dfrac{10}{1{,}5}\approx6{,}7\text{ s}$ em cada ponta.

Trecho central: $\dfrac{160}{2{,}5}=64\text{ s}$.

$t\approx6{,}7+64+6{,}7\approx77\text{ s}$.

Q32
Mecânica — Gravitação — Lua, satélites e leis de Newton

Analise as afirmativas, desprezando o efeito do Sol:

I. a força que a Lua exerce sobre a Terra é menor que a força que a Terra exerce sobre a Lua, o que justifica o sistema binário Terra-Lua ter seu centro de rotação mais próximo da Terra;

II. o movimento da Lua, relativamente ao planeta Terra, é o resultado do movimento de queda livre da Lua sobre o planeta, combinado com o movimento retilíneo uniforme que a Lua realizaria no espaço, se não houvesse a presença do planeta Terra;

III. devido ao fato de a Lua não possuir movimento de rotação em torno de um eixo próprio, nosso satélite apresenta sempre a mesma face voltada para o planeta Terra;

IV. um satélite artificial estabelece uma órbita estacionária relativamente ao planeta Terra, quando a força resultante sobre ele é nula.

Está correto o contido apenas em

A)I.
B)II.
C)I e III.
D)II e IV.
E)III e IV.

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B
Resolução

I: falsa. As forças da Terra sobre a Lua e da Lua sobre a Terra formam um par ação-reação e têm o mesmo módulo; o centro de rotação fica mais perto da Terra por ela ter muito mais massa.

II: verdadeira. A órbita é a composição da inércia (movimento retilíneo uniforme tangente) com a queda livre em direção ao planeta.

III: falsa. A Lua possui rotação própria, com período igual ao de translação, e por isso mostra sempre a mesma face.

IV: falsa. Em órbita, a força resultante é a gravitacional, não nula, e é ela a resultante centrípeta.

Está correta apenas a II.

Q33
Mecânica — Dinâmica — Força de atrito estático em plano inclinado

A prateleira inclinada onde são expostos os pães de forma nos supermercados, geralmente faz com que, uma vez retirado o pão à mostra, o que está por trás escorregue pela pequena rampa para tomar a posição daquele que foi retirado. Em algumas ocasiões, no entanto, ao retirar-se o pão que está na frente, o de trás permanece em repouso em seu local original.

Pão de forma sobre uma rampa inclinada de 10 graus

Isso se deve à força de atrito que, nesse caso, tem seu módulo, em N, igual a

Dados: massa do pão e sua embalagem $=0{,}500\text{ kg}$; aceleração da gravidade local $=10{,}0\text{ m/s}^2$; inclinação da prateleira com a horizontal $=10^\circ$; $\operatorname{sen}10^\circ=0{,}17$ e $\cos10^\circ=0{,}98$.

A)$0{,}85$.
B)$1{,}70$.
C)$3{,}25$.
D)$4{,}90$.
E)$5{,}00$.

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A
Resolução

Em repouso, o atrito estático equilibra a componente do peso ao longo da rampa: $f=mg\operatorname{sen}10^\circ=0{,}5\times10\times0{,}17=0{,}85\text{ N}$.

Q34
Mecânica — Estática — Momento de forças (alavanca)

O monjolo é um engenho rudimentar movido a água, que foi muito utilizado para descascar o café, moer o milho ou mesmo fazer a paçoca. Esculpido a partir de um tronco inteiriço de madeira, o monjolo tem em uma extremidade o socador do pilão e na outra extremidade, uma cavidade, que capta a água desviada de um rio. Conforme a cavidade se enche com água, o engenho eleva o socador até o ponto em que, devido à inclinação do conjunto, a água é derramada, permitindo que o socador desça e golpeie o pilão.

Monjolo: a viga com centro de massa em A, a 0,3 m do eixo, e a cavidade de água com centro de massa em B, a 1,0 m do eixo

O centro de massa de um monjolo de $80\text{ kg}$, sem água, encontra-se no ponto A, deslocado $0{,}3\text{ m}$ do eixo do mecanismo, enquanto que o centro de massa da água armazenada na cavidade está localizado no ponto B, a $1{,}0\text{ m}$ do mesmo eixo. A menor massa de água a partir da qual o monjolo inicia sua inclinação é, em kg,

A)$12$.
B)$15$.
C)$20$.
D)$24$.
E)$26$.

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D
Resolução

O monjolo começa a inclinar quando o momento do peso da água em relação ao eixo supera o do peso do monjolo, que está do outro lado do eixo.

$m_{água}\,g\times1{,}0=80\,g\times0{,}3\Rightarrow m_{água}=24\text{ kg}$.

Q35
Mecânica — Trabalho e energia — Conservação da energia mecânica

Um menino faz um foguetinho, utilizando um palito de fósforo e um pedaço de papel alumínio de massa $0{,}1\text{ g}$, que, enrolado na cabeça do palito, forma a cápsula do foguete; utilizando outro palito, mantido aceso e próximo ao foguete, detona-o, fazendo com que a cápsula suba por uma altura de $1{,}2\text{ m}$. Se no processo, a ação dissipativa do ar pode ser considerada nula e toda a energia dissipada na combustão foi convertida em movimento, a velocidade de lançamento da cápsula é, em m/s, aproximadamente,

Foguete de palito de fósforo e papel alumínio, com um fósforo aceso próximo

Dado: $g=10\text{ m/s}^2$

A)$3$.
B)$4$.
C)$5$.
D)$6$.
E)$7$.

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C
Resolução

Sem dissipação, a energia cinética inicial vira potencial: $\dfrac{v^{2}}{2}=gh\Rightarrow v=\sqrt{2\times10\times1{,}2}=\sqrt{24}\approx4{,}9\approx5\text{ m/s}$. A massa da cápsula não influi.

Q36
Mecânica — Hidrostática — Líquidos imiscíveis em equilíbrio

Uma senhora, descuidadamente, esbarra em uma lata de óleo, derrubando-a na pia. O óleo escorre para o ralo da pia onde estabelece um equilíbrio com a água que já estava dentro do sifão. Como a densidade da água tem valor $1{,}0\text{ g/cm}^3$ e a do óleo $0{,}9\text{ g/cm}^3$, admitindo $g=10\text{ m/s}^2$, a relação entre as alturas dos níveis do óleo, $h_o$, e da água, $h_a$, relativamente à altura da base da coluna de óleo, admitindo que a pressão na superfície dos líquidos é a mesma, é

Sifão com óleo e água; h_o é a altura da coluna de óleo e h_a a da água, a partir da base da coluna de óleo
A)$0{,}1$.
B)$0{,}9$.
C)$1{,}0$.
D)$1{,}1$.
E)$9{,}0$.

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D
Resolução

A pressão na base da coluna de óleo é a mesma na coluna de água, nesse nível, e as superfícies estão sob a mesma pressão: $d_o\,g\,h_o=d_a\,g\,h_a$.

$\dfrac{h_o}{h_a}=\dfrac{d_a}{d_o}=\dfrac{1{,}0}{0{,}9}\approx1{,}1$.

Q37
Termologia — Termometria — Conversão de escalas

O tradutor, ao receber o manual de instruções com a frase

After that, check whether temperature has remained hot, about $149^\circ\text{F}$,

traduziu-a corretamente desta forma:

Após este tempo, verifique se a temperatura permaneceu quente, aproximadamente

A)$45\,^\circ\text{C}$.
B)$55\,^\circ\text{C}$.
C)$65\,^\circ\text{C}$.
D)$76\,^\circ\text{C}$.
E)$78\,^\circ\text{C}$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2004.1 · CE

C
Resolução

$\dfrac{\theta_C}{5}=\dfrac{\theta_F-32}{9}\Rightarrow\theta_C=\dfrac{5\times(149-32)}{9}=65\,^\circ\text{C}$.

Q38
Termologia — Calorimetria — Curvas de aquecimento

Dois corpos de massas iguais, isolados um do outro, cada um deles homogêneo e constituído por uma única substância, são colocados ao mesmo tempo em contato com o calor gerado por duas fontes térmicas de potências iguais e constantes, sob pressão constante, gerando as curvas de aquecimento indicadas.

Gráfico temperatura × tempo com as curvas de aquecimento do corpo I e do corpo II

Se as escalas dos eixos apresentados no gráfico são lineares, pode-se afirmar que

A)para a variação temporal indicada, os dois corpos apresentaram isoladamente cada um dos três estados físicos.
B)o calor latente de fusão da substância I é numericamente menor que o calor latente de fusão da substância II.
C)no estado líquido, a capacidade térmica do corpo I é menor que a capacidade térmica do corpo II.
D)na temperatura indicada por $t$, o corpo I está líquido enquanto que o corpo II está sólido.
E)o cruzamento das duas curvas de aquecimento indica o único momento em que os dois corpos recebem a mesma quantidade de calor.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2004.1 · CE

C
Resolução

Como as fontes têm a mesma potência, os dois corpos recebem calor na mesma taxa. A capacidade térmica no estado líquido é $C=\dfrac{P\,\Delta t}{\Delta\theta}$, ou seja, inversamente proporcional à inclinação da curva $\theta\times t$ nesse trecho.

No trecho entre os patamares (estado líquido), a curva do corpo I é mais inclinada que a do corpo II, e portanto sua capacidade térmica é menor. A afirmativa C é correta.

O cruzamento das curvas indica a mesma temperatura, não a mesma quantidade de calor, que é igual em todos os instantes, pois as potências são iguais (E é falsa). Na temperatura marcada por $t$, o corpo II está no patamar superior, em ebulição, e o corpo I está líquido, não sólido (D é falsa).

Q39
Óptica — Princípios da óptica geométrica — Reversibilidade dos raios de luz

O princípio da reversibilidade da luz fica bem exemplificado quando

A)holofotes iluminam os atores em um teatro.
B)se observa um eclipse lunar.
C)um feixe de luz passa pela janela entreaberta.
D)a luz polarizada atinge o filme fotográfico.
E)duas pessoas se entreolham por meio de um espelho.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2004.1 · CE

E
Resolução

Pelo princípio da reversibilidade, a trajetória de um raio de luz é a mesma se o sentido de propagação for invertido. Se uma pessoa vê a outra pelo espelho, a outra também a vê: os raios percorrem o mesmo caminho nos dois sentidos.

Q40
Óptica — Refração — Refração em prisma sobre a água

Um prisma é posicionado sobre a água. Um raio de luz monocromática, proveniente do ar, incide sobre o prisma na direção indicada no esquema.

Prisma triangular sobre a água, com ângulo A na base, e raio vertical incidindo na face inclinada

Dado: $n_{ar}<n_{água}<n_{prisma}$

Considerando que o raio incidente sobre o prisma tenha emergido na água, o esquema que pode representar a trajetória do raio de luz é

A)Raio que entra no prisma, aproxima-se da normal, e na saída para a água se afasta da normal, seguindo para baixo e para a direita
B)Raio que, depois de entrar no prisma, sai para a água quase na vertical
C)Raio que sai do prisma e volta para a esquerda na água
D)Raio que sai do prisma quase horizontal para a esquerda
E)Raio que sai do prisma para baixo e para a esquerda

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2004.1 · CE

A
Resolução

Ao passar do ar para o prisma ($n_{prisma}>n_{ar}$), o raio se aproxima da normal à face inclinada. Ao sair do prisma para a água, $n_{água}<n_{prisma}$, o raio se afasta da normal à base (horizontal), mas sem chegar ao ângulo limite, já que o enunciado diz que o raio emerge. Como $n_{água}>n_{ar}$, o desvio na base é menor do que seria no ar.

Na figura A, o raio é desviado para o lado da base em que está a ponta do prisma na entrada e, depois de refratar na base, sai para a água, afastando-se da normal. É a única trajetória compatível com as duas refrações.

Q41
Óptica — Fenômenos luminosos — Difração da luz

Atente-se ao fragmento desta belíssima canção de Tom Jobim:

...
Vem cá, Luiza
Me dá tua mão
O teu desejo é sempre o meu desejo
Vem, me exorciza
Dá-me tua boca
E a rosa louca
Vem me dar um beijo
E um raio de sol
Nos teus cabelos
Como um brilhante que partindo a luz
Explode em sete cores
Revelando então os sete mil amores
Que eu guardei somente pra te dar Luiza
...

No trecho destacado, Tom Jobim compara dois fenômenos de dispersão da luz como se fossem de naturezas idênticas. O que talvez Tom Jobim não imaginasse é que a dispersão da luz, ao passar pelos fios de cabelo, constitui um fenômeno distinto daquele em que a luz penetra um meio óptico, mudando sua velocidade de propagação. De fato, ao passar pelos fios de cabelo, a luz sofre

A)absorção.
B)difração.
C)polarização.
D)reflexão.
E)refração.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2004.1 · CE

B
Resolução

A dispersão por refração (brilhante) ocorre quando a luz muda de meio e de velocidade. Ao passar por fios finos como os cabelos, cuja espessura é comparável ao comprimento de onda da luz, as ondas contornam o obstáculo e se espalham: é a difração.

Q42
Ondulatória — Propagação de ondas — Velocidade de onda em uma corda

Procurando novos sons, um sonoplasta notou que o som dos tiros das armas em um filme de ficção científica podia ser feito a partir da gravação de pulsos mecânicos, percorrendo um cabo de aço de densidade linear constante, mantido esticado entre dois pontos fixos rigidamente. Se a amplitude de um abalo produzido for duplicada, pode-se esperar que a velocidade de propagação do pulso

A)diminua cerca de $50\%$.
B)mantenha o valor anterior.
C)aumente cerca de $50\%$.
D)aumente cerca de $70\%$.
E)aumente cerca de $100\%$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2004.1 · CE

B
Resolução

A velocidade de uma onda em uma corda é $v=\sqrt{\dfrac{T}{\mu}}$: depende da tração e da densidade linear, propriedades do meio, e não da amplitude. Duplicar a amplitude não altera a velocidade.

Q43
Ondulatória — Ondas sonoras — Reverberação, reforço e eco

Analise o texto sob o ponto de vista de um único ouvinte que produz e recebe o reflexo dos sons por ele gerados.

A ___________ do som ocorre quando a diferença entre os instantes de recebimento de dois sons é menor que $0{,}1\text{ s}$. Já o ______________ do som ocorre quando a diferença entre os instantes de recebimento do som refletido e do som direto é praticamente nula. E por fim, o _____________ ocorre quando os dois sons, direto e refletido, são recebidos num intervalo de tempo superior a $0{,}1\text{ s}$.

As palavras que completam, correta e respectivamente, as lacunas são

A)reverberação ... reforço ... eco
B)fonte ... eco ... período
C)interferência ... reforço ... comprimento de onda
D)intensidade ... timbre ... comprimento de onda
E)refração ... nível sonoro ... eco

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2004.1 · CE

A
Resolução

Se o som refletido chega menos de $0{,}1\text{ s}$ depois do direto, o ouvido os funde: reverberação. Se chegam praticamente juntos, o som refletido reforça o direto: reforço. Se a diferença passa de $0{,}1\text{ s}$, o ouvido distingue os dois sons: eco.

Q44
Eletricidade — Eletrodinâmica — Carga elétrica por gráfico $i\times t$

Em um condutor, a corrente elétrica varia com o tempo de acordo com o gráfico. Observe:

Gráfico da corrente i em função do tempo: cresce linearmente de 0 a 2 A até 8 s e permanece em 2 A até 20 s

Admitindo que a carga de um elétron é $1{,}6\times10^{-19}\text{ C}$, pode-se concluir que no intervalo de tempo dado, o número de elétrons que fluiu através de uma secção normal desse condutor foi de

A)$1{,}6\times10^{19}$.
B)$2{,}0\times10^{19}$.
C)$1{,}6\times10^{20}$.
D)$2{,}0\times10^{20}$.
E)$3{,}2\times10^{20}$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2004.1 · CE

D
Resolução

A carga é a área sob o gráfico $i\times t$: trapézio de $0$ a $8\text{ s}$, $\dfrac{8\times2}{2}=8\text{ C}$, mais o retângulo de $8$ a $20\text{ s}$, $12\times2=24\text{ C}$. Total: $Q=32\text{ C}$.

$n=\dfrac{Q}{e}=\dfrac{32}{1{,}6\times10^{-19}}=2{,}0\times10^{20}$ elétrons.

Q45
Eletricidade — Eletrostática — Poder das pontas (pára-raios)

O funcionamento do pára-raios, momentos antes de uma tempestade, baseia-se

A)na blindagem eletrostática que assume esse tipo de condutor.
B)na ação magnética que esse objeto assume diante das cargas elétricas.
C)na eletrização que sofre esse condutor ao trocar prótons com o meio.
D)na indução eletromagnética das cargas que circundam as pontas.
E)no campo elétrico não nulo induzido em suas pontas.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2004.1 · CE

E
Resolução

Em um condutor eletrizado ou induzido, as cargas se acumulam nas regiões pontiagudas, onde a densidade de carga e o campo elétrico são mais intensos. É o poder das pontas, que ioniza o ar e favorece a descarga pelo pára-raios.

Q46
Eletricidade — Eletrodinâmica — Potência e resistência sob tensão constante

Em um pequeno forno elétrico que funciona sob tensão constante, o controle da potência é dado por um reostato de $3$ posições. Ligado na posição $1$, a resistência elétrica tem valor $1{,}0\ R$ e o forno dissipa a potência $1{,}0\ P$. Na posição $2$, o forno libera $2{,}0\ P$ e finalmente, na posição $3$, o forno dissipa a potência $4{,}0\ P$. As resistências elétricas, referentes às posições $2$ e $3$, têm os valores

A)$4{,}0\ R$ e $9{,}0\ R$.
B)$2{,}0\ R$ e $4{,}0\ R$.
C)$2{,}0\ R$ e $3{,}0\ R$.
D)$1{,}0\ R$ e $0{,}50\ R$.
E)$0{,}50\ R$ e $0{,}25\ R$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2004.1 · CE

E
Resolução

Com tensão constante, $P=\dfrac{U^2}{R}$, ou seja, $P$ é inversamente proporcional a $R$.

$2P\Rightarrow R/2=0{,}50\ R$; $4P\Rightarrow R/4=0{,}25\ R$.

Q47
Eletricidade — Eletrodinâmica — Gerador elétrico

Na análise da diferença de potencial e da corrente elétrica em um gerador, obteve-se a tabela

Diferença de potencial ($\text{V}$) — corrente elétrica ($\text{A}$)
$5{,}0$ — $0{,}4$
$10{,}0$ — $0{,}2$

O maior valor para a corrente elétrica dada por esse gerador, supondo que a resistência interna do gerador se mantenha constante, é, em A,

A)$4{,}0$.
B)$2{,}0$.
C)$1{,}0$.
D)$0{,}6$.
E)$0{,}5$.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2004.1 · CE

D
Resolução

Equação do gerador: $U=\varepsilon-r\,i$.

$5=\varepsilon-0{,}4r$ e $10=\varepsilon-0{,}2r$. Subtraindo: $5=0{,}2r\Rightarrow r=25\ \Omega$ e $\varepsilon=10+0{,}2\times25=15\text{ V}$.

A maior corrente ocorre em curto-circuito ($U=0$): $i_{cc}=\dfrac{\varepsilon}{r}=\dfrac{15}{25}=0{,}6\text{ A}$.

Q48
Eletricidade — Eletromagnetismo — Histerese magnética

A histerese magnética é o comportamento que certos materiais possuem nos períodos de imantação e desimantação, ou seja, resistência à modificação do campo magnético. Assim, os ciclos da histerese caracterizam materiais

A)ferromagnéticos.
B)diamagnéticos.
C)paramagnéticos.
D)ferromagnéticos e paramagnéticos.
E)diamagnéticos e ferromagnéticos.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2004.1 · CE

A
Resolução

A histerese, com retenção de magnetização após a retirada do campo, é típica dos materiais ferromagnéticos. Os paramagnéticos e os diamagnéticos não conservam imantação sem campo externo.

Q49
Eletricidade — Eletromagnetismo — Indução eletromagnética

Um solenóide conectado a um amperímetro por seus terminais A e B, é mantido fixo nas posições indicadas enquanto um potente imã de formato cilíndrico oscila na direção que contém o eixo de simetria do cilindro e o centro do solenóide.

Cinco posições do solenóide (I a V) em relação ao ímã que oscila ao longo do eixo: I e II com espiras de face voltada para o ímã, III de perfil, IV e V com o plano das espiras paralelo ou inclinado em relação ao eixo

Supondo que o campo magnético criado pelo ímã seja simétrico ao seu eixo, pode haver detecção de corrente elétrica induzida apenas em

A)I e II.
B)I e V.
C)II e III.
D)III e IV.
E)IV e V.

Gabarito auditado pelo Método TEF — FMTM 2004.1 · CE

E
Resolução

Só há corrente induzida se o fluxo magnético através das espiras variar. Com o ímã oscilando sobre o eixo, o campo é simétrico em relação a ele.

Nas posições I e II, o plano das espiras é perpendicular ao eixo do ímã e o fluxo (simétrico) é máximo. Em II e III, o eixo não é atravessado por fluxo líquido.

Nas posições IV e V, o plano da espira não é perpendicular à direção do campo, e o fluxo varia ao longo da oscilação do ímã, induzindo corrente.

Conforme o gabarito oficial, só há detecção em IV e V.

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