Um gancho é articulado na ponta da cauda de um avião de 10 toneladas, com velocidade horizontal de 70,0 m/s que está prestes a aterrissar no convés perfeitamente horizontal de um porta-aviões, onde seis cabos de aço encontram-se esticados a alguns centímetros de altura, dispostos, perpendicularmente, à direção de chegada do avião. O gancho prende-se a um dos seis cabos, e inicia-se o processo de frenagem, que levará o avião ao repouso após percorrer a distância de 60,0 m. O cabo gradativamente estirado pelo avião está ligado a dois engenhosos mecanismos idênticos alojados sob o convés do navio — um para cada extremidade do cabo. Cada mecanismo é um êmbolo que percorre o interior de um cilindro de aço de 60,0 m, preenchido com água doce, ao longo do qual há uma série de orifícios progressivamente menores. A inércia do avião é consumida pela resistência (força constante) ao movimento do êmbolo que expulsa a água do cilindro através dos orifícios. Suponha que o piloto apenas “corte”, isto é, desligue o jato de seu avião no momento em que o gancho agarra o cabo.

(A) Nas condições descritas acima, determine, no Sistema Internacional (SI), o valor da aceleração a que é submetido o avião durante o processo de frenagem.
(B) Supondo que toda energia cinética do avião no momento do pouso seja usada para movimentar os êmbolos, determine o trabalho, em joules, que o conjunto de êmbolos exerce sobre a água aprisionada em seus cilindros.
(A) A força de frenagem é constante, então a desaceleração é constante. Pela equação de Torricelli, com velocidade final nula:
\[0=v^2-2ad\Rightarrow a=\frac{v^2}{2d}=\frac{70{,}0^2}{2\cdot60{,}0}\approx40{,}8\,\mathrm{m/s^2}\]
(B) Toda a energia cinética do avião, de massa 10 t = 1,0 × 104 kg, é transferida aos êmbolos, que a repassam à água:
\[W=E_c=\frac{mv^2}{2}=\frac{1{,}0\times10^{4}\cdot70{,}0^2}{2}=2{,}45\times10^{7}\,\mathrm{J}\]


